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quinta-feira, 9 de maio de 2024

Crítica do filme: 'Planeta dos Macacos: O Reinado'

Por Graça Paes, RJ 

O longa 'Planeta dos Macacos: O Reinado', com 2h47 de duração, estreia nesta quinta-feira, dia 9 de maio, nos cinemas. 

É o quarto filme da saga que permeia drama, ação e ficção científica desta vez com direção de  Wes Ball, a partir de um roteiro de Friedman, Rick Jaffa , Amanda Silver e Patrick Aison,  produzido por Joe Hartwick Jr., Jaffa, Silver e Jason Reed.  

Os três primeiros longas da saga tiveram a direção de Matt Reeves e foram um reboot dos originais dos anos 1970, sendo o primeiro “Planeta dos macacos’ de 1968. 

Cabe ressaltar que alguns elementos de 'Planeta dos Macacos: O Reinado', nos remetem ao filme de origem, de 1968, entre eles, a trilha sonora, bem pontual, aliás, e alguns cenários que seriam situados a Costa Leste dos EUA, sendo que agora eles estão na Costa Oeste, onde humanos foram dominados por macacos.  

O ponto de partida que permeia esta história são os ensinamentos deixados pelo líder dos símios, César, cuja interpretação, tal como ocorre com a Bíblia Sagrada, em algumas religiões, é feita de modo equivocado por Maximus. Sendo assim, Maximus, que se diz guiado pelos ensinamentos de César quer construir um império e ser um rei absoluto. Nesta busca, seu caminho cruza com o do jovem macaco Noa, que baseado nos ensinamentos de sua aldeia questiona alguns fatos do passado, e que ao conhecer os ensinamentos de César acredita que o que ele mais queria era a integração pacifica entre humanos e macacos. Entre Maximus e Noa surge a misteriosa humana Mae (Freya Allan) cujo conhecimento ultrapassa os dos macacos. 

Mae e Noa se unem e passam a lutar juntos, será que pelo mesmo objetivo?

Afinal, é possível coexistir uma união pacífica entre homens e macacos????? 

Será que os humanos remanescentes vão querer de volta o controle do Planeta? 

O filme é daquele que nos leva a boas reflexões, similares as da vida real, entre elas, a busca desenfreada pelo poder soberano, a luta pela sobrevivência, hierarquia, amizade, família, caráter, lealdade, crenças e costumes, entre outros. 

Se prepare para assistir um belo espetáculo na telona. Daqueles que te prendem na poltrona e você nem percebe o tempo passar. E tudo indica que a saga deve continuar.

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.3.




quinta-feira, 25 de abril de 2024

Crítica do filme: “Aumenta que é Rock’n Roll”

Por Graça Paes, RJ

O longa metragem “Aumenta que é Rock’n Roll” com direção de Tomás Portella, roteiro de L.G.Bayão e produção de Renata Almeida Magalhães, estreia nos cinemas dia 25 de abril, com 112 minutos de duração.

O filme retrata o nascimento de um dos veículos de comunicação mais influentes da década de 1980 no Brasil: A Rádio Maldita, ‘Rádio Fluminense FM’, criada pelos jornalistas Luiz Antonio Mello e Samuel Wainer Filho, o Samuca, em 1982, em Niterói, RJ. 

No longa, Luiz Antônio é um atrapalhado jornalista que se torna radialista quase que inesperadamente. E de uma hora para outra ele se vê no comando de uma estação de rádio falida e caindo aos pedaços. Disposto a encarar o desafio e com a ajuda do amigo Samuca, ele que não estava mais feliz na redação do jornal em que trabalhava, inicia uma nova jornada com o apoio de uma galera que acreditou em seu sonho. Juntos, eles transformaram o nada em tudo e foram responsáveis por parte da história das bandas nacionais dos anos 1980 no Brasil, como Blitz, Paralamas do Sucesso, Titãs, Legião Urbana, Barão Vermelho, entre outras, que foram lançadas por eles. A rádio tinha tanta força no cenário musical que até ajudou na escolha das atrações do primeiro Rock in Rio e bombou nos bastidores do evento.

Luiz Antônio e Samuca apostaram na ideia de dedicar toda programação da emissora radiofônica ao rock, esse foi o diferencial e o sucesso. Para tal criaram várias estratégias inovadoras, entre elas, ter locução exclusivamente feminina, promover festas, eventos, campanhas e ter uma programação autêntica e democrática. 

