segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Espetacular Homem-Aranha: Simplesmente “espetacular”

Por Graça Paes

Esqueça tudo o que você viu sobre a história Peter Parker, e embarque em uma nova aventura. Assim começa a trama que reconta a história do jovem Peter, desta vez interpretado pelo talentoso, Andrew Garfield, em uma de suas melhores performances no cinema.

Nesta versão, Parker é um estudante rejeitado por seus colegas e que foi abandonado por seus pais ainda criança, sendo então criado por seu Tio Bem, personagem do ator Martin Sheen, que também dá um show em ação e pela Tia May, Sally Field. 



 
Assim, como muitos jovens que são abandonados pelos pais e apresentam algumas crises existenciais, Peter tenta descobrir o seu próprio eu. Ele também começa a conhecer os segredos do amor e embarca em seu primeiro romance com a bela colega de classe Gwen Stacy, interpretada por Emma Stone, e juntos o casal desvenda o amor, lida com a realidade da vida, assume compromissos e mantem segredos.


Porém, a vida de Peter vira de pernas pro ar quando ele acha uma misteriosa maleta que pertencia a seu pai, a partir daí ele e se depara com algumas pesquisas de pai, que podem desvendar o porquê do desaparecimento  de seus pais. Esse material, o leva diretamente à empresa de pesquisas Oscorp e ao laboratório do Dr. Curt Connors - Rhys Ifans, antigo sócio de seu pai procurando por respostas e uma conexão.


Como nem tudo são flores, o jovem Peter em sua busca por respostas comete um erro que o coloca de frente com o Dr. Connors, ex-colega de profissão de seu pai, e que posteriormente vai se transformar em um réptil. 


Ao assumir o papel de Homem-Aranha e lidar com as novidades de sua nova vida, Peter tem que tomar decisões que podem alterar vidas, para usar seus poderes e moldar seu destino de se tornar um herói.


No elenco estão Andrew Garfield (Peter Parker), Emma Stone (Gwen Stacy), Rhys Ifans (Curt Connors), Sally Field (Tia May), Martin Sheen (Tio Ben), Denis Leary (George Stacy), Campbell Scott (pai de Peter), Julianne Nicholson (mãe de Peter), Irrfan Khan (o vilão Van Atten), entre outros.


O longa, dirigido em 3-D por Marc Webb, estreia dia 6 de julho nos cinemas.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Apenas uma noite: a traição abordada de uma forma poética

O Drama Romântico num belo roteiro, aborda valores com um excelente elenco


Por Graça Paes


A iraniana Massy Tadjedin estreia com o pé direito na direção de uma bela história própria do drama romântico que aborda a traição de uma forma poética e carinhosa. O longa leva o expectador a refletir sobre diversos valores e a viajar na história que se passa em uma única noite, mas sendo esta decisiva na vida de quatro pessoas.


O forte quarteto dos protagonistas atraiu uma coprodução entre EUA e França: os ingleses Keira Knightley ("Um Método Perigoso") e Sam Worthington ("Avatar"), a norte-americana Eva Mendes ("Os Donos da Noite") e o francês Guillaume Canet. Em torno dos quatro, Massy arma uma trama sobre a tentação da traição e os eternos segredos dos grandes amores.



A história é baseada no casamento de Joanna (Keira Knightley) com o executivo Michael Reed (Sam Worthington). Eles são casados há quatro anos e namoraram desde a adolescência. O casal, que mora em Nova York, parece seguro quanto a relação, até que Joanna conhece Laura (Eva Mendes), uma sensual colega de trabalho do marido, e imagina que há alguma coisa acontecendo entre os dois. Como Michael e Laura viajam a trabalho no dia seguinte, a noite de sua véspera é de conflito, preocupação e pode vir a mudar a vida do casal.




Logo pela manhã, a própria Joanna acha que está exagerando e firma uma trégua com Michael. Depois que ele parte, ela vai tomar café na rua e esbarra com um antigo e complicado amor mal resolvido do passado, o francês Alex (Guillaume Canet), que entrou em sua história em um dos rompimentos dela com o atual marido, na época em que namoravam.


