terça-feira, 29 de setembro de 2026

Festival do Rio 2026 anuncia cinco novos filmes de grandes autores na programação

Por Graça Paes, RJ


Mike Leigh, Werner Herzog, Bassam Tariq, Yeon Sang-ho, Eleanor e Sofia Coppola integram a seleção de novidades das mostras Panorama Mundial, Midnight Movies e Itinerários Únicos


O 28º Festival do Rio, que acontece entre os dias 1º e 11 de outubro de 2026, anuncia cinco novos filmes de grandes nomes do cinema internacional, reunindo obras relevantes de alguns dos principais cineastas-autores de suas gerações. Entre as novidades estão os novos trabalhos de Mike Leigh, Werner Herzog, Bassam Tariq, Yeon Sang-ho, Eleanor e Sofia Coppola, filmes que estarão distribuídos pelas mostras Panorama Mundial, Midnight Movies e Itinerários Únicos. A seleção reúne produções apresentadas anteriormente em grandes palcos do cinema global, como Cannes, Veneza, Toronto e Telluride.


Destaque na mostra Panorama Mundial, Mike Leigh, vencedor da Palma de Ouro por Segredos e Mentiras, apresenta Tender Loving Care. O realizador britânico acompanha duas assistentes sociais que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade enquanto enfrentam suas próprias dificuldades. Na mesma mostra, Werner Herzog reúne as irmãs Kate e Rooney Mara em O Vale Imaginário (Bucking Fastard), selecionado para a competição de Veneza. Inspirado nas gêmeas Freda e Greta Chaplin, o filme segue duas irmãs que compartilham sonhos e decidem escavar um túnel em busca de uma terra onde o amor seja possível.


Também na Panorama Mundial, Your Mother (Your Mother Your Mother Your Mother) traz o novo trabalho de Bassam Tariq, do drama musical Mogul Mowgli (2020) e da série A Isca (Bait, 2026). Após a morte da esposa, um matador de aluguel muçulmano tenta deixar o crime para criar os três filhos. O longa estreou em Toronto, onde Tariq conquistou o prêmio de Prêmio de Talento Revelação (Rising Talent Award). O filme integra a seleção do Festival do Rio 2026 em parceria com a Amazon MGM Studios.


Já a tradicional mostra Midnight Movies, uma das queridinhas do público do Festival do Rio, recebe Zona Zero (Colony), de Yeon Sang-ho, diretor de Invasão Zumbi. Exibido na mostra Midnight Screenings de Cannes, o filme confina sobreviventes em um prédio de Seul tomado por um vírus cujos infectados desenvolvem uma espécie de inteligência coletiva.


Na Itinerários Únicos, Making Marie Antoinette recupera as imagens que Eleanor Coppola registrou durante as filmagens de Maria Antonieta, dirigido por sua filha Sofia. Conhecida pelo documentário Francis Ford Coppola - O Apocalipse de um Cineasta, sobre os bastidores de Apocalypse Now, Eleanor acompanhou a produção do longa que se tornaria um clássico cult moderno no Palácio de Versalhes em 2005. Finalizado após a morte de Eleanor, com a participação de Sofia, o filme tem narração de Diane Lane, que lê trechos dos diários da cineasta, e estreou em Telluride.


Tender Loving Care (Tender Loving Care), de Mike Leigh

Mostra: Panorama Mundial

Sinopse: Após o fim de um relacionamento, Amy, assistente social dedicada à proteção de crianças, volta a morar com Rosie, sua melhor amiga e também assistente social. As duas passam os dias amparando pessoas que o Estado já não consegue proteger, ao mesmo tempo que enfrentam suas próprias fragilidades. A preocupação dos pais idosos de Amy com a felicidade da filha ganha novo sentido quando eles se veem diante de uma crise. Com humor e ternura, Mike Leigh retrata os laços que nos sustentam quando cuidar e aceitar cuidado se tornam igualmente difíceis.


Sobre o diretor: Cineasta, roteirista e dramaturgo britânico, é um dos grandes cronistas da vida cotidiana e das classes trabalhadoras do Reino Unido. Conhecido por desenvolver personagens e roteiros em longos processos de improvisação com os atores, dirigiu Segredos e Mentiras (1996), Palma de Ouro em Cannes, Vera Drake (2004), Leão de Ouro em Veneza, e Sr. Turner (2014). Recebeu sete indicações ao Oscar.


 

O Vale Imaginário (Bucking Fastard), de Werner Herzog

Mostra: Panorama Mundial 

Sinopse: Jean e Joan Holbrooke são irmãs tão inseparáveis que falam em uníssono, compartilham os mesmos sonhos e amam o mesmo homem. Em busca de uma terra imaginária onde o amor verdadeiro seja possível, decidem escavar um túnel através de uma cadeia de montanhas. Livremente inspirado nas gêmeas britânicas Freda e Greta Chaplin, Werner Herzog transforma sua obstinação numa fábula sobre amor, marginalidade e sonhos impossíveis. Com Kate e Rooney Mara. Selecionado para a competição do Festival de Veneza de 2026.

Sobre o diretor: Cineasta, escritor e ator alemão, é um dos grandes nomes do Novo Cinema Alemão e um dos autores mais singulares do cinema contemporâneo. Em mais de seis décadas, realizou ficções e documentários sobre obsessão, natureza e os limites humanos, entre eles Aguirre, a Cólera dos Deuses (1972), Fitzcarraldo (1982) e O Homem Urso (2005). Premiado pela direção de Fitzcarraldo em Cannes, recebeu também o Leão de Ouro honorário em Veneza e o Prêmio Donostia.



Your Mother (Your Mother Your Mother Your Mother), de Bassam Tariq

Mostra: Panorama Mundial

Sinopse: Latif é um muçulmano devoto, pai de três filhos e matador de aluguel guiado por um rígido código: não usa armas de fogo e só aceita alvos que considera merecedores. Após a morte da esposa, decide abandonar o crime e se dedicar à família. Mas o antigo patrão e uma guerra entre grupos religiosos de Houston frustram seus planos. Latif precisa encontrar leite materno para a filha bebê, ao mesmo tempo que a violência volta a cercá-lo e põe à prova sua fé e suas convicções. Estreia mundial no Festival de Toronto de 2026.

