segunda-feira, 13 de maio de 2024

IN-EDIT BRASIL ANUNCIA FILMES BRASILEIROS SELECIONADOS PARA A SUA 16ª EDIÇÃO

Títulos sobre Dennis DJ, prodígio da Furacão 2000, Arrigo Barnabé, Black Future, Luiz Melodia, Black Rio, Zé Ketti, DJ Marlboro, entre outros, estão na programação, de 12 a 23 de junho

O In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical anuncia os filmes nacionais selecionados para a sua 16ª edição, que está marcada para acontecer de 12 a 23 de junho em São Paulo, seguida de eventos itinerantes por cidades ainda a definir. O Panorama Brasileiro inclui as seções Competição Nacional, Mostra Brasil, Brasil.Doc, Curta um Som e Sessões Especiais. 


Foram escolhidos seis títulos para a Competição Nacional, sendo quatro deles inéditos, que terão sua première brasileira durante o festival. São eles: Dennis, eu vim pra sacudir o baile, de Oscar Rodrigues Alves, sobre a meteórica carreira de Dennis DJ, prodígio da Furacão 2000, que produziu grandes hits do funk carioca como “Cerol na Mão”, “Um tapinha não dói”, “Dança da Motinha”; Black Future, Eu sou o Rio, de Paulo Severo, sobre a banda underground carioca Black Future; O Homem Crocodilo, de Rodrigo Grota, sobre mundo e a imaginação de Arrigo Barnabé; Terra de Ciganos, de Naji Sidki, sobre a cultura cigana no Brasil; Black Rio! Black Power!, do diretor Emílio Domingos, que mostra a importância da cena musical e dos bailes black na luta por justiça racial e social durante a ditadura militar; e Luiz Melodia, no Coração do Brasil, de Alessandra Dorgan, sobre a trajetória do cantor e compositor Luiz Melodia. O vencedor entrará no circuito In-Edit de festivais e será apresentado pelo diretor ou diretora no In-Edit Barcelona 2024.


O Festival apresenta também a Mostra Brasil, que explora a diversidade da música brasileira em suas diferentes vertentes, com os inéditos Funk Favela, de Kenya Zanatta; Germano Mathias - O Catedrático do Samba, de Caue Angeli e Hernani de Oliveira Ramos; Moacyr Luz, O Embaixador Dessa Cidade, de Tarsilla Alves; Viamão, de Sérgio Pererê, Leandro Miranda e Gibran; e também Aldo Baldin - Uma Vida pela Música, de Yves Goulart; Nas Ondas De Dorival Caymmi, de Locca Faria; e Terror Mandelão, de Felipe Larozza e GG Albuquerque.


A seção Brasil.Doc oferece uma seleção de documentários que mergulham em histórias e personagens marcantes da música brasileira, como Eu Sou o Samba, Mas Pode me Chamar de Zé Ketti, de Luiz Guimarães de Castro; Pagano, de Carlos Nascimbeni; Mandinga, de Egler Cordeiro; Na Terra de Marlboro, de Cavi Borges; e No Rastro do Pé de Bode, de Marcelo Rabelo.


Já o Curta um Som traz curtas-metragens que abordam temas variados como De Par em Par, de Tais Melo; É d'Oxum: força que mora n'água, de Day Sena; MBORAIRAPÉ, de Roney Freitas; O Carnaval de Rua É Festa do Povo, de Uilton Oliveira; O Som da Pele, de Marcos Santos; Pisa na Tradição, de Coraci Ruiz; Sagrado Compor, de Marcelo Abreu e Henrique Dantas; e Até o último sopro, de Benjamin Medeiros.


A programação conta ainda com uma seleção de documentários internacionais inéditos no Brasil, a mostra Música e Máquinas, dedicada a filmes que abordam a música feita por aparelhos eletrônicos, a mostra Flashback, com filmes históricos, e uma intensa programação paralela que inclui encontros, debates, shows exclusivos, feira de vinil e entrevistas com diretores, diretoras e artistas.


O In-Edit – Festival Internacional do Documentário Musical nasceu em Barcelona em 2003 e acontece no Brasil desde 2009, com o objetivo de fomentar a produção e a difusão de filmes documentários que tenham a música como elemento central. A edição de 2024 tem o patrocínio master de Colombo Agroindústria e Açúcar Caravelas; patrocínio do Itaú Unibanco e da Spcine, através da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo; parceria da Cinemateca Brasileira e Sociedade Amigos da Cinemateca; e é realizado pela In Brasil Produção Cultural, Sesc São Paulo, Lei Paulo Gustavo e Ministério da Cultura, Governo Federal.


Confira, a seguir, os longas-metragens selecionados para o Panorama Brasileiro do In-Edit Brasil 2024.



Em breve programação completa!!


PANORAMA BRASILEIRO

COMPETIÇÃO NACIONAL


Black Future, Eu sou o Rio | Paulo Severo | Brasil | 2023 | 77’

A banda underground carioca Black Future se reúne para contar sua história e sua concepção musical.


*Première nacional

Black Rio! Black Power! | Emílio Domingos | Brasil | 2023 | 75'

A partir das trajetórias de Dom Filó e da equipe de som Soul Grand Prix, o filme mostra a importância da cena musical e dos bailes black na luta por justiça racial e social durante a ditadura militar.



Dennis, eu vim pra sacudir o baile | Oscar Rodrigues Alves | Brasil | 2024 | 90’ 

De DJ prodígio da Furacão 2000 a estrela de grandes shows em estádios, Dennis e seus amigos contam esta meteórica carreira.



*Premiere nacional

Luiz Melodia, no Coração do Brasil | Alessandra Dorgan | Brasil | 2024 | 85'

Feito a partir de imagens de arquivo, o filme conta a trajetória do cantor e compositor Luiz Melodia.



O Homem Crocodilo | Rodrigo Grota | Brasil | 2024 | 84’ 

O mundo e a imaginação de Arrigo Barnabé.


*Premiere nacional

Terra de Ciganos | Naji Sidki | Brasil | 2024 | 90’

A cultura cigana chegou ao Brasil e, como em todos os lugares por onde passou, se misturou com a realidade local.


*Premiere nacional


MOSTRA BRASIL

Aldo Baldin - Uma Vida pela Música | Yves Goulart | Brasil | 2024 | 114’

O catarinense Aldo Baldin, um dos nomes mais importantes do canto lírico mundial, conta sua história em primeira pessoa.



Funk Favela | Kenya Zanatta | Brasil | 2024 | 71'  

O filme aborda a multiplicidade e as contradições do movimento funk, com foco na cena paulistana.



*Premiere nacional

Germano Mathias - O Catedrático do Samba | Caue Angeli e Hernani de Oliveira Ramos | Brasil | 2023 | 70’

Conhecido como o Catedrático do Samba, Germano Mathias é um ícone do samba paulista.



*Premiere nacional

Moacyr Luz, O Embaixador Dessa Cidade | Tarsilla Alves | Brasil | 2024 | 92'

O sambista Moacyr Luz conta sua história, suas parcerias e relembra casos com muito humor.



*Premiere nacional

Nas Ondas De Dorival Caymmi | Locca Faria | Brasil | 2023 | 90’

Tributo a Dorival Caymmi, um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos.




Terror Mandelão | Felipe Larozza e GG Albuquerque | Brasil | 2024 | 75’

O documentário aborda o som, a tecnologia e o mercado de trabalho dos bailes funk das quebradas de São Paulo.

Viamão | Sérgio Pererê, Leandro Miranda e Gibran | Brasil | 2023 | 79” 

O filme convida o público a refletir e descobrir como a herança africana tem sido difundida e reinterpretada no Brasil e na Argentina, especialmente através da música.



*Premiere nacional


BRASIL.DOC

Eu Sou o Samba, Mas Pode me Chamar de Zé Ketti | Luiz Guimarães de Castro | Brasil | 2024 | 89’  

Tributo ao compositor carioca Zé Ketti.



*Premiere nacional

Mandinga | Egler Cordeiro | Brasil | 2024 | 100’

O guitarrista André Christovam conta a história da gravação do seu primeiro álbum “Mandinga”.



Na Terra de Marlboro | Cavi Borges | Brasil | 2024 | 50’

Quando o assunto é Funk Carioca, é impossível não citar DJ Marlboro.



No Rastro do Pé de Bode | Marcelo Rabelo | Brasil | 2023 | 60’

Um velho músico brasileiro, Rato Branco, tem a iniciativa de procurar os velhos mestres da Sanfona de 8 Baixos do sertão da Bahia.



