quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Crítica do filme: Te Peguei!


Por Graça Paes, RJ

O longa estreia dia 23 de agosto nos cinemas




Com direção de Jeff Tomsic, o longa Te Peguei! é baseado em um artigo publicado em 2013 no Wall Street Journal e que foi livremente adaptado para a telona. O elenco conta com os talentos de Ed Helms (Se Beber, Não Case), John Hamm (Mad Men), Jeremy Renner (Guerra ao Terror), Hannibal Buress (Homem-Aranha: De Volta Ao Lar), Jake Johnson (New Girl), Isla Fisher (Truque de Mestre), Rashida Jones (Parks and Recreation) e Leslie Bib(Homem de Ferro 2).



A fotografia é muito boa, a trilha sonora é compatível, o roteiro e o tempo da comedia são bons, mas a montagem do primeiro ato é bem lenta. Depois, o longa pega ritmo e segue bem entre cenas de comédia, ação e um leve drama.



O filme retrata uma brincadeira de criança, o pega-pega, uma das brincadeiras mais antigas que existe. E, baseado numa história real, mas com livre adaptação e retrata o complexo e competitivo passatempo de um grupo de amigos ao longo dos anos, até chegarem a fase madura. Na vida real,  o grupo é bem maior do que o retratado pelo filme e se intitula "os irmãos pega-pega".



O longa é bom e nos deixa algumas reflexões, entre elas, amizade, companheiro, amor ao próximo, competição e o fato de alimentar a criança em um corpo de adulto. Isso é bom ou não?



O filme nos mostra um grupo de cinco amigos na primeira série escolar. Eles têm um hábito curioso que realizam pelo menos uma vez ao ano, precisamente no mês de maio, o de brincar de pega-pega. O tempo passa, eles crescem, e continuam a brincar enlouquecidamente. Mesmo adultos, eles encaram a brincadeira como uma competição alucinante. E, que em algumas fases são capazes até de arriscarem seus empregos e relacionamentos. Após trinta anos, mas inspirados pelo lema “nós não paramos de brincar porque envelhecemos, mas envelhecemos porque paramos de brincar”, os amigos ainda se encontram para manter a tradição. Até que um belo dia, um dos componentes do grupo, irá se casar, Jerry, o único da trupe que nunca foi pego. Então, Hoagie decide que essa é a hora para pegá-lo e comunica aos demais que Jerry planeja parar de brincar, após o casório. Eis, que chega o grande dia, e aí, o que irá acontecer, bom, você terá que ir ao cinema para assistir.



A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.




Crítica do filme: “Slender Man: Pesadelo Sem Rosto”


Por Graça Paes, RJ

Com direção de Sylvain White, o longa estreia dia 23 de agosto


Slender Man, o homem sem rosto ou homem magro, é uma lenda urbana que se popularizou pela internet.  O tema já foi abordado em um documentário da HBO “Cuidado com Slender Man” e é cercado de histórias mirabolantes.



Na telona, Slender Man: Pesadelo Sem Rosto, tem roteiro escrito por David Birke e teria a proposta de ser um longa de terror, mas na verdade é um filme de suspense leve sem nada demais. 



O roteiro deixa umas brechas,  ele não explica a lenda, nem surgimento e já que retrata um grupo de adolescentes e o sumiço de alguns, estranho, ele não não se preocupar em mostrar suas famílias e o impacto destas perdas. Deixa muitos pontos soltos.  



A fotografia e a trilha sonora são boas, as cenas, em si, são bem dirigidas, mas num roteiro que peca do início ao fim. 



O longa retrata um grupo de quatro amigas, Wren, Hallie, Chloe e Katie que levam uma vida entediante no colégio. Um belo dia, elas ouvem falar em um monstro chamado Slender Man que seria invocado por um grupo de meninos da escola. Elas então decidem invocá-lo também e fazem isso por meio de um vídeo na Internet. Num primeiro momento tudo parece uma grande brincadeira até que a diversão se transforma em um pesadelo. Todas elas começam a ter sonhos, visões , alucinações, com o homem sem rosto. E, descobrem que os meninos, num primeiro momento, não tiveram coragem de invocar o Slender Man. 




