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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Crítica do Live Action "Moana"

Por Graça Paes, RJ

Dez anos após conquistar o público com uma das animações mais marcantes da Disney, "Moana" retorna às telonas em versão live-action. A estreia acontece nesta quarta-feira, dia (9/7), nos cinemas. 


Moana, live action, é uma adaptação que respeita a essência do original, amplia sua força visual e entrega uma experiência capaz de emocionar tanto quem cresceu com a animação quanto uma nova geração de espectadores.


Dirigido por Thomas Kail, o longa reúne aventura, fantasia e musical em uma produção grandiosa. O roteiro adaptado por Jared Bush e Dana Ledoux Miller preserva a narrativa que fez sucesso em 2016, enquanto a produção assinada por Dwayne Johnson, Hiram Garcia, Dany Garcia, Beau Flynn e o premiado compositor Lin-Manuel Miranda garante o alto padrão característico dos grandes lançamentos da Disney. A trilha sonora, novamente conduzida por Mark Mancina e Miranda, continua sendo um dos grandes trunfos do filme.

A jovem Catherine Laga'aia assume o desafio de interpretar Moana e faz isso com carisma, sensibilidade e presença. Ao seu lado, Dwayne Johnson volta a viver o carismático semideus Maui, desta vez em carne e osso, após dublar o personagem na animação original. A química entre os dois funciona desde o primeiro encontro e sustenta boa parte da força emocional da narrativa.

A história permanece fiel ao clássico. Na antiga Polinésia, Moana atende ao chamado do Oceano para salvar seu povo e restaurar o equilíbrio da natureza. Para isso, deixa a segurança da ilha de Motunui e parte em uma jornada repleta de desafios ao lado de Maui. A missão é devolver o coração de Te Fiti, roubado pelo semideus, e restabelecer a harmonia entre a humanidade e a natureza.


Se o roteiro não apresenta novidades significativas, a força do live-action está justamente em transformar momentos inesquecíveis da animação em cenas de impressionante impacto visual. A escolha de Moana pelo Oceano ainda na infância, a emocionante despedida da avó, o primeiro encontro com Maui e o clímax envolvendo a devolução do coração de Te Fiti ganham uma riqueza de detalhes que impressiona pelo realismo sem perder a magia e a emoção da obra original.


Outro acerto foi preservar praticamente toda a trilha sonora que conquistou o público há uma década. As músicas clássicas estão presentes e continuam funcionando perfeitamente dentro da narrativa. A novidade fica por conta da inédita "Along The Way", apresentada durante os créditos finais. Interpretada por Catherine Laga'aia e Auli'i Cravalho, voz original de Moana na animação, a canção também conta com a participação de Dwayne Johnson e foi escrita por Lin-Manuel Miranda, responsável pelas músicas do filme original.


Além do espetáculo visual, "Moana" continua carregando uma forte conexão com a cultura e a mitologia polinésia. O roteiro permanece inspirado na chamada "longa pausa", um período histórico em que os ancestrais polinésios interromperam, por razões ainda desconhecidas, a exploração de novas ilhas do Pacífico durante cerca de mil anos. O filme utiliza a lenda do coração de Te Fiti para construir uma explicação simbólica para esse momento histórico, reforçando temas como ancestralidade, identidade, preservação da natureza e coragem para seguir novos caminhos.


Assim como a animação, o live-action vai além de uma aventura. É uma história sobre autodescoberta, pertencimento e responsabilidade com o mundo ao nosso redor. A jornada de Moana continua sendo inspiradora justamente porque fala sobre encontrar a própria voz sem abrir mão das raízes.


Visualmente impecável, emocionante e tecnicamente refinado, "Moana" mostra que um remake pode existir com propósito quando respeita sua obra original e acrescenta uma nova dimensão cinematográfica. É um dos live-actions mais bem produzidos da Disney nos últimos anos e, certamente, um dos mais emocionantes.


Prepare-se para rir, cantar, se emocionar e, muito provavelmente, derramar algumas lágrimas.


O live action de “Moana” prova que ainda há espaço para live-actions que emocionam e justificam sua existência. 

A Agência Zapp News assistiu ao filme, participou da coletiva de imprensa e do Fan Event com Dwayne Johnson. Nossa avaliação não poderia ser outra, dez, nota dez. 




Globo abre o 54º Festival de Cinema de Gramado com "Antártida" e marca presença com cinco longas no total

Por Graça Paes, RJ  

Além do filme de abertura, Globo terá três longas em competição, “Chorão: Só os Loucos Sabem”, “Nosso Segredo” e “Pele de Rinoceronte”; e sessão especial de "D.P.A. 4 - O Fantástico Reino de Ondion"

“Antártida”, “Chorão: Só os Loucos Sabem”, “Nosso Segredo” e “Pele de Rinoceronte”

A Globo leva ao 54º Festival de Cinema de Gramado, um dos mais importantes eventos da indústria cinematográfica, alguns de seus aguardados longas-metragens. Entre os destaques está “Antártida”, superprodução do Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo em coprodução com a TV Globo escolhida para abrir o festival. O longa dirigido por Bruno Safadi e roteirizado por Claudia Jouvin teve grande parte das cenas rodadas com tecnologia Unreal no Estúdio de Produções Virtuais dos Estúdios Globo e conta com um elenco estelar formado por nomes como Marina Ruy Barbosa, Andrea Beltrão, Lázaro Ramos, Leandra Leal, Antonio Calloni e João Vitor Silva. O filme será exibido fora de competição no dia 14 de agosto, no Palácio dos Festivais, e tem estreia prevista para 17 de setembro nos cinemas. 


