segunda-feira, 22 de junho de 2026

Festival de Cinema de Gramado participa como seletiva para o Prêmio Ibershorts, do Festival de Málaga

Por Graça Paes, RJ

Pelo segundo ano consecutivo, curtas-metragens premiados em Gramado poderão ser inscritos para concorrer ao prêmio espanhol

                                                           (Pressphoto)


Pelo segundo ano consecutivo, o Festival de Cinema de Gramado participa da seleção do Prêmio Ibershorts, parte da programação do 30º Festival de Málaga, na Espanha. O mais tradicional festival de cinema do Brasil é um dos 29 selecionados de 20 países que poderão inscrever até dois curtas-metragens premiados em sua edição mais recente para concorrer à Biznaga de Melhor Curta-Metragem Ibero-Americano de Ficção. Um comitê conjunto selecionará as cinco produções finalistas, que serão exibidas durante a 30ª edição do evento. 


As obras vencedoras na categoria de melhor filme das mostras Curtas-metragens Brasileiros e do Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema - Mostra de Curtas Gaúchos da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado serão inscritas e irão concorrer ao Prêmio Ibershorts. O público vai conhecer as produções participantes durante o evento na Serra Gaúcha, quando serão anunciados os vencedores de ambas as categorias.


O Festival de Málaga, uma realização da Prefeitura de Málaga, acontece entre os dias 26 de fevereiro e 7 de março de 2027. Além da exibição, os cinco filmes finalistas farão parte do Málaga Short Corner, importante vitrine de mercado dentro do MAFIZ (Málaga Festival Industry Zone), onde realizadores participam de atividades voltadas ao mercado audiovisual. 


O Prêmio Ibershorts é uma iniciativa do evento em parceria com a Festhome, plataforma digital que conecta cineastas a festivais de cinema, e busca promover e dar visibilidade a curtas-metragens ibero-americanos de ficção e animação. 


54ª edição do Festival de Cinema de Gramado

A 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado acontece entre os dias 12 e 22 de agosto, na Serra Gaúcha. A curadoria dos longas-metragens brasileiros e documentais é assinada pelo jornalista, professor e crítico de cinema Marcos Santuario e pelas atrizes Camila Morgado e Ana Flávia Cavalcanti. A programação é composta por longas e curtas-metragens brasileiros, com forte destaque para o cinema gaúcho, e também conta com produções internacionais. 




Primeiras cenas do filme "Era Uma Vez Minha 1ª Vez" são divulgadas

Por Graça Paes, RJ

A obra é uma adaptação cinematográfica do livro homônimo de Thalita Rebouças 


O longa, dirigido por Claudia Castro, chega aos cinemas em outubro e promete levar às telas uma narrativa sensível e bem-humorada sobre as descobertas da adolescência e os diferentes caminhos do despertar da sexualidade.



Estrelado por Letícia Braga, Duda Matte, Castorine e Lívia Silva, o filme acompanha a trajetória das amigas Teresa, Clara, Tuca e Patty, que vivenciam juntas os desafios, expectativas e experiências que marcam a juventude. Ao longo da história, cada uma delas percebe que o amadurecimento acontece de forma única, respeitando tempos e vivências individuais.



Com roteiro assinado por Thalita Rebouças e João Paulo Horta, a produção adapta para o cinema uma das obras da escritora voltadas ao público jovem. A trama aborda temas como amizade, autoconhecimento e os ritos de passagem da adolescência de forma leve, madura e sem tabus.



Além do quarteto principal, o elenco reúne nomes como Cauã Martins, Caian Zattar, Cintia Rosa, Pedro Ogata, JP Rufino e Duda Pimenta.



Longe de se apresentar como um manual sobre sexualidade, o filme aposta no tom que consagrou a carreira literária de Thalita Rebouças: uma abordagem sensível, divertida e próxima da realidade dos jovens, com destaque para a força da amizade feminina e para a importância de respeitar o próprio tempo nas descobertas da vida.



