quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Crítica do filme: "(Des)controle" - O que fazer quando o vazio emocional fala mais alto?

Por Graça Paes, RJ

Com direção de Rosane Svartman e Carol Minêm, roteiro de Felipe Sholl, Rosane Svartman e Iafa Britz (com colaboração de Bia Crespo e Gabriel Meyohas), produção de Iafa Britz (Migdal Filmes) e Sabrina Nudeliman Wagon (Elo Studios), duração de 97 minutos, o filme estreia dia 5 de fevereiro nos cinemas.

O longa retrata a vida de Kátia Klein, uma escritora de 45 anos, que vive uma crise criativa graças à pressão do trabalho e da família. Diante dessa vida caótica, ela busca alívio na bebida, passando de uma taça de vinho ao descontrole completo, perdendo-se para o alcoolismo.

No elenco Carolina Dieckmann (como Kátia Klein), Caco Ciocler, Júlia Rabello, entre outros. 

Descontrole é um filme que mergulha nas fragilidades humanas com sensibilidade e intensidade. A trama expõe personagens marcados pela carência afetiva, mostrando como a falta de acolhimento, amor e diálogo pode gerar comportamentos impulsivos e autodestrutivos.

O alcoolismo surge como uma válvula de escape, não apenas como vício, mas como sintoma de dores emocionais mal resolvidas. O filme evita julgamentos fáceis e opta por mostrar o lado humano por trás do problema, revelando o quanto o abuso do álcool está ligado à solidão e ao desejo de anestesiar sentimentos.

Em meio ao caos, a amizade aparece como um fio de esperança. Mesmo imperfeitas, as relações entre os personagens oferecem momentos de apoio, empatia e conexão real, reforçando a ideia de que ninguém se salva sozinho.


A família, por sua vez, é retratada de forma complexa: fonte de afeto, mas também de conflitos, ausências e cicatrizes emocionais. O filme sugere que, muitas vezes, é dentro do próprio lar que nascem tanto as feridas quanto as chances de cura.


Com atuações intensas e uma narrativa que equilibra drama e humanidade, Descontrole é um retrato honesto sobre pessoas que tentam lidar com seus vazios, erros e afetos, lembrando que, por trás de cada desajuste, existe alguém pedindo cuidado.


Parabéns a Carolina Dieckmann pela entrega perfeita e atuação espetacular. 


É um filme para ser assistido em família e depois ser debatido em casa. Certamente, ele remeterá a gatilhos para alguns, identificação para outros e reflexão para todos. 


Lembrete: é muito importante para o cinema nacional que você ajude a lotar as salas de cinema na semana de estreia do filme. Assista, vale a pena!!!!

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 10. 


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