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quinta-feira, 25 de maio de 2023

Crítica do filme: A Pequena Sereia”

Por Graça Paes, RJ 


O live action de "A Pequena Sereia" (The Little Mermaid), finalmente chegou aos cinemas, nesta quinta-feira, dia 25 de maio! Com direção de Rob Marshall, roteiro de Jane Goldman e David Magee. 

A obra foi livremente inspirada no conto original lançado em 1837 pelo escritor dinamarquês Hans Christian Andersen que também inspirou a animação do mesmo nome de 1989. 

“A Pequena Sereia” é a amada história de Ariel, uma bela e espirituosa jovem sereia com sede de aventura. A mais jovem das filhas do Rei Tritão e a mais desafiadora, Ariel anseia por descobrir mais sobre o mundo além do mar e, enquanto visita a superfície, se apaixona pelo arrojado Príncipe Eric se fascinando pela vida fora d’água. Enquanto as sereias são proibidas de interagir com humanos, Ariel quer seguir seu coração. E, para tal, ela faz um acordo com a malvada bruxa do mar, Ursula, que lhe dá a chance de experimentar a vida terrestre, mas essa peripécia da pequena sereia acaba colocando sua vida, e a coroa de seu pai, em perigo. 

A adaptação para o live action segue um caminho, um tanto quanto diferente do que vimos na animação de 1989, e em contrapartida se aproxima um pouco mais da versão original de 1837. 

A representatividade no longa é louvável e altamente enriquecedora, não apenas por Ariel ser negra, mas pelo fato de as irmãs de Ariel também terem raças e etnias diferenciadas. 

Na parte técnica vale ressaltar que a trilha sonora é encantadora, mas algumas letras mudaram. Então, se você esquecer o que já está gravado em sua mente sobre as canções e optar por aceitar o novo irá curtir. 

Os efeitos especiais e a computação gráfica são boas, mas nada além do normal, que poderia ter sido feito pela Disney.

Sobre os personagens, nossa Ariel, mantém os cabelos ruivos, é muito bem interpretada pela atriz Halle Bailey e na versão em português foi brilhantemente dublada pela ex-the voice Laura Castro.  

Jonah Hauer-King dá vida ao Príncipe Eric um tanto quanto diferente do que estávamos acostumamos, mas o personagem é bem caricato e engraçado. 

A nossa grande vilã é a Ursula, agora, interpretada por Melissa McCarthy. Ela é a temida, maldosa e a divertida bruxa do mar, que nesta nova versão, tem tentáculos de neon e um visual bem diferente, mas próximo da animação original.

Rei Tritão brilhantemente estrelado por Javier Bardem é o governante de Atlantica e pai da protagonista Ariel. Ele nutre uma grande antipatia pelos humanos e isso reflete nos sonhos de Ariel que quer experimentar a vida terrestre. Outro gol de placa na escalação do elenco.

Sebastião (Daveed Diggs) é o caranguejo que ajuda Ariel em sua jornada pelo mundo humano. O personagem serve, primordialmente, como a “voz da consciência” da protagonista, interpretando também uma das canções mais icônicas do longa. Difere um pouco da animação também, mas é bem fofo na telona

O amado Linguado (Jacob Tremblay) é o melhor amigo da protagonista Ariel, mas tem um destaque bem diferenciado do que nos acostumamos a ver na animação, ele não perde seu brilho, mas agora deixa de ser tão influente na história. 

Scuttle (Awkwafina ) é a gaivota sabichona que incentiva o interesse da protagonista Ariel pelo mundo humano. E, a responsável por darmos muitas risadas, assim como o caranguejo.

Não menos importante, temos no elenco, Noma Dumezweni, a mãe adotiva do Príncipe Eric, Art Malik, como Grimsby, o fiel mordomo do príncipe. Por fim, Lorena Andrea (Warrior Nun), Simone Ashley (Bridgerton), Karolina Conchet (Valentin Valentin), Sienna King (Love Locs), Kajsa Mohammar (Mulheres ao Poder) e Nathalie Sorrell (Hotel Very Welcome) vivem, respectivamente, Perla, Indira, Mala, Tamika, Karina e Caspia, as demais filhas do Rei Tritão.

O live action “A Pequena Sereia” que é um mix de aventura, família e fantasia. Ao longo de 2h10 min de duração te mantém na poltrona do cinema. 