‘Era Uma Vez Minha 1ª Vez’ é uma produção de Na Paralela Filmes, responsável também pela distribuição do longa. O projeto conta ainda com codistribuição de A Fábrica, parceria e coprodução da RioFilme, empresa vinculada à Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, e coprodução da Warner Bros. Pictures. 


Assista o teaser:

O filme recebeu investimentos do BRDE, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual, e da Ancine.




sexta-feira, 19 de junho de 2026

"Os Donos do Jogo" inicia gravações da segunda temporada com encontro do elenco no Rio de Janeiro

Por Graça Paes, RJ

A Netflix celebrou nesta quinta-feira, dia (18/6), o início das gravações da segunda temporada de 'Os Donos do Jogo' com um encontro que reuniu parte do elenco e convidados na quadra da Acadêmicos da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O evento contou com uma leitura de roteiro acompanhada de samba e feijoada, marcando o começo dos trabalhos da nova fase da produção.

A série de ficção aborda disputas de poder e relações familiares no universo do jogo do bicho, explorando os bastidores da contravenção carioca. Participaram do encontro os atores Adriano Garib, André Lamoglia, Bruno Mazzeo, Chico Diaz, Dandara Mariana, Giullia Buscaccio, Henrique Barreira, Juliana Paes, Mel Maia, Pedro Lamin, Ruan Aguiar e Stepan Nercessian. A ocasião também marcou a apresentação dos novos integrantes do elenco: Duda Matte, Elizabeth Savala e Willean Reis.

Em nota, Heitor Dhalia, um dos criadores e diretor geral da série, destacou a expectativa para a nova temporada.  “Estou muito feliz de poder retornar ao mundo fascinante da contravenção carioca. Reencontrar as famílias fictícias do bicho em mais uma temporada eletrizante de *Os Donos do Jogo*, de apostas cada vez mais altas”, afirmou.

A primeira temporada da produção alcançou destaque internacional ao figurar no Top 10 Global da Netflix, permanecendo por seis semanas entre os títulos de língua não inglesa mais assistidos da plataforma.


Produzida pela Paranoïd, a segunda temporada promete ampliar o universo narrativo da série, consolidando a aposta da Netflix Brasil em histórias de máfia ambientadas no Rio de Janeiro, com forte identidade local e elementos de melodrama.

'Os Donos do Jogo' foi criada por Heitor Dhalia, Bernardo Barcellos e Bruno Passeri. Dhalia assina a direção geral e também dirige episódios da nova temporada, ao lado de Rafael Miranda Fejes e Matias Mariani. O roteiro é assinado por Bernardo Barcellos, Gustavo Rademacher, João Iglesias, Manuela Cantuária, Marina Luisa Silva, Rafael Spínola e Rosana Rodini. A produção é de Egisto Betti e Manoel Rangel.


Foto e vídeo: Divulgação/ Netflix

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Crítica da animação: 'Toy Story 5'

Por Graça Paes, RJ

Toy Story 5 mantém a magia da franquia e promove uma reflexão necessária sobre a infância e o consumo de tecnologia

A Pixar volta a emocionar o público com “Toy Story 5”. Este é mais um belo capítulo de uma das franquias mais amadas da história da animação. Com direção de Andrew Stanton e roteiro assinado por Stanton e McKenna Harris, o longa estreia nos cinemas em 18 de junho e prova que ainda há espaço para contar histórias relevantes com sensibilidade, humor e emoção.

Desta vez, Buzz Lightyear, Woody, Jessie e seus inseparáveis amigos enfrentam um desafio contemporâneo: a influência da tecnologia na infância. Bonnie, agora com 8 anos, ganha um tablet e passa a dedicar grande parte do seu tempo aos jogos digitais, deixando os brinquedos tradicionais em segundo plano. Diante dessa nova realidade, a turma precisa encontrar maneiras de continuar fazendo parte da vida da menina.