Na trama, cientistas e militares se preparam para enfrentar o inverno rigoroso em uma estação brasileira de pesquisa na Antártida. Logo na primeira noite, a recém-chegada glacióloga Inês (Marina Ruy Barbosa) sofre uma violência brutal e todos os homens da base se tornam suspeitos do crime. Sob clima de tensão e desconfiança, a subcomandante Elisabeth (Andrea Beltrão) precisa liderar uma investigação em busca do agressor e conta com a ajuda das outras mulheres da equipe.  


Na Mostra Competitiva de Longas-Metragens Brasileiros, a Globo se destaca com três filmes selecionados: as coproduções da Globo Filmes “Chorão: Só os Loucos Sabem”, cinebiografia do líder do Charlie Brown Jr. dirigida por Hugo Prata e Felipe Novaes, com José Loreto na pele do ícone do rock nacional; e “Nosso Segredo”, primeiro longa-metragem dirigido por Grace Passô que teve sua estreia mundial na seção Perspectives do 76º Festival Internacional de Cinema de Berlim. Na trama, uma família tenta reconstruir a rotina após uma perda recente. Enquanto cada um foge do luto à sua maneira, o filho mais jovem guarda um segredo que pode ajudá-los a enfrentar a dor e encontrar um novo caminho. 


Além desses, também foi selecionado para a competitiva "Pele de Rinoceronte", de Marcello Ludwig Maia, coprodução do Canal Brasil e do Telecine ambientada na década de 1970. A história entrelaça os caminhos de uma repórter de um jornal popular, interpretada por Débora Falabella, e uma advogada criminalista, vivida por Naruna Costa, após um homicídio que chocou o Brasil e marcou o início do debate sobre o feminicídio. 


Coprodução da Globo Filmes e do Gloob, o longa-metragem infantil "D.P.A. 4 - O Fantástico Reino de Ondion", de Mauro Lima, será exibido em uma sessão especial fora de competição. 


O Festival de Cinema de Gramado acontece de 12 a 22 de agosto na Serra Gaúcha.

'Girls Just Wanna Have': nova série de Rodrigo Giannetto reúne trajetórias de mulheres de diferentes culturas e países

Por Graça Paes, RJ 


Rodrigo Giannetto, diretor brasileiro vencedor do Emmy Internacional, lança série documental que reúne histórias de mulheres ao redor do mundo


"Girls Just Wanna Have" estreia em Londres e chega ao Brasil no fim de julho com episódios gravados em cidades como Tóquio, Barcelona, Nova York e Brasília

 

O diretor brasileiro Rodrigo Giannetto, vencedor do International Emmy Awards, lança sua nova série documental original, "Girls Just Wanna Have", projeto que reúne histórias de mulheres de diferentes países e também marca a criação de uma plataforma internacional voltada ao protagonismo feminino. A estreia mundial acontece no dia 9 de julho, em Londres, enquanto a pré-estreia brasileira será realizada em 28 de julho, no Cine Belas Artes, em São Paulo.


Produzida pela REAL FILMES em parceria com a WE PLAY, a série acompanha mulheres de diferentes culturas para mostrar como suas cidades, estilos de vida e experiências influenciam suas trajetórias pessoais e profissionais. A primeira temporada percorre Londres, Sicília, Barcelona, Los Angeles, Tóquio, Buenos Aires, Nova York e Brasília.


Além da produção audiovisual, o projeto nasce como uma plataforma global dedicada ao universo feminino, reunindo conteúdos, eventos, debates e iniciativas voltadas à conexão entre mulheres de diferentes partes do mundo.


"O objetivo é construir um ecossistema de conteúdo e experiências que inspire mulheres por meio de histórias reais", afirma Rodrigo Giannetto, que já dirigiu produções para TV Globo, HBO Max, MTV, Discovery Channel, National Geographic e UFC Network. Em 2023, ele conquistou o International Emmy Awards na categoria de Melhor Entretenimento Não Roteirizado com o reality "A Ponte Brasil (The Bridge Brasil)".

 


Episódio brasileiro destaca talentos de Brasília

Após a estreia internacional, o projeto ganha uma sessão especial no Brasil com a exibição do episódio dedicado à capital federal. A produção apresenta diferentes perspectivas sobre Brasília por meio de histórias ligadas à música, ao esporte, à saúde, ao empreendedorismo e ao comportamento.


O episódio reúne a fundadora da banda Natiruts, Izabella Rocha; a judoca Ketleyn Quadros, primeira brasileira medalhista olímpica da modalidade; a médica Dra. Raphaela Bueno, especialista em saúde integrativa da mulher; e Amélia Lino, pioneira no Brasil na técnica asiática de confeitaria com flores.


"Por trás da performance dessas mulheres existe uma rotina de disciplina, dedicação e crescimento pessoal. Queremos mostrar que Brasília vai muito além da política e abriga talentos extraordinários em diferentes áreas", destaca Giannetto.


