quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Crítica do filme: “A Voz do Silêncio”

Por Graça Paes, RJ



O drama “A Voz do Silêncio” com direção de André Ristum, roteiro de André Ristum e Marco Dutra e produção de André Ristum e Pablo Torrecillas estreia dia 22 de novembro nos cinemas. 



O filme nacional tem como pano de fundo o dia-a-dia de sete pessoas. São sete personagens comuns, com problemas distintos, que buscam o que acreditam que lhes traga satisfação pessoal. Mas, mesmo com vivências distintas e distantes, eles se aproximam, de alguma forma, pela maneira como orientam suas existências com base em preocupações mundanas. 



Quem rouba a cena no longa é a atriz Marieta Severo. Ela dá vida a dona de casa Maria Cláudia. Na telona, nos deparamos com a atriz sem maquiagem e aparentando as marcas da idade. Imersa e entregue a personagem. Maria Claudia é uma mulher sofrida e que vive de forma isolada. Ela briga muito com a filha e idealiza uma vida de glórias para o filho que saiu de casa. 



Com um bom roteiro, atuações brilhantes e boa direção, o filme é do tipo que requer atenção na sala de cinema para identificar os pontos altos da história de cada personagem. 



Ele te fará refletir sobre muitos temas, entre eles, desejos, segredos, família, amizade, depressão, isolamento, entre outros. 



Corra para o cinema. 


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.

Crítica: ‘Infiltrado na Klan’ (BlacKkKlansman)

Por Graça Paes, RJ

O filme aborda temas polêmicos de uma forma bem peculiar



Dia 22 de novembro chega aos cinemas, o longa ‘Infiltrado na Klan’, BlacKkKlansman, o mais novo trabalho do polêmico diretor Spike Lee.  



Baseado em fatos reais, o filme nos remete ao ano de 1978, quando Ron Stallworth, um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo por meio de telefonemas e cartas e quando precisava estar fisicamente presente enviava um policial branco no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.



Apesar de envolver um tema forte, este é um filme de comédia dramática policial, com roteiro adaptado, co-escrito e dirigido por Spike Lee, baseado no livro autobiográfico Black Klansman, de Ron Stallworth. 



O longa te fará refletir muito sobre vários temas, entre eles, o  RACISMO.  Mas, fica claro que este não foi um trabalho idealizado para chocar, mas sim para reflexão. A obra tem uma excelente pegada de humor, condizente e bem dosado, e também uma dose de romance. 


Na tela também podemos contemplar o belo trabalho orquestrado por Spike Lee, a sensacional fotografia de Chayse Irvin e a magnífica trilha sonora criada por Terence Blanchard, com belíssimas melodias sinfônicas inspiradas nos anos setenta. 


O longa nos mostra a trajetória de Ron Stallworth, personagem interpretado pelo ator John David Washington, que rouba a cena, não somente pelo fato dele ser o protagonista, mas pela atuação magnífica. O ponto de partida para esta história é um anúncio de recrutamento da KKK em um jornal local, que o policial negro lê, e decide fazer contato, mas claro, se passando por um homem branco. Para ganhar confiança dos membros da seita, ele em seu discurso ataca negros e judeus, e assim, consegue conquistar quem o atende. Só que para dar o pontapé inicial as suas investigações, ele, quando convidado a conhecer a organização e seus responsáveis, pede a ajuda de policial branco, que então se faz passar por ele, e a partir daí, ele continua o contato com a seita por telefone, e as investidas físicas são feitas pelo policial branco com sua supervisão.


Sem dar spoiler, mas pontuando que é necessário prestar muita atenção em cada cena, os momentos finais fazem um parâmetro com questões atuais, entre elas, um fato que ocorreu em 2017, na cidade de Charlottesville, no Estado americano da Virgínia, no dia da realização de uma marcha convocada pela extrema-direita, quando várias pessoas ficaram feridas e uma morreu depois que um carro atropelou uma multidão que era contra o protesto. Na época, o governo da Virgínia declarou Estado de emergência para permitir a mobilização das forças de segurança. O acontecimento nos mostra que a luta contra o racismo é de todos e continua, por anos e anos, já que a Ku Klux Klan, um grupo formado em torno da ideologia da supremacia branca, fundado em 1866, sobrevive até os dias de hoje. E, o que mudou de lá para cá? Como ficou os EUA, após a administração de Obama, um político negro, e como está agora com Trump, um político branco? Será que algo mudou na ideologia da Ku Klux Klan, nos últimos 40 anos?