Visualmente, Toy Story 5 impressiona pela elegância de suas escolhas artísticas. A direção de arte aposta em uma estética limpa, cuidadosamente planejada e totalmente alinhada à proposta narrativa. O estilo minimalista e sofisticado da animação não significa simplicidade na construção da obra. Pelo contrário, revela uma escolha artística cuidadosa, voltada para destacar a clareza visual e fortalecer a conexão emocional com o público.

A animação apresenta movimentos suaves e bem executados, permitindo que cada cena seja compreendida de forma natural. Os enquadramentos, a paleta de cores e a composição visual contribuem para uma narrativa clara e envolvente, direcionando o olhar do espectador para o que realmente importa: as emoções dos personagens e a mensagem transmitida pela história.


A obra demonstra com excelência como o princípio de que “menos é mais” pode ser aplicado de forma eficaz, criando impacto emocional e profundidade narrativa sem recorrer a excessos visuais.


E é impossível não continuar apaixonado por Buzz, Woody, Jessie e toda a turma. Os personagens preservam o carisma que conquistou gerações e, mais uma vez, servem como ponte para discussões importantes. Tem até clima de romance no ar! 


Além da diversão, Toy Story 5 convida o público a refletir sobre temas extremamente atuais, como o uso excessivo de telas pelas crianças, o impacto das redes sociais na infância, a disseminação do bullying no ambiente digital e a importância das relações humanas para o desenvolvimento social e emocional dos pequenos.


Mais do que uma animação voltada ao entretenimento, Toy Story 5 é uma ferramenta de reflexão para pais e educadores. Uma obra sensível, atual e necessária, que reafirma a capacidade da Pixar em  abordar temas complexos sem perder a leveza e a magia que fizeram da franquia um fenômeno mundial.


Toy Story 5 emociona, diverte e reforça que brincar continua sendo uma das formas mais importantes de aprender, criar vínculos e viver a infância.

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.  



quinta-feira, 11 de junho de 2026

Crítica do filme: “Dia D”

Por Graça Paes, RJ


O filme "Dia D" aposta no mistério extraterrestre, mas se perde em um roteiro excessivamente complexo

Steven Spielberg retorna ao universo da ficção científica com "Dia D" (Disclosure Day), longa-metragem estrelado por Emily Blunt, Josh O'Connor, Colin Firth, Eve Hewson e Colman Domingo.  O longa tem 2h25 de duração e estreia dia 11 de junho nos cinemas. O filme resgata um dos temas mais recorrentes da carreira do diretor: o fascínio pela vida extraterrestre e o impacto desse desconhecido sobre a humanidade.


A trama parte de uma premissa instigante: governos de todo o mundo revelam o maior segredo da história da civilização: a humanidade nunca esteve sozinha no universo. E, a divulgação de evidências sobre a existência de vida alienígena desencadeia uma crise global sem precedentes, marcada por pânico coletivo, conflitos diplomáticos e tentativas desesperadas de controlar a informação.

No centro da narrativa estão dois personagens fundamentais. Margaret Fairchild (Emily Blunt), uma apresentadora da previsão do tempo que passa por um episódio perturbador durante uma transmissão ao vivo ao entrar em transe e começar a se comunicar em dialetos alienígenas. E, Daniel Kellner (Josh O'Connor), especialista em segurança cibernética que possui documentos ultrassecretos que comprovam quase um século de contatos extraterrestres encobertos pelos governos. E que será perseguido por isso. 

Enquanto os protagonistas tentam expor a verdade ao público, a poderosa organização Wardex trabalha para manter a situação sob controle. Seu líder, Noah Scanlon (Colin Firth), atua ao lado de Hugo Wakefield (Colman Domingo) na missão de impedir que o caos se torne irreversível.


Além do retorno de Spielberg ao gênero que ajudou a redefinir com clássicos como E.T. - O Extraterrestre, Jurassic Park e Tubarão, "Dia D" marca a 30ª colaboração entre o diretor e o lendário compositor John Williams. A trilha sonora, como esperado, ajuda a criar a atmosfera de suspense e grandiosidade que acompanha a narrativa.


