quarta-feira, 21 de março de 2012

Heleno – O Príncipe Maldito: Impiedoso, porém inesquecível

Rodrigo Santoro traz à tona a história do problemático e genial craque Heleno de Freitas numa atuação de gala


Por Jorge Nunes Chagas

Intenso, charmoso, temperamental, estas são algumas das fortes atribuições de um célebre jogador de sua época que viveu como o brasão de seu clube, uma verdadeira estrela solitária, analogia esta que vocês irão entender nas linhas seguintes.

O filme em questão chama-se “Heleno - O Príncipe Maldito”, sobre o famoso e polêmico jogador do Botafogo Heleno de Freitas, interpretado de forma magistral pelo ator Rodrigo Santoro que, na minha modesta opinião, teve atuação digna de Oscar. A observação passa a ser compreensível a partir do momento que levamos em consideração o fato dele ter conquistado o Prêmio de Melhor Ator na 33ª edição do Festival de Cinema Latino-Americano de Havana, em Cuba, no ano de 2011.

A característica que une o ator com seu personagem é realmente a entrega, a busca pela excelência no que se propôs a fazer, tanto que Rodrigo Santoro precisou emagrecer 12 quilos para realizar cenas quando o jogador se encontrava em estado mais delicado, quando ficou louco no fim de sua vida.


A obra do diretor José Henrique Fonseca (“O Homem do Ano” - 2003) foi rodada em preto e branco (com direção de fotografia de Walter Carvalho) para relembrar e sentir a época dos anos 40, um período glamouroso que remete a era de ouro do cinema hollywoodiano e suas perspectivas (parece um prelúdio para “O Artista”, mas desta vez não é). O foco são as aventuras e desventuras do ídolo botafoguense desde o auge de sua carreira até a decadência, loucura e por fim internação num sanatório nos anos 50. O longa compreende todo este processo, do sucesso ao seu anonimato aos 39 anos, por conta da guerra, da sífilis e do desvio ao que estava inicialmente destinado. Por vezes, a forma expositiva do filme era através de flashes do passado compactuando com a vida atual apresentada em dado momento.


Heleno, vulgo “o príncipe do Rio”, tinha sua vida dentro de campo como uma pessoa ligada na tomada de 220 Volts a 200 km por hora, que não tolerava a mediocridade dos seus colegas de profissão e brigava com todo mundo, inclusive com os dirigentes. Já fora de campo, era o galã de vida glamourosa, frequentador de salões elegantes, portador de carros luxuosos e sempre acompanhado de lindas mulheres. Falando nelas, duas fizeram diferença em sua vida. São elas: Sílvia, a que veio a ser a esposa de Heleno interpretada pela atriz Alinne Moraes (“O Homem do Futuro” – 2011) e Diamantina, uma cantora de boate muito sedutora interpretada pela bela atriz colombiana Angie Cepeda ("Una hora más em Canarias" - 2010), como amante de Heleno. A relação entre as duas ascendeu à trama.


A obsessão de Heleno para jogar a Copa do Mundo de 50 o tornou um louco, uma estrela solitária em sua jornada. Para entender, peço a gentileza de assistirem ao filme! O drama em questão me fez alusão a diversas referências cinematográficas. Além de “Touro Indomável” de 1980, com um Robert De Niro perturbador, me lembrei até de Meryl Streep em “A Dama de Ferro”, pois sua atuação, assim como a de Rodrigo Santoro, foram “gigantescas” o bastante para ambos salvarem seus filmes.


Em “Heleno”, cheguei a vislumbrar tamanha mediocridade no que estava vendo a ponto de me perguntar por um momento: — “Porque estou vendo isto?” Pois bem, se junto os fatores e analiso à fio para julgar a vida do atleta, ela era de fato medíocre, mesmo com todo o sucesso que tinha na imprensa, mas lá no fundo, suas atitudes favoreceram demais para o seu declínio, como por exemplo a não convocação à Copa. Entretanto, por ele viver situações-limites quase todo o tempo, consegui perceber a grandiosidade do personagem vivido por Santoro. Heleno foi um dos precursores dos chamados “bad boys” do futebol contemporâneo. Se fosse um jogador que não tivesse nenhum tipo de diferencial, certamente não haveria motivos para ser retratado nas telonas.