Pagano | Carlos Nascimbeni | Brasil | 2024 | 72’ 

Trajetória do pianista Caio Pagano a partir de seu projeto “Últimos Pensamentos Musicais”.



*Premiere nacional


CURTA UM SOM

De Par em Par | Tais Melo | Brasil | 2023 | 16’ 

O curta acompanha os passos de Tony em seu dia a dia como personal dancer, onde acompanha sua cliente, Marilena, em bailes de salão pela cidade de São Paulo.



*Premiere nacional

É d'Oxum: força que mora n'água | Day Sena | Brasil | 2023 | 26’

A música "É d’Oxum" é um dos maiores sucessos dos compositores baianos Gerônimo Santana e Vevé Calasans e considerado um hino extra oficial da Bahia.



MBORAIRAPÉ | Roney Freitas | Brasil | 2023 | 25' 

Filme sobre o rap em guarani feito no Jaguaré (SP).



O Carnaval de Rua É Festa do Povo | Uilton Oliveira | Brasil | 2023 | 15'

O filme debate a democratização do carnaval na cidade do RJ a partir da experiência do bloco Pula Roleta. 



O Som da Pele | Marcos Santos | Brasil | 2023 | 25’

Irton Mário da Silva, mais conhecido como mestre Batman fala de seu projeto Batuqueiros do Silêncio, um grupo de percussão formado por surdos. 



Pisa na Tradição | Coraci Ruiz | Brasil | 2023 | 24' 

A Comunidade Jongo Dito Ribeiro salvaguarda a tradição do Jongo em Campinas/SP através da memória de seu ancestral Benedito Ribeiro.



*Premiere nacional

Sagrado Compor  | Marcelo Abreu e Henrique Dantas | Brasil | 2023 | 23’

Curta metragem que revela a partir de um encontro multicultural, músicas e canções ligadas ao sagrado de diferentes povos e etnias do Brasil.



Até o último sopro | Benjamin Medeiros | Brasil | 2023 | 10’

A Música Folclórica de Fuzhou (China) é tocada com instrumentos de sopro, em casamentos e funerais. Song Xiping, professor e um dos principais herdeiros desta música, passa o conhecimento a seus alunos.


quinta-feira, 9 de maio de 2024

Crítica do filme: 'Planeta dos Macacos: O Reinado'

Por Graça Paes, RJ 

O longa 'Planeta dos Macacos: O Reinado', com 2h47 de duração, estreia nesta quinta-feira, dia 9 de maio, nos cinemas. 

É o quarto filme da saga que permeia drama, ação e ficção científica desta vez com direção de  Wes Ball, a partir de um roteiro de Friedman, Rick Jaffa , Amanda Silver e Patrick Aison,  produzido por Joe Hartwick Jr., Jaffa, Silver e Jason Reed.  

Os três primeiros longas da saga tiveram a direção de Matt Reeves e foram um reboot dos originais dos anos 1970, sendo o primeiro “Planeta dos macacos’ de 1968. 

Cabe ressaltar que alguns elementos de 'Planeta dos Macacos: O Reinado', nos remetem ao filme de origem, de 1968, entre eles, a trilha sonora, bem pontual, aliás, e alguns cenários que seriam situados a Costa Leste dos EUA, sendo que agora eles estão na Costa Oeste, onde humanos foram dominados por macacos.  

O ponto de partida que permeia esta história são os ensinamentos deixados pelo líder dos símios, César, cuja interpretação, tal como ocorre com a Bíblia Sagrada, em algumas religiões, é feita de modo equivocado por Maximus. Sendo assim, Maximus, que se diz guiado pelos ensinamentos de César quer construir um império e ser um rei absoluto. Nesta busca, seu caminho cruza com o do jovem macaco Noa, que baseado nos ensinamentos de sua aldeia questiona alguns fatos do passado, e que ao conhecer os ensinamentos de César acredita que o que ele mais queria era a integração pacifica entre humanos e macacos. Entre Maximus e Noa surge a misteriosa humana Mae (Freya Allan) cujo conhecimento ultrapassa os dos macacos. 

Mae e Noa se unem e passam a lutar juntos, será que pelo mesmo objetivo?

Afinal, é possível coexistir uma união pacífica entre homens e macacos????? 