Biografia do diretor: Cineasta, roteirista e produtor paquistanês-americano, nasceu em Karachi e cresceu em Nova York e Houston. Sua obra explora a diversidade das experiências muçulmanas e as tensões entre fé, identidade e pertencimento. Codirigiu These Birds Walk (2013), foi premiado em Sundance por Ghosts of Sugar Land (2019) e estreou na ficção com Mogul Mowgli (2020), vencedor do Prêmio FIPRESCI na Berlinale. Em 2026, recebeu o Rising Talent Award do Festival de Toronto.


 
Zona Zero (Colony), de Yeon Sang-ho

Mostra: Midnight Movies

Sinopse: Durante uma conferência de biotecnologia em um arranha-céu de Seul, a professora Se-jeong presencia a liberação de um vírus que sofre mutações rápidas. Enquanto os infectados se transformam e desenvolvem uma aterrorizante inteligência coletiva, as autoridades isolam o prédio, deixando os sobreviventes presos com uma ameaça em constante evolução. Estreia mundial nas Sessões da Meia-Noite do Festival de Cannes 2026.

Biografia do diretor: Nascido em Seul, em 1978, formou-se em pintura ocidental antes de iniciar a carreira na animação. Seus primeiros longas, The King of Pigs (2011) e The Fake (2013), já revelavam seu interesse por violência e desigualdade social. Ganhou projeção mundial com Invasão Zumbi (2016), que o consagrou no cinema de gênero, e expandiu sua obra para a ficção científica e a televisão com Profecia do Inferno (2021–2024) e Jung_E (2023).

 


Making Marie Antoinette (Making Marie Antoinette), de Eleanor Coppola

Mostra: Itinerários Únicos

Sinopse: Em 2005, Eleanor Coppola acompanhou a filha Sofia nas filmagens de Maria Antonieta (2006) em Versalhes e registrou quase 80 horas de imagens. Retomado pelas duas durante a pandemia e concluído por Sofia após a morte da mãe, o material revela uma jovem cineasta lutando para construir uma visão ousada e pessoal. Narrado por Diane Lane a partir dos diários de Eleanor, o documentário ultrapassa os bastidores para se tornar um retrato íntimo da criação artística e do vínculo entre mãe e filha. Estreia mundial em Telluride 2026.

Biografia da diretora: Cineasta, artista e escritora americana. Codirigiu Hearts of Darkness: A Filmmaker’s Apocalypse (1991), documentário vencedor do Emmy sobre os conturbados bastidores das filmagens de Apocalypse Now, de seu marido Francis Ford Coppola. Também registrou as filmagens de obras de Sofia e Roman Coppola e publicou livros de memórias. Aos 80 anos, estreou na ficção com Paris Pode Esperar (2016), seguido de Love Is Love Is Love (2020).


 Programação completa: www.festivaldorio.com.br 



Sobre o Festival do Rio

O Festival do Rio é o maior festival de cinema da América Latina e a maior vitrine do cinema brasileiro. Desde sua criação, em 1999, exibiu mais de 7 mil longas-metragens nacionais e internacionais, incluindo obras premiadas nos principais festivais do mundo, como Cannes, Berlim, Veneza e Toronto. Com uma programação que reúne mostras competitivas, seleções temáticas, sessões especiais e atividades formativas, o evento contribui de forma contínua para a formação de público e para a qualificação de profissionais do setor. O RioMarket - área de negócios do Festival - acontece simultaneamente à programação de filmes e reúne profissionais, empresários e estudantes do audiovisual do Brasil e do exterior.

O Festival do Rio é apresentado pelo Ministério da Cultura, Shell e Prefeitura do Rio. Tem patrocínio master da Shell através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e apoio especial da Prefeitura do Rio – por meio da RioFilme, órgão que integra a Secretaria Municipal de Cultura, e apoio institucional da Embratur, Netflix, Fundação Itaú e Ford Foundation. Realização: Cinema do Rio e Ministério da Cultura.


quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Festival Diaspóricas: Inscrições de filmes e videoclipes dirigidos por mulheres negras de todo o país seguem até domingo, dia (27/09)

Festival Diaspóricas reúne mostras de cinema e videoclipes, shows, oficinas, mesas temáticas e feira de afroempreendedoras

Por Graça Paes, RJ

Diretoras negras de filmes e videoclipes de todo o país tem até domingo (27) para se inscrever no Festival Diaspóricas de Cinema e Música Negra. O evento une cinema, música e afroempreendedorismo, oferecendo mostras, feira, shows, oficinas e o 1º Encontro de Mulheres Negras do Cinema de Goiás, com mesas temáticas, e será realizado entre os dias 12 e 14 de novembro, no Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG). A entrada é gratuita, aberta e acessível a toda a comunidade.


O Festival contará com duas mostras que reúnem obras das cinco regiões brasileiras: uma voltada para videoclipes e outra para filmes. Ambas as mostras contam com cotas regionais de seleção e debates com as realizadoras após as exibições. As cineastas selecionadas receberão hospedagem, alimentação e transporte gratuitos fornecidos pelo festival. As inscrições são gratuitas e regulamento e o formulário de inscrição estão disponíveis no Instagram do evento: Link.


A Mostra de Videoclipes (não competitiva) selecionará produções dirigidas por mulheres negras, tendo o som autoral de artistas independentes como elemento central de sua narrativa. Já a Mostra Marta Cezaria de Curtas-Metragens selecionará filmes (ficção, documentário, animação, experimental ou híbrido) dirigidos ou codirigidos por mulheres negras. As obras devem ter de 5 a 30 minutos de duração e finalização a partir de janeiro de 2023. Todas as obras selecionadas receberão taxa de licenciamento e, na Mostra Marta Cezaria que tem caráter competitivo, também haverá premiação em dinheiro e troféu assinado pela artista visual goiana Dara. Os filmes concorrem nas categorias de Melhor Filme (júri popular), Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora.



A mostra homenageia Marta Cezaria, pioneira do movimento negro feminista em Goiânia. Cineasta que estreou na área aos 60 anos, Marta percorreu quilombos goianos e entrevistou 152 mulheres para o documentário Se Eu Fosse Uma Flor (2013). Ela também é fundadora da ONG Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado e figura central na luta contra o racismo e o sexismo em Goiás.