A abordagem deste longa-metragem se difere, pois o foco não é exatamente o futebol, mas sim a vida desregrada de Heleno e a forma de lidar com o estrelato, tendo o esporte como seu pano de fundo, por se tratar de sua profissão. As cenas de Heleno no campo foram produzidas de maneira minimalista, apesar de o ator ter treinado os fundamentos futebolísticos para não ficar devendo. Sua determinação chegou a tal ponto que chegou a retirar grana do próprio bolso para ajudar a terminar o filme. Com muito esforço, a produção chegou a ter o apoio da EBX, do multibilionário Eike Batista para finalização dos trabalhos. O filme ficou orçado em 8,5 milhões.


Este filme provoca reflexões através de erros e acertos do jogador aliada a bela atuação de Santoro, a uma trilha de época consistente, com fotografia, cenas e até frases emblemáticas. É um bom drama, que já está dando o que falar. É bom ver o cinema brasileiro retratar coisas que fogem um pouco o perfil de filmes violentos como “Cidade de Deus” de Fernando Meirelles e “Tropa de Elite” de José Padilha, pois chego a conclusão que, mesmo os dois citados terem sido nossos representantes no Oscar, ambos não levaram prêmios, pois o melhor que o Brasil tem a oferecer não é a violência, e sim a cordialidade, o hibridismo de culturas de um povo lindo e sorridente apesar das adversidades.

Heleno tem sua pré-estreia na próxima sexta-feira, dia 23 de março, mas sua estreia será no próximo dia 30 de março de 2012, somente nos cinemas. Confere lá!

Dou Nota 8,0


Publicação Agência Zapp News

sexta-feira, 16 de março de 2012

III Festival Internacional Estudantil de Cinema agita Sul fluminense de 25 a 31 de março

 

Selton Mello participa da abertura do evento, que conta com duas mostras nacionais (competitivas) e uma internacional

Acontece de 25 a 31 de março o III Festival Internacional Estudantil de Cinema de Barra do Piraí, com a realização de três mostras, das quais duas são competitivas (a local e a nacional), e uma internacional. Participam apenas filmes de curta-metragem ficção de temática livre, com duração máxima de 20 minutos, que tenham sido produzidos nos anos de 2010 e 2011, por estudantes matriculados no ensino básico (6º do ensino fundamental ao 3º do ensino médio), educação de jovens e adultos (EJA) ou cursos técnicos) em escolas públicas ou privadas de qualquer região do Brasil, e filmes de curta-metragem produzidos por jovens estudantes não universitários residentes no exterior. O festival será aberto com a presença do ator e diretor Selton Mello, que será homenageado, e a exibição de seu filme O Palhaço. Selton atualmente está em cartaz nos cinemas com dois filmes: Reis e Ratos e Billi Pig.


Na Mostra Competitiva Local concorrerão 17 filmes do mesmo número de escolas públicas e particulares de Barra do Piraí. Serão premiadas oito categorias: Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Direção, Melhor Arte, Melhor Áudio, Melhor Roteiro, Melhor Filme, Melhor Filme júri popular. Além dos troféus para todas as categorias, haverá dois prêmios em equipamentos no valor de até R$ 2 mil, um concedido para a escola vencedora do prêmio “Melhor Filme júri técnico” e outro para a escola escolhida pelo júri popular, ambos destinados à utilização no projeto “Luz, Câmera, Educação!”, de fomento à produção cinematográfica e realizado ao longo do ano. Para cada categoria serão indicados cinco filmes, dos quais três receberão prêmios.


A Mostra Nacional é competitiva e premia uma única categoria: “Melhor Filme”, segundo o júri técnico. A escola vencedora recebe o troféu e o valor de R$ 2 mil. Participam dez filmes de diferentes estados, entre eles o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e São Paulo. Já da Mostra Internacional, que não possui caráter competitivo, participam cinco filmes, da Argentina, Equador, Espanha, Itália e França.