Após, uns dias, uma das meninas, Katie, desaparece sem deixar pistas. E, cabe então as três amigas fazerem a sua própria busca, enfrentando a criatura. Mas, o que acontece com as outras meninas? Será que os meninos terão coragem de também invocar o mal? Bom, para obter estas respostas você terá que assistir o filme que entra em cartaz na quinta-feira, dia 23 de agosto nos cinemas. 



A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 7.5.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Crítica do filme: Medo Viral

Por Graça Paes, RJ


O longa de terror com direção de Abel Vang e Burlee Vang já está nos cinemas





O filme tem como núcleo um grupo de amigos. Um belo dia todos recebem convites e baixam um aplicativo. Num primeiro momento, o app parece ser inofensivo e engraçado, ele fornece algumas direções, informações e até brinca e interage com os usuários. No entanto, após um tempo, o aplicativo começa a ter algo de estranho e sobrenatural. Ele passa a desafiar os usuários. Ele se torna presente e interagindo com o real. E, os jovens que o possuem o app em seus celulares passam a serem aterrorizados por algum tipo de entidade que se manifesta através dos aparelhos celulares e que age conforme o medo oculto de cada um.




No elenco estão os atores Saxon Sharbino (Poltergeist: O Fenômeno), Brandon Soo Hoo (Um Drink no Inferno), Alexis G. Zall (Ouija: Origem do Mal), Bonnie Morgan (O Chamado 3) e Victory Van Tuyl (Zumbilândia). 




O filme aposta na atual obsessão por tecnologia e o vício que, principalmente, os jovens tem por celulares. E, a partir daí, usando diversos elementos, entre eles um palhaço e os próprios medos de cada jovem, o aplicativo começa a perseguir cada um no mundo real. Explorando ao extremo os seus medos mais sombrios e obscuros. Se prepare para levar alguns sustos. 




Tecnicamente, o filme tem uma boa fotografia e uma trilha sonora compatível, mas sem nada de especial. Tem um bom argumento, boa montagem e um roteiro linear.  O suspense funciona bem, mas nada de muito aterrorizante é utilizado.




Vale ressaltar que temas como o cuidado com o conteúdo de vídeos e fotos armazenados em celulares, amizade, amor, companheirismo e tecnologia são abordados amplamente e nos levam a muitas reflexões sobre o uso e compartilhamento de dados. 




Medo Viral é um filme de terror, com boas cenas de suspense e um leve toque de comédia. 

O longa é bom. Vale a pena assistir, mas você terá que ficar bem ligado para não dispensar e perder os detalhes. 


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.7. 


quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Crítica do filme: "Mentes sombrias"

Por Graça Paes, RJ

Com direção de Jennifer Yuh Nelson, o longa estreia dia 16 de agosto nos cinemas






A trama nos mostra um mundo apocalíptico, onde uma pandemia mata a maioria das crianças e adolescentes da América. Porém, alguns sobrevivem, e estes sobreviventes desenvolvem poderes sobrenaturais. Eles então são retirados de suas casas, de suas famílias, pelo governo, e são enviados para um campo de custódia, onde serão separados por cores conforme suas habilidades. 




Ruby, uma das meninas sobreviventes, é retirada de casa quando completa 19 anos, cresce, e um dia, aos 16 anos, ela consegue escapar, assim como outras crianças, e a partir daí vários elementos se agregam a esta história. 




É um filme de ficção científica que te fará lembrar de 'X-Men' e 'Jogos Vorazes'. O roteiro é adaptado da trilogia da escritora Alexandra Bracken. Temos uma protagonista adolescente, negra, forte e destemida, que defende bem o empoderamento feminino. 




Se teremos a trilogia nas telonas, bom, somente o tempo dirá, e creio que este foi um dos erros deste filme. Como “Mentes sombrias” tem um roteiro adaptado de uma trilogia literária, neste longa, o final não fica claro. Alguns pontos importantes da trama não são explicados. A história fica no ar. E, nem sabemos se os outros livros também irão para a telona. O que deixa e muito a desejar. 



A fotografia é boa, a trilha sonora não é tão relevante e os atores cumprem seus papéis, mas sem grandes atuações. É um filme mediano. Nada de novo, nada demais.