A Agência Zapp News assistiu e deu nota 9. Agora cabe a você ir ao cinema e fazer sua própria reflexão.  

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Crítica: “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”

Por Graça Paes, RJ


Novamente com a direção de David Yates e roteiro de J.K. Rowling. Trilha sonora de James Newton Howard e figurino de Colleen Atwood, o segundo filme da franquia Animais Fantásticos estreia dia 15 de novembro nos cinemas.


Em 2016,  J. K. Rowling marcou sua estreia como roteirista no longa 'Animais Fantásticos e Onde Habitam'. O filme, que antecede a história de Harry Potter, leva para a telona um excêntrico magizoologista que carrega uma maleta cheia de animais mágicos coletados durante suas viagens pelo mundo. Só que as criaturas acabam saindo de sua mala em Nova York, e ele terá que usar todas as suas habilidades para capturá-las ou receberá punições da escola de magia. Neste período,  Alvo Dumbledore está de volta a Hogwarts, agora como professor de Transfiguração, enquanto Grindelwald já é uma ameaça mundial. Ele é um  fugitivo, com inúmeros seguidores fanáticos que acreditam que os bruxos devem governar os trouxas, ao invés de se esconder deles, e massacram quem se opõem a eles. Neste longa Grindelwald termina indo para a prisão.


Em 2018, o segundo filme da franquia “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” começa com o vilão na prisão, mas nos preparativos para uma transferência dos EUA para a Europa. Só que ele é um bruxo implacável e nada será fácil para seus oponentes. Com sua fuga, o excêntrico magizoologista, Newt Scamander, que carrega uma maleta cheia de animais mágicos coletados durante suas viagens pelo mundo, é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore, para encontrar o terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald, que escapou da custódia da Macusa, o Congresso Mágico dos EUA. Grindewald reúne seguidores e divide o mundo entre seres de magos sangue puro e seres não-mágicos. Dumbledore, questionado por Newt Scamander, sobre a possibilidade dele mesmo enfrentar o bruxo, ele diz ao rapaz que não pode pelo fato de eles já terem sido como irmãos. Só que o rapaz, que no primeiro longa, quase destruiu Nova York está proibido de viajar ao exterior. E segue sua vidinha cuidando de suas criaturas, entre elas os seus parceiros Pickett e Pelúcio. Só que um acontecimento o fará mudar de ideia, e ele sai a caça do bruxo. 

 

Tecnicamente o longa é surpreendente e impactante e supera o primeiro da franquia. Figurinos, direção de arte, efeitos especiais e elenco, todos espetaculares.


O elenco de 'Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald' conta com Eddie Redmayne, Johnny Depp, Katherine Waterston, Jude Law, Ezra Miller, Alison Sudol, Dan Fogler, Zoë Kravitz, Callum Turner, Claudia Kim e Carmen Ejogo.


A trama mescla ação, drama, romance, suspense e comédia de uma forma bem dosada.


É um longa que te prende do início ao fim e alguns de seus pontos altos são a passagem pela Escola de Magia de Hogwarts, que relembra a época em que Newt e Leta Lestrange eram alunos. Newt se mostra apaixonado por ela, mas a moça é noiva do seu irmão Theseus Scamander. O outro ponto alto é sobre o mistério que envolve Grindelwald e Alvo Dumbledore que os impossibilita de se enfrentarem.


Fique ligado, pois a cena final te fará entender todo o filme. 


A Franquia de Animais Fantásticos tem uma sequência de cinco filmes e todos terão a direção de David Yates. O terceiro longa será ambientado na América Latina, mas especificamente no Brasil, na região sudeste, na cidade do Rio de Janeiro dos anos 30. 

