Com direção de Diederik Van Rooijen, roteiro de
Brian Soeve, trilha sonora de John Frizzell e produção de Todd Garner e Sean
Robins, o longa “Cadáver” estreia dia 29 de novembro nos cinemas.
O longa é sobre uma sessão de exorcismo que sai
do controle e ceifa a vida de uma jovem. Três meses depois, a ex-policial Megan
Reed, que está trabalhando no necrotério de um hospital, recebe um cadáver de
mulher desfigurado. E, ao que tudo indica é a da mesma mulher. Trabalhando a
noite e sozinha no cenário sombrio do necrotério do hospitais cheio de
corredores, após a chegada deste cadáver, Megan passa a ter visões
horripilantes.
O longa não é bem um filme de terror, ele se
enquadra mais para um suspense leve, até mesmo com alguns toques de humor. Os
atores são bons, assim como a maquiagem e os efeitos especiais, mas o cenário
repetitivo e a falta de ritmo em algumas tomadas tornam a exibição um pouco
lenta. Não é uma história cheias de clichês e nem abusa de Jump scare.
Vá ao cinema. Assista o longa e tire suas
próprias conclusões. E, é claro, se prepare para alguns sustinhos.
O longa dirigido por Steve McQueen, a partir de
um roteiro de McQueen e Gillian Flynn, baseado na série ITV de 1983 com o mesmo
nome, com trilha sonora de Hans Zimmer e Thomas Newman, fotografia de Sean
Bobbitt, estreia dia 29 de novembro nos cinemas.
Com um elenco estelar e uma história repleta de
drama e ação, o longa foi o escolhido para abertura do Festival do Rio em 2018.
Widows (As Viúvas) é sobre um assalto planejado por um grande criminoso, Harry
Rawlings (Liam Neeson) e seus comparsas, Florek Gunner (Jon Bernthal),Carlos
Perelli (Manuel Garcia-Rulfo) e Jimmy Nunn (Coburn Goss). O crime é malsucedido
e causa a morte da quadrilha. A partir daí as viúvas Veronica Rawlings (Viola
Davis, imponente), Linda Perelli (Michelle Rodriguez), Alice Gunner (Elizabeth
Debicki) e Amanda Nunn (Carrie Coon) serão inseridas em situações dramáticas
decorrentes dos atos praticados pelo bando. E, elas terão que se unir para
saírem com dignidade desta história.
O filme aborda os bastidores sórdidos da
política, da polícia, do submundo e do poder em geral, até mesmo o religioso,
da cidade de Chicago. Também fala de amor, traição e cumplicidade.
Vá ao cinema e contemple esta bela história que
merece salas com alta qualidade como as Imax, Xplus, entre outras.
Com direção de Otto Bathurst,roteiro de Bem Chandler e David James Kellye
trilha sonora de Joseph Trapanese, o filme “Robin Hood - A Origem” estreia nos
cinemas dia 29 de novembro.
O longa mostra que muito antes de se tornar o
príncipe dos ladrões, Robin Hood era um nobre que tinha uma vida pacata até ser
enviado para uma Guerra onde fica por quatro anos. Quando ele retorna a sua
cidade natal, ele percebe que só teve perdas. sua mansão foi saqueada e
destruída sob ordens do Xerife de Nottingham (Ben Mendelsohn) e sua amada
Marian (Eve Hewson) está casada com outro homem. Já que ele não tem mais nada a
perder, ele se rebela e com a ajuda de John, um até então adversário de guerra,
ele junta um bando para combater o Xerife e a Igreja, que rouba dos pobres para
dar aos ricos. O plano é reverter a situação roubar dos ricos e dar aos pobres.
Cercado de drama, romance e cenas de ação,
“Robin Hood - A Origem”, desconstrói tudo o que já se viu sobre o “ladrão” que
roubava dos ricos para ajudar aos pobres. Ele se encaixa nessa“modinha” de reformular histórias. Esta
versão é traduzida como uma versão revisionista. Robin é quase um super herói.
O título se refere a origem, pois neste longa é
retratado o que levou Robin Hood a roubar e viver na floresta. E, assim como
acontece com outros filmes sobre super heróis, ele usa um disfarce, que neste
caso é apenas um capus. No dia-a-dia, ele é apenas o nobre de Loxley, que volta
a cidade, após a Guerra. Como Loxley, o jovem, tem acesso aos mais altos
círculos da sociedade de onde irá obter as informações necessárias sobre os
planos do Xerife e da Igreja para roubar os pobres.
A direção de arte, maquiagem e os efeitos
especiais são bons. Já o roteiro e a direção deixam algumas lacunas soltas,
assim como a montagem. A trilha sonora é compatível ao roteiro.