Além das mostras, o III Festcine oferecerá dois seminários e três oficinas. Os temas dos seminários são: “Boas práticas em juventude, cinema e educação”, com os instrutores Evandro Santos, do coletivo Nossa Tela de São Paulo; e Míriam Machado, e “Cidades Criativas: o que muda no cenário empresarial”, com Steve Solot (presidente da Rio Film Comission) e César Piva (Fábrica do Futuro). Já as oficinas serão sobre “Animação stop motion”, com Cacinho (A gente que fez), e “Roteiro”, com Gustavo Colombo (Luiz Carlos Barreto Produções).


O coordenador geral do III Festcine, Roberto Monzo, explica que os seminários focam os educadores (o primeiro) e os empresários. “Nosso objetivo é fazer o casamento entre os dois mundos e contribuir para que a arte gere oportunidades”.


O Festcine é uma atividade do projeto “Luz, Câmera, Educação!”, que reúne cerca de 500 estudantes no Polo Audiovisual de Barra do Piraí. Todos os filmes são exibidos gratuitamente na Praça Nilo Peçanha, no centro de Barra do Piraí, com projeção digital numa tenda montada na própria praça, com capacidade para até 3 mil pessoas. Em 2011, o público total chegou a 25 mil pessoas. As exibições ocorrem de segunda a sexta-feira (do dia 26 a 30), sempre a partir das 19 horas. As oficinas e palestras acontecerão no sábado, dia 31.


“O Festival e as atividades do projeto do pólo de cinema já fazem parte do cotidiano da população. Os mais variados públicos participam, assistem aos filmes, votam, debatem. Além disso, os jovens se engajam. Professores, familiares e colegas todos, de alguma forma, interagem com este universo, seja na pesquisa ou na coordenação de estratégias de ações pedagógicas e/ou sociais, informações relevantes que podem surgir nos amplos contornos que envolvem uma expressão artística tão importante quanto o audiovisual.”, afirma Monzo.


Após o evento, o festival se estende durante todo o ano, de outra forma, através do Circuito Estudantil de Cinema, em que todos os filmes apresentados na edição anual são exibidos em diversas escolas.


Por meio das mostras nacional e internacional, os jovens terão a oportunidade de conhecer diferentes linguagens, costumes e visões que os colocam numa posição de reflexão sobre si mesmos, no momento em que se deparam com situações que podem contrapor a ideia transmitida pelos meios de comunicação a que têm acesso, à mensagem transmitida diretamente por seus iguais, de outras regiões e países.


SERVIÇO
Evento: III Festival Internacional Estudantil de Cinema de Barra do Piraí (III Festcine Estudantil)
Data: 25 a 31 de março
Abertura: domingo, dia 25 de março, às 19 horas
Local: Praça Nilo Peçanha, Centro de Barra do Piraí
Censura: Livre
Valor: Grátis
Site: festcineestudantil.com.br


PROGRAMAÇÃO

Dia 25/03 - Domingo - Praça Nilo Peçanha - 19 horas
Cerimônia de Abertura
Exibição do filme “O Palhaço”, de Selton Mello
Homenagem a Selton Mello


Dia 26/03 - Segunda-feira - Praça Nilo Peçanha - 19 horas
Mostra Internacional - 1 filme
Mostra Competitiva Nacional - 2 filmes
Mostra Competitiva Local:

Primeira Vez (Colégio Estadual Nilo Peçanha)
Beato (Colégio Estadual Imar de Carvalho)
Desatando Nós (Colégio Comercial Cândido Mendes)


Dia 27/03 - Terça-feira - Praça Nilo Peçanha - 19 horas
Mostra Internacional - 1 filme
Mostra Competitiva Nacional - 2 filmes
Mostra Competitiva Local:

Dance no Ritmo (Colégio Estadual Barão do Rio Bonito)
Superação (CIEP 310 - Profª Alice Aiex)
Patricinha (Escola Estadual Paulo Fernandes)


Dia 28/03 - Quarta-feira - Praça Nilo Peçanha - 19 horas
Mostra Internacional - 1 filme
Mostra Competitiva Nacional - 2 filmes
Mostra Competitiva Local:

O Maníaco do Matadouro (CIEP 287 - Angelina T. Netto Sym)
Nebuloso (Escola Estadual Joaquim de Macedo)
Uma Chance Por Favor (Colégio Cenecista Profº José Costa)