Com uma abordagem documental e olhar multicultural, "Girls Just Wanna Have" aposta em histórias reais para mostrar como mulheres de diferentes países enfrentam desafios, transformam suas comunidades e inspiram outras pessoas por meio de suas trajetórias.


PREMIÈRE BRASILEIRA — SÃO PAULO

📍 Cine Belas Artes - R. da Consolação, 2423 - Consolação, São Paulo

📅 28 de julho de 2026

🕗 20h

 

Estreias mensais:

Londres - 1º de agosto.

Sicília - 1º de setembro.

Brasília - 1º de outubro.


Sobre “Girls just wanna have”

“Girls Just Wanna Have” é uma série documental original e plataforma mundial dedicada a mulheres talentosas ao redor do mundo. O projeto acompanha histórias reais, rotinas, culturas e jornadas pessoais femininas através de uma abordagem cinematográfica contemporânea e internacional. 

 


segunda-feira, 6 de julho de 2026

Paolla Oliveira participa de estreia de "Herança de Narcisa" no Rio de Janeiro

Por Graça Paes, RJ

Drama de terror de Clarissa Appelt e Daniel Dias chega aos cinemas no dia 9 de julho. Sessão na capital carioca ocorre no UCI New York City Center

Na quinta-feira, dia dia 9 de julho, o aguardado drama de terror “Herança de Narcisa” chega aos cinemas de todo o Brasil. 


Com direção e roteiro de Clarissa Appelt e Daniel Dias, o filme é protagonizado pela atriz Paolla Oliveira e aborda a ancestralidade feminina e uma herança emocional mal resolvida entre mãe e filha. 


Ana, personagem de Paolla, retorna ao seu lar de infância, no Rio de Janeiro, após a morte de sua mãe, a ex-vedete Narcisa. Lá, ela encontra uma casa imersa em mistério, angústia familiar e segredos que se recusam a ficar enterrados. À medida que começa a revirar o imóvel junto com seu irmão Diego (Pedro Henrique Müller), Ana navega por um mar de antigos traumas, mistérios e medos. Para sobreviver, ela precisará confrontar as mágoas e as memórias de uma relação tóxica mal resolvida. 

Estreia no Rio de Janeiro

No dia 9 de julho, a capital carioca recebe uma sessão especial de estreia de “Herança de Narcisa” no UCI New York City Center, a partir das 20h. Estão confirmadas as presenças da atriz Paolla Oliveira e dos cineastas Clarissa Appelt e Daniel Dias. 



Assista ao trailer: 


Ficha técnica:

“Herança de Narcisa” (Dir. Clarissa Appelt e Daniel Dias / 85’ / Ficção / Brasil / 2025)

Elenco: Paolla Oliveira, Rosamaria Murtinho, Pedro Henrique Müller, Elvira Helena

Roteiro: Clarissa Appelt e Daniel Dias

Direção de Fotografia: Zhai Sichen

Montagem: Daniel Dias

Direção de Arte: Fernanda Teixeira

Figurino: Roberta Pupo

Caracterização: Cleber de Oliveira

Direção de Som: João Henrique Costa

Edição de Som: Bernardo Uzeda

Trilha Sonora: Marcelo Conti

Produção: Camisa Preta Filmes

Coprodução: Urca Filmes e Telecine

Distribuição: Olhar Filmes

Produtores: Amanda Amorim, Leonardo Edde, Eduardo Albergaria

Classificação indicativa: 14 anos

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Crítica de "Minions & Monstros"

Por Graça Paes, RJ 

Com direção de Pierre Coffin, que também assina o roteiro ao lado de Brian Lynch, 'Minions & Monstros' chega aos cinemas no dia 2 de julho. Produzida por Chris Meledandri e Bill Ryan, pelas produtoras Illumination Entertainment e Illumination Productions, a animação tem 1h29 de duração e aposta na fórmula que consagrou os carismáticos personagens fofos e amarelos: humor, aventura e muito carisma.

Na trama, os Minions acabam libertando monstros durante um ritual e precisam encontrar uma forma de salvar o planeta antes que o caos tome conta de um mundo que sequer imagina o perigo que está à sua volta. Para isso, a missão da divertida trupe passa pela produção de um filme, dando início a uma sequência de situações inusitadas e repletas de humor.

James, Ed e Henry assumem o protagonismo da aventura e conduzem a narrativa com a irreverência típica dos Minions. O trio entrega boas cenas cômicas e mantém o ritmo leve da animação, garantindo risadas do início ao fim.



Além do entretenimento, 'Minions & Monstros' também procura transmitir mensagens positivas. A história aborda temas como respeito às regras, responsabilidade pelas próprias escolhas, confiança em si mesmo e perseverança na busca pelos sonhos. Também destaca a importância da amizade, da união e do trabalho em equipe, elementos que fortalecem a narrativa e ampliam seu apelo para toda a família.

Visualmente, a animação investe em um universo colorido e bastante lúdico, criando um espetáculo que merece ser apreciado em salas com excelente qualidade de som e imagem, potencializando a experiência cinematográfica.


A animação 'Minions & Monstros' é a terceira da série Minions e a sétima da franquia Meu Malvado Favorito, e serve como prequela da origem de Gru. 