Visualmente, o filme apresenta uma fotografia competente e momentos de impacto visual que reforçam o sentimento de inquietação diante do desconhecido. Spielberg também procura resgatar parte do encantamento e da curiosidade que marcaram suas obras sobre temas científicos. 

No entanto, "Dia D" enfrenta dificuldades em seu principal elemento: o roteiro. A narrativa exige atenção constante do espectador, num filme que é longo, e que se desenvolve de forma lenta nos primeiros atos. Conforme a história avança, o ritmo melhora, mas a complexidade excessiva da trama acaba tornando alguns acontecimentos confusos. O desfecho permanece aberto a interpretações, possivelmente uma escolha deliberada do diretor, mas que pode frustrar quem espera respostas mais objetivas.


O grande destaque do longa é Emily Blunt. Em mais uma atuação consistente, a atriz entrega uma personagem intensa e convincente, sustentando boa parte da carga dramática da produção. Sua presença em cena é, sem dúvida, um dos pontos altos do filme.


"Dia D" é uma obra ambiciosa, diferente do convencional e repleta de questionamentos sobre verdade, poder e o lugar da humanidade no cosmos. Embora apresente qualidades técnicas e um elenco de peso, acaba prejudicado por um roteiro excessivamente intrincado e pasmes, por uma direção de Steven Spielberg, que em alguns momentos, não consegue transformar toda a complexidade da história em uma experiência plenamente envolvente.


É um filme visualmente interessante, impulsionado por uma grande atuação de Emily Blunt, mas que divide opiniões ao apostar em uma narrativa densa, por vezes confusa, e em um final que deixa mais perguntas do que respostas.

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.5.






Crítica do filme: "Deixa Acontecer"

Por Graça Paes, RJ

É uma comédia romântica inclusiva e emocionante, perfeita para o Dia dos Namorados

Em tempos em que as comédias românticas parecem seguir fórmulas previsíveis, "Deixa Acontecer" surge como uma agradável surpresa. Com direção de Natalia Grimberg, criação e roteiro de Renata Corrêa e produção do Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo, aposta em representatividade, emoção e leveza para contar uma história de amor que vai além dos clichês do gênero.


Estrelado por Paola Antonini, em sua estreia como atriz e protagonista, o filme reúne um elenco de peso formado por João Vitor Silva, Klara Castanho, Laís Lage, Douglas Silva, Mariana Ximenes, Camila Morgado, Danton Mello, Debora Lamm, Ed Gama, Ricardo Cubba, Caio Cabral e Duda Brack.

Com o título inspirado na famosa canção do Grupo Revelação, o longa acompanha a trajetória de Marina, uma jovem amputada que decide assumir o controle da própria vida após anos cercada pelos cuidados excessivos dos pais. Ao ser aprovada no vestibular de Medicina de uma universidade carioca, ela deixa Minas Gerais rumo ao Rio de Janeiro. E o que parecia ser apenas o início de uma jornada acadêmica transforma-se também em uma inesperada história de amor quando ela cruza o caminho do pagodeiro João Mendes.

Mas o filme "Deixa Acontecer" não se limita ao romance. O longa aborda temas contemporâneos e relevantes como a independência dos filhos, o surgimento natural dos relacionamentos, a cultura do cancelamento, fake news, fama, poder, as malícias dos cariocas, exposição midiática e, principalmente, o valor inestimável da amizade. As amigas inseparáveis de Marina desempenham papel fundamental na narrativa e ajudam a construir alguns dos momentos mais divertidos e emocionantes da trama.

Com roteiro bem amarrado, direção segura e uma fotografia impecável, o longa ainda se destaca pela trilha sonora envolvente, que inclui músicas autorais compostas especialmente para a produção. O resultado é uma obra leve, divertida e sensível, ideal para assistir acompanhado, seja do seu amor ou apenas de um bom travesseiro e um combo de pipoca.