Será que os humanos remanescentes vão querer de volta o controle do Planeta? 

O filme é daquele que nos leva a boas reflexões, similares as da vida real, entre elas, a busca desenfreada pelo poder soberano, a luta pela sobrevivência, hierarquia, amizade, família, caráter, lealdade, crenças e costumes, entre outros. 

Se prepare para assistir um belo espetáculo na telona. Daqueles que te prendem na poltrona e você nem percebe o tempo passar. E tudo indica que a saga deve continuar.

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.3.




quinta-feira, 25 de abril de 2024

Crítica do filme: “Aumenta que é Rock’n Roll”

Por Graça Paes, RJ

O longa metragem “Aumenta que é Rock’n Roll” com direção de Tomás Portella, roteiro de L.G.Bayão e produção de Renata Almeida Magalhães, estreia nos cinemas dia 25 de abril, com 112 minutos de duração.

O filme retrata o nascimento de um dos veículos de comunicação mais influentes da década de 1980 no Brasil: A Rádio Maldita, ‘Rádio Fluminense FM’, criada pelos jornalistas Luiz Antonio Mello e Samuel Wainer Filho, o Samuca, em 1982, em Niterói, RJ. 

No longa, Luiz Antônio é um atrapalhado jornalista que se torna radialista quase que inesperadamente. E de uma hora para outra ele se vê no comando de uma estação de rádio falida e caindo aos pedaços. Disposto a encarar o desafio e com a ajuda do amigo Samuca, ele que não estava mais feliz na redação do jornal em que trabalhava, inicia uma nova jornada com o apoio de uma galera que acreditou em seu sonho. Juntos, eles transformaram o nada em tudo e foram responsáveis por parte da história das bandas nacionais dos anos 1980 no Brasil, como Blitz, Paralamas do Sucesso, Titãs, Legião Urbana, Barão Vermelho, entre outras, que foram lançadas por eles. A rádio tinha tanta força no cenário musical que até ajudou na escolha das atrações do primeiro Rock in Rio e bombou nos bastidores do evento.

Luiz Antônio e Samuca apostaram na ideia de dedicar toda programação da emissora radiofônica ao rock, esse foi o diferencial e o sucesso. Para tal criaram várias estratégias inovadoras, entre elas, ter locução exclusivamente feminina, promover festas, eventos, campanhas e ter uma programação autêntica e democrática. 

O roteiro, que perpassa pela criação da Rádio Maldita, das músicas dos anos 80, conta a história de Luiz Antonio Mello, suas aventuras, desventuras, amores, amizades, sonhos.

O filme é vivo, colorido e fotograficamente incrível. A direção de arte é de Claudio Amaral Peixoto que brilhantemente recriou a época em todas as suas vertentes. 


A trilha sonora é assinada por Dado Villa-Lobos, que viveu o auge da “Maldita”, já que era do Legião Urbana e viveu toda essa história. O longa realmente se propõe a mostrar o que tocava na rádio e nas festas antológicas em que as bandas se apresentavam na época. Dado fez um trabalho incrível. 

O longa é mix de drama e comédia que conta com um timaço de atores que ajudam a contar essa história. Johnny Massaro, George Sauma (protagonistas),  Marina Provenzzano, João Vitor Silva, Orã Figueiredo, Silvio Guindone, Flora Diegues, Joana Castro, Clarice Sauma, Luana Valentim, Mag Pastori, Bella Camero, André Dale, Felipe Haiut, Saulo Arcoverde, Cadu Favero e Charles Fricks, além de participações especiais como Hamilton Vaz Pereira e Gillray Coutinho.


Vale ressaltar que a atriz Flora Diegues, faleceu logo após as filmagens, e que o longa é dedicado a ela que interpreta a produtora Jaqueline.


Se você é apaixonado por Rock, por música, e pelos anos 1980 ou simplesmente é fã de cinema, o filme vale o seu tempo na poltrona, com direito a pipoca e refrigerante. E, de preferência numa sala com boa potência de som e imagem. 


Vários temas, além de música e rádio, são retratados no longa, entre eles estão o apostar no trabalho das mulheres na locução radiofônica, o acreditar nos sonhos, o fazer acontecer, amizade, luto, amor, entre outros. 