Dia 29/03 - Quinta-feira - Praça Nilo Peçanha - 19 horas
Mostra Internacional - 1 filme
Mostra Competitiva Nacional - 2 filmes
Mostra Competitiva Local:

Os Meninos Que Catavam Latas (CIEP 284 - Nelly de Toledo Rocha)
Os Gonzalez (Escola Municipal São José do Turvo)
O Andarilho (Escola Estadual Profª Maria Nazareth Santos Silva)
Sai de Baixo: Um Amor de Carnaval (Escola Estadual Dr. Álvaro Rocha)


Dia 30/03 - Sexta-feira - Praça Nilo Peçanha - 19 horas
Mostra Internacional - 1 filme
Mostra Competitiva Nacional - 2 filmes
Mostra Competitiva Local:

O Jogo (CIEP 428 - Mariana Coelho Municipalizado)
Espeto de pau (Escola Estadual Marieta Vasconcellos)
Ouro Que Liberta (Colégio Estadual Profº Adelino Terra)
O Legado (Instituto de Educação Nossa Senhora Medianeira)


Dia 31/03 - Sábado

10 horas - Palestra - Auditório Secretaria Municipal de Educação

Tema: “Boas Práticas em Juventude, Cinema e Educação.”
Palestrantes: Mírian Machado (Cinema Nosso) e Evandro Santos (Coletivo Nossa Tela)
Endereço: Rua Tiradentes, 122 - Centro (subida do cemitério)

15 horas - Palestra - Auditório Sicomércio
Tema: “Cidades Criativas: O que muda no Cenário Empresarial?”
Palestrantes: Steve Solot (Presidente da Film Rio - Rio Film Commission) e César Piva (Fábrica do Futuro)
Endereço: Galeria Santos Dumont, nº 06 - (Auditório - sala 05) - Centro

19 horas - Cerimônia de Encerramento e Premiação - Praça Nilo Peçanha

Por Graça Paes/Ag.Zapp News

sexta-feira, 9 de março de 2012

Guerra é Guerra: comédia, mas com ação desproporcional

Ação de boa octanagem e muita ousadia marca este longa do diretor McG


Por Jorge Nunes Chagas

Você colocaria uma amizade de muitos anos a perder por conta de uma mulher? Esta pergunta, creio eu, é a grande premissa para o desenrolar da trama que pretendo discernir aqui.


O centro das atenções chama-se Lauren Scott, interpretada por Reese Witherspoon (vencedora do Oscar pelo papel vivido em “Johnny e June”). Lauren, uma avaliadora sênior de produtos e líder bem sucedida em sua empresa, é carente no amor. Então, ela, com a ajuda de sua melhor amiga Trish (Chelsea Handler - da série de TV “Are You There, Chelsea?”) decide procurar o homem ideal.


Até ai tudo bem, se não fosse o que mais tarde se tornaria um triângulo amoroso, e do mais perigoso possível. Os dois homens em questão se tratam de agentes secretos da CIA, dois amigos inseparáveis e espiões veteranos que, pelas circunstâncias da vida e o mais puro acaso, acabam disputando a mesma mulher. Lauren começa a ter um romance com Tuck (Tom Hardy – “A Origem”), um homem de família, tradicional, apesar da profissão perigosa. Já FDR Foster (Chris Pine – “Incontrolável”) é um daqueles típicos cafajestes que, aos poucos, vai amolecendo o coração. Trish acaba sendo importante por incentivar a amiga a manter uma relação com os dois “partidões”. Apesar do “loves in the air”, temos o bandidão Heirich na jogada, interpretado por Til Schweiger (“Bastardos Inglórios”), este querendo se vingar da dupla de espiões por prejudicá-lo no passado.


“Guerra é Guerra” (This Means War), é uma comédia romântica muito agradável com ação razoável (você entenderá a razão a seguir). Tudo é válido na disputa pelo coração da gata, levando em consideração os recursos avançados disponíveis que a CIA oferece para as investidas dos agentes. A guerra está declarada e a batalha irá gerar grandes proporções. Lauren não faz ideia da disputa pelo seu amor.