Vale ressaltar que o filme aborda temas relevantes e bem atuais. Como empoderamento feminino, empoderamento governamental, amizade, amor, companheirismo, adolencência, traição e lealdade. 


Se a aposta na jovem negra como protagonista, a atriz Amandla Stenberg, que ficou conhecida por sua interpretação de Rue em Jogos Vorazes, irá lotar as salas de cinema, bom, só a estreia nos mostrará.  A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.




Crítica do filme: ‘Unicórnio’

Por Graça Paes, RJ 


Com direção e roteiro de Eduardo Nunes, o longa estreia dia 16 de agosto nos cinemas





O filme é uma adaptação de dois contos de Hilda Hilst, "O Unicórnio" e "Matamoros". Foi exibido na Premiere Brasil no Festival do Rio em 2017 e teve sua estreia internacional no Festival de Berlim em fevereiro de 2018 na Mostra Generation, que é dedicada a títulos com temas ligados aos jovens.  

 


Na história, Maria, vivida por Barbara Luz, aguarda com a mãe, personagem de Patrícia Pillar, a volta de seu pai. Zécarlos Machado. A relação de mãe e filha muda com a chegada de um homem, um criador de cabras (Lee Taylor) à rústica casa de campo em que moram.

 


O filme é narrado por Maria. A história começa com ela sentada num banco ao lado de seu pai Zécarlos Machado. Este bate-papo conduz a narrativa. E, a partir daí começamos a acompanhar a história da família de Maria na rústica casa de campo, onde ela mora com a mãe (Patrícia Pillar), e aguarda a volta do pai. 


 

O filme tem uma bela fotografia, uma excelente trilha sonora e atuações brilhantes. O elenco conta com Patrícia Pillar, Barbara Luz, Zécarlos Machado e Lee Taylor. Mas, o roteiro é cercado   subjetividade, metáforas, referências e arte. É um filme artístico e poético. O que dificulta o seu entendimento num primeiro momento. É do tipo de filme que te levará a analisar os detalhes na telona durante e depois da exibição. 




Vale ressaltar que além de arte, poesia, subjetividade e metáforas, o longa também aborda temas importantes, entre eles, família, descobertas e amadurecimento.  

 

Unicórnio é um bom filme, mas boa parte da narrativa é lenta, o que não compromete o trabalho brilhante do diretor. É cinema/arte.   

A Agência Zapp News já assistiu nossa nota é 8.7.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Dos palcos para o cinema: “De perto ela não é normal” começa a ser rodado no Rio de Janeiro



Dirigido por Cininha de Paula, o filme tem coprodução da Globo Filmes, distribuição da H20 Films e produção associada de Carlos Diegues. Ambientado no Rio de Janeiro, o longa terá locações na Lagoa Rodrigo de Freitas, Praia de Copacabana, Boate Hippopotamus, Marina da Glória, Araruama, entre outras e começa a ser rodado no dia 10 de agosto.


Protagonizada por Suzana Pires, que interpreta três personagens na trama, a comédia conta também com Ivete Sangalo, Marcelo Serrado, Samantha Schmutz  Gaby Amarantos e Laura Cardoso.  O roteiro é da própria Suzana, que já escreveu novelas, mas que escreve pela primeira vez para o cinema, em parceria com Martha Mendonça e Renato Santos.

O elenco conta com nomes de peso como Cristina Pereira, Maria Clara Gueiros, Jane Di Castro, Arthur Aguiar e o ator mirim João Bravo somam ao elenco. “De perto ela não é normal” contará com diversas participações especiais, entre elas Thalita Rebouças, David Brazil, Lenny Niemeyer, Tati Quebra Barraco, Dadá Coelho, Fafá de Belém, DJ Zé Pedro – todos interpretando a si próprios. A previsão de estreia é no primeiro semestre de 2019.