Tomás Portella, o Brasil agradece por esse filme incrível, colorido, vivo e musicalmente maravilhoso. 


E, você que lê esse texto, corra para o cinema. Prestigie os filmes nacionais. 


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.








quinta-feira, 18 de abril de 2024

Crítica do filme: “Guerra Civil”

Por Graça Paes, RJ

Com direção e roteiro de Alex Garland, o filme “Guerra Civil” (“Civil War”), um mix de ação e suspense, estreia nos cinemas brasileiros dia 18 de abril.

O longa é ambientado em um mundo distópico, (marcado pela falta de liberdade, baixa qualidade de vida, desigualdade, condições ambientais adversas e a deturpação da tecnologia. É o oposto de uma utopia, onde temos um futuro perfeito com condições ideais. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.), onde os EUA vivem uma guerra civil. E, em meio ao conflito e cercados de perigos, quatro profissionais da comunicação se unem em prol de uma cobertura que pode ser a melhor e mais emblemática de suas vidas.


O filme nos leva ao centro de uma batalha civil “visceral” com direito até ao ataque ao Capitólio dos EUA, em 6/01/2021. E, em meio ao caos. Lee, uma famosa fotojornalista da agência de notícias Reuters (interpretada por Kirsten Dunst), já demonstra estar cansada de fazer esse tipo de cobertura violenta, mas seu parceiro jornalístico, o repórter Joel (Wagner Moura), está a pleno vapor, empolgado em conseguir entrevistar o presidente (Nick Offerman), que dissolveu o FBI (a polícia federal americana) e que ordenou que os militares atacassem cidadãos comuns. 


Em busca do furo jornalístico e das melhores imagens, eles se unem a um repórter sênior do The New York Times, Sammy (Stephen Henderson), e a uma novata, que é admiradora do trabalho de Lee e que está disposta a vivenciar esta jornada, Cailee Spaeny, no papel da jovem aspirante à fotojornalista Jessie Cullen.  Os quatros, num mesmo veículo, seguem na estrada e fazem o  trajeto de Nova York a Washington, passando por áreas devastadas, enfrentando uma série de perigos, e se deparando tanto com militares quanto com civis exibindo seus feitos violentos, já que Estados rebeldes formaram diferentes alianças, incluindo a improvável parceria Texas-Califórnia nas chamadas Forças Ocidentais. 

Os estados separatistas se rebelam contra um governo autoritário nos EUA, e o cenário é de destruição. Helicópteros sobrevoam a capital americana e explosões atingem diversos pontos, entre eles, o monumento Lincoln Memorial. 


Quando enfim eles chegam a casa branca se deparam com mais jornalistas que escondem dos tiros atrás de veículos militares blindados. E, agora, como chegar até o presidente? Eles terão as melhores fotos, conseguiram o furo jornalístico? Ah, só assistindo. 

Tecnicamente é um bom filme. Em alguns momentos determinadas cenas nos remetem ao seriado The Walking Dead tamanha a violência e a devastação. 

O longa tem um mix de talentos ressaltando Wagner Moura, palmas também para Kirsten Dunst que representou com maestria o ofício dos fotojornalistas. E aplausos para Stephen Henderson que entra em cena para alertar sobre o etarismo na profissão. Já a entrada da aspirante a fotojornalista nos remete aos novatos em determinadas áreas do jornalismo, muitos são até mesmo, desencorajados a seguir em frente. 

No decorrer do filme, nos deparamos com um vácuo, que ora pode ser uma falha do roteiro, ora pode ser algum erro na montagem, fato que é que a história fica inconclusiva, parece que está faltando algo. Alguns pontos não batem. 

É um filme político, determinado a ser apartidário, e que faz um alerta assustador e crível para os EUA e, por extensão, para todos os países, sobre o produto da polarização, da divisão, do preconceito, entre outras questões.


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.5  




quinta-feira, 4 de abril de 2024

Crítica do filme: “Uma Família Feliz”

 Por Graça Paes, RJ 

O longa “Uma família feliz” com direção de José Eduardo Belmonte, produzido por Pandora Filmes, Globo Filmes, Barry Company, Telecine estreia nos cinemas dia 4 de abril. 

Neste suspense/terror nacional, um thriller, Eva, uma linda e elegante mulher, acaba de dar à luz ao seu primeiro filho biológico, ele já criava meninas gêmeas que vieram do primeiro casamento de seu marido, e agora, com três crianças em casa, Eva se depara com a angústia de uma depressão pós-parto. 