Com direção e roteiro de Sean Anders e baseado
em fatos reais DE REPENTE UMA FAMÍLIA (INSTANT FAMILY) estreia dia 29 de
novembro nos cinemas.
O longa é sobre a história de um jovem casal
que decide adotar uma criança. Durante o processo de adoção, eles acabam se
apaixonando por uma menina, só que ela tem mais dois irmãos, um deles, a
adolescente Lizzie (Isabela Moner), uma garota de temperamento forte e que se
sente responsável pelos irmãos mais novos. Quando eles levam o trio para casa,
a vida do casal muda completamente assim como a vida dos três irmãos. A partir
daí, muita emoção e ação tomam conta da telona que ainda inclui as peripécias
da carismática vovó Sandy (Margo Martindale).
O longa nos leva a várias reflexões além de
paternidade e maternidade. Aborda questões como amor ao próximo, cumplicidade
entre irmãos, adolescência, responsabilidade e núcleo familiar.
Vá ao cinema e se prepare, pois inevitavelmente
as lágrimas vão rolar. Tecnicamente o filme é bom, atores e cenas muito bem
dirigidas.
A partir de quarta-feira, dia 28 de novembro, começa a Terceira
Edição do Festival de Cinema de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de
Janeiro. As exibições de
filmes serão realizadas no SESC Quitandinha e no Cineclube do Filé. A programação é
gratuita e vai até sábado, dia 1 de dezembro e também vai incluir várias atividades
culturais. De acordo com os
organizadores, a expectativa é que cerca de 8.000 pessoas circulem pelo evento
até o fim de semana.
O Festival de
Petrópolis também terá quatro mostras:
“Panorama Nacional”, “Mostra Globo News/ Globo Filmes”, “Mostra Infanto-Juvenil”
e “Clássicos Franceses”. E, além disso, serão exibidos curtas realizados por
alunos do curso de Cinema da Universidade Estácio de Sá.
E para os apaixonados pela Gastronomia, este ano, a ação
“Circuito ArtCine Gastronômico” terá nove estabelecimentos que vão desenvolver
pratos especiais inspirados em filmes de sucesso.
A programação
completa dos quatro dias do Festival de Petrópolis e outras informações estão
no site oficial do evento.
A terceira edição do Rio Fantastik Festival 2018 foi realizada de 15 a 23 de novembro, com a exibição de 6 curtas-metragens e 12 longas, no Cine Joia, Em Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro. O Festival reúne filmes e curta metragens, nacionais e co-produções, dos gêneros Fantástico, Terror/Horror e Suspense.
Mario Abbade, Neville D'Almeida e Christian de Castro
A noite de premiação foi realizada no Café Corcovado, no Cosme Velho, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
A atriz Luciana Paes
Graça Paes e o ator Roberto Rowntree
A atriz Lorena-Castanheira com o diretor Alex Levy-Heller
Os Premiados da noite, pelo Júri oficial formado pela atriz Alessandra Verney, o diretor Hsu Chien e o roteirista Rodrigo Lages foram:
CATEGORIA LONGA METRAGEM
Melhor Longa-metragem: “A sombra do pai”, de Gabriela Amaral Almeida (Troféu Cramulhão)
Diretor Longa-metragem: Gabriela Amaral Almeida por “A sombra do pai” (Troféu Cramulhão) Atriz: Fabíula Nascimento por “Morto não fala” (Troféu Cramulhão)
Ator: Julio Machado por “A sombra do pai” (Troféu Cramulhão)
Menção Honrosa para a Fotografia de “O barco”, de Petrus Cariry
Wesley Gondim
CATEGORIA CURTA METRAGEM
Melhor Curta-metragem: “Para minha Gata Mieze”, de Wesley Gondim
Diretor Curta-metragem: Armando Fonseca, Raphael Borghi por “A última cova”
CATEGORIA VOTO POPULAR
Longa-metragem: “Christabel”, de Alex Levy-Heller
Curta-metragem: “Lilith”, de Edem Ortegal
Juri da critica
Os Premiados da noite, pelo Júri da crítica formado pelo integrantes da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro - ACCRJ, Ana Rodrigues, Bruno Giacobbo, Francisco Carbone, Graça Paes e Zeca Seabra foram:
CATEGORIA LONGA METRAGEM
Melhor Longa-metragem: “A sombra do pai”, de Gabriela Amaral Almeida
Diretor Longa-metragem: Dennison Ramalho por “Morto não fala”
A Atriz Clarissa Pinheiro representando toda a equipe de Mata Negra
MENÇÃO HONROSA
Menção Honrosa Fotografia de Longa Metragem para o filme “Los Silencios”, de Beatriz Seigner
Menção Honrosa para Efeitos e Maquiagem o filme “Mata negra”, de Rodrigo Aragão
CATEGORIA CURTA METRAGEM
Melhor Curta metragem: “Para minha Gata Mieze”, de Wesley Gondim
Melhor Diretor Curta-metragem: Edem Ortegal por “Lilith”
A homenagem especial do evento foi para o cineasta Ivan Cardoso, na noite de abertura.