O jantar marcado para aquela noite leva Joanna a arrumar-se como nunca, despertando em si própria outras expectativas. Alex, o ex namorado, por sua vez, não atravessou de volta o Atlântico à toa. Ele está disposto a confrontar Joanna sobre o que deu errado para eles e vai fazer de tudo para retomar o romance.


O filme trabalha esse confronto: a de Michael por Laura e a de Joanna por Alex, procurando criar expectativas sobre se vai ou não haver traição, e em qual dos dois casos.


Um dos pontos altos do longa é o reencontro entre Keira Knightley e Guillaume Canet, cujos personagens são humanos, mais genuinamente balançados por emoções divididas, especialmente ela, que parece ter a certeza que irá ser traída pelo marido, em sua viagem de negócios.


Eva Mendes, apesar de linda, neste longa foge do estereótipo de apenas uma mulher sensual e latina, ela, que já é por si uma mulher exuberante, segura sua personagem com dignidade e mostra a sensualidade não apenas com o corpo, mas através de gestos e olhares.


Apesar de alguns deslizes na luz, o longa apresenta uma boa fotografia e mostra a Nova York dos cartões postais. Quanto ao roteiro é impecável.


Eu recomendo. Um excelente filme para parar, pensar e refletir até que ponto devemos ousar ou não em uma relação.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Branca de Neve e o Caçador: De um conto de fadas para uma aventura épica marcante

Rupert Sanders juntamente com os mesmos produtores de “Alice”, trazem à tona uma versão contemporânea, madura e sombria deste lendário clássico


Por Jorge Nunes Chagas

Começo este post pedindo desculpas a você, caro leitor, apreciador da sétima arte e que vinha me acompanhando. Dividido por outras obrigações, fiquei impossibilitado de acompanhar os lançamentos com a mesma frequência habitual, porém, sempre que possível e de forma eventual, procuro assistir e por fim voltar a escrever. Quero agradecer por me prestigiar e espero contribuir novamente em sua decisão na hora de escolher este ou aquele filme para assistir.

Nos últimos anos, nos deparamos com novas adaptações de clássicos contos lendários compostos de roteiros rudimentares, mas que fizeram enorme sucesso em sua época como Chapeuzinho Vermelho, Alice no País das Maravilhas e tantos outros. Inclusive os mesmos produtores se encontram nesta produção que pretendo discernir aqui. A retomada de clássicos se deve também, é claro, da falta de criatividade dos produtores Hollywoodianos, pois vislumbramos, quase que sistematicamente, a adaptações de livros, continuações (MIB 1, 2 e 3,por exemplo)e remakes.

Confesso que isso me irrita às vezes, entretanto, enxergo uma oportunidade para que a atual geração possa partilhar destas histórias, pois, infelizmente, muitos de nossa sociedade atual não se interessam em saber sobre estas histórias e, por vezes, de nosso passado, se fazendo necessário este tipo de intervenção a fim de despertar a curiosidade do grande público.


Pois bem, o filme em questão desta vez é “Branca de Neve e o Caçador” (“Snow White and the Huntsman”). Temos uma Charlize Theron (“Prometeus”, 2012) maléfica e convincente no papel da rainha má Ravenna, numa atuação segura e com uma presença de câmera de impressionar. Na pele de Branca de Neve temos Kristen Stewart que, na minha visão, ainda está um tanto difícil se desvincular de Bela Swan da Saga “Crepúsculo”, assim como Chris Hemsworth quando protagonizou “Thor” e “Os Vingadores”, este no papel do caçador Eric. Juntos, o trio (entre os demais atores) transformou a antiga fantasia em um épico de chamar bastante à atenção.