'Minions & Monstros' entrega exatamente o que seu público espera: diversão, imaginação, aventura e personagens capazes de conquistar crianças e adultos. Sem abrir mão do humor característico da franquia, a animação ainda reserva espaço para reflexões simples, mas eficazes, sobre amizade e superação.

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9. 



quarta-feira, 17 de junho de 2026

Crítica da animação: 'Toy Story 5'

Por Graça Paes, RJ

Toy Story 5 mantém a magia da franquia e promove uma reflexão necessária sobre a infância e o consumo de tecnologia

A Pixar volta a emocionar o público com “Toy Story 5”. Este é mais um belo capítulo de uma das franquias mais amadas da história da animação. Com direção de Andrew Stanton e roteiro assinado por Stanton e McKenna Harris, o longa estreia nos cinemas em 18 de junho e prova que ainda há espaço para contar histórias relevantes com sensibilidade, humor e emoção.

Desta vez, Buzz Lightyear, Woody, Jessie e seus inseparáveis amigos enfrentam um desafio contemporâneo: a influência da tecnologia na infância. Bonnie, agora com 8 anos, ganha um tablet e passa a dedicar grande parte do seu tempo aos jogos digitais, deixando os brinquedos tradicionais em segundo plano. Diante dessa nova realidade, a turma precisa encontrar maneiras de continuar fazendo parte da vida da menina.

Visualmente, Toy Story 5 impressiona pela elegância de suas escolhas artísticas. A direção de arte aposta em uma estética limpa, cuidadosamente planejada e totalmente alinhada à proposta narrativa. O estilo minimalista e sofisticado da animação não significa simplicidade na construção da obra. Pelo contrário, revela uma escolha artística cuidadosa, voltada para destacar a clareza visual e fortalecer a conexão emocional com o público.

A animação apresenta movimentos suaves e bem executados, permitindo que cada cena seja compreendida de forma natural. Os enquadramentos, a paleta de cores e a composição visual contribuem para uma narrativa clara e envolvente, direcionando o olhar do espectador para o que realmente importa: as emoções dos personagens e a mensagem transmitida pela história.


A obra demonstra com excelência como o princípio de que “menos é mais” pode ser aplicado de forma eficaz, criando impacto emocional e profundidade narrativa sem recorrer a excessos visuais.


E é impossível não continuar apaixonado por Buzz, Woody, Jessie e toda a turma. Os personagens preservam o carisma que conquistou gerações e, mais uma vez, servem como ponte para discussões importantes. Tem até clima de romance no ar! 


Além da diversão, Toy Story 5 convida o público a refletir sobre temas extremamente atuais, como o uso excessivo de telas pelas crianças, o impacto das redes sociais na infância, a disseminação do bullying no ambiente digital e a importância das relações humanas para o desenvolvimento social e emocional dos pequenos.


Mais do que uma animação voltada ao entretenimento, Toy Story 5 é uma ferramenta de reflexão para pais e educadores. Uma obra sensível, atual e necessária, que reafirma a capacidade da Pixar em  abordar temas complexos sem perder a leveza e a magia que fizeram da franquia um fenômeno mundial.


Toy Story 5 emociona, diverte e reforça que brincar continua sendo uma das formas mais importantes de aprender, criar vínculos e viver a infância.

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.  



quinta-feira, 11 de junho de 2026

Crítica do filme: “Dia D”

Por Graça Paes, RJ


O filme "Dia D" aposta no mistério extraterrestre, mas se perde em um roteiro excessivamente complexo

Steven Spielberg retorna ao universo da ficção científica com "Dia D" (Disclosure Day), longa-metragem estrelado por Emily Blunt, Josh O'Connor, Colin Firth, Eve Hewson e Colman Domingo.  O longa tem 2h25 de duração e estreia dia 11 de junho nos cinemas. O filme resgata um dos temas mais recorrentes da carreira do diretor: o fascínio pela vida extraterrestre e o impacto desse desconhecido sobre a humanidade.


A trama parte de uma premissa instigante: governos de todo o mundo revelam o maior segredo da história da civilização: a humanidade nunca esteve sozinha no universo. E, a divulgação de evidências sobre a existência de vida alienígena desencadeia uma crise global sem precedentes, marcada por pânico coletivo, conflitos diplomáticos e tentativas desesperadas de controlar a informação.

No centro da narrativa estão dois personagens fundamentais. Margaret Fairchild (Emily Blunt), uma apresentadora da previsão do tempo que passa por um episódio perturbador durante uma transmissão ao vivo ao entrar em transe e começar a se comunicar em dialetos alienígenas. E, Daniel Kellner (Josh O'Connor), especialista em segurança cibernética que possui documentos ultrassecretos que comprovam quase um século de contatos extraterrestres encobertos pelos governos. E que será perseguido por isso. 

Enquanto os protagonistas tentam expor a verdade ao público, a poderosa organização Wardex trabalha para manter a situação sob controle. Seu líder, Noah Scanlon (Colin Firth), atua ao lado de Hugo Wakefield (Colman Domingo) na missão de impedir que o caos se torne irreversível.