O drama “A Voz do Silêncio” com direção de
André Ristum, roteiro de André Ristum e Marco Dutra e produção de André Ristum
e Pablo Torrecillas estreia dia 22 de novembro nos cinemas.
O filme nacional tem como pano de fundo o
dia-a-dia de sete pessoas. São sete personagens comuns, com problemas
distintos, que buscam o que acreditam que lhes traga satisfação pessoal. Mas,
mesmo com vivências distintas e distantes, eles se aproximam, de alguma forma,
pela maneira como orientam suas existências com base em preocupações mundanas.
Quem rouba a cena no longa é a atriz Marieta
Severo. Ela dá vida a dona de casa Maria Cláudia. Na telona, nos deparamos com
a atriz sem maquiagem e aparentando as marcas da idade. Imersa e entregue a
personagem. Maria Claudia é uma mulher sofrida e que vive de forma isolada. Ela
briga muito com a filha e idealiza uma vida de glórias para o filho que saiu de
casa.
Com um bom roteiro, atuações brilhantes e boa
direção, o filme é do tipo que requer atenção na sala de cinema para identificar
os pontos altos da história de cada personagem.
Ele te fará refletir sobre muitos temas, entre
eles, desejos, segredos, família, amizade, depressão, isolamento, entre outros.
O filme aborda temas
polêmicos de uma forma bem peculiar
Dia 22 de novembro chega
aos cinemas, o longa ‘Infiltrado na Klan’, BlacKkKlansman, o mais novo trabalho
do polêmico diretor Spike Lee.
Baseado em fatos reais, o
filme nos remete ao ano de 1978, quando Ron Stallworth, um policial negro do
Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com
os outros membros do grupo por meio de telefonemas e cartas e quando precisava
estar fisicamente presente enviava um policial branco no seu lugar. Depois de
meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por
sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos
racistas.
Apesar de envolver um
tema forte, este é um filme de comédia dramática policial, com roteiro
adaptado, co-escrito e dirigido por Spike Lee, baseado no livro autobiográfico
Black Klansman, de Ron Stallworth.
O longa te fará refletir
muito sobre vários temas, entre eles, o RACISMO. Mas, fica claro que este não foi um trabalho idealizado para chocar,
mas sim para reflexão. A obra tem uma excelente pegada de humor, condizente e
bem dosado, e também uma dose de romance.
Na tela também podemos
contemplar o belo trabalho orquestrado por Spike Lee, a sensacional fotografia
de Chayse Irvin e a magnífica trilha sonora criada por Terence Blanchard, com
belíssimas melodias sinfônicas inspiradas nos anos setenta.
O longa nos mostra a
trajetória de Ron Stallworth, personagem interpretado pelo ator John David
Washington, que rouba a cena, não somente pelo fato dele ser o protagonista,
mas pela atuação magnífica. O ponto de partida para esta história é um anúncio
de recrutamento da KKK em um jornal local, que o policial negro lê, e decide
fazer contato, mas claro, se passando por um homem branco. Para ganhar
confiança dos membros da seita, ele em seu discurso ataca negros e judeus, e
assim, consegue conquistar quem o atende. Só que para dar o pontapé inicial as
suas investigações, ele, quando convidado a conhecer a organização e seus
responsáveis, pede a ajuda de policial branco, que então se faz passar por ele,
e a partir daí, ele continua o contato com a seita por telefone, e as
investidas físicas são feitas pelo policial branco com sua supervisão.
Sem dar spoiler, mas
pontuando que é necessário prestar muita atenção em cada cena, os momentos
finais fazem um parâmetro com questões atuais, entre elas, um fato que ocorreu
em 2017, na cidade de Charlottesville, no Estado americano da Virgínia, no dia
da realização de uma marcha convocada pela extrema-direita, quando várias
pessoas ficaram feridas e uma morreu depois que um carro atropelou uma multidão
que era contra o protesto. Na época, o governo da Virgínia declarou Estado de
emergência para permitir a mobilização das forças de segurança. O acontecimento
nos mostra que a luta contra o racismo é de todos e continua, por anos e anos,
já que a Ku Klux Klan, um grupo formado em torno da ideologia da supremacia
branca, fundado em 1866, sobrevive até os dias de hoje. E, o que mudou de lá
para cá? Como ficou os EUA, após a administração de Obama, um político negro, e
como está agora com Trump, um político branco? Será que algo mudou na ideologia
da Ku Klux Klan, nos últimos 40 anos?
A Agência Zapp News assistiu
e deu nota 9. Agora cabe a você ir ao cinema e fazer sua própria reflexão.