A Agência Zapp News assistiu e nossa nota é 10, com louvor.



terça-feira, 13 de novembro de 2018

'Ilha de Ferro': série original do Globoplay estreia dia 14 de novembro

Por Graça Paes, RJ

Surpreendente! Impactante! Espetacular!

Fotos lançamento/ Graça Paes/Zapp News


Na terça-feira, dia 13 de novembro, a direção do Globoplay apresentou a imprensa e convidados a nova série do streaming “Ilha de Ferro”. O evento contou com a presença da autora, da direção e de boa parte do elenco nas dependências do Teatro Riachuelo, no Centro do Rio.





Diversos atores do elenco estavam presentes, entre eles, Cauã Reymond, Klebber Toledo, Maria Casadevall, Sophie Charlotte, Osmar Prado e outros. 




Após a exibição do primeiro episódio foi realizada uma entrevista coletiva e o diretor Afonso Poyart revelou que o projeto o fisgou desde a primeira leitura.  "Sempre que recebo um processo dramatúrgico, o que me intriga é o lado das pessoas. Nesse caso, foi o drama das pessoas que vivem no mar e na terra, que me encantou. Amei o título! Quando eu percebi, eu já tinha lido a temporada inteira. O roteiro é muito bem escrito”, enfatizou ele que também afirmou já estar em planejamento a segunda e terceira temporada. 




Poyart também enfatizou a importância do empenho e da união da equipe. “Vou repetir algo que já falei: 'Todo processo de filmagem é colaborativo e algumas coisas tendem a dar errado, mas é normal! A gente aprende a lidar com isso. Mas, em “A Ilha de Ferro” não teve isso! Achamos uma vibração, fomos moldando e, por incrível que pareça, deu tudo certo'. Foi um processo intenso, visceral!", pontuou Poyart.





Mauro Wilson, o redator final da série, falou um pouco sobre a criação. “A série foi criada em 2008. Ela conta o lado dos petroleiros, das pessoas que se dedicam e ficam longe de suas famílias, onde tudo é perigoso. É um olhar sobre os heróis brasileiros. E segue na mesma sintonia de Carcereiros e dos médicos do Sob Pressão. Sobre profissões que deveria ser mais valorizadas”, relatou. 




A autora Adriana Lunardi contou aos presentes que escreveu a série até o oitavo episódio com o falecido marido Max Mallmann. “Esse projeto foi escrito por Max Mallmann e por mim. Ele faleceu no oitavo episódio, mas espero que vocês se lembrem dele. Para chegarmos a trama nós tivemos muitas referências literárias.  Logo nos primeiros episódios, temos uma citação do filósofo Friedrich Nietzsche e por aí vai, mas o grande desafio foi encontrar a dosagem entre a ação e as relações humanas.", disse ela aos presentes. 




Os atores falaram que já se apaixonaram pelo projeto na primeira leitura. 


Cauã agradeceu a Rede Globo por permitir que ele tenha se dedicado as séries, que para ele é um trabalho bem prazeroso. Também falaram sobre o trabalho em conjunto, as leituras realizadas, os desafios e sobre a grandiosidade da obra, que mescla drama, romance, ação e humor. 



Kleber Toledo agradeceu a parceria com Cauã nas cenas e os ensinamentos de Guel Arraes. 



Sophie Charlotte e Maria Casadeval falaram sobre empoderamento, sobre a bela história de suas personagens e da riqueza de detalhes que as fizeram aceitar estar na série. 




A série “Ilha de Ferro” é ambientada em uma plataforma de exploração de petróleo e conta a história de uma equipe que se divide entre os dilemas da vida familiar em terra firme e o clima de ebulição em alto-mar.



Para promover “Ilha de Ferro” a Rede Globo irá exibir um episódio especial da série na segunda-feira, dia 19 de novembro, na Tela Quente, assim como fez com as séries "The Good Doctor" e "Assédio”. 