 


A programação também conta com oficinas e mesas temáticas com presenças confirmadas de cineastas como Juh Almeida, Glenda Nicácio e Renata Diniz, além da iniciativa inédita do 1º Encontro de Mulheres Negras do Cinema de Goiás, que reunirá trabalhadoras do cinema e audiovisual goiano com membros da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan). A iniciativa busca potencializar estratégias de ação para valorização do cinema negro do Centro-Oeste.


 


“O Festival tem se consolidado como uma janela de visibilidade ao cinema feito por mulheres negras, afirmando a nossa potencialidade de empreender e de criar mesmo em um mundo que ainda é hostil e desigual para nós. Disputamos narrativas quando nos empenhamos em criar um espaço de afirmação que celebre as nossas vivências. Assim, podemos, então, contar nossas histórias e criar representações valorosas sobre ser negra ou negro”, comenta Ana Clara Gomes, diretora e idealizadora do festival.

 



O Festival

Nesta 2ª edição o Festival traz a Música Preta Brasileira ao centro do Brasil, como lugar de pertencimento e conexão. No Palco Afrogoianidades, serão 9 apresentações musicais com o protagonismo negro feminino como destaque, dentre grupos musicais regionais e nacionais. Os shows acontecem nos três dias de evento, iniciando sempre às 18h30. O lineup será divulgado em breve.


 


Além de cinema e música, o evento abre espaço para a economia criativa. A Feira Anadir Cezario reunirá expositoras goianas de segmentos como artesanato, gastronomia, vestuário e serviços de bem-viver. As afroempreendedoras interessadas em participar podem se inscrever até o dia 09 de outubro, através do link disponível no Instagram do evento: Link. As selecionadas receberão uma formação ministrada pelo Sebrae, parceiro do evento.


 


A feira homenageia Anadir Cezario, assistente social, cofundadora da ONG Dandara no Cerrado e liderança na luta contra discriminações de raça e gênero. Anadir criou o Coletivo de Mulheres da Comurg e lidera o projeto Mulheres que Transformam Lixo em Lucro, no qual garis e catadoras transformam recicláveis em artesanato e renda.


Pioneiro no estado de Goiás com foco na produção artística de mulheres negras, o Festival Diaspóricas de Cinema e Música Negra é realizado pela Coletiva Diaspóricas, em correalização com a Aniz Produções e o Labamba Estúdio. O evento conta com a parceria do Sebrae em atividades formativas voltadas para afroempreendedoras nos períodos pré e pós-evento, integrando a Feira Anadir Cezario de Afroempreendedoras e o 1º Encontro de Mulheres Negras do Cinema de Goiás.

 


Coletiva Diaspóricas

A Coletiva Diaspóricas é uma organização da sociedade civil formada majoritariamente por artistas negras, focada na inclusão produtiva, capacitação e geração de renda para mulheres nos setores do audiovisual, da música e do afroempreendedorismo.


 

A sua origem está diretamente ligada ao Projeto Diaspóricas, criado em 2022. O que começou como uma série audiovisual de cinco episódios sobre a resistência de musicistas negras contra o racismo e o sexismo cresceu rapidamente e tomou proporções multilinguagens. A expansão do projeto deu origem a dois longas-metragens premiados nacional e internacionalmente, além de pesquisas acadêmicas, shows, oficinas e cine-debates pelo país.


 

Foi justamente a partir da força e da articulação desse projeto inicial que nasceu a Coletiva Diaspóricas. Hoje, a instituição é responsável por gerir o festival e diversas frentes formativas e produtivas, mantendo todas as suas ações gratuitas com o propósito de fortalecer uma economia autônoma para mulheres negras nas artes.




Vencedor do Queer Lion, no Festival de Veneza, London terá estreia nacional no Festival do Rio

Por Graça Paes, RJ

No Festival do Rio, “London”, dirigido por Victor Di Marco e Márcio Picoli, vencedor do Queer Lion na Semana da Crítica de Veneza, integra a Première Brasil: Longas-metragens Ficção. O filme fará sua estreia brasileira no festival, com a presença de elenco e equipe.


A história acompanha London, um jovem com deficiência que trabalha em uma casa de fetiches e recebe a oportunidade de compreender o próprio corpo por meio de um exame médico.


Serviço:

Première Brasil: Longas-metragens Ficção

7/10, às 21h45

Estação Claro Gávea

Estreia com presença de elenco e equipe




8/10, às 16h30

Cine Odeon

Sessão seguida de debate




9/10, às 21h15

Cinesystem Belas Artes Botafogo



Importante: A venda de ingressos para o Festival do Rio 2026 e as demais informações sobre a bilheteria serão divulgadas no site (festivaldorio.com.br) e nas redes sociais oficiais do festival.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Baila, Vini: Documentário sobre Vinicius Jr é indicado ao Emmy Internacional 2026

Por Graça Paes, RJ

A primeira produção esportiva brasileira da Netflix, realizada em parceria com a Conspiração, disputa o prêmio de Melhor Documentário Esportivo

A dancinha que conquistou os gramados também brilha agora no tapete vermelho: Baila, Vini acaba de ser indicado ao Emmy Internacional 2026 na categoria “Melhor Documentário Esportivo”. A lista completa dos nomeados para a 54ª edição da premiação foi dia (23/9) pela Academia Internacional de Artes e Ciências Televisivas, colocando a produção brasileira da Netflix na disputa ao lado de concorrentes da França, Reino Unido e África do Sul. Os grandes vencedores serão conhecidos em cerimônia no dia 23 de novembro de 2026.


"É uma honra, para nós, receber essa indicação pelo primeiro documentário esportivo desenvolvido e produzido 100% pela Netflix Brasil, em parceria com a Conspiração", diz Elisa Chalfon, diretora de Não-Ficção da Netflix Brasil. "Baila, Vini é o retrato de um atleta que cai e se levanta com a força de quem poderia fazer tudo 10x se fosse preciso — e nada comunica mais o espírito dos brasileiros do que isso".