Você irá curtir se deixar as memórias do que viu na animação de lado.  As novas adaptações não comprometem o longa, mas frusta aqueles que se habituaram a ver ‘A pequena Sereia’ por outro prisma. 

Bom, o filme vale o combo de pipoca e é excelente para levar a criança toda para o cinema, já que a classificação etária é livre. 


Assista o trailer:

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.  




sexta-feira, 1 de junho de 2012

Branca de Neve e o Caçador: De um conto de fadas para uma aventura épica marcante

Rupert Sanders juntamente com os mesmos produtores de “Alice”, trazem à tona uma versão contemporânea, madura e sombria deste lendário clássico


Por Jorge Nunes Chagas

Começo este post pedindo desculpas a você, caro leitor, apreciador da sétima arte e que vinha me acompanhando. Dividido por outras obrigações, fiquei impossibilitado de acompanhar os lançamentos com a mesma frequência habitual, porém, sempre que possível e de forma eventual, procuro assistir e por fim voltar a escrever. Quero agradecer por me prestigiar e espero contribuir novamente em sua decisão na hora de escolher este ou aquele filme para assistir.

Nos últimos anos, nos deparamos com novas adaptações de clássicos contos lendários compostos de roteiros rudimentares, mas que fizeram enorme sucesso em sua época como Chapeuzinho Vermelho, Alice no País das Maravilhas e tantos outros. Inclusive os mesmos produtores se encontram nesta produção que pretendo discernir aqui. A retomada de clássicos se deve também, é claro, da falta de criatividade dos produtores Hollywoodianos, pois vislumbramos, quase que sistematicamente, a adaptações de livros, continuações (MIB 1, 2 e 3,por exemplo)e remakes.

Confesso que isso me irrita às vezes, entretanto, enxergo uma oportunidade para que a atual geração possa partilhar destas histórias, pois, infelizmente, muitos de nossa sociedade atual não se interessam em saber sobre estas histórias e, por vezes, de nosso passado, se fazendo necessário este tipo de intervenção a fim de despertar a curiosidade do grande público.


Pois bem, o filme em questão desta vez é “Branca de Neve e o Caçador” (“Snow White and the Huntsman”). Temos uma Charlize Theron (“Prometeus”, 2012) maléfica e convincente no papel da rainha má Ravenna, numa atuação segura e com uma presença de câmera de impressionar. Na pele de Branca de Neve temos Kristen Stewart que, na minha visão, ainda está um tanto difícil se desvincular de Bela Swan da Saga “Crepúsculo”, assim como Chris Hemsworth quando protagonizou “Thor” e “Os Vingadores”, este no papel do caçador Eric. Juntos, o trio (entre os demais atores) transformou a antiga fantasia em um épico de chamar bastante à atenção.


A estrutura básica da história é a mesma, contudo, o aclamado diretor de comerciais Rupert Sanders adiciona tons mais sombrios, rebeldes e medievais na película. A rainha má precisa destruir a única mulher mais bela (olha a do Crepúsculo ai, se é que entenderam o trocadilho!) do reino para alcançar a imortalidade, porém, tanto uma como a outra decidem se confrontar. Branca de Neve passa a treinar a arte da guerra com Eric, o caçador enviado por Ravenna para matá-la, sendo que a rainha má nem imagina de tal fato. Assim, Branca de Neve terá condições de enfrentá-la, ela que, mais tarde, irá contar também com a ajuda de William (Sam Claflin), o jovem duque há tempos encantado por sua pureza e coragem.


A atuação de Charlize é antológica, ofuscando de forma efusiva o papel de Kristen a ponto de torcermos pela vilã em alguns momentos (ou não, dependendo do ponto de vista do expectador). Mal comparando, Kristen Stewart está para Branca de Neve assim como Christian Bale está para Batman no “Batman – Cavaleiro das Trevas”, onde mais uma vez o vilão chamou mais atenção do que o herói. Neste caso, o Coringa, interpretado por Heath Ledger, rouba a cena com seu brilhantismo, minimizando a atuação de Bale e fazendo digna a homenagem póstuma que recebeu quando conquistou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (ou diria Melhor Ator “principal”?!), no Oscar de 2009. Que Deus o tenha!