O diretor McG (de “As Panteras” e “Exterminador do Futuro: A Salvação”) ao produzir o filme, fez uma menção ao agente secreto mais famoso do cinema, James Bond, e especulou a possibilidade dele trabalhar com Ethan Hunt, o famoso protagonista de “Missão Impossível”. Em seu exercício mental, McG acha que ambos teriam respeito um pelo outro, mas numa situação como esta, não cederiam de jeito algum: - “ao afinal das contas, cada um apostaria em si próprio. E isso é um ótimo argumento para um filme.” – diz ele. McG contou com a presença de Will Smith, não como ator, mas como produtor.


Apesar do bom roteiro feito pelo trio Timothy Dowling, Simon Kinberg e Marcus Gautesen, creio que o diretor não soube distribuir harmonicamente ação com as situações engraçadas que ali se fizeram. Diria que 70% da película é focada nas situações embaraçosas proporcionadas pelo triângulo amoroso, comédia de fato, e os outros 30% de ação mais intensa de um tanto para o final. A sinergia foi fraca neste sentido. Outros filmes de gênero semelhante como “Par Perfeito” de Robert Luketic e “Encontro Explosivo” de James Mangold, souberam, ao menos, harmonizar e promover as sinergias de melhor forma.


Apesar dos clichês e das situações curiosíssimas e surpreendentes, como diria minha irmã, é um filme “fofo” que serve de inspiração para os apaixonados, pois, acima de tudo, os agentes procuram entender os gostos da amada (o que é ótimo!) e assim impressioná-la para conquistar seu coração. À medida que a disputa vai ficando mais acirrada, o filme fica cada vez mais louco, tornando a trama atraente de forma a prender os expectadores, aguçando a curiosidade para saber com quem ela ficará.


O filme tem bons efeitos especiais, tanto que, numa cena em especial, uma perseguição, fiz alusão ao filme “Velozes e Furiosos 5”, sobre um carro rodopiando. Quem conferiu Velozes e for ver no cinema irá lembrar. A trilha produzida por Christophe Beck é muito interessante, pois se trata de música eletrônica (da melhor qualidade) que chega a ser incisiva nos momentos de grande perigo que andou rondando este longa.

É um filme divertido e que me arrancou algumas risadas (sou meio difícil de rir). Creio ser uma ótima diversão sem sombra de dúvida. O filme estará em cartaz a partir de 16 de março nos cinemas.

Dou nota 8,5




Publicação Agência Zapp News

quinta-feira, 1 de março de 2012

Zona Oeste recebe o primeiro festival de cinema

FESTIVAL DE CINEMA DE SANTA CRUZ


Por Graça Paes



O Santa Cruz Shopping, em parceria com o Ministério da Justiça e da Cultura e a produtora de audiovisual Meldro Criatividades, realiza, no dia 7 de março, às 18h30, o primeiro Festival de Cinema da região. No evento, serão apresentados sete documentários produzidos por jovens entre 14 e 29 anos, que estão concluindo o Curso Livre de Cinema Digital, com duração de seis meses.


Com os curtas Luthieria - Família Vieiras, NOPH – Histórias de Santa Cruz, Casa da Rua do Amor, Palhaçadaria, Mundo, mundo... Se eu me chamasse Raimundo, Além da última estação e Ilha de liberdade, personagens influentes na vida cotidiana de Santa Cruz serão desvendados. Os filmes serão exibidos no Solar dos Araújos, espaço anexo do shopping.


O Santa Cruz Shopping fica na Rua Felipe Cardoso, 540 – Santa Cruz - Tel: (21) 2418-9400.


Publicação Agência Zapp News



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Famosos conferem a pré-estréia carioca de Billi PIG

A futura mamãe Grazi Massafera foi paparicada por todos


Por Graça Paes

Noite de gala e festa no Cine Odeon, no Centro do Rio, na segunda-feira, dia 27 de fevereiro. O longa "Billi Ping" de José Eduardo Belmonte teve sua première carioca, mas a grande estrela da noite, por sua estreia como protagonista de um filme e pela barriguinha de 7 meses de gravidez, foi Grazi que foi paparicada por todos.

 

O elenco conta com o casal de protagonistas Grazi e Selton Mello, com Milton Gonçalves, Otávio Muller, Milhem Cortaz, Murilo Grossi, Preta Gil, entre outros.