Ilha de Ferro é uma obra escrita por Adriana Lunardi em parceria com o falecido marido, Max Mallmann, e redação final de Mauro Wilson. A direção é de Afonso Poyart. A primeira temporada da série tem 12 episódios e a partir do dia 14 de novembro estará disponível no Globoplay!



segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Stan Lee, criador de heróis da Marvel, morre aos 95 anos


(Foto de Reuters/Mario Anzuoni)


A notícia do falecimento foi confirmada pela filha do roteirista e editor da Marvel Comics, Stan Lee. De acordo com as informações, ele faleceu em Los Angeles, nos EUA.


Stanley Martin Lieber nasceu em 1922, em Nova York, nos Estados Unidos. Começou a trabalhar em HQs com o pseudônimo de Stan Lee em 1939, contratado por John Goodman, fundador da Timely Publications e primo de sua mulher, Joan.


Ele foi um dos nomes mais importante dos quadrinhos americanos ao criar super-heróis como Homem-Aranha, Thor, Hulk, X-Men, Pantera Negra, Homem de Ferro, Doutor Estranho e Demolidor.


Ele foi um dos responsáveis por transformar a empresa na maior editora de quadrinhos do mundo a partir de 1961.


Após a mudança do nome da editora, primeiro para Atlas Comics, e depois para Marvel Comics, Lee revolucionou o mercado de quadrinhos ao modernizar o gênero de heróis com criações para um público mais velho, como o lançamento de “Quarteto Fantástico”.


Com dramas familiares e heroísmos que utilizavam elementos de ficção científica, as histórias ajudaram na fama de personagens mais complexos e realistas da Marvel em relação à sua principal concorrente, a DC.


O mesmo aconteceu com o Homem-Aranha em 1962, um jovem adolescente que dividia suas aventuras com problemas no colégio e contas a pagar, e que se tornou um dos heróis mais populares dos quadrinhos.


Em parceria com artistas como Jack Kirby e Steve Ditko, Lee ainda criou outros personagens icônicos, como Hulk, Thor, Homem de Ferro e Demolidor.


Em 1963, com a cabeça no movimento por direitos civis de negros no Estados Unidos, lançou os X-Men, uma equipe de mutantes que eram marginalizados e hostilizados pelos humanos.


domingo, 11 de novembro de 2018

Festival do Rio 2018: Vencedores

Por Graça Paes, RJ 


 PREMIÈRE BRASIL,  PRÊMIO FÉLIX e Mostra GERAÇÃO


Première Brasil 
JÚRI  presidido por Lúcia Murat (diretora e roteirista) e composto por Joel Zito Araújo (diretor), Hebe Tabachnik (curadora e programadora de festivais), Koby Gal-Raday (produtor), Thomas Ordonneau(produtor):


MELHOR LONGA-METRAGEM DE FICÇÃO e Prêmio Petrobras no valor de R$ 200 mil - Tinta Bruta, de  Marcio Reolon e Filipe Matzembacher
MELHOR LONGA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO -  Prêmio de Mídia Canal Curta no valor de R$ 100 mil: Torre das Donzelas, de Susanna Lira
MELHOR CURTA-METRAGEM - O Órfão, de Carolina Markowicz 
Menção Honrosa curta-metragem - Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro

MELHOR DIREÇÃO DE FICÇÃO - João Salaviza e Renée Nader Messora, por Chuva é Cantoria na Terra dos Mortos
MELHOR DIREÇÃO DE DOC – Susanna Lira, por Torre das Donzelas 
Menção Honrosa Direção de Documentário – Daniel Gonçalves, por Meu Nome é Daniel 
MELHOR ATRIZ – Itala Nandi, por Domingo
MELHOR ATOR – Shico Menegat, por Tinta Bruta, e Valmir do Côco, por Azougue Nazaré
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – Eliane Giardini, por Deslembro
MELHOR ATOR COADJUVANTE – Bruno Fernandes, por Tinta Bruta
MELHOR FOTOGRAFIA – Renée Nader Messora, por Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos
MELHOR MONTAGEM -  André Sampaio, por Azougue Nazaré
MELHOR ROTEIRO -  Filipe Matzembacher, Marcio Reolon por Tinta Bruta
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI – Azougue Nazaré, de Tiago Melo
 