Ao todo, a Netflix recebeu nove indicações em produções de oito países diferentes – entre elas O Eternauta (Argentina) com Ricardo Darín na categoria “Melhor Ator” e Tu e Tudo o Que Nos Rodeia (Coreia do Sul) com Park Ji-hyun indicada para “Melhor Atriz”. Confira aqui a lista completa de indicações.



Relembre o documentário

Com direção de Andrucha Waddington, o filme estreou em maio de 2025 e levou os fãs do esporte para um mergulho intenso no ano mais desafiador e marcante da carreira de Vinicius Jr. A produção acompanha de perto os bastidores de 2024, período em que o craque superou lesões severas no gramado e se consagrou como uma das vozes mais influentes e corajosas do esporte mundial no combate ao racismo.


O documentário acessa os momentos mais íntimos da vida e carreira do craque brasileiro: desde as reações emocionadas da família nas partidas mais tensas até depoimentos de ídolos e parceiros do futebol, como Neymar, Carlo Ancelotti, José Ángel Sánchez (CEO do Real Madrid), Karim Benzema, Rodrygo, Thibaut Courtois, Roberto Carlos e Ronaldo Nazário.


Baila, Vini acumula mais de 6 milhões de visualizações na Netflix e chegou ao Top 10 de 14 países.

 




EXPOCINE 2026 divulga programação completa de sua 13ª edição

Por Graça Paes, RJ


A EXPOCINE, maior convenção latino-americana para o mercado de cinema, divulga a programação completa da 13ª edição, que será realizada entre 29 de setembro e 2 de outubro, em São Paulo. Regido por três pilares: educativo, estratégico e de mercado, o evento deste ano tem o tema “Tela Aberta: Cinema Que Se Move Por Si Só", que coloca a convergência de telas no mote central da discussão, em que salas de cinema, streaming e novas janelas de distribuição convivem no mesmo ecossistema.


Em 2026, a EXPOCINE acontecerá em dois endereços da Avenida Paulista: o Espaço Center 3 de Eventos (com a feira de negócios e os painéis estratégicos) e o Cine Marquise, no Conjunto Nacional (onde acontecem as oficinas formativas, apresentações das distribuidoras e o EXPOCINE Decupa). A venda de credenciais para as três categorias - STANTARD, FORUM e PREMIUM continuam abertas. O destaque é para a categoria FORUM, que dá acesso completo à feira de negócios, oficinas formativas e painéis estratégicos. Para conferir os valores, categorias de acesso e realizar a inscrição, acesse o site oficial. 


Abertura e EXPOCINE Decupa no Cine Marquise 

A programação tem início na terça-feira (29/09), às 8h30, com a 4ª edição do EXPOCINE Decupa, patrocinado pela Cinemark Brasil e dedicado a estudantes e novos talentos. Ao longo do dia, seis painéis no Cine Marquise vão decupar diversas etapas da criação do longa nacional inédito "Minha Vida com Shurastey", da Paris Entretenimento. Direção, casting, fotografia, produção executiva, desenho de som, arte, montagem e materiais promocionais serão os temas abordados. 


A cerimônia de abertura da EXPOCINE 2026, por sua vez, dirigida aos portadores da da credencial PREMIUM, está marcada para às 18h.  Na ocasião, haverá a tradicional entrega do Troféu Expocine, que reconhece as empresas e instituições que contribuem com o audiovisual brasileiro, e haverá também a exibição de "Verão da Lata", promovida pela H2O Films. 


29 de setembro (terça-feira)

EXPOCINE DECUPA  | Cine Marquise

Ao longo de um dia inteiro, o EXPOCINE Decupa mostrará, etapa por etapa, como "Minha Vida com Shurastey" saiu do papel para chegar aos cinemas. A programação será conduzida diretamente pelos profissionais responsáveis por cada área criativa e estratégica do filme, e será dividida em seis painéis:

Direção, Casting e Direção de Fotografia

Desafios da Produção Executiva 

Desenho de Som, Captação, Trilha Sonora e Licenciamento de Músicas 

Direção de Arte, Figurino e Caracterização

Montagem

Da Produção ao Ponto de Venda: O Caminho dos Materiais Promocionais

Confira a programação liberada para as credenciais FORUM e PREMIUM


Painéis | Sala Spcine, Espaço Center 3 de Eventos



30 de setembro (quarta-feira)

Políticas do Audiovisual — Film Commissions, Mercado e Desenvolvimento | 10h às 11h | Participação de Anna Paula Montini, Spcine, Renato Nery, Bahia Filmes, com moderação de Dani Tolomei,Transforma Plataforma


Como políticas públicas locais e regionais podem fortalecer a indústria audiovisual brasileira? A mesa reúne experiências de diferentes territórios para discutir Film Commissions, atração de produções, fomento, formação, circulação, infraestrutura e desenvolvimento econômico, refletindo sobre a articulação entre poder público e mercado na construção de ecossistemas audiovisuais mais competitivos e sustentáveis.


Tela Aberta: Cinema que se move por si só | 11h30 às 12h30| Participação de Adriana Barbosa, Feira Preta; José Octavio Freitas, Cinemark; Marcos Saraiva, MSP Estúdios; Maria Carlota Bruno, VideoFilmes, com mediação da jornalista Barbara Demorov


Como o cinema brasileiro pode fortalecer sua indústria e ampliar sua presença no mercado? A mesa reúne diferentes perspectivas para discutir nostalgia e marcas que atravessam gerações, economia e bilheteria, economia criativa e sustentabilidade da indústria, refletindo sobre comportamento do público, modelos de negócio e os caminhos para um mercado audiovisual mais competitivo.


Cinema Espiritual e Religioso: O Nicho que Vendeu Milhões de Ingressos | 14h às 15h | Participação Diogo Dahl, Coqueirão Pictures; Marina Fraga, Oinc Filmes; Ygor Siqueira, Heaven Content e 360 WayUp, com moderação de Angela Morais


Por que o cinema religioso vem ganhando cada vez mais espaço no mercado e se tornando um fenômeno de bilheteria? O “cinema espiritual” vem conquistando espaço nas salas e ampliando sua presença no mercado. O movimento levanta questões sobre o comportamento desse público, as estratégias de lançamento e o potencial desse nicho para o mercado exibidor.