Além do elenco muitos convidados foram prestigiar o longa que tem como centro das atenções um porco falante, entre eles, Larissa Maciel, Ana Lima, Felippe Luhan, Fábio Bianchini, o ginasta Petrix Barbosa, o casal Maria Pinna e Romulo Arantes Neto e o ator Paulo Vilela.



Preta Gil teve a presença de seu filho Francisco e do ex-marido Otávio Muller, pai de Francisco, que também faz parte do elenco, ao seu lado.




O longa estreia dia 2 de março nos cinemas.              

Publicado por Agência Zapp News

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O artista é o grande vencedor do Oscar 2012

Filme francês leva cinco estatuetas de peso

Por Graça Paes





E eis que o resgate à história do cinema leva a melhor.  Foi uma cerimônia de gala com sotaque francês, esta realizada na noite de domingo, 26, no Hollywood and Highland Center, em Los Angeles, nos Estados Unidos, consagrando o cinema mudo como o astro da noite. Foi assim a 84ª edição do evento organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que colocou em destaque "O artista": confirmando um favoritismo que foi se desenhando ao longo de praticamente todos principais prêmios do cinema internacional nesta temporada, a produção franco-belga levou as estatuetas de melhor filme, diretor (Michel Hazanavicius) e ator (Jean Dujardin). Com dez indicações, levou ainda as distinções de figurino e trilha sonora original.







O outro concorrente de peso "A invenção de Hugo Cabret" também liderou as pesquisas e levou os prêmios de fotografia, direção de arte, edição de som, mixagem de som e efeitos visuais. Igualando a soma do francês.





Um dos momentos mais marcantes da premiação foi a premiação de Meryl Street, em sua 17ª indicação ela recebeu sua terceira estatueta, sendo a segunda de melhor atriz. O prêmio veio pelo papel da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, em "A dama de ferro". Ao tomar a palavra para agradecer, Meryl fez graça: "Quando anunciaram meu nome, eu achei que estava ouvindo metade dos Estados Unidos falando 'Oh, não, mais uma vez? De novo, de novo?!'".



Já o Brasil, não teve sua estatueta, como disse Carlinhos Brown: "Não foi dessa vez". Ao lado de Sergio Mendes, o músico baiano concorria ao prêmio de melhor canção original, pela música "Real in Rio", tema da animação "Rio", dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha, mas quem levou o prêmio foi "Man or Muppet", do longa "Os Muppets".



Lista dos vencedores do Oscar 2012

Melhor Filme Oscar 2012: The Artist (O Artista)
Melhor Atriz Oscar 2012: A Dama de Ferro, Meryl Streep
Melhor Ator Oscar 2012: The Artist, Jean Dujardin
Melhor Atriz Coadjuvante Oscar 2012: Histórias Cruzadas, Octavia Spencer
Ator Coadjuvante Oscar 2012: Toda Forma de Amor, Christopher Plummer
Melhor Diretor Oscar 2012: The Artist, Michel Hazanavicius
Melhor Edição Oscar 2012: Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
Melhor Documentário Oscar 2012: Undefeated
Melhor Animação Oscar 2012: Rango
Melhor Trilha Sonora Oscar 2012: The Artist (O Artista)
Melhor Canção Original Oscar 2012: Man or Muppet, Os Muppets (Bret McKenzie)
Melhor Roteiro Original Oscar 2012: Meia Noite em Paris
Melhor Roteiro Adaptado Oscar 2012: Os Descendentes, de George Clooney
Melhor Som Oscar 2012: A Invenção de Hugo Cabret
Melhor Edição de Som Oscar 2012: A Invenção de Hugo Cabret
Melhores Efeitos Visuais Oscar 2012: A Invenção de Hugo Cabret
Melhor Curta-Metragem de Animação Oscar 2012: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore
Melhor Filme Estrangeiro Oscar 2012: A Separação
Melhor Maquiagem Oscar 2012: A Dama de Ferro
Melhor Figurino Oscar 2012: The Artist (O Artista)
Melhor Direção de Arte Oscar 2012: A Invenção de Hugo Cabret
Melhor Fotografia Oscar 2012: A Invenção de Hugo Cabret

Publicado pela Agência de notícias Zapp News

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Tão Forte e Tão Perto: Dramático mas envolvente

Com personagens geniais em situações extremas o diretor Stephen Daldry adota uma narrativa interessante, dramática e de estilo investigativo

Por Jorge Nunes Chagas


O filme é baseado no aclamado livro romancista “Extremamente Alto e Incrivelmente Perto”, um best-seller de Jonathan Safran Foer que, adaptado para o cinema, passou a se chamar “Tão Forte e Tão Perto” (Extremely Loud and Incredibly Close), que reuniu um elenco experiente e contou com um inspiradíssimo ator.

