quinta-feira, 2 de março de 2023

Crítica do filme: ‘Creed III’

 Por Graça Paes, RJ


O longa ‘Creed III’, marca a estreia de Michael B. Jordan na direção, e seu retorno no papel de Adonis Creed no terceiro filme da franquia, com roteiro escrito por Keenan Coogler (“Space Jam: Um Novo Legado”) e Zach Baylin (“King Richard: Criando Campeãs”), argumento de Ryan Coogler (“Pantera Negra: Wakanda para Sempre”), Keenan Coogler e Zach Baylin. A produção é de Irwin Winkler, Charles Winkler, William Chartoff, David Winkler, Ryan Coogler, Michael B. Jordan, Elizabeth Raposo, Jonathan Glickman e Sylvester Stallone. Assinam a produção executiva Sev Ohanian, Zinzi Coogler, Nicolas Stern e Adam Rosenberg.


A equipe de produção criativa de Michael B. Jordan inclui o diretor de fotografia Kramer Morgenthau (“Creed II”, “Thor: O Mundo Sombrio”); o designer de produção Jahmin Assa (“Anos 90”, minissérie “Angelyne”); o editor Tyler Nelson (“Batman”; “A Máquina de Lembranças”); a figurinista Lizz Wolf (“Creed II”, “Círculo de Fogo: A Revolta”); e Joseph Shirley (“Jackass para Sempre”, série “O Livro de Boba Fett”) na composição da trilha sonora. Creed III é uma produção Chartoff-Winkler.


O filme é estrelado por Tessa Thompson (franquia “Creed”, “Identidade”), Jonathan Majors (“Destacamento Blood”, série “Lovecraft Country”), Wood Harris (franquia “Creed”, “Blade Runner 2049”), Florian Munteanu (“Creed II”, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), a novata Mila Kent e Phylicia Rashad (franquia “Creed”, “Soul”).

O terceiro longa mostra Adonis Creed no auge da carreira no boxe e com a vida pessoal estabilizada. Esposa, filha, e um empresário bem sucedido, após deixar os embates no ringue. Mas, uma pendência com um amigo de infância, Damian (Jonathan Majors), ex-prodígio do boxe, que reaparece, após cumprir uma longa sentença na prisão, para provar que merece sua própria chance no ringue, altera os planos de Creed. A partir daí, o confronto entre os antigos amigos é muito mais do que uma luta de boxe, passa a ser um acerto de contas com o passado, Adonis, após três anos sem lutar, coloca seu futuro em jogo no ringue contra Damian, um lutador que não tem nada a perder.

O longa, não é apenas um filme sobre luta ou lutadores de boxe, mas uma obra que nos faz refletir sobre família, laços de amizade e emoções. 

Tecnicamente, se prepare para sequências de luta com jogos de câmeras que irão te colocar dentro do ringue. Michael B. Jordan estreia na direção com chave de ouro e conduz brilhantemente o terceiro longa da saga Creed. Mas, é impossível não pontuar a ausência de Stallone. Falta algo na telona, principalmente na volta ao passado do personagem. Porém, temos Stallone apenas no crédito fazendo parte da produção. No mais, roteiro, fotografia, som estão em perfeita sintonia. 

O longa, que estreia no dia 3 de março de 2023, foi filmado em IMAX, tecnologia que maximiza todos os pontos audiovisuais e vitais de um filme, como som, imagem, resolução e formato da tela.


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9. 


Trailer:




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Estação NET Botafogo terá noite especial de cinema com direito a exibição de documentário, debate e brindes

Por Graça Paes, RJ


Na terça-feira, dia (28/2), o Estação NET Botafogo exibirá o documentário “Dirigido por John Ford”, às 19h30, no Estação NET Botafogo 2, na Zona Sul do Rio. Após a sessão haverá debate com críticos sobre como foi o ano de 2022 no cinema. Uma análise dos indicados ao Oscar. E comentários sobre as expectativas para o cinema em 2023, além do sorteio de brindes. A entrada será gratuita.



“Dirigido por John Ford”

Em 1970, o diretor do documentário, Peter Bogdanovich, foi contratado pelo American Film Institute para dirigir um documentário-tributo a John Ford, Directed by John Ford (1971). O resultado foi um registro considerado clássico sobre Hollywood, que inclui entrevistas com John Wayne, James Stewart, Henry Fonda, narrado por Orson Welles.