O roteiro, que perpassa pela criação da Rádio Maldita, das músicas dos anos 80, conta a história de Luiz Antonio Mello, suas aventuras, desventuras, amores, amizades, sonhos.

O filme é vivo, colorido e fotograficamente incrível. A direção de arte é de Claudio Amaral Peixoto que brilhantemente recriou a época em todas as suas vertentes. 


A trilha sonora é assinada por Dado Villa-Lobos, que viveu o auge da “Maldita”, já que era do Legião Urbana e viveu toda essa história. O longa realmente se propõe a mostrar o que tocava na rádio e nas festas antológicas em que as bandas se apresentavam na época. Dado fez um trabalho incrível. 

O longa é mix de drama e comédia que conta com um timaço de atores que ajudam a contar essa história. Johnny Massaro, George Sauma (protagonistas),  Marina Provenzzano, João Vitor Silva, Orã Figueiredo, Silvio Guindone, Flora Diegues, Joana Castro, Clarice Sauma, Luana Valentim, Mag Pastori, Bella Camero, André Dale, Felipe Haiut, Saulo Arcoverde, Cadu Favero e Charles Fricks, além de participações especiais como Hamilton Vaz Pereira e Gillray Coutinho.


Vale ressaltar que a atriz Flora Diegues, faleceu logo após as filmagens, e que o longa é dedicado a ela que interpreta a produtora Jaqueline.


Se você é apaixonado por Rock, por música, e pelos anos 1980 ou simplesmente é fã de cinema, o filme vale o seu tempo na poltrona, com direito a pipoca e refrigerante. E, de preferência numa sala com boa potência de som e imagem. 


Vários temas, além de música e rádio, são retratados no longa, entre eles estão o apostar no trabalho das mulheres na locução radiofônica, o acreditar nos sonhos, o fazer acontecer, amizade, luto, amor, entre outros. 


Tomás Portella, o Brasil agradece por esse filme incrível, colorido, vivo e musicalmente maravilhoso. 


E, você que lê esse texto, corra para o cinema. Prestigie os filmes nacionais. 


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.








quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Crítica do filme: "Guerra Fria"

Por Graça Paes, RJ



Coprodução França, Polônia e Reino Unido, Palma de Ouro de Melhor direção em Cannes e com três indicações ao Oscar 2019, Melhor Diretor, Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Fotografia, o longa "Guerra Fria", inspirado em fatos reais, com direção de Paweł Pawlikowski, estreia na quinta-feira, dia 7 de fevereiro nos cinemas.

A trama retrata o período da Guerra Fria, entre a Polônia stalinista e a Paris boêmia da década de 1950, onde duas pessoas, de diferentes origens e temperamentos, um pianista e maestro, amante da liberdade e uma bela e jovem cantora, completamente incompatíveis, se apaixonam. 


O filme começa no ano de 1949, época que a Polônia estava sob o domínio stalinista. E, paralelo aos problemas políticos, dois professores decidem percorrer o interior do país em busca de vozes para integrar um grupo musical dedicado à canções populares/ folclóricas. Nas audições, um dos professores, Wiktor se impressiona com a jovem Zula, tanto por seu talento, como por sua beleza. 



Em pouco tempo, Zula conquista o posto de estrela do grupo Mazurek, nome fictício inspirado no famoso Mazowsze, um grupo folclórico polonês, cujos integrantes estão no filme. 




O sucesso do Mazurek desperta o interesse do grupo em alçar novos voos e sair dos limites da Polônia, o que não agrada Wiktor. Mas, agrada a jovem Zula, que neste período já  vivencia um romance com Wiktor. 




Os encontros e desencontros do casal, seus temperamentos opostos e aspirações contrárias, e o sentimento que os une é o molho especial desse filme e o pano de fundo deste filme cercado por belos cenários e figurinos de época. 



O longa é protagonizado por Joanna Kulig, Tomasz Kot e Jeanne Balibar cujos personagens são baseados nos pais do diretor Pawlikowski, e batizados com seus respectivos nomes, Wiktor e Zula. O longa é apenas inspirado no casal, não retratando fielmente sua história.


O drama / romance tem uma bela trilha sonora e chama atenção pela estética. É feito no formato 4:3, também chamado de janela clássica ou tela quadrada, que era o modelo usado pelo cinema até 1950 e tem a brilhante fotografia de Lukasz Zal. 

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.

Confira o trailer: