quinta-feira, 12 de abril de 2018

Crítica do filme: Baseado em fatos reais

Por Graça Paes, RJ (Agência Zapp News)

    

O filme Baseado em Fatos Reais estreia dia 12 de abril nos cinemas. O longa é adaptado do livro homônimo de Delphine De Vigan e tem o roteiro assinado por Polanski e Olivier Assayas (Acima das Nuvens). É um suspense que leva o espectador a caminhar por uma linha tênue entre a loucura e a sanidade. É um longa tecnicamente perfeito. Direção, fotografia, roteiro, elenco, arte, tudo brilhantemente impecável.

     

Baseado em fatos reais conta a história da renomada escritora Delphine (Emmanuelle Seigner), que tem diversos best-sellers. Porém, o seu último livro, que revela as memórias de sua mãe, seu mais recente sucesso, causa a autora um conflito pessoal. Ela passa a ser ameaçada por cartas anônimas e acusada de enriquecer, por revelar segredos de sua mãe e de sua família. E, isso passa a atormentá-la.      

No meio desse caos pessoal, ela conhece numa sessão de autógrafos, uma de suas admiradoras, a encantadora e sedutora Elle (Eva Green). Como um anjo da guarda, Elle se aproxima dela, e conquista sua amizade, no momento exato em que a escritora precisa de acolhimento.  Delphine, além de vencer o conflito pessoa, precisa buscar inspiração para escrever um novo romance. Mas, a aparente amizade despretensiosa, aos poucos, começa a dar lugar a uma relação abusiva e obsessiva. Elle, que é ghost writer, e que no início é o suporte de  Delphine. Mas, até onde ela irá depois de se mudar para o apartamento da escritora? Ela veio preencher um vazio ou criar um novo? Dar um novo impulso ou roubar sua vida? Já que Elle passa a se apropriar da vida e da intimidade da autora, até mesmo das questões profissionais. A partir daí o filme aborda conflitos entre amigos, retrata a obsessão que um fã pode vir a ter por seu ídolo, a ponto de querer assumir a vida dele, entre outros fatores. Fatores, aliás,  que para quem escreve podem ser uma excelente fonte de inspiração. Mas, um filme de Polanski não para por aí, e nesta fase da história, o longa passa a caminhar por uma linha tênue entre a loucura e a sanidade que você precisará decifrar.  

    

O que podemos esperar de uma relação abusiva entre a escritora Delphine (Emmanuelle Seigner) e a sedutora Elle (Eva Green), você só vai saber indo ao cinema. Mas, a Agência Zapp News que já conferiu e deu nota 10, te alerta, a história é subjetiva, então se prepare para unir as peças e montar o quebra-cabeças.  

 

Crítica do filme: Aos teus olhos

Por Graça Paes, RJ (Agência Zapp News) 

     

Aos Teus Olhos, é o mais novo longa da diretora Carolina Jabor que soma com esse quatro longas no currículo, entre eles “Boa Sorte”. O filme é baseado no livro “O Princípio de Arquimedes” do escritor espanhol Josep Maria Miró, e conta a história de Rubens (Daniel de Oliveira) um professor de natação infantil de um clube que é acusado por um de seus alunos, Alex (Luiz Felipe Mello), que tem cinco anos, de lhe ter dado um beijo no vestiário. A acusação, feita apenas a mãe, Stella Rabelo, sai do cenário familiar e da direção do clube e ganha uma enorme repercussão através das redes sócias. 

     

O longa, logo no início, mostra Rubens (Daniel de Oliveira), como um cara bem dócil, carismático, querido pelos alunos e por outro lado também nos mostra que Alex (Luiz Felipe Mello), é um menino calado, com o olhar perdido e bem introvertido. Fatos que são primordiais para entendermos o que é e como é abordado alguns fatos durante o filme. 

     

 A direção está excelente e a fotografia magnífica, com destaques para a excelente iluminação, para as imagens da piscina, focando na água e seu vai e vem, a câmera subaquática pegando takes dos alunos por baixo d’água, e as imagens do Rubens nadando, divinas. O roteiro tem subjetividade, o que leva o publico a pensar. Os atores estão impecáveis em cena. É Um filme bom e tecnicamente perfeito.