O ator em questão é o estreante Thomas Horn, de 14 anos, e que parece não ter sentido o peso de sua estreia nas telonas. O filme anuncia como atores principais os premiados Tom Hanks (Larry Crownie) e Sandra Bullock (Um Sonho Distante), porém o brilhantismo de Horn fez dele “O” protagonista, como deveria ser, carregando o filme literalmente fazendo da dupla acima citada mera coadjuvante.

O “pano de fundo” deste longa-metragem são os atentados terroristas de 11 de setembro, ocorridos em 2001 nos Estados Unidos, que serviu como base para a história de Oskar Schell, um menino de 11 anos dotado de inteligência, visão científica e habilidades excepcionais para sua idade, porém atormentado pela morte de seu pai, morto em uma das torres gêmeas do World Trade Center. Após a morte do pai, o menino encontra uma chave misteriosa nos pertences dele. Oskar, então, decide partir numa jornada em busca da fechadura certa e de seu significado, que mudará sua vida e a vida de muitos outros que encontrará pelo caminho.


Mas não é tão simples assim, pois Oskar sofre com a Síndrome de Asperger que gera certas “fobias” a algumas situações, sendo uma delas o medo da movimentação de uma cidade grande. Para prosseguir com sua busca, é necessário vencer todos essas fobias e medos. A lembrança de seu pai Thomas Shell (Tom Hanks), um antigo joalheiro, lhe ocorre a todo o momento dando mais dramaticidade à sua jornada, um tanto antagônica e teoricamente impossível. Pai este que sempre lhe estimulou, mas que agia com um tom misterioso para responder questões simples, despertando o interesse do menino em interpretar a mensagem deixada por seu pai na sua imaginação numa lúdica aventura. A mãe, interpretada por Sandra Bullock, de forma sutil, acaba tendo uma participação fundamental.

O diretor  Stephen Daldry, Thomas Horn e Max Von Sydow
O diretor Stephen Daldry (“As Horas”, “O Leitor” e “Billy Elliot”), procurou explorar situações limites com personagens geniais. Além do menino super-inteligente, o diretor Daldry introduziu na trama a participação de um senhor mudo na pele do veterano ator Max Von Sydow, da foto acima (Robin Hood – 2010), numa atuação antológica, fato este que o credencia a concorrer ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2012. Este simpático e ao mesmo tempo misterioso Senhor, decide ajudar Oskar a visitar as cerca de 470 pessoas espalhadas pelos quatro estados de Nova York. Para entender como o menino chegou a este número e seu envolvimento com o Sr. mudo, o expectador precisará ver o filme, pois não vou contá-lo, é claro.

O elenco ainda conta com Viola Davis (que concorre ao Oscar por “Histórias Cruzadas”), John Goodman (“O Artista”), Jeffrey Wright (“Tudo pelo Poder”) e James Galdolfini (“O Sequestro do Metrô 1 2 3”). A fotografia de Chris Menges e a trilha composta por Alexandre Desplat também são destaque. Confesso que o filme foi um tanto cansativo, devido a sua duração (129 minutos) e apelativo em alguns momentos, mas me emocionei pela busca de um sentido na vida do garoto e as situações vividas pelo mesmo.

“Tão Forte e Tão Perto” tem na sua composição atitudes nobres, mas ao mesmo tempo duras e fatídicas, humildes, mas intelectualmente obsessivas. O filme tenta refletir não só as coisas complexas, mas também as mais simples da vida, em meio à bipolaridade que o garoto apresentou. O expectador deve se emocionar, num misto de tristeza e alegria, que faz bem pra nossa alma de vez em quando. O filme estreia no dia 24 de fevereiro de 2012 nos cinemas e é do tipo que, ao terminar, balançamos com a cabeça num tom afirmativo e dizemos: “É...”.