Na comédia Suzana Pires interpreta três personagens: Suzie, Neide e Tia Suely, três faces femininas de uma mesma família. Suzie é hoje uma mulher de 40 e poucos anos, casada e com duas filhas adultas, que segue exatamente a vida tradicional que a sua mãe, Neide, lhe pediu que ela tivesse antes de morrer. Esposa de seu amigo de infância, Pedrinho (Marcelo Serrado), um homem sem muita opinião própria, Suzie ainda tem que lidar com Dora (Cristina Pereira), uma sogra rabugenta que faz a vida dela um verdadeiro inferno. Sentindo-se infeliz e pressionada por tudo e por todos, ela não consegue mais se enxergar como a menina sensível e criativa que foi na infância. Quando reencontra sua Tia Suely, uma mulher livre e decidida, ela resolve dar uma guinada na vida e ir em busca de si mesma. 


O filme foi criado  a partir do monólogo homônimo de Suzana, escrito em 2005. “Quando eu escrevi a peça eu estava com a necessidade de falar sobre como é difícil para uma mulher escolher uma trajetória própria, sem ser a trajetória que já te apontam como a certa. Eu estava em uma idade que eu estava escolhendo não me casar, estava escolhendo um monte de coisas que eram diferentes do que a maior parte das mulheres fazia, então eu queria escrever sobre isso. A gente é muito exigida de ser bem sucedida, magra, inteligente, a mulher perfeita, e eu quis fazer uma crítica a isso, mostrar que o “chegar lá” não é o que os outros apontam, mas o que você quer definir para si mesma”, comenta Suzana Pires.


A peça foi montada por Suzana ​com apenas 3 mil Reais, em  um teatro de 100 lugares. O sucesso foi tanto que, ao invés de se apresentar somente em um final de semana, como Suzana imaginava, foram meses de temporada. “Depois da repercussão dessas primeiras apresentações, eu fui procurar um edital, colocar a peça para frente. Eu não imaginava nada além de ficar fazendo o monólogo em um lugar pequeno. Quando o espetáculo começou a viajar eu nem era uma atriz de televisão e já lotava. Comecei e pensar O que é isso?”. Depois de alguns anos viajando o país com a montagem, atriz achou que era o momento do conteúdo se multiplicar em outras plataformas. Então procurou em 2015 a direção da TV Globo e o primeiro spin-off  foi a websérie “Look do Dia com Tia Suelly”, sucesso do portal GShow. No mesmo ano, Suzana começou a desenvolver o roteiro para o cinema e procurar uma produtora para desenvolvê-lo​.

Para levar a peça para a telona, a artista fez algumas adaptações no roteiro. A mais importante delas é a idade da protagonista. “Para fazer uma estrutura de roteiro eu precisei atualizar a Suzie para minha idade atual. No cinema ela é uma mulher de 42 anos, com duas filhas, casada. A história começa de outro ponto”.


Na trama Samantha Schmütz interpreta 'Naninha', a amiga de academia que tenta fazer Suzi emagrecer de formas não convencionais. Ivete Sangalo é ‘Dayse Aparecida’, uma hilária professora de filosofia na faculdade de Direito. Gaby Amarantos vive  ‘Maria Pia’, uma advogada bem sucedida, que oferece o primeiro trabalho na área para ‘Suzie’. Laura Cardoso é ‘Dona Dolores’, senhora que frequenta o INSS. Cristina Pereira interpreta ‘Dora’, a sogra rabugenta de ‘Suzie’. Jane Di Castro é ‘Geralda Maltêz’, chefe de departamento no INSS.


A parceria com a produtora Escarlate teve início em 2016. Além do longa-metragem “De perto”, a negociação entre a Escarlate e a Suzana Pires contempla mais dois filmes em cinco anos. “Suzana nos abordou com um roteiro e não tivemos dúvida do seu potencial, poder investir em um contrato de longo prazo possibilita uma construção orgânica da nova empreitada na carreira dela, como roteirista de cinema. O filme é voltado para o público de diversas gerações, e apesar da trama feminina, dialoga de forma divertida com cenas cotidianas da vida de homens e mulheres. O elenco está engajado com a história e com a Suzana de tal forma, que muitos toparam participar independente do papel. Prometemos divertir!” conta Joana Henning Generoso - CEO da Escarlate.


O filme é a primeira produção brasileira a contar com a cláusula de inclusão (“inclusion rider”), que ficou mundialmente conhecida após o discurso de agradecimento da atriz Frances McDormand da última edição Oscar. A cláusula exige um nível de diversidade tanto no elenco quanto na equipe técnica.