Festivalização” de Conteúdo: CCXP, Ghibli Fest e Rio2C Escrevem o Novo Manual de Lançamento | 15h30 às 16h30 | Participação de Cris Barreto, Rio2C, Otávio Juliato, Omelete Company; Pedro Curi,da ESPM Rio e Victor Sato, Sato Company


Festival costumava ser onde o conteúdo chegava depois de pronto. Hoje é onde ele nasce, viraliza e vende antes da estreia. A CCXP, criada em dezembro de 2014 pela Omelete Company, transformou uma convenção de cultura pop em uma máquina de reveals, hoje reúne cerca de 120 marcas por edição e é onde estúdios e streamings preferem estrear trailer, elenco e painel a fazer coletiva de imprensa tradicional. 


Eu Te Fiz Escolher Cinema: as Novas Vozes que Inspiram o Futuro do Mercado | 17h às 18h | Participação de Carol Moreira, jornalista e criadora de conteúdo; Luisa Clasen, criadora de conteúdo e cineasta, conhecida como Lully de Verdade e Rafael Dias, da emissora digital DiaTV, com moderação do Caio Garritano, do AdoroCinema


Para muitos jovens, a porta de entrada para o cinema foi a tela do celular. Diversos canais do YouTube e perfis do Instagram que contam com centenas de milhares de inscritos, não apenas recomendam filmes, mas também mostram, na prática, que é possível construir uma vida e uma carreira em torno do audiovisual.  



Projetores Laser de Cinema Digital | 18h às 18h30| Participação de Jeff Kaplan, Sharp

Apresentação da Sharp: “Projetores Laser no Cinema Digital - Gastando Dinheiro para economizar dinheiro” abordará a migração de projetores Xenon para laser, consumo de energia, redução de custos com eletricidade e climatização, além das principais características e recursos da tecnologia laser.


Telas em Disputa: Tecnologia, Tendências e Experiência do Cliente | 18h30 às 19h30 | Participação de Jason Swanson, da IMAX nas Américas; Luciano Taffetani,da Dolby Laboratories, Inc; e Samuel Real, da Screen-X, com mediação de  Ricardo Laporta, da Neolux


Como as tecnologias premium estão transformando a experiência nas salas de cinema? A mesa reúne IMAX, Dolby e CJ 4DPLEX para discutir experiência do espectador, disposição a pagar, economia da sessão e sustentabilidade da oferta premium, refletindo sobre o que leva o público a escolher formatos como IMAX, Dolby Atmos, ScreenX e 4DX.



1º de outubro (quinta-feira)

O Cinema do Futuro — Novos Modelos de Negócio para a Exibição | 10h às 11h | Participação de Claudia Cortez, Ventre Studios, Gabriel Gurman, Galeria; Rodrigo Guimarães, Ark Entertainment, com moderação de Thais Colli


A Cadeira que Fica Vazia — O Preço de Deixar o Público PCD de Fora | 11h30 às 12h30 | Participação de Cid Torquato, CT Acessibilidade; Lígia Zamaro, Sesc São Paulo;  Marcella Fazzio, MAV; Marina Herrador, Paris Filmes; Renata Del Giudice, Ancine


A acessibilidade no cinema também é uma questão de negócio. Com mais de 18,6 milhões de pessoas portadores de deficiência no Brasil, além de cuidadores, amigos e familiares que compõem essa cadeia de consumo, o setor tem diante de si um público que ainda enfrenta barreiras para chegar às salas. O painel discute quanto o mercado deixa de faturar e de fidelizar ao não transformar acessibilidade em estratégia de público, reunindo perspectivas da distribuição, do consumidor e da regulação do tema.


Regulação do VOD  - O que Muda para a Sala de Cinema Quando o Streaming For Regulado | 14h às 15h| Participação de Luiza Favele, Glaz Entretenimento; Celia Catunda, Pinguim Content; Vanessa de Araújo Souza, Canal Curta, com mediação de Gabriel Portela


O debate sobre regulação de streaming no Brasil teve poucas movimentações concretas no último ano, o que é, em si, parte do problema: enquanto o Congresso segue sem definição, plataformas de vídeo e canais de TV por assinatura continuam operando num cenário de regras pouco claras, cada um com interesses diferentes sobre o que uma futura regulação deveria proteger.


Marketing de Bilheteria na Era do TikTok | 15h30 às 16h30 | Participação de Camila Ramires, do TikTok; Luiz Angi, da Cinépolis; Sabrina Salgado, da Cinemark, com mediação de Flavia Guerra, jornalista, documentarista, curadora e crítica de cinema 


O trailer oficial já não é necessariamente o primeiro contato do público com um filme. Bastidores, cenas reeditadas por fãs e vídeos que viralizam no TikTok e Instagram podem antecipar a campanha. Esse novo jogo não se resume a estúdios grandes: edits de fãs de "Divertidamente 2" acumularam dezenas de milhares de visualizações no TikTok sem qualquer investimento de mídia. Este painel senta o marketing de duas grandes redes de exibição com operação regional e da própria plataforma para debater o que substitui o trailer como ferramenta de conversão de bilheteria, e o que isso muda na forma como se planeja, orça e mede uma campanha de lançamento hoje.


O LED Invadiu o Cinema: do Set de Filmagem à Sala de Exibição | 17h às 18h

O LED está avançando do set de filmagem para a própria sala de cinema. O painel debate os dois lados dessa transformação: na produção, os ganhos criativos e o custo-benefício da tecnologia; na exibição, o investimento, a disponibilidade de conteúdo em HDR e a percepção do público. Quais desses usos têm maior potencial de crescimento no cinema?


Cruzando fronteiras: Coprodução na Rota do Cinema Brasileiro | 18h30 | Participação de Berta Marchiori, RT Features, com moderação de Barbara Demerov 


A coprodução se consolidou como uma das principais portas de entrada do cinema brasileiro no mercado internacional. O painel reúne quatro perspectivas sobre esse caminho: acordos bilaterais, experiências autorais premiadas, a atuação de novos produtores e a estratégia de uma das maiores coprodutoras do país. A discussão busca responder a uma questão prática: por onde começar e como escolher parceiros internacionais?