A estrutura básica da história é a mesma, contudo, o aclamado diretor de comerciais Rupert Sanders adiciona tons mais sombrios, rebeldes e medievais na película. A rainha má precisa destruir a única mulher mais bela (olha a do Crepúsculo ai, se é que entenderam o trocadilho!) do reino para alcançar a imortalidade, porém, tanto uma como a outra decidem se confrontar. Branca de Neve passa a treinar a arte da guerra com Eric, o caçador enviado por Ravenna para matá-la, sendo que a rainha má nem imagina de tal fato. Assim, Branca de Neve terá condições de enfrentá-la, ela que, mais tarde, irá contar também com a ajuda de William (Sam Claflin), o jovem duque há tempos encantado por sua pureza e coragem.


A atuação de Charlize é antológica, ofuscando de forma efusiva o papel de Kristen a ponto de torcermos pela vilã em alguns momentos (ou não, dependendo do ponto de vista do expectador). Mal comparando, Kristen Stewart está para Branca de Neve assim como Christian Bale está para Batman no “Batman – Cavaleiro das Trevas”, onde mais uma vez o vilão chamou mais atenção do que o herói. Neste caso, o Coringa, interpretado por Heath Ledger, rouba a cena com seu brilhantismo, minimizando a atuação de Bale e fazendo digna a homenagem póstuma que recebeu quando conquistou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (ou diria Melhor Ator “principal”?!), no Oscar de 2009. Que Deus o tenha!


No longa ao qual estou elucidando, encontrei inúmeras referências interessantes. Quando vi Bela, digo, Branca de Neve em sua primeira cena, ela parecia ter encontrado os dementadores do filme Harry Potter, além de, posteriormente, numa cena protagonizada na floresta negra, lembrei-me do gás alucinógeno do espantalho, o arquirrival de Batman em “Batman Begins (2005)”- olha o Batman de novo -, entre tantos.


Chris Hemsworth fez um papel do que se espera dele, apresentando características já vistas em “Thor” como teimosia, vitalidade, agressividade e um coração nobre. Em alguns momentos, ao ver Chris contracenando com Kristen quando lhe ensinava a arte da guerra, me recordei do assassino Léon em “O Profissional (1994)”, interpretado por Jean Reno, quando treinava Mathilda, vivida por Natalie Portman, uma adolescente que se envolveu com o matador e pediu que a ensinasse o manuseio de armas para que ela pudesse se vingar da morte de seus familiares.


Comparações à parte, o filme é repleto de excelentes efeitos visuais fazendo do diretor de arte Dominic Watkins caprichar e muito nos detalhes, além de um figurino de época de fazer inveja. Não é à toa a convocação da premiada figurinista Colleen Atwood, uma inovadora na arte da costura que trabalhou em “Alice” e, desta vez, foi buscar em Instambul sua inspiração, criando roupas que se misturaram de forma imperceptível a aquele universo, dizendo muito sobre ele e suas figuras.

A trilha de James Newton Howard pontua com maestria cada momento da fita, fazendo-a digna de um épico grandioso. A fotografia não deixa por menos, com um grande trabalho de Greig Fraser que, em conjunto com os demais produtores, nos fazem crer que o que vemos é de fato real. Tenho de creditar também a boa adaptação do roteiro por parte dos roteiristas Evan Daugherty, John Lee Hancock e Hossein Amini, que transformaram uma história infantil em uma história para adultos, mantendo sua essência.


O elenco conta com Sam Spruell como Finn, o irmão de Ravenna e os sete anões: Ian McShane, na pele de Beith, líder dos anões, Nion, vivido por Nick Frost, o braço-direito de Beith, Muir, vivido por Bob Hoskins um sábio vidente e líder cego, Quert, interpretado por Johnny Harris, o guia do pai vidente, Gort, interpretado por Ray Winstone, Coll, vivido por Toby Jones, Duir interpretado por Eddie Marsan, Gus, vivido por Brian Gleeson, que se apaixona por Branca de Neve quando a conhece e a protege em um momento de perigo extremo, além de Raffey Cassidy a linda criança que vive a Branca de Neve quando criança.