FICHA TÉCNICA
Produtora: Escarlate Conteúdo Audiovisual e Experiências Criativas
Coprodutora: Globo Filmes
Distribuidora: H2O Films
Produção: Joana Henning Generoso
Produção Associada: Suzana Pires, Carlos Diegues e Sandro Rodrigues
Produção Executiva: Melissa Donatti e Paula Torres
Direção de Produção: Valéria Martins e Madge Pontes de Miranda
Roteiro: Suzana Pires
Colaboração de Roteiro: Martha Mendonça e Renato Santos
Direção: Cininha de Paula
Direção Assistente: Tatiana Fragoso
Diretor de Fotografia: Marcelo Brasil
Diretor de Arte: Marcos Flaksman
Som direto: Zezé D'Alice
Figurino: Sônia Soares
Caracterização: Marcos Freire

Informações para a imprensa:
MNiemeyer Assessoria de Comunicação

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Crítica do filme: Megatubarão

Por Graça Paes, RJ 



Com direção de Jon Turteltaub, produção de Belle Avery, Lorenzo di Bonaventura e Colin Wilson, o longa Megatubarão, baseado no best-seller "Meg" de Steve Alten, estrelado por Jason Statham, conhecido por filmes de ação, e em excelente forma física, estreia nos cinemas de todo Brasil dia 9 de agosto. 




O longa Megatubarão nos remete a uma estação de pesquisas submarinas e a fossa mais profunda do Oceano Pacífico, ainda não explorada, cheia de mistérios, onde a tripulação de um submarino que realiza pesquisas fica presa. No início do longa,  não se sabe o que atacou o submarino, mas aos poucos, a equipe passa a ter certeza de que é uma criatura do fundo do mar atacou a embarcação. 




Aos poucos também nos é revelado que se trata de um animal pré-histórico, que todos achavam estar extinto. É um tubarão que possui mais de 20 metros de comprimento, chamado de megalodonte ou tubarão branco-gigante. Foi uma espécie de tubarão gigante, que realmente existiu, que viveu entre nós 2,6 milhões de anos atrás, no período Mioceno no Oceano Pacífico.




Devido ao problema com o submarino, a estação de pesquisas está focada na tarefa de tirar estas pessoas das profundezas do oceano, e para tal contrata Jonas Taylor (Jason Statham), um mergulhador especializado em resgates deste tipo. E, para salvar os pesquisadores da área mais profunda do oceano, o ex-socorrista, que já se considerava aposentado, volta a ativa, ao ser convocado pelo oceanógrafo, Dr. Zhang (Winston Chao), e passa a trabalhar em conjunto com a pesquisadora Suyin (Li Bingbing), filha do oceanógrafo e pesquisadora, que acredita ter condições de traçar os destinos da operação.




Filmes com essa temática sempre são uma incógnita quanto ao gosto do publico. Mas, é fato que são mega produções que merecem nossa apreciação. A começar pelos bichanos utilizados nos longas, neste caso, possíveis pelo avanço da tecnologia.  




O "Megatubarão" dessa história foi criado em computador, após uma vasta pesquisa sobre a espécie. O que está na telona é um trabalho muito bem feito. 



Sobre as locações, como parte do financiamento do filme vem da China, e por esta questão, o cenário central desta história é a ilha chinesa de Hainan. Mas, o longa também teve filmagens no golfo de Hauraki e nos tanques de Auckland em Nova Zelândia. 




Analisando tecnicamente, a fotografia é excelente. O roteiro é bem escrito. Ele é uma mistura de ficção científica com pegadas de ação e uma leve pitada de romance e comédia que dão leveza ao que se assiste na telona.  Assim como a pureza de ter uma criança norteando esta história. A trilha sonora é básica. Já a maquiagem é muito bem feita, assim como os efeitos especiais e a arte. 




É um longa que te coloca para pensar. Mesmo o tema sendo sobre uma criatura, já tão explorada na telona, que é o tubarão, desta vez, sendo um megatubarão, e de seus ataques ou possíveis ataques, que sempre levam mocinhos e mocinhas ao desespero, este filme, especificamente, te fará refletir sobre alguns temas bem relevantes e atuais, como: empoderamento, investimento, poder, avanços tecnológicos, empatia, amizade, família, profissionalismo, saber ouvir, os mistérios que cercam o mar e os oceanos, entre outros. 