Em meio a uma suposta vida em família, perfeita, o clima tranquilo desse lar, é invadido por acontecimentos estranhos e inusitados, sendo um destes o fato das gêmeas aparecem machucadas, entre diversas situações que também começam a acontecer com o bebê. A partir daí, e culminando com a depressão pós parto, Eva passa a ser acusada pela escola da filha, pelos pais dos alunos e por seus vizinhos como sendo a culpada pelo o que está acontecendo aos filhos. Ela é retaliada, isolada e questionada até mesmo pelo seu próprio marido, ela precisa superar sua fragilidade para provar sua inocência e reestruturar sua família.

Tecnicamente, Som, Trilha Sonora, Fotografia, Direção, Maquiagem, Cenografia, Locações, e a atuação de Grazi Massafera, de Reynaldo Gianecchini e até mesmo das gêmeas são impecáveis.  

Sobre o roteiro, o longa é baseado no livro homônimo do escritor Raphael Montes, (autor de Bom dia, Verônica). Vale ressaltar que ele também escreveu o argumento do longa, o roteiro do filme e fez sua estreia como diretor assistente nas telonas com esta obra.  

Caso você queira ler o livro não compare a publicação ao longa, na adaptação para o cinema, alguns acontecimentos, personagens e outras coisas mais foram deixados de lado. Entre o que não entrou no filme, existe uma briga entre as gêmeas que justificaria um fato bem importante mostrado na telona.  Mas, isso não altera o bom filme que ele é.

O longa está aí para mostrar que o Brasil pode e sabe fazer filmes de todos os gêneros e que a cada ano o cinema nacional nos surpreende.

O filme vale o seu tempo na cadeira do cinema. Ele tem 1h50 de duração. 

O longa aborda temas importantes como as agruras da maternidade, depressão pós parto, o uso da babá eletrônica, o poder das redes sociais, amizade, machismo, trabalho home-office, entre outros. É envolvente e tem um final surpreendente. 

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9. 


Crítica do filme: “A Primeira Profecia”

Por Graça Paes, RJ

O longa “A primeira profecia” com direção, da estreante nas telonas, Arkasha Stevenson que também assina o roteiro ao lado de Tim Smith, David Seltzer e Keith Thomas, produção de Phantom Four e David S. Goyer, fotografia de Aaron Morton e trilha sonora de Mark Korven, estreia nos cinemas nesta quinta-feira, dia 4 de abril. 


O longa é um prólogo do clássico de terror A profecia (1976), o primeiro de uma série de três filmes baseados no personagem Damien, na sequência. A Profecia 2 (1978) e A Profecia 3 - O Conflito Final (1981). O quarto filme da série foi feito para a Tv americana e chamado A Profecia 4 - O Despertar.

Em “A primeira profecia” a trama acompanha a saga da jovem americana Margaret (Nell Tiger Free), que é enviada a Roma para servir a igreja. No local, ela se afeiçoa por Carlita, uma jovem cheia de mistérios que também mora no convento. Ao questionar o passado e a situação da garota para as irmãs da igreja, ela é alertada para se manter afastada da menina, mas antes de seguir o conselho das medres superioras, ela se depara com uma escuridão que a faz questionar sua fé. Com a ajuda de um padre exonerado, ela acaba descobrindo uma conspiração tenebrosa, que por anos foi ocultada pela igreja tenta esconder o inevitável: a volta do mal encarnado, o chamado anticristo.

O Longa tem uma presença feminina forte, da direção ao elenco. A estreante cineasta Arkasha Stevenson (lembrada como diretora de séries) se destaca de forma avassaladora, assim como a veterana Sônia Braga, num personagem chave e arrebatador, assim como a atriz Nell Tiger Free, como Margaret.

É um filme que vai superar todas as suas expectativas. Ele traz à tona alguns detalhes, até então ocultos, do longa de 1976, que são de extrema importância e relevância para que possamos entender pontos importantes dos quatro filmes e de forma mais ampla conhecer a origem de Damien.

A fotografia, muito bem feita retrata exatamente as tomadas dos anos 1970, com tomadas áreas sensacionais. Também vale destacar maquiagem, efeitos especiais, cenografia, figurinos e a trilha sonora, exata e precisa. 