Um dos maiores méritos do filme é não transformar a deficiência da protagonista no centro absoluto da história. Marina é apresentada, antes de tudo, como uma jovem determinada, sonhadora e empoderada. Sua condição física faz parte de quem ela é, mas não define seus conflitos nem seus desejos, ampliando a identificação do público com a personagem.



Outro atrativo para o público é a participação especial de nomes da música como Dudu Nobre, Arlindinho, Marvvila, Vitinho, IZA e Feyjão, que ajudam a criar a atmosfera musical que embala toda a narrativa e promete conquistar tanto os fãs de comédias românticas quanto os amantes do pagode. E, claro, e belos pontos turísticos marcantes do Rio de Janeiro. 



"Deixa Acontecer" estreia no Telecine em 11 de junho, com exibição no Telecine Premium no sábado, dia (13/6), às 22h, e no Telecine Pipoca no domingo, dia (14), às 20h. E já está disponível no GloboPlay e no Prime Video através do canal Telecine para assonantes.


Sensível, divertida e cheia de mensagens positivas, a produção consegue emocionar sem apelar para exageros e entrega uma história que celebra o amor, a amizade e a liberdade de ser quem se é.


Assista ao trailer: https://www.instagram.com/reel/DZQLXsvRHX2/

Nós já assistimos e nossa nota é DEZ. 

Acredite! É uma excelente aposta para entrar no clima do Dia dos Namorados.


                                                                Foto de Beatriz Damy

Pré-estreia do longa

Durante a coletiva realizada nos Estúdios Globo após a exibição do filme, para elenco e convidados, no dia 8 de junho, que também marcou a 1ª. Mostra de Filmes do local, a criadora e roteirista Renata Corrêa destacou a importância da representatividade na construção da narrativa.


"Vivemos em um mundo muito pouco preparado para lidar com o que é diferente. Por que não trazer um conteúdo com outro tipo de olhar? O capacitismo é muito violento, e todos nós precisamos combatê-lo, seja por meio de políticas públicas, seja pela busca por representatividade em diferentes espaços. E a dramaturgia tem um papel fundamental nesse processo", afirmou.


Paola Antonini também revelou a emoção de viver sua primeira protagonista no cinema e destacou o impacto da experiência em sua trajetória profissional.


"Quando fui chamada para fazer o teste, pensei: 'É tudo o que eu mais quero na minha vida'. A atuação requer muito estudo e é muito desafiadora, então me entreguei completamente para fazer esse filme", contou.


Já João Vitor Silva e Douglas Silva destacaram a emoção de acompanhar a estreia de Paola, relembrando seus próprios inícios de carreira.




terça-feira, 9 de junho de 2026

1ª Mostra de Filmes dos Estúdios Globo abre programação com pré-estreia do longa "Deixa Acontecer"

Por Graça Paes, RJ

A 1ª Mostra de Filmes dos Estúdios Globo foi aberta nesta segunda-feira, dia (8/6), nos Estúdios Globo, e Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, com a pré-estreia da comédia romântica 'Deixa Acontecer'. O evento, voltado aos colaboradores da empresa, celebra a trajetória do Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo e inaugura uma semana de exibições dedicadas às produções desenvolvidas pela área.


A tarde de pré-estreia também contou com a presença da imprensa, do elenco do longa e de convidados ilustres. 


Dirigido por Natalia Grimberg, criado e roteirizado por Renata Corrêa, com produção executiva de Betina Paulon e produção de Leilanie Silva, o longa reuniu parte do elenco e da equipe criativa para a sessão especial. Estiveram presentes os atores Paola Antonini, João Vitor Silva, Douglas Silva, Klara Castanho, Lais Lage, Mariana Ximenes, Danton Mello e Débora Lamm, além dos músicos Vitinho e Feyjão.


Anota aí: A estreia oficial de Deixa Acontecer é na quinta-feira, dia 11 de junho, no streaming do Telecine, disponível por meio do Globoplay, Prime Video e operadoras de TV por assinatura.