NOVOS RUMOS - Júri composto por Tatiana Leite, produtora, Babu Santana, ator e João Luiz Vieira, professor doutor.
MELHOR FILME e Prêmio Petrobras no valor de R$ 100 mil -  Ilha, de Ary Rosa e Glenda Nicácio


MELHOR CURTA -  Lembra, de Leonardo Martinelli


PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI -  Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes

Menção Honrosa – Mormaço, de Marina Meliande

Menção Honrosa – Eduarda Fernandes pela atuação (Luna, de Cris Azzi)

Menção Honrosa – Alexandre Amador pela atuação (Vigia, de João Victor Borges)

Menção Honrosa – Verónica Valenttino pela atuação (Jéssika, de Galba Gogóia)



VOTO POPULAR:
MELHOR LONGA FICÇÃO: Deslembro, de Flavia Castro
MELHOR LONGA DOCUMENTÁRIO:  Torre das Donzelas, de Susanna Lira
MELHOR CURTA:  Você não me conhece, de Rodrigo Séllos


PRÊMIO DA CRÍTICA  FIPRESCI - Júri composto por  Eduardo Valente , Luciana Costa Almeida, Olivier Pelissone Tatiana Trindade
Deslembro, de Flavia Castro


PRÊMIO FELIX Juri composto por Adriana L. Dutra, documentarista, Claudia Saldanha, mestre em artes visuais e diretora do Paço Imperial, Felipe Sholl, diretor e roteirista e Vicente de Mello, fotógrafo e curador


Melhor Longa Ficção:  Sócrates, de Alex Moratto
Melhor Longa Doc:  Obscuro Barroco, de Evangelia Kranioti
Prêmio Especial do Júri: Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diogenes 


Prêmio Mostra Geração

Shade – Entre bruxas e heróis, de Rasko Miljkovic





quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Crítica: "O Grinch"


Por Graça Paes, RJ 



A animação com direção de Yarrow Cheney e Scott Mosier com trilha sonora de Danny Elfman estreia no Brasil dia 8 de novembro. 



Com uma temática diferente sobre o Natal,  na animação Grinch odeia o Natal e quer tornar todos os Whos da cidade de Whoville tão infelizes quanto ele. Ele tenta todos os ardilosos truques que consegue imaginar para roubar qualquer vestígio da data festiva, mas será que ele consegue?




Na animação, O Grinch é um ser rabugento, mas bem fofinho, que tem dificuldade em se socializar. Ele vive em uma caverna, no alto de um monte, apenas com a companhia de seu cão Max. E fica muito triste e chateado quando se aproxima o Natal e os vizinhos abaixo tiram sua paz com os preparativos  das comemorações de uma festa que ele detesta, já que ele teve problemas com o Natal na infância. Então, já que ele não tem família, amigos e nem as guloseimas características da data. Já que ele não tem Natal, não quer que ninguém tenha.



Em 2000, há 18 anos, tivemos o live-action com Jim Carrey, que também mostrava que essa história de Natal feliz para todos nem sempre segue o mesmo roteiro. Mas, o Grinch desta época era brutal, até assustava, e foi feito para o publico infanto-juvenil. Já a animação é ideal para os pequenos. Claro, ela também pode atingir um publico com mais idade, mas certamente é de fácil entendimento e a criançada irá adorar. 



Também baseado no conto “Como o Grinch Roubou o Natal", de 1957, a animação tem muitos temas que levaram até os pequenos a refletirem. De forma lúdica, a animação levará as crianças a pensar sobre o verdadeiro espírito do Natal, egoísmo, perdão, amizade, amor ao próximo, entre outros. 



Tecnicamente, a animação é muito bem produzida. O Grinch no Brasil tem a dublagem do ator Lázaro Ramos. E, na telona temos a magnífica a mistura de cores e de criaturinhas fofinhas. Outro detalhe a destacar é o roteiro que é muito bem escrito e de fácil entendimento. 



Ideal para você levar seus pequenos. É bem lúdico e educativo. 


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 10.