     

No longa, assuntos importantes são retratados, além do linchamento virtual, as questões de relacionamento/família nos levam a reflexão. A família do menino Alex é formada por uma mãe ressentida, que não aceita o divórcio, e que vive cobrando do marido uma maior participação na criação do filho. Por outro lado, esse pai, também se cobra por ter pouco contato com o filho. O menino vive no meio dessa disputa, criado numa sociedade machista e sem entender bem o que é carinho e o que é carícia, pois a disputa entre os pais deixa ele sempre de lado. Não vemos demonstrações de carinho dos pais para com o filho. Também nos remete a associação entre pedofilia e homossexualismo. E, sobre os compartilhamentos sem controle de diversos assuntos via redes sociais.

     O filme conta a história de Rubens, um professor de natação que dá aulas para crianças em um clube. E, que após uma competição de natação, ele passa a enfrentar problemas quando um de seus alunos diz à mãe que o professor lhe deu um beijo no vestiário.   Por sofrer tanta pressão dessa família desestrurada, o pequeno Alex, após perder a competição de natação, e de levar uma bronca de seu pai, ao chegar em casa conta a mãe que o professor o levou ao vestiário e que o beijou, e que por esse motivo, ele não quer mais voltar ao clube. A partir daí, a história se desencadea e começa o martírio de Rubens que é acusado de assédio.

      

 Se ele é culpado ou inocente você só saberá indo aos cinemas. A Agência Zapp News conferiu e deu nota 9.5. 

      

Crítica do filme: RAMPAGE: DESTRUIÇÃO TOTAL

Por Graça Paes, RJ (Agência Zapp News)

   

O filme Rampage: Destruição Total é baseado no jogo eletrônico criado em 1986 para o arcade, produzido pela Bally Midway. Neste jogo, os jogadores assumem o controle de monstros gigantes que tentam sobreviver dos ataques de forças militares. Cada nível é concluído quando uma determinada cidade é completamente reduzida a escombros. O jogo foi convertido em várias plataformas, como: Arcade, Sega Master System, NES, Atari Lynx, Amstrad CPC, ZX Spectrum, Commodore 64, Amiga, Atari ST, Atari 2600, Atari 7800, IBM PC, Nintendo 64, Gamecube, Xbox e PS2. 

     

 Agora chega aos cinemas, em 12 de abril, com a direção de Brad Peyton, o filme que ganhou o título no Brasil de Rampage: Destruição Total e no original apenas Rampage. Na versão cinematográfica, dirigida por Brad Peyton e protagonizada por Dwayne Johnson, que já trabalharam juntos em Terremoto - A Falha de San Andreas e Viagem 2: A Ilha Misteriosa), mais uma vez a dupla funciona bem.

     

Brad dirige na medida certa, o elenco está ótimo, com alguns personagens caricatos tendendo a comédia pastelão, mas todos bem cena. Claro que quem rouba a cena é o veterano Dwayne Johnson. A trilha sonora é razoável, nada que surpreenda. E, o roteiro deixa umas pontas soltas ou algo foi retirado na montagem que faz com que algumas coisas não fiquem muito claras para o entendimento da história.

     

A fotografia é bela, a iluminação e as cores muito bem utilizadas. Os efeitos especiais quanto aos animais gigantes estão perfeitos, porém, em algumas cenas, principalmente de embates aéreos os efeitos especiais já deixam algumas falhas.

    

O filme conta história do primatólogo Davis Okoye, personagem de Dwayne Johnson, que devido a problemas diversos com a raça humana passa a preferir a companhia dos animais. E, entre estes animais, ele cria um laço forte com George, um gorila que possui uma inteligência extraordinária. Quase que um filho, pois ele cuida do animal desde o nascimento. Tudo vai muito bem, até que um experimento extraoficial no espaço dá errado e objetos são arremessados a Terra. Três animais tem contatos com estes objetos, sendo um deles o George, amigo fiel de Davis Okoye, que se transforma num monstro furioso. Além de George, que detalhe, é um gorila albino, temos Ralph, o lobo, que além de ficar gigante desenvolve membranas de pele entre as patas que o permitem voar e Lizzie, um crocodilo que fica gigante, estilo aligátor, e desenvolve uma aparência bem diferente e assustadora.  