Além do retorno de Spielberg ao gênero que ajudou a redefinir com clássicos como E.T. - O Extraterrestre, Jurassic Park e Tubarão, "Dia D" marca a 30ª colaboração entre o diretor e o lendário compositor John Williams. A trilha sonora, como esperado, ajuda a criar a atmosfera de suspense e grandiosidade que acompanha a narrativa.


Visualmente, o filme apresenta uma fotografia competente e momentos de impacto visual que reforçam o sentimento de inquietação diante do desconhecido. Spielberg também procura resgatar parte do encantamento e da curiosidade que marcaram suas obras sobre temas científicos. 

No entanto, "Dia D" enfrenta dificuldades em seu principal elemento: o roteiro. A narrativa exige atenção constante do espectador, num filme que é longo, e que se desenvolve de forma lenta nos primeiros atos. Conforme a história avança, o ritmo melhora, mas a complexidade excessiva da trama acaba tornando alguns acontecimentos confusos. O desfecho permanece aberto a interpretações, possivelmente uma escolha deliberada do diretor, mas que pode frustrar quem espera respostas mais objetivas.


O grande destaque do longa é Emily Blunt. Em mais uma atuação consistente, a atriz entrega uma personagem intensa e convincente, sustentando boa parte da carga dramática da produção. Sua presença em cena é, sem dúvida, um dos pontos altos do filme.


"Dia D" é uma obra ambiciosa, diferente do convencional e repleta de questionamentos sobre verdade, poder e o lugar da humanidade no cosmos. Embora apresente qualidades técnicas e um elenco de peso, acaba prejudicado por um roteiro excessivamente intrincado e pasmes, por uma direção de Steven Spielberg, que em alguns momentos, não consegue transformar toda a complexidade da história em uma experiência plenamente envolvente.


É um filme visualmente interessante, impulsionado por uma grande atuação de Emily Blunt, mas que divide opiniões ao apostar em uma narrativa densa, por vezes confusa, e em um final que deixa mais perguntas do que respostas.

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.5.






Crítica do filme: "Deixa Acontecer"

Por Graça Paes, RJ

É uma comédia romântica inclusiva e emocionante, perfeita para o Dia dos Namorados

Em tempos em que as comédias românticas parecem seguir fórmulas previsíveis, "Deixa Acontecer" surge como uma agradável surpresa. Com direção de Natalia Grimberg, criação e roteiro de Renata Corrêa e produção do Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo, aposta em representatividade, emoção e leveza para contar uma história de amor que vai além dos clichês do gênero.


Estrelado por Paola Antonini, em sua estreia como atriz e protagonista, o filme reúne um elenco de peso formado por João Vitor Silva, Klara Castanho, Laís Lage, Douglas Silva, Mariana Ximenes, Camila Morgado, Danton Mello, Debora Lamm, Ed Gama, Ricardo Cubba, Caio Cabral e Duda Brack.

Com o título inspirado na famosa canção do Grupo Revelação, o longa acompanha a trajetória de Marina, uma jovem amputada que decide assumir o controle da própria vida após anos cercada pelos cuidados excessivos dos pais. Ao ser aprovada no vestibular de Medicina de uma universidade carioca, ela deixa Minas Gerais rumo ao Rio de Janeiro. E o que parecia ser apenas o início de uma jornada acadêmica transforma-se também em uma inesperada história de amor quando ela cruza o caminho do pagodeiro João Mendes.

Mas o filme "Deixa Acontecer" não se limita ao romance. O longa aborda temas contemporâneos e relevantes como a independência dos filhos, o surgimento natural dos relacionamentos, a cultura do cancelamento, fake news, fama, poder, as malícias dos cariocas, exposição midiática e, principalmente, o valor inestimável da amizade. As amigas inseparáveis de Marina desempenham papel fundamental na narrativa e ajudam a construir alguns dos momentos mais divertidos e emocionantes da trama.

Com roteiro bem amarrado, direção segura e uma fotografia impecável, o longa ainda se destaca pela trilha sonora envolvente, que inclui músicas autorais compostas especialmente para a produção. O resultado é uma obra leve, divertida e sensível, ideal para assistir acompanhado, seja do seu amor ou apenas de um bom travesseiro e um combo de pipoca.



Um dos maiores méritos do filme é não transformar a deficiência da protagonista no centro absoluto da história. Marina é apresentada, antes de tudo, como uma jovem determinada, sonhadora e empoderada. Sua condição física faz parte de quem ela é, mas não define seus conflitos nem seus desejos, ampliando a identificação do público com a personagem.



Outro atrativo para o público é a participação especial de nomes da música como Dudu Nobre, Arlindinho, Marvvila, Vitinho, IZA e Feyjão, que ajudam a criar a atmosfera musical que embala toda a narrativa e promete conquistar tanto os fãs de comédias românticas quanto os amantes do pagode. E, claro, e belos pontos turísticos marcantes do Rio de Janeiro. 



"Deixa Acontecer" estreia no Telecine em 11 de junho, com exibição no Telecine Premium no sábado, dia (13/6), às 22h, e no Telecine Pipoca no domingo, dia (14), às 20h. E já está disponível no GloboPlay e no Prime Video através do canal Telecine para assonantes.


Sensível, divertida e cheia de mensagens positivas, a produção consegue emocionar sem apelar para exageros e entrega uma história que celebra o amor, a amizade e a liberdade de ser quem se é.