É interessante o fato de o diretor Rupert Sanders ser estreante em longas, ele que é nato na arte de se fazer comerciais inovadores como do game “Halo 3”. Segundo os produtores, Sanders tinha a visão e habilidade necessária para que a produção fosse bem sucedida. E creio eu que foi.

“Branca de Neve e o Caçador” estreia nesta sexta, 01/06, somente nos cinemas e é uma boa pedida a conferir. Recomendo!

Dou Nota 8,0


Publicação Agência Zapp News


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Xingu: Dicotomia de interesses em prol da região indígena

A obra de Cao Hamburguer baseada em uma história real traz à tona a heroica saga dos irmãos Villas Bôas




Por Jorge Nunes Chagas

“Estar em lugares que ninguém nunca esteve”. Esta frase dita no filme é fundamental para entender a intenção do diretor Cao Hamburguer ("O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias", 2006) e dos jovens aventureiros retratados nesta aventura histórica do cinema nacional.

A história de Xingu tem seu início nos anos 40 e parte da iniciativa dos irmãos Villas Boas, que se alistam na Expedição Roncador-Xingu para juntos realizarem uma expedição rumo a novas descobertas pelo Brasil Central. Os desbravados jovens Cláudio (João Miguel - "Bonitinha Mas Ordinária", 2009), Leonardo (Caio Blat – “Bróder”, 2010) e Orlando Villas Bôas (Felipe Camargo – “Som e Fúria – O Filme”, 2009), partem para uma missão que, mais tarde, têm maior significância ao conhecer o povo indígena daquela região explorada.

Um dos primeiros aspectos do filme que me chamaram a atenção foi a fotografia de Adriano Goldman que, particularmente, me fez alusão ao lendário documentário “Cabra Marcado para Morrer” de Eduardo Coutinho. Mas não só isso. Os sucintos mistérios aliado ao sentimento de descobrir coisas é outro fator muito semelhante ao documentário dele. É como se, de certa forma, estivéssemos assistindo a um documentário do Discovery Channel.


Pois bem, através das águas do Rio Xingu, os irmãos Villas Bôas são levados a aldeias da tribo dos Kalapalos. O estranhamento e a interação entre brancos e indígenas são retratados com muita riqueza de detalhes, tornando a experiência do filme saborosa e fascinante devido às descobertas de nossos exploradores, fazendo de nós expectadores testemunhas oculares de luxo de seus feitos. Dois mundos diferentes que se encontram para atingir um só objetivo, cuidarem um do outro, pelo menos na teoria.



A história ganha outros contornos. Interesses políticos e militares surgem para distorcer a missão dos jovens irmãos num jogo de interesses e de poder. O que era, a princípio, para ser uma assistência dos brancos aos indígenas, torna-se um compromisso de maior seriedade devido ao alto envolvimento que tiveram a fim de preservar suas culturas. O caminho acaba ficando perigoso e sem volta, transformando para sempre a vida de todos os envolvidos.

O clima do filme, com cidadãos usando roupas sujas no corpo se contrasta com as belezas naturais, as belas índias, os riachos cristalinos e as belas florestas. As lutas e resistências sucedidas chegaram a um denominador comum, a construção do Parque Nacional do Xingu, um parque ecológico e reserva indígena que já foi considerado o maior do mundo. Unidos, estes fatores são de uma beleza simplista de emocionar. A trilha de Beto Villares, bem ao estilo “pantanal”, é um complemento a mais nesta película.


Este longa baseado em uma história real e com um viés de documentário, conta também com as participações de Maiarim Kaiabi (Prepori), Awakari Tumã Kaiabi (Pionim), Adana Kambeba (Kaiulu), Tapaié Waurá (Izaquiri), Totomai Yawalapiti (Guerreiro Kalapalo) e aparições especiais de Maria Flor (Marina), Augusto Madeira (Noel Nutels) além de Fabio Lago (Bamburra). Este último parece gostar de encarnar personagens do tipo “trabalhador em terras desconhecidas”, pois houve um personagem vivido por Fabio na minissérie “JK”, o Severino (o Gaúcho), que tinha características muito semelhantes.