2 de  (sexta-feira) 

Territórios Criativos — Ações que Potencializam o Audiovisual na Periferia | 10h às 11h | Participação de Anna Paula Montini, Spcine e Leandro Pardí, Spcine


Como as periferias podem se tornar cada vez mais potentes para o audiovisual brasileiro? As periferias são territórios fundamentais de criação, formação de público e renovação do audiovisual. Esse movimento levanta questões sobre acesso, desenvolvimento local e o papel das políticas públicas na construção de novos caminhos para o mercado. 


Até Onde o Dado Ajuda: IA, Dados e os Limites do Que a Tecnologia Resolve no Cinema | 11h30 às 12h30 | Participação de Erika Alvarez, YouTube; Aline Zambrini, Tomun; Lyara Oliveira, ESPM São Paulo; Fabrizia Rossetti, NexIA Lab, com mediação de Priscila Beltrame,  CQS/FV Advogados  


A inteligência artificial deixou de ser promessa e virou orçamento. Google e A24 firmaram uma parceria de US$ 75 milhões para desenvolver ferramentas de IA para cinema, enquanto o YouTube testa recursos como Shorts com avatares gerados por IA e sistemas para artistas identificarem deepfakes. Na exibição, a CinemaCon 2026 mostrou como a IA está sendo usada para prever demanda de público, otimizar horários, personalizar campanhas e até gerenciar estoque de bomboniere. A questão que fica é até que ponto esses dados e essas tecnologias realmente melhoram a tomada de decisão no setor — e quando viram apenas ferramentas bonitas sem retorno concreto?



Oficinas Formativas | Sala Exibidor, Cine Marquise 

30 de setembro (quarta-feira)


Novos Formatos e Narrativas: os Caminhos e Telas do Audiovisual | 9h30 às 12h | Em parceria com a Academia Internacional de Cinema (AIC) | Participação de: Elzemann Neves, coordenador dos cursos de Roteiro e Filmworks da AIC; Glauco Sabino, Head de Projetos da ReelShort Brasil, e Charles Faria, sócio e CEO da Trendspace. 


O encontro vai discutir sobre como atualizar a forma de contar história para as novas telas: o que muda na escrita, na produção e na linguagem quando o formato tradicional de cinema e TV precisa caber, e funcionar, em vertical diante de um cenário de crescimento do mercado de microdramas. 


Da Audiência ao Roteiro: Como Dados Guiam o Desenvolvimento de Conteúdo com o Método Transforma | 15h às 17h | Participação de Dani Tolomei, CEO e Co-fundadora da Transforma


Os dados de audiência hoje orientam decisões em praticamente toda a cadeia do audiovisual, de programação de sala a catálogo de streaming, mas ainda chegam tarde demais, depois do conteúdo pronto, na maioria dos processos. O Método Transforma, construído por Dani Tolomei, a partir da metodologia Audiovisual Ágil, propõe inverter essa ordem e usar dados de audiência já na etapa de desenvolvimento de roteiro, para orientar decisão de personagem, tom e estrutura de história antes da produção começar. A oficina mostrará como aplicar essa leitura de dados, incluindo ferramentas de inteligência artificial, no processo criativo desde o primeiro rascunho.



1º de outubro (quinta-feira)

A Reforma Tributária Chegou - O que Muda no Audiovisual e na Exibição | 9h30 às 12h00 | Participação de Daniella Galvão Imeri, advogada Tributarista, sócia do CQS/FV Advogados


Com a reforma tributária à vista, é hora de entender o que já está garantido, o que ainda depende de regulamentação, e quais ajustes práticos toda produtora, distribuidora e exibidora, pequena ou grande, precisa fazer agora para não ser pega de surpresa quando a cobrança de fato começar.


Marketing e Bilheteria: o Playbook Digital para Vender Mais Ingresso | 15h00 às 17h00 | Em parceria com Webedia Brasil (AdoroCinema e The Boxoffice Company) | Participação de: Antoine Clauzel, Diretor Geral de Marcas e Conteúdo, Webedia Brasil; Caio Garritano, Gerente de Produto e Conteúdo, AdoroCinema; Joana Cinelli, Head Brasil e LATAM, The Boxoffice Company.


A briga pela atenção do espectador começa muito antes dele chegar à bilheteria física, na busca por sessão e horário, no site e no app do cinema, no anúncio que aparece durante a navegação. Para o exibidor, principalmente o de rede regional ou independente, essa camada digital costuma ser a mais difícil de dominar, por falta de tempo, equipe ou repertório técnico. 


Esta oficina mostrará na prática como dados, tecnologia e mídia se conectam para vender mais ingressos, trazendo casos reais de exibidores que já usam essas ferramentas. Globalmente, a The Boxoffice Company opera o Boost (site, app, CRM, e-mail marketing e venda de ingresso online, usado por mais de 350 circuitos de cinema), o Source (base de dados de sessão e horário presente em 70 países e 25 idiomas, que chega a mais de 90% das buscas globais por sessão de cinema) e, para estúdios, o Pulse, plataforma de inteligência de mercado para acompanhar performance de bilheteria nacional e internacional.



2 de outubro (sexta-feira)

Lançamento em Salas de Cinema: Como funciona o lançamento de um filme nos cinemas | 9h30 às 12h | Com promoção da Vitrine Lab (Vitrine Filmes) | Participação de: Elaine Vegnaduzzi, Gerente de Programação da Vitrine Filmes


Durante a atividade, será explicado, de forma prática, como se planeja a estreia de um filme nas salas,  da escolha da data à negociação com os exibidores. Também será abordado as outras formas de circulação de um  filme, além da sala de cinema, chegando a públicos e territórios sem acesso a salas comerciais, em espaços de exibição alternativos.  



Programação exclusiva para as credenciais PREMIUM

Sala Barco, Cine Marquise


Line-ups das distribuidoras e estúdios. Marcas como Disney, Warner Bros., Paramount Pictures, Sony Pictures, Universal Pictures, Sato Company, O2 Play, Elo Studios, Diamond Films, Vitrine Filmes, H2O Films, Retrato Filmes e DT Filmes estarão presentes para mostrar suas grandes apostas de lançamentos para o próximo ano.