John Ford é conhecido, principalmente, mas não só, pelos seus westerns. Alguns dos seus filmes são presenças assíduas entre as escolhas dos cinéfilos de todo o mundo. Filmes como Stagecoach (No tempo das diligências), Young Mr. Lincoln (A mocidade de Lincoln), ou The Searchers (Rastros de ódio), são frequentemente citados como sendo alguns dos melhores filmes do diretor. O ator mais importante na filmografia de John Ford é John Wayne, que Ford transformou numa estrela de Hollywood.



Dirigido por John Ford (Directed by John Ford), de Peter Bogdanovich (EUA, 2006). Documentário. Sinopse: Uma homenagem ao popular e influente diretor de Hollywood, com entrevistas com atores de renome do passado e grandes nomes do cinema da atualidade. Versão 2006 do filme feito 1971. 110 minutos. 14 anos.



Serviço:

Evento: Exibição do documentário “Dirigido por John Ford”

Data/Hora/Local: Dia 28 de fevereiro, 19h30, no Estação NET Botafogo 2

Valor: Ingressos gratuitos

Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 88 - Botafogo

Após a sessão debate sobre como foi o ano de 2022 no cinema, análise do Oscar que acontece no dia 12 de março. e sorteio de brindes. 




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Crítica: ‘Morte a Pinochet’

Por Graça Paes, RJ


Com direção de Juan Ignacio Sabatini que também assina o roteiro com Enrique Videla, o longa conta no elenco com Daniela Ramirez, Cristián Carvajal, Juan Martín Gravina, entre outros. O longa estreia dia 16 de fevereiro nos cinemas. 


O filme ‘Morte a Pinochet’ conta a história do atentado contra Augusto Pinochet, o ditador que governou o Chile de 1973 a 1990.  Esta tentativa de assassinato foi arquitetada por integrantes da Frente Patriótica Manuel Rodríguez. 

O longa é ambientado em setembro de 1986, período em que um grupo de jovens tinha nas mãos a oportunidade de mudar o destino de um país: acabar com a ditadura de Pinochet matando-o. Enquanto o Chile vivia uma das ditaduras mais cruéis de Augusto Pinochet, poucos ousados consideravam o impossível: matar o tirano. O professor de educação física Ramiro, a psicóloga Tamara, e Sasha, nascida na favela, marcam o ataque armado para uma tarde de domingo.  

No grupo: Ramiro, um ex-professor de educação física que se dedicou à luta armada, esquecendo-se das relações pessoais; Sacha, um jovem humilde das favelas de Santiago, um entusiasta do futebol, sem formação política, e Tamara, uma psicóloga atraente que deixou uma família de classe alta para viver na clandestinidade e se tornou a única mulher com posto de comandante na Frente Patriótica: todos eles com um objetivo comum, matar Pinochet. 


Tamara era a mulher que poderia ter mudado a história de um país inteiro, já que estava à frente desse grupo de guerrilheiros, mas a espionagem e a traição a deixaram a um passo da revolução. Eles participaram do acontecimento que se tornou uma lenda, não pelo ocorrido, mas pelo fato de terem tido a audácia de por em prática. 


O filme “Morte a Pinochet” recria os bastidores dos atos praticados pela Frente Patriótica Manuel Rodríguez.

O estreante Juan Ignacio Sabatini, que tem uma extensa carreira em documentários e séries de TV, entrega um bom trabalho, como diretor e roteirista, numa trama cercada de subtramas que mistura drama e suspense.  Mas, ele também poderia ter sido um pouco mais audacioso.  


Vale destacar que a escolha da narrativa não-linear, intercalando momentos da vida clandestina dos guerrilheiros urbanos com suas vidas pessoais e as várias nuances de flashback, nos remete a reflexão do quanto os guerrilheiros se emprenharam por esta causa que para o todo pareceria ser impossível, e de como este fato alterou o rumo de suas vidas. 

A obra é ficcional. 

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.5







quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Crítica do filme: 'Batem à porta'

Por Graça Paes, RJ


O longa, dirigido e coescrito por M Night Shyamalan estreia nos cinemas dia 2 de fevereiro de 2023.


O filme é baseado no livro ‘O Chalé no Fim do Mundo’ escrito por Paul Tremblay e lançado em 2018. Na telona, uma família vai passar um período de férias em uma cabana isolada e é surpreendida no local por quatro estranhos armados que exigem que eles sacrifiquem um dos três para impedir a vinda do apocalipse.  Num primeiro momento, os pais da menina recuam quanto a possibilidade do fim do mundo, mas estranhas evidências vão surgindo a cada instante. 


O suspense é aquele que te surpreende. Se prepare para alguns sustos, e muitas reviravoltas. 