No longa ao qual estou elucidando, encontrei inúmeras referências interessantes. Quando vi Bela, digo, Branca de Neve em sua primeira cena, ela parecia ter encontrado os dementadores do filme Harry Potter, além de, posteriormente, numa cena protagonizada na floresta negra, lembrei-me do gás alucinógeno do espantalho, o arquirrival de Batman em “Batman Begins (2005)”- olha o Batman de novo -, entre tantos.


Chris Hemsworth fez um papel do que se espera dele, apresentando características já vistas em “Thor” como teimosia, vitalidade, agressividade e um coração nobre. Em alguns momentos, ao ver Chris contracenando com Kristen quando lhe ensinava a arte da guerra, me recordei do assassino Léon em “O Profissional (1994)”, interpretado por Jean Reno, quando treinava Mathilda, vivida por Natalie Portman, uma adolescente que se envolveu com o matador e pediu que a ensinasse o manuseio de armas para que ela pudesse se vingar da morte de seus familiares.


Comparações à parte, o filme é repleto de excelentes efeitos visuais fazendo do diretor de arte Dominic Watkins caprichar e muito nos detalhes, além de um figurino de época de fazer inveja. Não é à toa a convocação da premiada figurinista Colleen Atwood, uma inovadora na arte da costura que trabalhou em “Alice” e, desta vez, foi buscar em Instambul sua inspiração, criando roupas que se misturaram de forma imperceptível a aquele universo, dizendo muito sobre ele e suas figuras.

A trilha de James Newton Howard pontua com maestria cada momento da fita, fazendo-a digna de um épico grandioso. A fotografia não deixa por menos, com um grande trabalho de Greig Fraser que, em conjunto com os demais produtores, nos fazem crer que o que vemos é de fato real. Tenho de creditar também a boa adaptação do roteiro por parte dos roteiristas Evan Daugherty, John Lee Hancock e Hossein Amini, que transformaram uma história infantil em uma história para adultos, mantendo sua essência.


O elenco conta com Sam Spruell como Finn, o irmão de Ravenna e os sete anões: Ian McShane, na pele de Beith, líder dos anões, Nion, vivido por Nick Frost, o braço-direito de Beith, Muir, vivido por Bob Hoskins um sábio vidente e líder cego, Quert, interpretado por Johnny Harris, o guia do pai vidente, Gort, interpretado por Ray Winstone, Coll, vivido por Toby Jones, Duir interpretado por Eddie Marsan, Gus, vivido por Brian Gleeson, que se apaixona por Branca de Neve quando a conhece e a protege em um momento de perigo extremo, além de Raffey Cassidy a linda criança que vive a Branca de Neve quando criança.

É interessante o fato de o diretor Rupert Sanders ser estreante em longas, ele que é nato na arte de se fazer comerciais inovadores como do game “Halo 3”. Segundo os produtores, Sanders tinha a visão e habilidade necessária para que a produção fosse bem sucedida. E creio eu que foi.

“Branca de Neve e o Caçador” estreia nesta sexta, 01/06, somente nos cinemas e é uma boa pedida a conferir. Recomendo!

Dou Nota 8,0


Publicação Agência Zapp News


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Nos cinemas a partir de 24 de setembro

Por Graça Paes

O ÚLTIMO EXORCISMO

Numa fazenda no estado de Louisiana, nos Estados Unidos, Louis Sweetzer acredita que sua filha Nell esteja possuída por um demônio. Então, ele chama o reverendo Cotton Marcus, com dezenas de exorcismos realizados, para salvar a jovem. O religioso decide filmar todo o procedimento para montar posteriormente um documentário, já que ele decide que este será seu último exorcismo, mas o que encontra no local é diferente de tudo que já havia visto antes. Se você curte filmes de terror, se prepare para cenas marcantes.
Direção: Daniel Stamm
Duração: 87 minutos



GENTE GRANDE

Cinco amigos de infância (Adam Sandler, Chris Rock, Kevin James, David Spade e Rob Schneider) decidem se reunir para curtirem um fim de semana juntos, (com as respectivas famílias), mas o encontro marcado no feriado de 4 de Julho (data marcante nos EUA) em uma casa no lago promete muito mais diversão do que apenas lembranças. Se prepare para boas risadas.
Direção: Dennis Dugan
Duração: 102 minutos