    

Estas criaturas saem pela cidade. Atacando o que veem pela frente. E, quando o caos se instala,  e também para defender o amigo George desse mal, Davis Okoye, o personagem de Dwayne Johnson conta com ajuda da engenheira genética, personagem de Naomie Harris para encontrar um antídoto que possa salvar seu amigo e evitar uma catástrofe global.  A partir daí se prepare para muitas cenas de ação, um ponto forte do ator Dwayne Johnson.  

   

A Agência Zapp News deu nota 8,7 para o longa, e te diz que vale a pena assistir no cinema. Principalmente em 3D e em salas como Imax, Xplus, XplusLaser e 4DX.    



quinta-feira, 5 de abril de 2018

Crítica do filme: ‘Um Lugar Silencioso’

  Por Graça Paes, RJ (Agência Zapp News)

  

Um Lugar Silencioso foi classificado como um “thriller de horror moderno”, mas na verdade, na minha humilde opinião, é um filme de suspense que te prende a cadeira. O longa tem uma trilha sonora de impacto e muitas cenas que te dão bons sustos, prepare-se. 

     

É um bom filme. O fato dos atores atuarem, quase todo o tempo, em silêncio e os sustos que tomamos ao pequeno rumor de barulho são sensacionais, porém, falta algo para concretizar esta história. Até mesmo o desfecho final deixa a desejar. A Agência Zapp News deu nota 8,7. Mas, te garante que vale a pena assistir. E, de preferência em salas como Imax, Xplus ou 4DX com melhor qualidade de som e imagem.

     

Os atores, Krasinski, Emily Blunt, Millicent Simmonds, Noah Jupe e Cade Woodward estão espetaculares em cena. Krasinski demonstra habilidade em atuar e dirigir ao mesmo tempo. E, vale ressaltar que Millicent Simmonds está brilhante no papel de uma adolescente surda, num longa onde não se pode fazer barulho e sua personagem não pode ouvir os próprios sons emitidos.  

    

Um Lugar Silencioso mostra na telona o dia-a-dia de uma família, composta por pai, mãe e três filhos. Onde o pai é interpretado pelo ator e também diretor do longa Krasinski, a mãe, pela atriz Emily Blunt e os três filhos, pelos atores Millicent Simmonds, Noah Jupe e Cade Woodward. Esta família precisa viver em silêncio, pois criaturas misteriosas, que se guiam pelo som, ao escutarem barulhos saem a caça e atacam.  “Se eles te ouvirem, eles vão te caçar”, é o lema.  

    

Um dos principais desafios deste longa e que também é um mérito do diretor/ator, Krasinski, é passar boa parte da história em silêncio, já que para dar ênfase ao enredo vivenciado pelos personagens, os atores em cena não podem fazer barulhos, então eles se comunicam por sinais e andam na ponta dos pés ou por caminhos de areia. Detalhes que foram bem dirigidos e bem encenado e que passam veracidade ao espectador.

     

É um filme que te coloca pra pensar, imaginar, criar, já que não é dito como as tais criaturas apareceram, de onde surgem, e nem como elas invadiram as cidades.  

    

Tecnicamente analisando, a fotografia é excelente. Assim como a direção de arte, efeitos especiais e maquiagem. A trilha sonora de Marco Beltrami é impactante, conduz bem as cenas, mas a obra peca em continuidade ou deixou brechas na montagem, já que algumas cenas ficam meio soltas e alguns objetos de cena sem sentido.  

     

O que te prende a cadeira é o perigo constante que a família enfrenta e que é intensificado a cada pequena ameaça de barulho. O fato deles estarem sendo o tempo todo vigiados por criaturas sobre as quais eles nada sabem, e que parecem estar em todos os lugares ao mesmo tempo, cria no espectador uma ansiedade que segue por quase toda a duração do longa. Até porque você fica curioso para saber como são as tais criaturas, já que leva um tempo para o diretor desvendar a aparência dela para o espectador.      