Assista ao trailer: https://www.instagram.com/reel/DZQLXsvRHX2/

Nós já assistimos e nossa nota é DEZ. 

Acredite! É uma excelente aposta para entrar no clima do Dia dos Namorados.


                                                                Foto de Beatriz Damy

Pré-estreia do longa

Durante a coletiva realizada nos Estúdios Globo após a exibição do filme, para elenco e convidados, no dia 8 de junho, que também marcou a 1ª. Mostra de Filmes do local, a criadora e roteirista Renata Corrêa destacou a importância da representatividade na construção da narrativa.


"Vivemos em um mundo muito pouco preparado para lidar com o que é diferente. Por que não trazer um conteúdo com outro tipo de olhar? O capacitismo é muito violento, e todos nós precisamos combatê-lo, seja por meio de políticas públicas, seja pela busca por representatividade em diferentes espaços. E a dramaturgia tem um papel fundamental nesse processo", afirmou.


Paola Antonini também revelou a emoção de viver sua primeira protagonista no cinema e destacou o impacto da experiência em sua trajetória profissional.


"Quando fui chamada para fazer o teste, pensei: 'É tudo o que eu mais quero na minha vida'. A atuação requer muito estudo e é muito desafiadora, então me entreguei completamente para fazer esse filme", contou.


Já João Vitor Silva e Douglas Silva destacaram a emoção de acompanhar a estreia de Paola, relembrando seus próprios inícios de carreira.




quinta-feira, 21 de maio de 2026

Crítica do filme: “O Mandaloriano e Grogu”

Por Graça Paes, RJ

Dirigido por Jon Favreau, que também assina o roteiro ao lado de Dave Filoni, produção de Jon Favreau, Dave Filoni, Kathleen Kennedy, Ian Bryce e Karen Gilchrist, após anos longe das telonas, a franquia Star Wars retorna ao cinema em grande estilo com “O Mandaloriano e Grogu” que estreia nos cinemas em 21 de maio e marca o primeiro lançamento cinematográfico da saga desde “Star Wars: A Ascensão Skywalker”, em 2019. 


O filme, com 2h 12m, transforma a já consagrada relação entre Din Djarin e Grogu em uma aventura épica, emocionante e repleta da essência que conquistou os fãs da galáxia criada por George Lucas.

Mais do que batalhas espaciais, efeitos visuais impressionantes e cenas de ação grandiosas, “O Mandaloriano e Grogu” aposta na força emocional da parceria entre seus protagonistas. Din Djarin, vivido novamente por Pedro Pascal, que segue como o guerreiro silencioso e protetor, enquanto Grogu, o adorável personagem que conquistou o mundo, assume um papel ainda mais importante na narrativa, mostrando amadurecimento, coragem e sensibilidade.

O longa nos leva a reflexão sobre alguns temas importantes, entre eles, amizade, lealdade, companheirismo e a família que escolhemos ao longo da vida. A conexão entre os dois personagens, Mandaloriano e Grogu, é o verdadeiro coração da trama, trazendo momentos divertidos, emocionantes e capazes de aproximar tanto os fãs antigos quanto uma nova geração do universo Star Wars. A relação quase paternal entre eles continua sendo o maior acerto da franquia moderna.

Jon Favreau entrega uma direção segura, equilibrando nostalgia e renovação, enquanto Dave Filoni contribui para expandir ainda mais o universo da saga sem perder a essência clássica da franquia. A produção aposta em uma experiência cinematográfica grandiosa, com visual impecável, trilha sonora marcante e sequências de ação dignas da tradição Star Wars.


Além do retorno de Pedro Pascal, o elenco ainda conta com nomes como Sigourney Weaver e Jeremy Allen White, ampliando o peso dramático da produção. O filme também representa um importante passo para o futuro da franquia, sendo visto como uma nova porta de entrada para o universo Star Wars nas telonas.


“O Mandaloriano e Grogu” não é apenas uma continuação da série de sucesso do Disney+, mas uma celebração da amizade, da esperança e da união em tempos difíceis, valores que sempre fizeram parte da essência de Star Wars. Um retorno emocionante, nostálgico e cheio de coração para os cinemas.


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é DEZ!!!!

Nossa dica: assista em salas de cinema com melhor qualidade de som e imagem para você realmente ter uma experiência digna da saga STAR WARS. 

Fotos Divulgação




quinta-feira, 30 de abril de 2026

Crítica do filme: “O Diabo veste Prada 2”

Por Graça Paes, RJ

O longa “O Diabo Veste Prada 2” chega expandindo o universo já consagrado do primeiro filme enquanto mergulha em temas contemporâneos com sensibilidade e inteligência. Sob a direção de David Frankel e com roteiro afiado de Aline Brosh McKenna, a narrativa elegante e surpreendentemente evolui para além dos bastidores da moda e se transforma em um retrato das transformações profundas no mercado editorial e jornalístico.

O filme acerta ao incorporar o declínio da mídia impressa como pano de fundo dramático. A iminente aposentadoria de Miranda Priestly não representa apenas o fim de uma era pessoal, mas simboliza o fechamento de inúmeros veículos tradicionais que já não conseguem competir com o ritmo acelerado do mundo digital. Essa camada traz um tom melancólico, mas também reflexivo, convidando o público a pensar sobre o valor da curadoria, da autoridade editorial e da adaptação em tempos de mudança.


