quinta-feira, 11 de junho de 2026

Crítica do filme: "Deixa Acontecer"

Por Graça Paes, RJ

É uma comédia romântica inclusiva e emocionante, perfeita para o Dia dos Namorados

Em tempos em que as comédias românticas parecem seguir fórmulas previsíveis, "Deixa Acontecer" surge como uma agradável surpresa. Com direção de Natalia Grimberg, criação e roteiro de Renata Corrêa e produção do Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo, aposta em representatividade, emoção e leveza para contar uma história de amor que vai além dos clichês do gênero.


Estrelado por Paola Antonini, em sua estreia como atriz e protagonista, o filme reúne um elenco de peso formado por João Vitor Silva, Klara Castanho, Laís Lage, Douglas Silva, Mariana Ximenes, Camila Morgado, Danton Mello, Debora Lamm, Ed Gama, Ricardo Cubba, Caio Cabral e Duda Brack.

Com o título inspirado na famosa canção do Grupo Revelação, o longa acompanha a trajetória de Marina, uma jovem amputada que decide assumir o controle da própria vida após anos cercada pelos cuidados excessivos dos pais. Ao ser aprovada no vestibular de Medicina de uma universidade carioca, ela deixa Minas Gerais rumo ao Rio de Janeiro. E o que parecia ser apenas o início de uma jornada acadêmica transforma-se também em uma inesperada história de amor quando ela cruza o caminho do pagodeiro João Mendes.

Mas o filme "Deixa Acontecer" não se limita ao romance. O longa aborda temas contemporâneos e relevantes como a independência dos filhos, o surgimento natural dos relacionamentos, a cultura do cancelamento, fake news, fama, poder, as malícias dos cariocas, exposição midiática e, principalmente, o valor inestimável da amizade. As amigas inseparáveis de Marina desempenham papel fundamental na narrativa e ajudam a construir alguns dos momentos mais divertidos e emocionantes da trama.

Com roteiro bem amarrado, direção segura e uma fotografia impecável, o longa ainda se destaca pela trilha sonora envolvente, que inclui músicas autorais compostas especialmente para a produção. O resultado é uma obra leve, divertida e sensível, ideal para assistir acompanhado, seja do seu amor ou apenas de um bom travesseiro e um combo de pipoca.



Um dos maiores méritos do filme é não transformar a deficiência da protagonista no centro absoluto da história. Marina é apresentada, antes de tudo, como uma jovem determinada, sonhadora e empoderada. Sua condição física faz parte de quem ela é, mas não define seus conflitos nem seus desejos, ampliando a identificação do público com a personagem.



Outro atrativo para o público é a participação especial de nomes da música como Dudu Nobre, Arlindinho, Marvvila, Vitinho, IZA e Feyjão, que ajudam a criar a atmosfera musical que embala toda a narrativa e promete conquistar tanto os fãs de comédias românticas quanto os amantes do pagode. E, claro, e belos pontos turísticos marcantes do Rio de Janeiro. 



"Deixa Acontecer" estreia no Telecine em 11 de junho, com exibição no Telecine Premium no sábado, dia (13/6), às 22h, e no Telecine Pipoca no domingo, dia (14), às 20h. E já está disponível no GloboPlay e no Prime Video através do canal Telecine para assonantes.


Sensível, divertida e cheia de mensagens positivas, a produção consegue emocionar sem apelar para exageros e entrega uma história que celebra o amor, a amizade e a liberdade de ser quem se é.


Assista ao trailer: https://www.instagram.com/reel/DZQLXsvRHX2/

Nós já assistimos e nossa nota é DEZ. 

Acredite! É uma excelente aposta para entrar no clima do Dia dos Namorados.


                                                                Foto de Beatriz Damy

Pré-estreia do longa

Durante a coletiva realizada nos Estúdios Globo após a exibição do filme, para elenco e convidados, no dia 8 de junho, que também marcou a 1ª. Mostra de Filmes do local, a criadora e roteirista Renata Corrêa destacou a importância da representatividade na construção da narrativa.


"Vivemos em um mundo muito pouco preparado para lidar com o que é diferente. Por que não trazer um conteúdo com outro tipo de olhar? O capacitismo é muito violento, e todos nós precisamos combatê-lo, seja por meio de políticas públicas, seja pela busca por representatividade em diferentes espaços. E a dramaturgia tem um papel fundamental nesse processo", afirmou.


Paola Antonini também revelou a emoção de viver sua primeira protagonista no cinema e destacou o impacto da experiência em sua trajetória profissional.


"Quando fui chamada para fazer o teste, pensei: 'É tudo o que eu mais quero na minha vida'. A atuação requer muito estudo e é muito desafiadora, então me entreguei completamente para fazer esse filme", contou.


Já João Vitor Silva e Douglas Silva destacaram a emoção de acompanhar a estreia de Paola, relembrando seus próprios inícios de carreira.




Nenhum comentário:

Postar um comentário