   

Ficou curioso, curiosa? O filme estreia na quinta-feira, dia 5 de abril, nos principais cinemas. Vá preparado para os sustos e lembre-se, não faça barulho.  


Crítica do filme: "Com amor, Simon"

Por Graça Paes (Agência Zapp News)

   

Um bom filme. Com boa fotografia, boa direção de Greg Berlanti, um roteiro bem amarradinho, bons atores em cena e montagem e trilha sonora que se completam. Um filme, fofo!!! Traduzindo para uma linguagem popular.    “Com amor, Simon” tem uma pegada leve e dinâmica com cara da Sessão da Tarde, associando aos filmes escolhidos pela Rede Globo de Televisão para serem exibidos na televisão aberta no horário vespertino.   A classificação etária é de 12 anos e é um longa que merece ser assistido em família, que merece ser exibido nas escolas, e atingir uma parcela bem grande da sociedade. Merece a atenção por falar sobre aceitação, amor e amizade, em uma idade jovem, e que certamente farão muitos jovens se identificarem. 

       

O longa é baseado no livro “Simon vs a agenda Homo Sapiens” e retrata o dia-a-dia do jovem Simon Spier (Nick Robinson), que tem apenas 16 anos, e que ainda não contou para a sua família e nem para os amigos que é gay. 

     

Mas, um fato novo entra em sua rotina, e ao se relacionar com um colega anônimo pela internet, ele compartilha confidências e a partir daí tudo muda. 

     

O longa tem os veteranos Josh Duhamel e Jennifer Garner e mais Nick Robinson, Katherine Langford, Talitha Eliana Bateman, Miles Heizer, Tony Hale, Alexandra Shipp, entre outros em cena. 

    

  “Com Amor, Simon” chega aos cinemas dia 5 de abril.    


sábado, 31 de março de 2018

Crítica do filme: “Uma dobra no tempo”

Por Graça Paes, RJ (Agência Zapp News) 
  

Na quinta-feira, dia 22 de março, nos principais cinemas do Brasil, entrou em cartaz o filme “Uma Dobra No Tempo”. O longa é uma adaptação do romance publicado em 1962, por Madaleine L’Engle. A obra reúne no elenco Oprah Winfrey, Reese Witherspoon, Chris Pine, entre outros, num investimento de US$ 100 milhões de dólares, com a mega produção da Disney.    



Ava Duvernay

 “Uma Dobra No Tempo” é uma história que chega a telona fortalecendo a temática da inclusão, começando pela diretora do longa, já que  Ava DuVernay é mulher e é negra. E, umas das mensagens que nos deixa é:  "O ÚNICO JEITO DE VENCER A ESCURIDÃO É SE TRANSFORMAR NA LUZ." 

    

Também temos a protagonista Meg que é uma jovem negra, de classe média, interpretada pela atriz Storm Reid. O longa também tem no elenco Oprah Winfrey, um ícone, o diretor da escola interpretado pelo ator André Holland  e Gugu Mbatha-Raw que faz a mãe da protagonista e que é par romântico do eterno galã,  Chris Pine. Não podemos deixar de citar, o pequeno Deric Mc Cabe, de 9 anos de idade, com traços orientais, que no filme é adotado pela família de Meg.  

    

 A Agência Zapp News achou ótimo adotar a inclusão, em várias de suas vertentes, no longa. E, mais uma vez batemos palmas para a Disney e as demais produções que estão abrindo espaço para as mulheres na direção de suas grandes obras. 

     

O filme conta a história do resgaste de um cientista (Chris Pine) que desaparece ao tentar descobrir uma forma de viajar no tempo.  Após quatro anos, do seu desaparecimento, em seu laboratório e sem explicação, sua filha Meg Murry, interpretada pela atriz, Storm Reid, que tem 14 anos, tem a chance de descobrir o que aconteceu com o pai. Mas, para isso, ela, que é uma menina descrente de si, com baixa estima,  terá à ajuda de três guias espirituais. As senhoras do tempo, interpretadas pelas atrizes Oprah, Mindy Kaling e Reese Whiterspoon.  