Sem grandes efeitos especiais, mas com um bom roteiro, o longa faz a alusão aos quatro cavaleiros do apocalipse, peste, guerra, fome e morte. Na bíblia, os quatro cavaleiros do Apocalipse fazem parte de uma profecia sobre o fim dos tempos. Eles representam acontecimentos profetizados para acontecer antes do fim do mundo. E há muitas interpretações quanto ao cumprimento desta profecia.


O filme conta com um elenco maravilhoso, onde se destacam os atores, Dave Bautista, Ben Aldridge e a pequena Kristen Cui, e te prende à poltrona durante seus 105 minutos de duração. 


A classificação etária é de 14 anos.  


Se prepare, pois esta obra te fará refletir sobre cada passo e cada atitude que você tenha ou possa vir a ter neste mundo. 


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.

Ficha Técnica: Batem à Porta (2023)

Título Original: Knock at the Cabin

Duração: 105 minutos

Ano produção: 2021

Estreia: 02 de fevereiro de 2023

Distribuidora: Universal Pictures

Dirigido por: M. Night Shyamalan

Orçamento: US$ 20 milhões

Classificação: 14 anos

Gênero: Suspense, Terror, Mistério

Países de Origem: EUA, China






sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Crítica do filme: “Os Fabelmans”

Por Graça Paes, RJ 


O longa “Os Fabelmans” (The Fabelmans), de Steven Spielberg, roteiro de Spielberg e Tony Kushner já está nos cinemas. 

No elenco, Gabriel LaBelle, Michelle Williams, Paul Dano, entre outros. 

No filme, o jovem Sammy Fabelman se apaixona por filmes depois que seus pais o levam para ver "O Maior Espetáculo da Terra", ("The Greatest Show on Earth"). Com uma câmera na mão, o menino começa a fazer seus próprios filmes em casa, para o deleite de sua mãe, solidária e sonhadora.


Mas, após descobrir um segredo de família devastador, Sammy Fabelman decide explorar como o poder dos filmes ajuda a ver a verdade sobre os outros, e sobre nós mesmos. 


Os Fabelmans é uma história vagamente baseada na própria infância do diretor Steven Spielberg, como um jovem aspirante a cineasta. 

É um drama com mix leve de comédia que te prende do início ao fim. 

Tem uma boa trilha sonora, uma fotografia exemplar, bons figurinos e cenários, um belo roteiro e excelentes interpretações. 

Se você é apaixonado por cinema e por Steven Spielberg corra para o cinema, adquira seu combo e se prepare para sair da sala ainda mais encantado. 


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.5.


Com o longa, Steven Spielberg, de 76 anos, conquistou as principais honras na cerimônia do ‘Globo de Ouro’ incluindo o prêmio de “melhor filme de drama”, por seu filme “Os Fabelmans”. Ele também levou para casa o prêmio de “melhor diretor”, e agradeceu à sua família, incluindo sua falecida mãe.






Crítica do documentário: “Me chama que eu vou”

Por Graça Paes, RJ 


O Documentário sobre Sidney Magal “Me chama que eu vou”, de Joana Mariani com roteiro de Mariani e Eduardo Gripa e produção de Diane Maia, já está nos cinemas, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Brasília.

Com distribuição da Vitrine Filmes, produção Mar Filmes e Maya Filmes, em parceria com a Globo News, Canal Brasil e Globo Filmes, a obra tem uma linguagem leve e bem humorada como o cantor.

O longa, premiado em Gramado, apresenta a vida e a obra do cantor, dançarino, ator e dublador que se tornou um ícone da música popular brasileira. É uma obra emblemática que nos faz embarcar nas canções de sucesso de Magal, entre elas, “Meu Sangue Ferve por Você”, Sandra Rosa Madalena ou ME CHAMA QUE EU VOU, que dá título à obra. 

O filme faz um recorte bem humorado, revelador e carinhoso de um dos cantores mais queridos e amados do Brasil.  Retratando seus mais de 50 anos de carreira e nos mostra o homem por trás do artista. Magal revela histórias inusitadas, entre elas, que nasceu Sidney Magalhães. 

O documentário, narrado em primeira pessoa, pelo próprio Magal, mostra desde sua infância até o presente, passando por momentos importantes de sua carreira e pelo casamento com Magali West. 

O título da obra vem de uma das músicas mais famosas de Magal, que serviu de tema de abertura da novela “Rainha da Sucata”, em 1990.

ME CHAMA QUE EU VOU foi exibido no Festival de Gramado, no qual ganhou Prêmio de Edição, assinado por Eduardo Gripa.