Não vou dar spoiler. Mas, classifico o filme como bom. Daquele que dá para você assistir sozinho, com amigos ou em família. Fique tranquilo, que o diretor Jon Turteltaub não explora o desespero nesta história e nem explora ataques sanguinários. Todas as ações do longa são bem dosadas. Você irá mais sorrir do que se assustar. Vale a pena assistir. 




A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8, 5. 



Crítica do filme: “Acrimônia”

Por Graça Paes, RJ


É um triller psicológico que nos leva a muitas reflexões




Com direção e roteiro assinados por Tyler Perry, o longa “Acrimônia” é um thriller com abordagem psicológica protagonizado por Taraji P. Henson que estreia nos cinemas dia 2 de agosto.




O longa é narrado por Melinda (Taraji P. Henson), uma esposa que sempre foi fiel e dedicada por longos anos. Ela é casada com Robert (Lyriq Bent) um sonhador e pesquisador que luta pelos seus sonhos. Mas, a suspeita de uma traição dá fim a esta união, e a partir daí, ela se depara sozinha e cheia de dívidas. Até que um dia, ela descobre que seu ex-marido conseguiu obter êxito com a pesquisa. Ele se torna um homem rico, poderoso e fica noivo de uma outra mulher. Ela então analisa e acredita que o ex-marido deve a ela o tempo e dinheiro que ela investiu nele e na pesquisa enquanto eles estavam juntos. E, na luta por seus direitos, ela vai perdendo o controle e começa a almejar vingança.



Além de Taraji, o elenco conta com Lyriq Bent, Danielle Nicolet, Jazmyn Simão, Tika Sumpter, Jason Vail e Ptosha Storey. 




Apostando na narração, o longa através de um bate-papo da protagonista nos conta a história de sua vida, desde a adolescência, quando conheceu o marido, passando pelo casamento até chegar aos dias atuais. 




É um trilher psicológico muito bem roteirizado e embalado com uma bela trilha sonora. Ele nos leva a acompanhar com riqueza de detalhes tudo que acontece com a protagonista e o que a leva a se tornar uma pessoa vingativa e cruel.


No decorrer do longa, vamos entender que Melinda sofre de Transtorno de Personalidade Borderline. Uma condição mental grave e complexa cujos sintomas são instáveis e pungentes e que podem invadir o indivíduo de modo súbito, caótico, avassalador e desenfreado. Os critérios diagnósticos desse transtorno psicológico compreendem um padrão de instabilidade nas relações interpessoais, que podem ser da autoimagem, dos afetos e da impulsividade acentuada. Geralmente, ele surge no começo da vida adulta, no fim do adolescência e pode estar presente em vários contextos.




O tempo todo, o longa nos remete aos significados da palavra acrimônia, assim como no dicionário. E, cada passo desta história é baseado neles, que podem ser comportamento indelicado, acidez, aspereza, o que nos ajuda a ir encontrando os caminhos propostos pelo roteiro até seu desfecho. 




Tecnicamente, a fotografia é básica e a escolha de cores evolui com a passagem de tempo. As cenas são muito bem dirigidas e a maquiagem está espetacular. O elenco também é muito bom e Taraji está mais uma vez brilhante em cena.



O longa nos leva a muitas reflexões e entre elas, o empoderamento, relacionamento abusivo, adolescentes criados sem limites, desemprego, ciúme doentio, sonhos, e de como o ser humano pode se tornar vingativo e cruel. 



Acrimônia é o tipo de filme que você precisa assistir sem piscar os olhos e que requer muita atenção. Por se tratar de uma abordagem psicológica, ele requer um detalhamento, que você encontra em cenas específicas, para ser entendido e até mesmo compreendido. 



É normal que algumas pessoas saiam da sala de cinema sem uma compreensão do filme, mas meu conselho é que se for possível, antes de você ir assistir o longa, dê uma lida sobre os significados da palavra acrimônia e o que eles podem causar num ser humano.


É um bom filme e vale a pena assistir. 


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.