Recomendo este filme não só pelos motivos explícitos acima, mas também por ser um importante capítulo da história brasileira. A obra conta com a produção de Fernando Meirelles (que dirigiu “Cidade de Deus” de 2002), Andrea Barata Ribeiro e Bel Berlinck. Xingu estreia nesta sexta-feira, dia 06/04 somente nos cinemas.

Dou Nota 8,5


Publicação Agência Zapp News

quarta-feira, 28 de março de 2012

Famosos se reúnem na pré-estreia do filme “Novela das Oito”

O filme retrata a juventude da década de 70

Por Graça Paes/Ag.Zapp News



Na noite de terça-feira, dia 27 de março, o cinema Kinoplex Leblon, foi palco do tapete vermelho do filme “Novela das Oito”. Direção, elenco e muitos convidados foram prestigiar a première carioca do longa. Entre os presentes, astros do elenco como: Matheus Solano que foi acompanhado da esposa e atriz Paula Braum, Vanessa Giácomo que também estava com o marido e ator Daniel de Oliveira, Claudia Ohana, Thaís Miller que concorreu ao prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival Internacional de Cinema do Rio em 2011, Guilherme Duarte com a esposa e também atriz Juliana Oliveira, entre outros. Muitos famosos também foram prestigiar o elenco, Carla Diaz, Marcos Pitombo, Marcella Valente, Amanda Lee, Nalbert, Miguel Romulo, Perola Faria, entre outros.




Claudia Ohana contou à imprensa que apesar de participado da juventude dos anos 70 se dedicou muito e se preparou intensamente a personagem Dora. “Fiquei três meses me preparando para a personagem que é uma exilada política. Um período de ensaio, pesquisa e laboratório. Fiz visitas às pessoas que sofreram na ditadura, li e assisti muita coisa. Foi um processo longo, mas prazeroso. O que meu ajudou foi que na época eu tinha 15 anos e me recordo bem de como era toda a situação” – informou.


Já Vanessa Giácomo, que arrancou olhares e muitos flashes por conta de seu novo visual para a novela Gabriela, destacou detalhes da prostituta Amanda. “O filme se passa em 1978, o que me exigiu muita pesquisa para saber o comportamento da época. Assisti absolutamente tudo que se relacionava ao tema neste período. Inclusive muito material da novela "Dancin' Days", já que minha personagem é muito fã. E, apesar dos exageros, o mais difícil para mim foi encontrar um tom linear, e mais ameno a Amanda, não focar só o fato da prostituição”. O galã Matheus Solano pela primeira vez vive um homossexual na telona. Para ele, isso não foi problema, personagem é personagem.  “Não tive dificuldade em beijar outro homem. Não vi problema e não foi uma cena difícil. Não tenho pudores. A minha profissão me dá possibilidade de fazer coisas que eu não faço na minha vida. É por isso que eu amo interpretar. Todos os personagens desse  filme vivem um conflito pessoal, mas ao mesmo tempo passam por um processo de mudança e transformação”.




O diretor Odilon Rocha estreou seu primeiro longa, que já no Festival do Rio, em 2011, foi bem aceito pela crítica. Ele muito feliz e emocionado falou sobre o trabalho. “O filme tem São Paulo no cenário, mas o foco é o Rio de Janeiro. É mais do que um cenário, o Rio é um personagem da história.  A cidade ganha vida durante o longa. Foi maravilhoso reviver tudo de "Dancin' Days", a novela que foi uma homenagem à teledramaturgia brasileira. O trabalho está aí e agora vamos aguardar a resposta do grande público”.

O longa, que estreia no dia 30 de março, é estrelado por Claudia Ohana, Vanessa Giácomo, Mateus Solano, Alexandre Nero e André Ramiro. Vencedor de Melhor Roteiro no Festival do Rio em 2011, o filme é um melodrama bem dosado com humor e ação. Com produção da Querosene Filmes, Cria Film(e)s e GeraçãoConteúdo e co-produção da Universal Pictures, cujos filmes no Brasil são distribuídos pela Paramount Pictures, A Novela das 8 presta uma homenagem à teledramaturgia brasileira.