Núcleo de Filmes amplia produção audiovisual da Globo

Criado em 2023, o Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo surgiu com a proposta de desenvolver longas-metragens para diferentes plataformas, incluindo cinema, televisão e streaming. A iniciativa aposta em histórias populares e genuinamente brasileiras, tanto em obras originais quanto em spin-offs de produções já consagradas pela Globo.


Segundo a produtora executiva Betina Paulon, o crescimento da área tem sido expressivo.


“Produzimos filmes há apenas três anos, que é muito pouco tempo. E, nesse período, já entregamos 16 longas. Até o final deste ano, serão 20 filmes entregues pelo Núcleo”, destacou.


Estruturado como um hub de criação e desenvolvimento, o Núcleo combina a expertise acumulada pela Globo ao longo de décadas com processos voltados à inovação. O objetivo é produzir conteúdos de diferentes gêneros e formatos, adequando os ciclos de exibição às características de cada projeto.


Betina também ressaltou o papel da área como espaço de oportunidades para profissionais do mercado audiovisual e talentos internos da empresa.


“O Núcleo de Filmes funciona como uma porta de entrada para criadores, diretores e produtores de fora da Globo desenvolverem seus projetos. Ao mesmo tempo, permite que profissionais da casa experimentem o formato do longa-metragem. É o caso de Deixa Acontecer, que marca a estreia de Natalia Grimberg na direção de filmes e de Renata Corrêa na criação e roteiro para o cinema”, afirmou.



Romance, música e representatividade

Produzido pelo Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo, Deixa Acontecer acompanha a trajetória de Marina, personagem interpretada por Paola Antonini. Jovem mineira determinada a não permitir que a deficiência física limite seus sonhos, ela deixa Uberlândia para estudar Medicina no Rio de Janeiro.


Na capital fluminense, Marina conhece João Mendes, vivido por João Vitor Silva, um astro do pagode que enfrenta uma crise pessoal e profissional após ser alvo de um cancelamento público. O que começa como um relacionamento de fachada acaba evoluindo para uma conexão genuína e inesperada.


Para a diretora Natalia Grimberg, a produção busca ocupar um espaço ainda pouco explorado no cinema nacional.


“Queríamos fazer um filme de comédia romântica que fosse a cara do Brasil, porque é um gênero que consumimos muito, mas que ainda é pouco explorado no país no formato de longa-metragem”, afirmou.


Ao longo da semana, a 1ª Mostra de Filmes dos Estúdios Globo seguirá com a exibição de outras produções do Núcleo, em uma programação exclusiva para colaboradores da empresa.


Trailer: https://globoplay.globo.com/v/14670654/


Confira no instagram: https://www.instagram.com/reel/DZXM46IOfUK/?igsh=eGV2NHAzeHNkNHZv









sexta-feira, 5 de junho de 2026

Mariah Carey na Amazônia, milhões de árvores plantadas e um legado que virou documentário: Rock in Rio e The Town revelam bastidores inéditos do Amazônia Live

Por Graça Paes, RJ

A produção estreia nesta sexta-feira, dia (6/06), às 18h, no Multishow, e mostra como a música se transformou em uma poderosa ferramenta de mobilização ambiental

A força da música, o brilho de grandes artistas e a urgência da preservação ambiental se encontram em uma produção inédita que promete emocionar o público. O Rock in Rio e o The Town lançam nesta sexta-feira, 6 de junho, às 18h, no Multishow, o documentário "Amazônia Live – O Documentário", que revela os bastidores de um dos maiores movimentos culturais e ambientais já realizados em defesa da floresta amazônica.


Exibido durante a Semana do Meio Ambiente, o especial mostra detalhes inéditos da operação que levou artistas nacionais e internacionais ao coração da Amazônia para amplificar uma mensagem global: a floresta precisa permanecer em pé.


Entre os destaques estão os depoimentos exclusivos de Mariah Carey, das divas paraenses Dona Onete, Joelma, Gaby Amarantos e Zaynara, além de Ivete Sangalo e dos artistas que participaram do histórico Grande Encontro Por Um Mundo Melhor, realizado no Mangueirão, em Belém. Após a exibição no Multishow, o documentário ficará disponível por um ano no Globoplay.