Ao mesmo tempo, a obra celebra as transformações no mundo da moda, especialmente no que diz respeito à inclusão. As passarelas e campanhas agora refletem uma diversidade de corpos e identidades, mostrando que o conceito de beleza está, finalmente, se expandindo. Essa evolução é tratada com naturalidade e elegância, sem perder o glamour característico da franquia.

No centro da trama, a disputa entre Miranda Priestly e Emily Charlton é simplesmente magnética. Emily, agora uma executiva poderosa, surge como uma adversária à altura — ambiciosa, estratégica e marcada por sua própria trajetória de crescimento. A relação entre as duas é carregada de tensão, respeito e rivalidade, oferecendo alguns dos momentos mais eletrizantes do filme. A batalha pela publicidade, em meio ao colapso da mídia impressa, funciona como um campo de guerra sofisticado onde inteligência e influência são as armas principais.

Mas ‘O Diabo Veste Prada 2’ não é apenas sobre poder e competição. O longa também explora temas como lealdade, amizade e ambição com maturidade. As personagens enfrentam escolhas difíceis, onde sucesso profissional e relações pessoais frequentemente entram em conflito, tornando a narrativa emocionalmente envolvente.


Visualmente, o filme é deslumbrante. A fotografia é refinada, com composições que valorizam tanto o luxo da moda quanto a frieza dos ambientes corporativos. As cenas são cuidadosamente construídas e carregadas de estilo, garantindo momentos icônicos que certamente serão revisitados e celebrados no futuro, assim como no filme original.

Com o retorno do elenco, incluindo Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci, o filme mantém a química e o carisma que conquistaram o público, ao mesmo tempo em que apresenta uma história mais madura e alinhada com os desafios do presente.

“O Diabo Veste Prada 2” não é apenas uma sequência digna: é uma evolução necessária. Um filme que entretém, encanta e, acima de tudo, provoca reflexão sobre um mundo em constante transformação.

A Agência Zapp News já assistiu e te convida a colocar seu melhor look e correr para a sala de cinema mais próxima. Nossa nota é DEZ. 


quinta-feira, 23 de abril de 2026

Crítica do filme: "Papagaios"

Por Graça Paes, RJ

"Papagaios” chega aos cinemas no dia 23 de abril. É um suspense brasileiro que prende, provoca e surpreende. Com argumento e roteiro assinados por Humberto Carrão e Douglas Soares, que também dirige o longa, o filme é uma produção da Glaz Entretenimento e Meus Russos, e já dá sinais de que não veio para passar despercebido.


Estrelado por um elenco de peso, com Gero Camilo, Ruan Aguiar, Leo Jaime, Angela Paz, Babi Xavier, Ernesto Piccolo, Eduardo Grillo e Claudete Troiano, o filme mergulha em um tema extremamente atual: a busca desenfreada pela visibilidade. Mas na obra, o brilho da fama não é glamourizado, ele é exposto com suas consequências, seus atalhos perigosos e sua capacidade de seduzir até quem acredita estar no controle.

Ambientado na periferia do Rio de Janeiro, mais precisamente em Curicica, na Zona Sudoeste, “Papagaios” apresenta a história de Tunico (Gero Camilo), um típico “papagaio de pirata” que vive à sombra dos holofotes, e que após um acidente, cruza o caminho do sedutor Beto (Ruan Aguiar), um jovem misterioso, magnético e obcecado por aparecer, custe o que custar. A partir daí, a relação dos dois se transforma em uma espiral intensa, sombria e perigosa, onde ambição e manipulação caminham lado a lado.

O longa é uma obra nacional que foge do óbvio e entrega um conjunto poderoso: roteiro afiado, montagem envolvente, trilha sonora marcante, efeitos bem executados e atuações que elevam a tensão a cada cena. É aquele tipo de filme que começa bem… e só melhora.

E não é exagero dizer que “Papagaios” já nasceu premiado. O filme arrebatou o 53º Festival de Cinema de Gramado, integrando a mostra competitiva de longas brasileiros e conquistou quatro Kikitos: Melhor Filme pelo Júri Popular, Melhor Ator (Gero Camilo), Melhor Direção de Arte e Melhor Desenho de Som, um reconhecimento que comprova a força da produção.

Vale um destaque absoluto para a estreia de Ruan Aguiar no cinema. Ele chega às telonas com muita presença cênica e entrega impressionante. E a parceria com Gero Camilo é gigante, eletrizante, espetacular. Anotem esse nome: Ruan Aguiar, ainda vamos ler e ouvir muita coisa sobre ele. 

É um longa nacional que foge ao esteriótipo. É fora da curva. Foi pensado e é bem executado. Tem suspense, comédia, samba e alma do carioca. 


"Papagaios" nos leva a muitas reflexões, entre elas: Vale tudo pela fama? Vale tudo por dinheiro? Como saber até que ponto, eu posso confiar numa pessoa? 


Corram para os cinemas, o filme deve ficar em cartaz até o dia 29 de abril. 

