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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Crítica do filme: "Mentes sombrias"

Por Graça Paes, RJ

Com direção de Jennifer Yuh Nelson, o longa estreia dia 16 de agosto nos cinemas






A trama nos mostra um mundo apocalíptico, onde uma pandemia mata a maioria das crianças e adolescentes da América. Porém, alguns sobrevivem, e estes sobreviventes desenvolvem poderes sobrenaturais. Eles então são retirados de suas casas, de suas famílias, pelo governo, e são enviados para um campo de custódia, onde serão separados por cores conforme suas habilidades. 




Ruby, uma das meninas sobreviventes, é retirada de casa quando completa 19 anos, cresce, e um dia, aos 16 anos, ela consegue escapar, assim como outras crianças, e a partir daí vários elementos se agregam a esta história. 




É um filme de ficção científica que te fará lembrar de 'X-Men' e 'Jogos Vorazes'. O roteiro é adaptado da trilogia da escritora Alexandra Bracken. Temos uma protagonista adolescente, negra, forte e destemida, que defende bem o empoderamento feminino. 




Se teremos a trilogia nas telonas, bom, somente o tempo dirá, e creio que este foi um dos erros deste filme. Como “Mentes sombrias” tem um roteiro adaptado de uma trilogia literária, neste longa, o final não fica claro. Alguns pontos importantes da trama não são explicados. A história fica no ar. E, nem sabemos se os outros livros também irão para a telona. O que deixa e muito a desejar. 



A fotografia é boa, a trilha sonora não é tão relevante e os atores cumprem seus papéis, mas sem grandes atuações. É um filme mediano. Nada de novo, nada demais.


Vale ressaltar que o filme aborda temas relevantes e bem atuais. Como empoderamento feminino, empoderamento governamental, amizade, amor, companheirismo, adolencência, traição e lealdade. 


Se a aposta na jovem negra como protagonista, a atriz Amandla Stenberg, que ficou conhecida por sua interpretação de Rue em Jogos Vorazes, irá lotar as salas de cinema, bom, só a estreia nos mostrará.  A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.




Crítica do filme: ‘Unicórnio’

Por Graça Paes, RJ 


Com direção e roteiro de Eduardo Nunes, o longa estreia dia 16 de agosto nos cinemas





O filme é uma adaptação de dois contos de Hilda Hilst, "O Unicórnio" e "Matamoros". Foi exibido na Premiere Brasil no Festival do Rio em 2017 e teve sua estreia internacional no Festival de Berlim em fevereiro de 2018 na Mostra Generation, que é dedicada a títulos com temas ligados aos jovens.  

 


Na história, Maria, vivida por Barbara Luz, aguarda com a mãe, personagem de Patrícia Pillar, a volta de seu pai. Zécarlos Machado. A relação de mãe e filha muda com a chegada de um homem, um criador de cabras (Lee Taylor) à rústica casa de campo em que moram.

 


O filme é narrado por Maria. A história começa com ela sentada num banco ao lado de seu pai Zécarlos Machado. Este bate-papo conduz a narrativa. E, a partir daí começamos a acompanhar a história da família de Maria na rústica casa de campo, onde ela mora com a mãe (Patrícia Pillar), e aguarda a volta do pai. 


 

O filme tem uma bela fotografia, uma excelente trilha sonora e atuações brilhantes. O elenco conta com Patrícia Pillar, Barbara Luz, Zécarlos Machado e Lee Taylor. Mas, o roteiro é cercado   subjetividade, metáforas, referências e arte. É um filme artístico e poético. O que dificulta o seu entendimento num primeiro momento. É do tipo de filme que te levará a analisar os detalhes na telona durante e depois da exibição. 




Vale ressaltar que além de arte, poesia, subjetividade e metáforas, o longa também aborda temas importantes, entre eles, família, descobertas e amadurecimento.  

 

Unicórnio é um bom filme, mas boa parte da narrativa é lenta, o que não compromete o trabalho brilhante do diretor. É cinema/arte.   

A Agência Zapp News já assistiu nossa nota é 8.7.