Se prepare!  O filme “A Primeira Profecia” é surpreendente, aterrorizante e repleto de grandes surpresas, que sem sombra de dúvidas, vão impressionar o público apaixonado pelo gênero durante 2 horas de duração. Você nem irá piscar!!!

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 10. 




quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Crítica do filme: “Pobres Criaturas”

Por Graça Paes, RJ

O longa metragem irlandês “Pobres Criaturas” coproduzido com Reino Unido e EUA dos gêneros fantasia científica e surrealista dirigido por Yorgos Lanthimos a partir de um roteiro de Tony McNamara, adaptado da obra homônima de 1992 escrita por Alasdair Gray, estreia nos Cinemas dia 1º. de fevereiro.  É uma obra que te levará a embarcar na fantasia. 

Sem spoilers, no longa, "Pobres Criaturas" a jovem Bella Baxter é trazida de volta à vida pelo cientista Dr. Godwin Baxter. Ela se desenvolve e quer viver novas experiências, e para tal, Bella foge com um advogado e viaja pelos continentes. Livre dos preconceitos de sua época, Bella exige igualdade e libertação.

Com 11 indicações para o Oscar, a obra produzida por Element Pictures, TSG Entertainment, Film4 Productions é do tipo que embaralha a sua mente, mas, que de uma forma peculiar e bem reflexiva no filme retrata temas como empoderamento feminino, ética, moral, bons costumes, normas sociais, descoberta e exploração da sexualidade, paternidade, família, liberdade de expressão, experimentos com humanos e animais, medicina, ciência, morte e vida, com referências até a passagens da bíblia.

Tecnicamente, o longa é muto bem dirigido. Tem uma belíssima fotografia que alterna do preto branco a cores bem vivas conforme a história é sabiamente contada. Alguns cenários são extravagantes e até mesmo chocantes, mas magníficos. 

A maquiagem é incrível. 

O elenco é sensacional com as atenções voltadas as interpretações de Emma Stone, como Bella Baxter, e Mark Ruffalo, como Duncan Wedderburn. 

O roteiro e a trilha sonora também fazem uma boa parceria. 

É o tipo de obra que uns irão amar e outros nem tanto. Mas, que vale a pena assistir. 

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9. 




quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Crítica do filme: “Príncipe Lu e a Lenda do Dragão”

Por Graça Paes, RJ 


O longa ““Príncipe Lu e a Lenda do Dragão” com direção de Leandro Neri, roteiro de Leandro Neri e Luccas Neto, estreia nos cinemas em 25 de janeiro. 


No filme, o herdeiro de um reino encantado precisa combater um dragão para proteger todo mundo, mas ele prefere pregar peças na família e nos amigos. Enquanto é obrigado a rever comportamentos e atitudes para poder assumir o trono ao completar 18 anos, o Príncipe Lu também precisa lidar com a ameaçadora Lenda do Dragão, que parece cada dia mais próxima de se tornar realidade, colocando todo o reino em risco. Mas para isso, ele precisa recuperar a Espada Alada, com a ajuda de sua irmã, a corajosa Encantada, e da misteriosa Guerreira Mascarada. Lu vai aprender importantes lições de vida, e descobrir que heróis podem existir dentro de cada um de nós.

Tecnicamente, o longa com uma boa linguagem infanto-juvenil, tem uma fotografia belíssima, que assim como belos cenários e figurinos nos remete as histórias de conto de fadas.


Vale ressaltar que um dos pontos altos é o roteiro que tem a mesma pegada dos vídeos de sucesso do youtube o que torna o filme leve e engraçado. 

No elenco, Luccas Neto, Gi Alparone, Beatriz Couto, Zezé Motta, Renato Aragão, Maurício Mattar, Flávia Monteiro, Cássio Scapin, entre outros, que nos envolvem na bela história, que ousa colocar em meio a um “conto de fadas” uma viagem no tempo que nos leva até mesmo a um ensaio da escola de samba carioca Beija-Flor de Nilópolis. 

Vale ressaltar também as belas escolhas de Zezé Motta e Renato Aragão que abrilhantam a fábula. 


O filme vale o seu ingresso, a sua pipoca, se o seu objetivo for levar os seus pequenos. 

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.