A Agência Zapp News já assistiu, e nossa nota é DEZ. 🎬




quarta-feira, 22 de abril de 2026

Crítica do filme| “MICHAEL”: um espetáculo emocionante e grandioso, digno do Rei do Pop

Por Graça Paes, RJ

"Michael" é a cinebiografia oficial de Michael Jackson, dirigida por Antoine Fuqua ("O Protetor") e produzida por Graham King (produtor de "Bohemian Rhapsody"), com a produção executiva dos gestores do espólio de Michael Jackson. E estreia no Brasil em 23 de abril de 2026, mas já tem sessões antecipadas rolando desde o dia 21. 


O filme biográfico retrata a história do superstar Michael Jackson, desde o Jackson 5 até o artista visionário cuja ambição criativa alimentou uma busca implacável para se tornar o maior artista do mundo.

Bora falar de ‘Michael’!

Poucos artistas na história da música conseguiram atravessar gerações, culturas e fronteiras como Michael Jackson. E é exatamente essa dimensão, humana, artística e quase sobrenatural, que o filme “Michael” entrega ao público com emoção, respeito e uma grandiosidade à altura do maior astro pop de todos os tempos.


A cinebiografia oficial, dirigida por Antoine Fuqua (“O Protetor”) e produzida por Graham King (o mesmo produtor de “Bohemian Rhapsody”), chega aos cinemas brasileiros no dia 23 de abril de 2026, com sessões antecipadas já acontecendo desde 21 de abril, e desde já se consolida como um dos filmes mais aguardados, e mais impactantes, dos últimos anos.


“Michael” não é apenas um filme biográfico. É uma verdadeira viagem no tempo. É como abrir um álbum de memórias mundial e reencontrar momentos que marcaram não apenas a trajetória do artista, mas também a vida de milhões de fãs.


O longa retrata a história do superstar desde o Jackson 5, ainda na infância, até o artista visionário e incansável que revolucionou a música, a dança e a estética pop global. A narrativa é conduzida de forma envolvente e respeitosa, mostrando a evolução de um menino prodígio que se transformou em um fenômeno ímpar, único, sem igual.  repetido.


E é impossível assistir sem se emocionar. Prepare os lencinhos: o filme é carregado de sentimento, não por exagero dramático, mas por fidelidade ao que Michael representava. Ele era luz, talento, entrega e um tipo raro de magia que só os grandes possuem. Michael não apenas cantava e dançava, ele hipnotizava, inspirava e tocava as pessoas com uma sensibilidade única.

O elenco é digno de aplausos. Jaafar Jackson, sobrinho do astro, interpreta Michael adulto e simplesmente surpreende: ele não atua como Michael Jackson… ele se torna Michael. A entrega corporal, os gestos, o olhar, o modo de andar e a presença de palco fazem dele uma verdadeira personificação do Rei do Pop. Um trabalho que já nasce com cara de premiação e que certamente será lembrado na temporada do Oscar.


Na infância, Juliano Krue Valdi também emociona ao mostrar o início de uma trajetória marcada por talento, pressão e genialidade precoce. O filme acerta em cheio ao destacar como aquele pequeno Michael foi moldado por acontecimentos e desafios que, ao mesmo tempo em que o endureceram, também o impulsionaram para a imortalidade artística.


O elenco como um todo é um grande destaque, como Nia Long que interpreta Katherine Jackson com delicadeza e firmeza; Colman Domingo, como Joe Jackson, entrega uma atuação marcante e intensa; Miles Teller, como John Branca, traz equilíbrio ao universo jurídico e profissional; e Kat Graham, como Diana Ross, que adiciona brilho e presença ao enredo.


Além disso, os atores que interpretam os Jackson 5, em suas fases jovem e adulta,  dão um show de autenticidade, recriando com energia e carisma a era que lançou Michael ao mundo: Tito Jackson (Judah Edwards e Rhyan Hill), Marlon Jackson (Jaylen Lyndon Hunter e Tre Horton), Jackie Jackson (Nathaniel Logan McIntyre e Joseph David-Jones), Jermaine Jackson (Jayden Harville e Jamal R. Henderson).


A direção de Fuqua é precisa e sensível. O filme tem ritmo, tem alma e tem uma estética visual que conversa com a grandiosidade de Michael. A trilha sonora, obviamente, dispensa comentários: é impossível ouvir aqueles clássicos sem sentir o peso histórico e emocional do que foi construído.

“Michael” mostra um artista que parecia viver em contradição: um menino em corpo de adulto, um ser frágil e ao mesmo tempo gigante, um coração enorme carregando o mundo nos ombros. E é nessa complexidade que o filme brilha, ao apresentar não só o mito, mas também o ser humano por trás da lenda, o “Michael”. 


O resultado é um filme cuidadosamente pensado, construído com amor e respeito, onde cada cena parece carregada do carinho que os fãs sempre tiveram por Michael Jackson. É uma obra que emociona, inspira e faz lembrar o quanto ele foi,  e sempre será, incomparável.


E pode anotar: “Michael” vem forte para as grandes premiações, especialmente pelo desempenho impressionante de Jaafar Jackson.


No fim, a sensação é de ter assistido não apenas a um filme, mas a um evento.

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 10. É uma obra magnífica.

E um pequeno spoiler (bem pequeno): há tanta história para contar… que essa saga ainda não terminou.