    

 Nesta fase da história, a magia da Disney se mistura a vida "real" da personagem, que conta com a ajuda do galã da escola, que a esta altura do filme já está apaixonado por ela, e a do irmão caçula, que foi adotado pouco antes do desaparecimento do pai e que quer encontrá-lo e conhecê-lo de qualquer jeito. Os três seguem por um caminho pela "dobra do tempo" para tentar desvendar esse mistério. O filme mistura "vida real" e magia, fórmula aliás que é um dos sucessos da Disney, e de outras mega produções, e que já deu muito certo e costuma dar no mundo do cinema. Apesar de nos EUA, esta produção, "Uma dobra no tempo" ou "A Wrinkle in Time",  não estar tendo a receptividade esperada nas bilheterias. 

      “Uma dobra no tempo” tem uma bela fotografia e efeitos especiais bem interessantes, que só você assistindo para ter noção das cenas. Tudo, é claro, com o padrão Disney de qualidade. A maquiagem e a caracterização estão perfeitas. São muito boas. Oprah Winfrey está quase irreconhecível em cena. E, a trilha sonora é suave e condizente com a produção.

     

 Não é um filme para os muitos pequenos, ele deve se fazer melhor entendido para os que já possuem seus 11, 12 anos de idade, em diante. Mas, como hoje em dia as crianças são precoces, pode ser que até os menores entendam a história, mas saliento que algumas cenas, nos remetem a um quebra-cabeças para chegar ao seu desfecho. É necessário prestar muita atenção, em tudo. Já que em alguns momentos o enredo fica confuso, o que levou a Agência Zapp News a dar nota 8,5.  É um filme bom, e ponto.  

     

 É muito boa a direção de Ava DuVernay, em todos os sentidos, mas quanto a escalação do elenco, alguns atores são pouco aproveitados no longa, como Chris Pine e Reese Witherspoon.        

O bom disso tudo, que mesmo que por instantes, é sempre bom vê-los na telona. Mas, é complicado saber que atores que podem dar muito ao atuar façam papéis bem menores. Já o pequeno Deric Mc Cabe, que vive o Charles Wallace, irmão da protagonista, tem uma aparição marcante. O pequeno aos 9 anos tem muitas falas no longa, e surpreende, lembrando sempre que ele só tem 9 anos. Deram muita responsabilidade para um ator mirim, que praticamente comanda a história, e ele fez bonito. Foi lá e deu seu recado direitinho. Levi Miller, este, é o colírio do filme e levará muitas adolescentes as salas de cinema. Ele é o típico galã, um belo ator teen, bem branquinho, com olhos azuis e rostinho de porcelana, mas que também tem boa atuação. Já a protagonista, interpretada pela atriz atriz Storm Reid, com 14 anos,  dá seu recado, e ponto, nada que surpreenda.  

    

 Quanto a mensagem da obra. O filme toca num ponto que merece destaque sempre, mais e mais. Um acerto enorme a Disney colocar em sua produção como protagonista, uma adolescente de classe média, que mora num condomínio de luxo, estuda em um colégio classe A, mas que ao contrário de outros filmes, ela não é uma patricinha e nem uma princesinha. Esta adolescente de “Uma dobra no tempo” tem a pele negra, os cabelos cacheados, sofre com bullying, tem baixa estima, e vive envolta a vários conflitos.     

 

SINOPSE DO FILME Um cientista, que é pai de Meg Murry e de Charles Wallace, desaparece ao descobrir um novo planeta e usar um conceito chamado de tesseract para viajar até lá. Preocupada com o pai e acreditando que ainda pode encontra-lo. Meg, um colega da escola, Calvin O'Keefe, e o irmão Charles Wallace, são guiados por três misteriosas mulheres conhecidas como Sra. Whatsit, Sra. Who e Mrs. Which. A partir daí, as crianças iniciam uma perigosa jornada e se deparam com diversas situações que abordam o bem e o mal.    


quarta-feira, 28 de março de 2018

Crítica do filme: 'Jogador nº 1'

Por Graça Paes (Agência Zapp News)

      

A Agência Zapp News já conferiu o filme 'Jogador Nº 1' , que é baseado no best-seller, de mesmo nome, de Ernest Cline, e nossa nota é 10, nota 10, para o longa que celebra vários universos.    