Ficha Técnica
Brasil, 2011, 102 minutos
Direção: Odilon Rocha
Roteiro: Odilon Rocha
Direção de Fotografia: Uli Burtin
Montagem: André Finottti
Trilha Sonora: Tita Lima (co-produzida por Rossano Snel e Tejo Damasceno)
Direção de Arte: Valdy Lopes Jr.
Figurino: Cassio Brasil
Maquiagem: Rosemary Paiva
Produtores: Odilon Rocha, João Queiroz Filho
Co-produção: Universal Pictures
Co-produtores: Justine Otondo, Guilherme Keller
Produtores associados: Flavia Carvalho Doria, Marcelo Doria e Stephan DuCharme
Produtor executivo: Pablo Torrecillas
Distribuição: Paramount Pictures

Sinopse
Brasil, 1978. Ainda sob a ditadura militar do presidente Ernesto Geisel, o Brasil sucumbe à discoteca  graças ao enorme sucesso da novela Dancin’ days. Amanda, uma prostituta viciada no drama televisivo, e sua empregada, Dora, são obrigadas a fugir de São Paulo depois de um incidente fatal e partem pro Rio de Janeiro, mas com o policial federal Brandão em seu encalço. Nesta jornada, o destino de ambas irá cruzar o caminho de João Paulo, um diplomata que se sente estrangeiro em seu próprio país;  Vicente, líder de um grupo revolucionário e seu irmão Pedro; e do adolescente Caio que, criado pelos avôs, conta com a ajuda apenas de suamelhor amiga Mônica na luta para ser aceito como gay. Ambos são jovens, fascinados por disco music e pela novela Dancin’ days.

domingo, 25 de março de 2012

Selton Mello foi homenageado em Barra do Piraí

A cidade abriga até o dia 31 de março, o III Festival Internacional Estudantil de Cinema

Por Graça Paes/Ag.Zapp News




O ator Selton Mello foi o grande homenageado no III Festival Internacional Estudantil de Cinema de Barra do Piraí, no interior do Rio de Janeiro, na noite de domingo, dia 25 de março.  A cerimônia foi aberta  pelo vice-prefeito Maércio de Almeida e pelo secretário Roberto Monzo Filho, que é coordenador geral do evento e contou com trófeu e placa para o homenageado. Vários professores das redes municipal e estadual de ensino também participaram da festa e foram homenageados no evento. Durante o evento foi exibido um vídeo com um resumo de todo o seu trabalho, e logo após abrindo o festival, o filme "Palhaço" em que Selton dirige e atua como um dos protagonistas ao lado do ator Paulo José.
Selton se emociona na homenagem | Foto de Graça Paes
Selton se emocionou muito durante o evento, e disse que era uma honra receber a homenagem e incentivar os novos talentos do cinema com sua experiência. “É muito gratificante estar aqui e ter meu trabalho reconhecido. Ser exemplo então para vários jovens que estão começando uma carreira é mais emocionante ainda”, e ao ser questionado sobre os futuros trabalhos Selton disse que o momento é de descanso. “Agora é férias, nem Tv, nem cinema, só férias”, informou.
Selton Mello recebe a placa do vice-prefeito e do secretário | Foto de Graça Paes
E, antes da exibição do filme posou com os palhaços que alegravam a festa em sua homenagem, por causa de seu longa  escolhido para a abertura do festival.