Dou nota 8,0.


Publicação Agência Zapp News

Anjos da Noite 4 – O Despertar: Beleza x Ação e 3D medianos


4° filme da sequência traz de volta a bela Kate Beckinsale, porém só beleza não basta

Por Jorge Nunes Chagas

Ao assistir este longa-metragem, além de ter feito uma rápida pesquisa, me deparei com inúmeras lembranças, tanto que o filme em si parecia, a meu ver, não ter identidade. Serei mais claro nas próximas linhas.

No primeiro filme da série “Anjos da Noite” (“Underworld”), a batalha milenar entre vampiros e lobisomens se sucedia à espreita dos humanos. O doutor Michael Corvin (Scott Speedman), um humano até ai, teve um romance com a vampira Selene (Kate Beckinsale), que decide então protegê-lo. No entanto, Michael foi mordido pelo líder dos Lycans (denominação para o clã dos lobisomens) e se tornou “híbrido”. Desde então virou a caça deles (dos lobisomens) para um experimento ambicioso, com a finalidade de criar uma nova espécie, uma raça combinando os poderes dos sanguessugas e dos lobisomens*.

Em “Anjos da Noite 4 – O Despertar” (“Underworld Awakening”), que não tem muito a ver com seu terceiro filme, entendo se tratar de uma continuação direta do 1° da saga. Na recém quadrilogia, a figura da vampira Selene volta a ser interpretada pela atriz Kate Beckinsale, que não havia participado do 3° filme. Acordada de um coma profundo depois de 12 anos, Selene descobre ter uma filha, a híbrida Eve, interpretada pela jovem atriz India Eisley, de apenas 18 anos. Eve é uma cobaia de um experimento secreto dos laboratórios Antigen, o que citei no parágrafo anterior*, que combina as duas raças, além de ser filha do médico Michael Corvin.


Selene junta forças com David (Theo James), do clã dos vampiros, e com o dedicado detetive Sebastian (Michael Ealy), em busca de Eve para resgatá-la, não só para impedir os tais experimentos, mas também para protegê-la dos perigosos lycans, que desta vez parecem estar em maior número.

Pois bem, foi inevitável a lembrança da atriz Milla Jovovich com seu Resident Evil (2002), que foi lançado um ano antes do primeiro Anjos da Noite (“Underworld” - 2003). A fórmula é a mesma, porém a diferença, portanto, é que a personagem de Resident Evil combate zumbis, enquanto a vampira em questão combate lobisomens, desta vez, geneticamente alterados.

Um concorrente de Blade (1998)? Talvez, mas a vantagem está na beleza de Beckinsale, uma mistura de Mulher-gato com Buffy às avessas e Neo, personagem principal do clássico Matrix (1999). Pra ser sincero, foi como se assistisse a um Matrix clonado. Digo isso por sua vestimenta ser similar a de Neo, até no sobretudo. Chega a ser irônico o fato de Beckinsale ter trabalhado em “Van Helsing – O caçador de Monstros” (2004), outro filme de gênero similar feito um ano depois numa demonstração por sua aspiração ao tema.

Minha argumentação inicial sobre a falta de identidade vem dai, mesmo que “Anjos da Noite” se trate de uma série, um game. O visual é gótico, com armazéns abandonados, vidros se estilhaçando à vontade e muito sangue. A fotografia e o figurino são interessantes, mas é pouco. O roteiro de John Hlavin é tão simples que os diretores Jörn Stein e Måns Mårlind são obrigados a investir pesado na ação e nos recursos 3D da batalha entre vampiros e lobisomens.

Conclusão: Como a tecnologia 3D nessa película deixou a desejar, para quem tiver interesse de assistir um filme com muita ação e pouco raciocínio, a fórmula de Anjos da Noite 4 deve agradar, sendo válida para diversão adulta por mesclar ação com terror, entretanto, para quem gosta de uma trama e ação mais elaborada, ouso em dizer que podem se decepcionar. O filme estreará dia 02 de março de 2012.

Dou nota 6,8.





Publicação Agência Zapp News