   

 'Jogador Nº 1'  consegue reunir a nata da indústria cinematográfica, as músicas mais tops dos últimos tempos, os games mais bombados, os principais livros, os heróis de ação mais incríveis, com a direção de Steven Spielberg.   

     

 A fotografia e a trilha sonora são espetaculares. Os efeitos especiais e de arte são incríveis. O roteiro se encaixa perfeitamente a tudo isso. E, os atores estão maravilhosos em cena. Palmas para Tye Sheridan, como o jovem Wade Watts/Parzival e para Mark Rylance, como Halliday, eles roubam todos os holofotes. 

     

O filme mostra o dia-a-dia do jovem Wade Watts/Parzival (Tye Sheridan) no ano 2045, onde o mundo real e o virtual se complementam. E, nas aventuras virtuais de Wade, ele e seus amigos embarcam na missão de um game de realidade virtual que funciona como uma realidade paralela a que eles vivem, no qual as pessoas assumem avatares virtuais e criam grupos de amizade para conversar, jogar, namorar, estudar, e etc. Nesta realidade virtual,  que é um jogo, o criador deste mundo que é chamado de Oasis, James Halliday, morre, mas  ele deixa um desafio para os jogadores: quem encontrar seus "easter eggs", ou seja, aqueles segredos escondidos em eventos virtuais, levará a sua fortuna e também o controle sobre o Oasis. 

     

 Em polvorosos, os jogadores que aceitam a missão e passam a ser conhecidos como "gunters", começam a enfrentar os desafios e a seguirem as pistas para alcançar as chaves. Mas, não será fácil alcançar a vitória, até porque, como o mundo virtual gera muito dinheiro, a empresa IOI, uma corporação tecnológica que prepara pessoas e vende cargas para este jogo, também planeja se aproveitar desta situação e quer vencer o desafio para herdar toda essa fortuna.  

    

 Nesse contexto, o longa oscila, o tempo todo,  entre o mundo real e o virtual. Temos os atores reais em cena e os avatares destes no mundo virtual, no Oasis. Mas, o mago Spielberg faz isso de forma tão técnica e maravilhosa que ninguém se perde. Dá para acompanhar e se deliciar com o que se vê na telona. O tempo todo estamos diante das fases de um game, com seus desafios, vidas, recompensas, e torcendo pelo sucesso dos personagens. 

     

O longa nos leva a refletir sobre amor, amizade, autoestima, sonhos,  poder, defesa da liberdade, entre outras questões, todos esses temas envoltos em cenas com elementos virtuais de games, filmes e etc, e com músicas que nos remetem a muitas lembranças.  

   

SINOPSE No ano de 2045, Wade Watts, assim como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Só que um dia este jogo lhe reserva uma surpresa. Quando o criador do Oasis, o excêntrico James Halliday morre, ele deixa dicas para que todos os jogadores descubram o segredo de um quebra-cabeças que os levará a três chaves. Estas chaves farão com que o jogador se torne o número 1 e conquiste uma fortuna inestimável. E, é claro que você já está curioso para saber quem encontra as chaves e ganha o Oasis.   

    

Vale a pena ir ao cinema, levar a família e conferir 'Jogador Nº 1'  a partir de 29 de março em todo o Brasil. De preferência em salas com as qualidades Imax, 4 DX, e demais no mesmo estilo, o filme merece ser visto com o melhor do som e da imagem disponível.     


terça-feira, 27 de março de 2018

Crítica da série “O Mecanismo”



A série teve sua estreia dia 23 de março, em 190 países, e é original da Netflix. É um mix de ficção e realidade, com base em um livro sobre a operação Lava Jato. Tem pitadas de acontecimentos da vida real e retrata fatos como a corrupção, lavagem de dinheiro, política, empresas, empresários, Polícia Federal, MP, STJ, entre outros. Dizer que tem fake news se tratando de uma obra ficcional, baseada em fatos reais, não se justifica.  Apesar dos esquerdistas estarem revoltados, a série não tem personagens reais. Todos os personagens são fictícios, por mais que remetam a exemplificação de personagens reais, sendo os reais, pessoas envolvidas nas investigações da operação Lava Jato e demais fatos ligados ao tema. O ideal é assistir sem levar em conta convicções politicas.    