Uma década de impacto na Amazônia

Mais do que um espetáculo musical, o Amazônia Live se consolidou como um projeto de legado. Integrante do pilar Por Um Mundo Melhor, iniciativa social do Rock in Rio desde 1985, o movimento já alcançou resultados expressivos ao longo de quase dez anos.


Desde sua criação, em 2016, o projeto registra mais de quatro milhões de árvores plantadas, promove geração de renda para comunidades indígenas do Xingu e contribui para a recuperação de áreas degradadas às margens do rio que dá nome à região.


O documentário também apresenta os desdobramentos concretos da iniciativa, incluindo um edital de R$ 2 milhões, que beneficiou seis projetos da região metropolitana de Belém voltados à geração de renda, conservação ambiental, turismo comunitário, agroecologia, reciclagem, valorização cultural e fortalecimento dos direitos das mulheres.



O palco flutuante que encantou o mundo

Um dos momentos mais emblemáticos retratados na produção aconteceu sobre as águas do Rio Guamá, em Belém. Em um palco flutuante inspirado na vitória-régia, Mariah Carey dividiu os holofotes com grandes vozes da música paraense em uma apresentação que ganhou repercussão internacional.


Além das imagens do espetáculo, o documentário revela cenas inéditas dos ensaios e da preparação do evento.


"Eu não consegui acreditar que estava no rio da Amazônia. Foi uma experiência incrível. Me sinto honrada por fazer parte de algo tão importante para ajudar a preservar a floresta tropical", afirma Mariah Carey na produção.



Música, cultura e mobilização social

A narrativa também acompanha o histórico Grande Encontro Por Um Mundo Melhor, realizado gratuitamente no Mangueirão e que reuniu milhares de pessoas em uma celebração marcada por música, cultura e conscientização ambiental.


O palco recebeu apresentações de Ivete Sangalo, Viviane Batidão, Lambateria Baile Show com participação de Lia Sophia e a Orquestra Jovem Vale Música, reforçando a riqueza cultural da Amazônia e sua importância para o debate climático global.



 "A floresta é mais forte quando tem pessoas vivendo dela"

Ao longo do documentário, lideranças do Rock in Rio e do The Town compartilham os aprendizados e desafios da iniciativa.


Para Roberto Medina, criador e presidente da Rock World, o projeto nasceu da necessidade de usar a potência da música para mobilizar pessoas em torno de uma causa urgente para o planeta.


Já Roberta Medina, vice-presidente executiva da empresa, destaca a evolução do compromisso socioambiental da marca.


"A floresta é mais forte quando tem pessoas vivendo dela. Com a COP30 chegando a Belém, entendemos que era o momento de convocar o mundo para essa conversa", afirma.



As vozes da Amazônia no centro da narrativa

O documentário também dá protagonismo às artistas paraenses que participaram da iniciativa, mostrando a força da cultura amazônica para além das fronteiras da região.


Para Gaby Amarantos, o projeto reforça a necessidade de ouvir quem vive e constrói a Amazônia diariamente.


"Para falar de Amazônia, precisamos ouvir as vozes da floresta", destaca.


Joelma celebra a oportunidade de apresentar a cultura paraense ao mundo, enquanto Zaynara ressalta a importância da representatividade para as novas gerações. Dona Onete, por sua vez, define o encontro como uma poderosa união de gerações em defesa da identidade amazônica.



Um legado que vai além da música

Com imagens impactantes, relatos emocionantes e histórias de transformação, "Amazônia Live – O Documentário" mostra como festivais de música podem ultrapassar os limites do entretenimento para se tornarem plataformas de conscientização e mobilização social.


Ao conectar artistas, comunidades tradicionais, organizações ambientais e milhões de pessoas em torno de uma mesma causa, a produção reforça uma mensagem que ecoa para o Brasil e para o mundo: proteger a Amazônia é proteger o futuro de todos.