Informações: http://www.aib.org.br/noticias/plantao-rio/iii-festival-internacional-estudantil-de-cinema-agita-sul-fluminense-de-25-a-31-de-marco.html




sexta-feira, 23 de março de 2012

JOGOS VORAZES: o novo fenômeno teen

O longa estreia nesta sexta, dia 23 de março, nos cinemas


Por Graça Paes/Ag.Zapp News





Na noite de quinta-feira, dia 22 de março, vários cinéfilos lotaram 6 salas do CinemarK Downtown, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, para assistir a pré-estreia da mais nova febre teen americana, o filme "Jogos Vorazes - The Hunger Games" que é inspirado na trilogia literária - "Jogos Vorazes, Em Chamas e A Esperança", da autora norte-americana Suzanne Collins. O livro é sinônimo de sucesso, só nos EUA já vendeu mais de 30 milhões de exemplares e há 100 semanas lidera o ranking da lista dos mais vendidos pelo The New York Times.

O filme é protagonizado por Jennifer Lawrence, que interpreta a caçadora Katniss Everdeen, Josh Hutcherson, que faz seu parceiro de jogo, Peeta Mellark e Liam Hemsworth, como Gale Hawthorne, seu amigo que vai compor o trio romântico, entre outros.

A diferença entre a história literária e a cinematográfica fica por conta do destino de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence). A garota de 16 anos se oferece como tributo no lugar da irmã mais nova para disputar os Jogos Vorazes, um tipo de reality show cujo campeão é quem sobrevive as caças da selva, inclusive dos seus próprios concorrentes . Aí está o toque macabro do filme, já que os participantes têm de 12 a 18 anos. 



O longa traz algumas cenas impactantes para o cenário teen, principalmente no que se refere aos ataques pela sobrevivência, mas ao mesmo tempo fisga o expectador com as cenas de afeto, amizade e as do romance e o que deixa no ar a possibilidade da criação de um triângulo amoroso, na sequência da história. A trama também levanta questões sociais como preservação do planeta, desigualdade de renda e mistura de povos.




O elenco também conta com a atuação de veteranos da telona, como: Donald Sutherland, que interpreta o Presidente Snow, Stanley Tucci que é o apresentador do reality Caesa e Woody Harrelson como o treinador do casal principal. O cantor Lenny Kravitz também dá o ar da graça representando o estilista Cinna.

O filme já está em cartaz pelas telonas do Brasil, a partir desta sexta, dia 23.
Vale a pena conferir!!!
Agência Zapp News

quarta-feira, 21 de março de 2012

Heleno – O Príncipe Maldito: Impiedoso, porém inesquecível

Rodrigo Santoro traz à tona a história do problemático e genial craque Heleno de Freitas numa atuação de gala


Por Jorge Nunes Chagas

Intenso, charmoso, temperamental, estas são algumas das fortes atribuições de um célebre jogador de sua época que viveu como o brasão de seu clube, uma verdadeira estrela solitária, analogia esta que vocês irão entender nas linhas seguintes.

O filme em questão chama-se “Heleno - O Príncipe Maldito”, sobre o famoso e polêmico jogador do Botafogo Heleno de Freitas, interpretado de forma magistral pelo ator Rodrigo Santoro que, na minha modesta opinião, teve atuação digna de Oscar. A observação passa a ser compreensível a partir do momento que levamos em consideração o fato dele ter conquistado o Prêmio de Melhor Ator na 33ª edição do Festival de Cinema Latino-Americano de Havana, em Cuba, no ano de 2011.

A característica que une o ator com seu personagem é realmente a entrega, a busca pela excelência no que se propôs a fazer, tanto que Rodrigo Santoro precisou emagrecer 12 quilos para realizar cenas quando o jogador se encontrava em estado mais delicado, quando ficou louco no fim de sua vida.


A obra do diretor José Henrique Fonseca (“O Homem do Ano” - 2003) foi rodada em preto e branco (com direção de fotografia de Walter Carvalho) para relembrar e sentir a época dos anos 40, um período glamouroso que remete a era de ouro do cinema hollywoodiano e suas perspectivas (parece um prelúdio para “O Artista”, mas desta vez não é). O foco são as aventuras e desventuras do ídolo botafoguense desde o auge de sua carreira até a decadência, loucura e por fim internação num sanatório nos anos 50. O longa compreende todo este processo, do sucesso ao seu anonimato aos 39 anos, por conta da guerra, da sífilis e do desvio ao que estava inicialmente destinado. Por vezes, a forma expositiva do filme era através de flashes do passado compactuando com a vida atual apresentada em dado momento.