EXPOCINE 2026

Com o tema "TELA ABERTA: CINEMA QUE SE MOVE POR SI SÓ", o encontro de deste ano propõe uma reflexão aprofundada sobre a convergência das telas de cinema, celular, tablets e streaming, e celebra a força e a expansão do atual momento do mercado cinematográfico latino-americano. As vendas de credenciais já chegaram ao terceiro lote, que está disponível em número limitado por um preço especial e com condições de pagamento facilitadas. O destaque é para a categoria FORUM, que dá acesso completo à feira de negócios, oficinas formativas e painéis estratégicos. Para conferir os valores, categorias de acesso e realizar a inscrição, acesse o site oficial.


Consagrada como o maior encontro de negócios de cinema da América Latina e o segundo maior do mundo, a EXPOCINE vem de uma trajetória de crescimento contínuo. Somente na sua última edição, em 2025, o evento reuniu mais de 2.300 credenciados e apresentou um impressionante salto na área de negócios, saindo de 24 marcas expositoras em 2023 para mais de 60. Com mais de 55 horas de conteúdo e a presença de exibidores, distribuidores, produtores e executivos do setor, a convenção se consolida como o palco onde a indústria latino-americana decide seus próximos passos. Em alinhamento com o seu crescimento estrutural e de conteúdo, a EXPOCINE 2026 reforça seu compromisso com a inclusão e a pluralidade. Em parceria com a MAV, o evento garantirá maior acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Além disso, as apresentações contarão com tradução simultânea para espanhol e inglês. 



sexta-feira, 17 de julho de 2026

Crítica | A Odisseia: uma epopeia sobre lealdade, amizade e o verdadeiro significado de voltar para casa

Por Graça Paes, RJ

Com direção de Christopher Nolan, 2h52 de duração, uma produção monumental e visualmente impressionante, "A Odisseia" já está em cartaz nos cinemas desde o dia 16 de julho. 


Christopher Nolan transforma "A Odisseia" em uma experiência cinematográfica grandiosa sem perder a essência da obra de Homero.  O filme entrega muito mais do que batalhas épicas e efeitos grandiosos. É uma reflexão profunda sobre lealdade, amizade, perseverança e os laços que realmente sustentam a vida.

A trama acompanha a jornada de dez anos de Odisseu em seu retorno a Ítaca após a Guerra de Troia. Pelo caminho, enfrenta monstros, tempestades, criaturas mitológicas e a constante interferência dos Deuses. Entretanto, os maiores desafios do herói não são apenas físicos, mas emocionais e morais. Cada decisão exige coragem, inteligência e, principalmente, fidelidade aos seus princípios.


Enquanto Odisseu luta para reencontrar sua família, Penélope e Telêmaco protagonizam outra batalha igualmente significativa: preservar a honra do reino diante daqueles que tentam se aproveitar da ausência do rei. A espera de Penélope transcende o romantismo. Ela representa a lealdade inabalável, a confiança e a esperança que resistem ao tempo. Já Telêmaco amadurece aprendendo que a verdadeira liderança nasce da coragem e do respeito às próprias raízes.


Um dos aspectos mais marcantes da adaptação é mostrar que ninguém vence sozinho. Ao longo da jornada, a amizade e a confiança entre companheiros tornam-se elementos essenciais para a sobrevivência. Quando esses laços são quebrados pela ganância, pela desobediência ou pela arrogância, as consequências são inevitáveis. Nolan evidencia que a força de um líder está na capacidade de inspirar confiança e de permanecer fiel às pessoas que caminham ao seu lado.


O filme também reforça uma das maiores lições da literatura clássica: a inteligência supera a força bruta. Odisseu vence não porque é o guerreiro mais poderoso, mas porque sabe observar, planejar e adaptar-se diante das adversidades. Sua astúcia torna-se a principal arma contra inimigos muito mais fortes, enquanto a arrogância,  simbolizada pelo episódio envolvendo o ciclope Polifemo,  cobra um preço alto e prolonga sua jornada.


Mais do que uma aventura mitológica, A Odisseia fala sobre pertencimento. Ítaca deixa de ser apenas um destino geográfico para simbolizar tudo aquilo que realmente importa: família, amigos, identidade e o lugar onde encontramos sentido para continuar lutando. O verdadeiro triunfo de Odisseu não está na vitória em Troia, mas na capacidade de superar seus próprios limites para voltar para casa.


O elenco, pra lá de estelar, merece destaque em muitos sentidos, e também por oferecer interpretações que conferem nova humanidade aos personagens da clássica epopeia. As atuações equilibram a imponência dos heróis mitológicos com emoções profundamente humanas, tornando cada reencontro, cada perda e cada escolha ainda mais impactantes.


Christopher Nolan entrega uma adaptação que honra o legado de Homero ao mesmo tempo em que dialoga com o público contemporâneo. Em uma época marcada por relações cada vez mais frágeis e imediatistas, A Odisseia lembra que amizade verdadeira, lealdade e perseverança continuam sendo valores indispensáveis. No fim, a maior aventura não é derrotar monstros, mas permanecer fiel a quem somos e às pessoas que escolhem caminhar ao nosso lado.

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9. 

Recomendamos assistir em Imax. 


terça-feira, 14 de julho de 2026

Festival de Cinema de Gramado anuncia novos homenageados, o filme de abertura, e revela série que terá pré-estreia na 54ª edição

Por Graça Paes, RJ

O Festival de Cinema de Gramado anunciou, nesta segunda-feira, dia (13/7), durante uma coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro, novos detalhes da 54ª edição do evento, que acontecerá entre os dias 12 e 22 de agosto, na Serra Gaúcha. A abertura oficial está marcada para o dia 14 de agosto e promete reunir grandes nomes do audiovisual brasileiro.

Entre os homenageados deste ano estão a atriz Andrea Beltrão, que receberá o tradicional Troféu Oscarito, a produtora Renata Almeida Magalhães, agraciada com o Troféu Eduardo Abelin, e o ator Marcos Caruso, que será homenageado com o Troféu Cidade de Gramado, em reconhecimento à sua trajetória no cinema e na televisão.

Entre os presentes, Gabriela Loram e Marcelo Serrado também foram prestigiar o evento. 