Se você é apaixonado por um belo trabalho cinematográfico, fruto de um processo arrebatador de pesquisa, que conta com belas imagens de arquivos de televisão e do próprio Magal, que, segundo o Jornal Nacional, é “misto de Elvis Presley com John Travolta”, corra para os cinemas, e se prepare para ficar inquieto em sua poltrona, pois certamente terá vontade de dançar. 

Trailer:


A Agência Zapp News já assistiu e de nota 8.5. 



 


segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

'Drive my car', de Ryûsuke Hamaguchi, é eleito o melhor filme de 2022, pelos críticos da ACCRJ

Por Graça Paes, RJ


No sábado, dia (07/01), os membros da ACCRJ - Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro se reuniram para escolher os melhores filmes do ano. 

O grande vencedor foi 'Drive my car'. O drama japonês é dirigido por Ryusuke Hamaguchi e roteirizado por Hamaguchi e Takamasa.

Em 'Drive My Car', Yusuke, um diretor e ator idoso de sucesso, é viúvo e precisa procurar um motorista particular. Ao receber a indicação de Misaki, uma jovem de 20 anos, ele tem suas dúvidas iniciais, quanto a ela, mas uma relação muito especial se desenvolve entre os dois.

Completam a lista dos 'Melhores do Ano de 2022':

Argentina 1985, de Santiago Mitre

Batman, de Matt Reeves

Belfast, de Kenneth Branagh

Elvis, de Baz Luhrmann

Licorice Pizza, de Paul Thomas Anderson

Nada de novo no front, de Edward Berger

Não! Não Olhe!, de Jordan Peele

Pinóquio, de Guillermo Del Toro e Mark Gustafson

Top Gun Maverick, Joseph Kosinski



Melhor filme brasileiro

“Eduardo e Mônica”, de René Sampaio


A ACCRJ ainda renderá homenagens ao Rei Pelé e a Jean-Luc Godard. 


Graça Paes é membro da ACCRJ



quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Crítica do filme: “Segredos de Guerra”

Por Graça Paes, RJ 


O longa, “Segredos de Guerra”, escrito e dirigido por Peeter Rebane e co-escrito por por Tom Prior, retrata um relacionamento amoroso entre dois militares soviéticos em uma base aérea na Estônia no auge da Guerra Fria. Estreia dia 5 de janeiro de 2023 nos cinemas. 

O drama romântico é protagonizado por Tom Prior, ator inglês de filmes como A Teoria de Tudo (2014) e Kingsman: Serviço Secreto (2014) e por Oleg Zagorodnii, ator ucraniano que ficou conhecido pelo filme ''Firebird'' (2021). E, por Diana Pozharskaya (“O Soldado Desconhecido”), que compõe o trio principal.

Baseado na história real que deu origem ao livro ‘A Tale About Roman’, o filme ‘’Segredos de Guerra’’ nos leva a um triângulo amoroso que envolve Sergey (Prior), um jovem soldado aspirante a ator, o tenente Roman (Oleg Zagorodnii), audacioso e sensual piloto de caça, e a bela Luisa (Diana Pozharskaya), militar que serve na mesma base soviética dos dois homens perto da capital estoniana Tallinn, em 1977. 


Aos poucos, na medida em que a amizade entre Sergey e Roman se transforma em amor, os militares arriscam suas carreiras, vidas e a própria liberdade ao se confrontarem um regime militar rígido e conservador.

O filme envolve drama, um leve suspense e muita emoção. 


O longa retrata a temática LGBTQIA+, entre o fim dos anos 70 e anos 80, de uma forma bela e suave. 

Na verdade, a obra cinematográfica apresentada é sobre uma linda história de amor “proibida” que acaba envolvendo uma terceira pessoa pelos severos padrões militares soviéticos e da sociedade na época. 

O filme nos faz refletir sobre verdades ocultas, amor, amizade, e sobre os sonhos. 


Muitas mensagens explícitas e implícitas o longa leva aos espectadores entre elas a de ser você mesmo custe o que custar. 

Esteticamente muito bem executada, a obra tem uma fotografia apaixonante. Outro ponto a ser destacado na montagem é que a paleta de cores vai sendo alterada suavemente com o passar dos anos no longa. A trilha sonora é suave, mas impactante. O roteiro é muito bem escrito e as atuações magnificas. 


Certamente, é o tipo de filme que vale a pena ser assistido e até mesmo ser reassistido pela relevância do tema abordado. E que ele possa ser um impulsionador para mudanças de atitudes em relação à comunidade LGBTQIA+.  E, leve muitos espectadores a reflexão. 


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.