sexta-feira, 16 de julho de 2010

“5 x Favela - Agora por nós mesmos” ganhou sessão especial no Rio

Por Graça Paes

Cacá Diegues e os cineastas de comunidades carentes

Nesta quinta, 15, o longa "5 x Favela - agora por nós mesmos" foi exibido em uma sessão particular no Palácio da Cidade, em Botafogo, Zona Sul do Rio. O filme, que é uma coletânea de cinco curtas, foi produzido por Carlos Diegues e Renata de Almeida Magalhães.

A sessão especial, seguida de um coquetel, contou com as presenças do prefeito Eduardo Paes, acompanhado da primeira-dama, Cristine Paes, dos produtores e diretores dos cinco filmes, de secretários municipais, além de personalidades ligadas à cultura, como os atores Hugo Carvana, que atua em uma das produções, José Wilker, o diretor Luiz Carlos Barreto, a cantora Fernanda Abreu, a atriz Kate Lira e a produtora Paula Lavigne.

Renata Magalhães e Paula Lavigne

O prefeito da cidade do Rio de Janeiro estava muito alegre por receber vários convidados no Palácio. “O Rio de Janeiro é o maior produtor de filmes do Brasil. Portanto, nada mais lógico do que a casa da população carioca ser aberta para este evento. Já realizamos outros eventos do tipo aqui, em uma iniciativa que busca abrir esta casa para seus verdadeiros donos, os cariocas, e fazer que com este local seja, de fato, o palácio deles”, declarou Eduardo Paes.
Fernanda Abreu, Luiz Carlos Barreto, Kate Lira, Hugo Carvana e Martlha Alencar

O diretor Carlos Diegues agradeceu a parceria com a Prefeitura, de quem recebeu apoio financeiro para o projeto. “ Nada disso seria possível sem o apoio da Prefeitura do Rio, através da Riofilmes”, enfatizou Diegues.

Cacá Diegues apresentando o filme e fazendo os agradecimentos

O filme "Cinco Vezes Favela" foi criado pela primeira vez há 45 anos, em 1961, por cinco jovens cineastas de classe média, oriundos do movimento estudantil universitário. Produzido pelo Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes - UNE e dirigido por Carlos Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Marcos Farias e Miguel Borges, o filme se tornou um marco do cinema moderno brasileiro e um dos fundadores do movimento Cinema Novo.



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