Durante o encontro com a imprensa, a organização também anunciou que a série brasileira "Emergência 53", dirigida por Andrucha Waddington e Claudio Torres, que terá sua pré-estreia nacional no Palácio dos Festivais, um dos principais palcos da programação do evento.

A coletiva contou com a presença da presidente da Gramadotur, Rosa Helena Volk; do secretário de Turismo de Gramado, Ricardo Bertolucci Reginato; da gestora de Patrocínio Cultural da Petrobras, Ellen Costa Mendes Soares; e do jornalista e crítico de cinema Marcos Santuario, responsável, ao lado de Ana Flavia Cavalcanti e Camila Morgado, pela curadoria dos longas-metragens brasileiros e documentários da mostra competitiva.

Também foi apresentado o filme de abertura do festival, "Antártida", da Globo Filmes. 

A programação completa da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado será divulgada nas próximas semanas, consolidando mais uma edição de um dos mais tradicionais e importantes eventos do cinema brasileiro.  ara conferir a lista completa de curtas e os detalhes oficiais do evento, acesse o site do Festival de Cinema de Gramado.


Foram anunciados os seis longas-metragens brasileiros que disputarão o Kikito: "Feito Pipa", "Leite em Pó", "Justino – Nos Bastidores do Reino", "Nosso Segredo", "Pele de Rinoceronte" e "Chorão: Só os Loucos Sabem".

Participaram do lançamento o diretor Bruno Safadi, a roteirista Claudia Jouvin, a atriz Mariana Sena e os atores Antonio Calloni, Henrique Barreira e Renan Monteiro. Representando o longa "Pele de Rinoceronte", esteve presente o diretor Marcelo L. Maia.


Confira o vídeo:

https://www.instagram.com/reel/Dawqd93t8UT/?igsh=YmkwNmprZTM0NnYx


Fotos Graça Paes e Wallace Barbosa/ Zapp News 





quarta-feira, 8 de julho de 2026

Crítica do Live Action "Moana"

Por Graça Paes, RJ

Dez anos após conquistar o público com uma das animações mais marcantes da Disney, "Moana" retorna às telonas em versão live-action. A estreia acontece nesta quarta-feira, dia (9/7), nos cinemas. 


Moana, live action, é uma adaptação que respeita a essência do original, amplia sua força visual e entrega uma experiência capaz de emocionar tanto quem cresceu com a animação quanto uma nova geração de espectadores.


Dirigido por Thomas Kail, o longa reúne aventura, fantasia e musical em uma produção grandiosa. O roteiro adaptado por Jared Bush e Dana Ledoux Miller preserva a narrativa que fez sucesso em 2016, enquanto a produção assinada por Dwayne Johnson, Hiram Garcia, Dany Garcia, Beau Flynn e o premiado compositor Lin-Manuel Miranda garante o alto padrão característico dos grandes lançamentos da Disney. A trilha sonora, novamente conduzida por Mark Mancina e Miranda, continua sendo um dos grandes trunfos do filme.

A jovem Catherine Laga'aia assume o desafio de interpretar Moana e faz isso com carisma, sensibilidade e presença. Ao seu lado, Dwayne Johnson volta a viver o carismático semideus Maui, desta vez em carne e osso, após dublar o personagem na animação original. A química entre os dois funciona desde o primeiro encontro e sustenta boa parte da força emocional da narrativa.

A história permanece fiel ao clássico. Na antiga Polinésia, Moana atende ao chamado do Oceano para salvar seu povo e restaurar o equilíbrio da natureza. Para isso, deixa a segurança da ilha de Motunui e parte em uma jornada repleta de desafios ao lado de Maui. A missão é devolver o coração de Te Fiti, roubado pelo semideus, e restabelecer a harmonia entre a humanidade e a natureza.


Se o roteiro não apresenta novidades significativas, a força do live-action está justamente em transformar momentos inesquecíveis da animação em cenas de impressionante impacto visual. A escolha de Moana pelo Oceano ainda na infância, a emocionante despedida da avó, o primeiro encontro com Maui e o clímax envolvendo a devolução do coração de Te Fiti ganham uma riqueza de detalhes que impressiona pelo realismo sem perder a magia e a emoção da obra original.


Outro acerto foi preservar praticamente toda a trilha sonora que conquistou o público há uma década. As músicas clássicas estão presentes e continuam funcionando perfeitamente dentro da narrativa. A novidade fica por conta da inédita "Along The Way", apresentada durante os créditos finais. Interpretada por Catherine Laga'aia e Auli'i Cravalho, voz original de Moana na animação, a canção também conta com a participação de Dwayne Johnson e foi escrita por Lin-Manuel Miranda, responsável pelas músicas do filme original.


Além do espetáculo visual, "Moana" continua carregando uma forte conexão com a cultura e a mitologia polinésia. O roteiro permanece inspirado na chamada "longa pausa", um período histórico em que os ancestrais polinésios interromperam, por razões ainda desconhecidas, a exploração de novas ilhas do Pacífico durante cerca de mil anos. O filme utiliza a lenda do coração de Te Fiti para construir uma explicação simbólica para esse momento histórico, reforçando temas como ancestralidade, identidade, preservação da natureza e coragem para seguir novos caminhos.


Assim como a animação, o live-action vai além de uma aventura. É uma história sobre autodescoberta, pertencimento e responsabilidade com o mundo ao nosso redor. A jornada de Moana continua sendo inspiradora justamente porque fala sobre encontrar a própria voz sem abrir mão das raízes.


Visualmente impecável, emocionante e tecnicamente refinado, "Moana" mostra que um remake pode existir com propósito quando respeita sua obra original e acrescenta uma nova dimensão cinematográfica. É um dos live-actions mais bem produzidos da Disney nos últimos anos e, certamente, um dos mais emocionantes.


Prepare-se para rir, cantar, se emocionar e, muito provavelmente, derramar algumas lágrimas.


O live action de “Moana” prova que ainda há espaço para live-actions que emocionam e justificam sua existência. 

A Agência Zapp News assistiu ao filme, participou da coletiva de imprensa e do Fan Event com Dwayne Johnson. Nossa avaliação não poderia ser outra, dez, nota dez.