Heleno, vulgo “o príncipe do Rio”, tinha sua vida dentro de campo como uma pessoa ligada na tomada de 220 Volts a 200 km por hora, que não tolerava a mediocridade dos seus colegas de profissão e brigava com todo mundo, inclusive com os dirigentes. Já fora de campo, era o galã de vida glamourosa, frequentador de salões elegantes, portador de carros luxuosos e sempre acompanhado de lindas mulheres. Falando nelas, duas fizeram diferença em sua vida. São elas: Sílvia, a que veio a ser a esposa de Heleno interpretada pela atriz Alinne Moraes (“O Homem do Futuro” – 2011) e Diamantina, uma cantora de boate muito sedutora interpretada pela bela atriz colombiana Angie Cepeda ("Una hora más em Canarias" - 2010), como amante de Heleno. A relação entre as duas ascendeu à trama.


A obsessão de Heleno para jogar a Copa do Mundo de 50 o tornou um louco, uma estrela solitária em sua jornada. Para entender, peço a gentileza de assistirem ao filme! O drama em questão me fez alusão a diversas referências cinematográficas. Além de “Touro Indomável” de 1980, com um Robert De Niro perturbador, me lembrei até de Meryl Streep em “A Dama de Ferro”, pois sua atuação, assim como a de Rodrigo Santoro, foram “gigantescas” o bastante para ambos salvarem seus filmes.


Em “Heleno”, cheguei a vislumbrar tamanha mediocridade no que estava vendo a ponto de me perguntar por um momento: — “Porque estou vendo isto?” Pois bem, se junto os fatores e analiso à fio para julgar a vida do atleta, ela era de fato medíocre, mesmo com todo o sucesso que tinha na imprensa, mas lá no fundo, suas atitudes favoreceram demais para o seu declínio, como por exemplo a não convocação à Copa. Entretanto, por ele viver situações-limites quase todo o tempo, consegui perceber a grandiosidade do personagem vivido por Santoro. Heleno foi um dos precursores dos chamados “bad boys” do futebol contemporâneo. Se fosse um jogador que não tivesse nenhum tipo de diferencial, certamente não haveria motivos para ser retratado nas telonas.

A abordagem deste longa-metragem se difere, pois o foco não é exatamente o futebol, mas sim a vida desregrada de Heleno e a forma de lidar com o estrelato, tendo o esporte como seu pano de fundo, por se tratar de sua profissão. As cenas de Heleno no campo foram produzidas de maneira minimalista, apesar de o ator ter treinado os fundamentos futebolísticos para não ficar devendo. Sua determinação chegou a tal ponto que chegou a retirar grana do próprio bolso para ajudar a terminar o filme. Com muito esforço, a produção chegou a ter o apoio da EBX, do multibilionário Eike Batista para finalização dos trabalhos. O filme ficou orçado em 8,5 milhões.


Este filme provoca reflexões através de erros e acertos do jogador aliada a bela atuação de Santoro, a uma trilha de época consistente, com fotografia, cenas e até frases emblemáticas. É um bom drama, que já está dando o que falar. É bom ver o cinema brasileiro retratar coisas que fogem um pouco o perfil de filmes violentos como “Cidade de Deus” de Fernando Meirelles e “Tropa de Elite” de José Padilha, pois chego a conclusão que, mesmo os dois citados terem sido nossos representantes no Oscar, ambos não levaram prêmios, pois o melhor que o Brasil tem a oferecer não é a violência, e sim a cordialidade, o hibridismo de culturas de um povo lindo e sorridente apesar das adversidades.

Heleno tem sua pré-estreia na próxima sexta-feira, dia 23 de março, mas sua estreia será no próximo dia 30 de março de 2012, somente nos cinemas. Confere lá!

Dou Nota 8,0


Publicação Agência Zapp News