WALL STREET: O DINHEIRO NUNCA DORME

Jacob "Jake" Moore (Shia LaBeouf) é um novato corretor da Bolsa de Valores norte-americana, que está namorando Winnie (Carey Mulligan), a filha do lendário Gordon Gekko (Michael Douglas). Ele se empenha nos negócios e como todo corretor, quer sempre mais. Na busca pela excelência ele perde o mentor e grande amigo. Inconformado com o ato suicida do companheiro, Jake acredita que seu chefe, Bretton James (Josh Brolin), teve alguma ligação com a morte de seu amigo. Gekko decide, então, ajudar o jovem Jake em seus planos de vingança, mas nada será fácil já que a namorada do rapaz não tem uma boa relação com o pai devido à prisão e ao abandono da família. Se prepare para mais uma excelente intrepretação de Michael Douglas e para grandes emoções.
Diretor: Oliver Stone
Duração: 127 min.





sexta-feira, 9 de abril de 2010

Uma comédia fora de série




Um típico casal norte-americano, com uma vidinha pacata e uma crise de marasmo no casamento, resolve sair da rotina. Tudo bem natural, se não fosse o fato da dupla deixar seus costumes suburbanos para trás, por uma noitada no centro de Nova York. Este é pontapé inicial do longa “Uma noite fora de série” que estréia, nesta sexta, 9 de abril, nos cinemas.




O filme conta com a bela atuação de Steve Carell (Phil) e Tina Fey (Clara), dois grandes nomes do humor na atualidade, como o casal de protagonistas e de outros nomes conhecidos do grande público, como Mark Wahlberg que interpreta um musculoso agente secreto, para deleite do público feminino. Além de humor no início ao fim, a comédia apresenta belas cenas de perseguição.





quinta-feira, 25 de março de 2010

Os homens que encaravam cabras


Clooney e McGregor em um das cenas do filme/ Divulgação
Um repórter é capaz de tudo para escrever uma boa história? Esse é o enredo do filme “Os homens que encaravam cabras”, do diretor Grant Heslov com George Clooney, Ewan Mc Gregor, Kevin Spacey e Jeff Bridges, (que ganhou o Oscar de Melhor Ator por sua atuação em Coração Louco), que estréia nesta sexta, 26, nos cinemas.

O filme retrata a viagem do jornalista Bob Wilton (Ewan McGregor) que encontra o paranormal Lyn Cassady (George Clooney), uma figura misteriosa que afirma fazer parte de uma unidade experimental do exército norte-americano. Segundo Cassady, o Exército da Nova Era está mudando a maneira como se lutam as guerras. Nesta ala, “Monges Guerreiros” com poderes paranormais conseguem ler a mente do inimigo, atravessar paredes e até mesmo matar uma cabra com um simples olhar. Como o criador do programa, Bill Django (Jeff Bridges) desaparece, a missão de Cassady é encontrá-lo e o repórter Bob decide acompanhá-lo nesta aventura, onde tudo pode acontecer.


quinta-feira, 11 de março de 2010

Jornalistas conferem sessão de Ilha do medo na Paramount do Rio

Cena do filme / Paramount Pictures

No início da noite desta terça-feira (9), ocorreu uma sessão especial do filme “Ilha do Medo” para a imprensa. Cerca de 50 jornalistas lotaram a cabine da Paramount Pictures Brasil, na região central do Rio. A película dirigida por Martin Scorsese, e que traz Leonardo DiCaprio como protagonista, entra em cartaz nesta sexta-feira, dia 12, em todo o Brasil.

O filme retrata o ano de 1954, no auge da Guerra Fria, onde o detetive americano Teddy Daniels, vivido por Leonardo DiCaprio, investiga o desaparecimento de uma paciente no Shutter Island Ashecliffe Hospital, em Boston. No local ele descobre que os médicos realizam experiências radicais com os pacientes, envolvendo métodos ilegais e anti-éticos. Teddy, então começa a buscar mais informações, porém enfrenta a resistência dos médicos em lhe fornecer os arquivos que possam permitir que o caso seja aberto. Então, o detetive começa a perceber que, quanto mais se aprofunda na investigação mais é forçado a encarar alguns de seus piores temores, o medo.

O procedimento de exibições antecipadas de filmes, em cabines, quer para jornalistas, quer para convidados, tem por objetivo reduzir os riscos de cópia não autorizada da obra.