    



 Seguindo a fórmula de Tropa de Elite 1 e 2, a série, que tem a pegada de José Padilha, O mecanismo também possui narração. O recurso é válido e deu muito certo na sequência do filme Tropa 1 e 2, mas na série, não sei se pelo fato do Padilha só ter dirigido o primeiro episódio, e dos demais terem outra direção, a narração sofre deslizes, por causa do som. Em alguns episódios, o som compromete essa narrativa, nada que comprometa o resultado final, porque no todo, a série te prende, tanto que eu assisti os oito episódios em dois dias, mas é claro que este fato atrapalha o entendimento de algumas falas. O que é um pecado, mas que aconteceu.       A série tem muitos pontos positivos também. ‘O Mecanismo’ tem uma excelente fotografia, cenários e figurinos muito bons. A direção de arte também foi bem detalhista quanto a distintivos e outros recursos utilizados, como a parede que é quebrada em uma das cenas, entre outros,  a arte está de parabéns. Porém, não podemos dizer o mesmo da continuidade que compromete algumas cenas, mas que só os erros só irão ser percebidos por quem for muito detalhista.   




    


Um fato que chama a atenção é que deixou a desejar no fator produção é a cena em que um dos personagens sai de um coma, após ter sido atingido por um tiro, que comprometeu sua mandíbula, e ter passado por cirurgia. E este personagem em questão passa meses num CTI, e quando sai do coma ainda está com uma atadura envolvendo todo o seu rosto, a atadura está em volta de sua cabeça, o que não se justifica, após meses de internação, pois uma cirurgia desse porte não leva meses para recuperação, assim como não se justifica uma atadura por cima de uma barba. E, este mesmo personagem volta para casa barbado e com uma atadura no rosto. Detalhes, que para uma série que será exibida em 190 países, poderia ter sido visto e analisado até mesmo na edição.    Outro fato que também merece ser ressaltado é a enorme quantidade de cenas de nu e de sexo. Fato que foi muito usado no cinema nacional dos anos 70, 80, e que ainda hoje é explorado por alguns diretores, mas que na série não se justifica. Compromete um pouco. Parece apelação. Desnecessária a exposição dos corpos das atrizes que são, na série, mulheres íntegras, cujo o sexo apenas complementa suas relações, não é o foco da série. Aliás, este é um recurso que deveria ser bem mais analisado ao ser utilizado no audiovisual  nacional para não cair no quesito apelação e tornar uma bela cena vulgar.  


    

 Política e partidarismo a parte, não há nada que justifique o discurso de cancelamento da assinatura do Netflix ou o julgamento injusto e errôneo das atuações do elenco. O elenco, como um todo, está muito bem em cena. Palmas para o Padilha e sua produção também pela excelente escolha do casting  e por terem dado oportunidade a atores esquecidos pelos produtores de elenco. É maravilhoso poder ver atuando, e tão brilhantemente, aqueles que nos dão a honra de apreciar suas belíssimas dublagens. Selton Mello, como todos os atores do casting masculino, e Carol Abras, como todas do casting feminino estão muito bem em cena. Até mesmo nas cenas de sexo e de nudez que estão bem dirigidas, apesar de achá-las desnecessárias ao contexto.   Não se pode classificar a série como ótima, devido aos erros técnicos, mas é uma série que te prende, que aguça a vontade de querer ver logo todos os episódios e te faz esperar ansiosamente e torcer pela segunda temporada, sim.  


    


Para quem não assistiu, O Mecanismo é uma série original da Netfix criada por José Padilha, que dirigiu filmes como: “Ônibus 174” , “Tropa de Elite 1 e 2”, Robocop, e as séries “narcos e “Elite Squad”. Padilha criou a série, mas dirigiu apenas o primeiro episódio. Os episódios 2 e 3 são dirigidos por Felipe Prado, 4, 5 e 6 por Marcos Prado e os episódios 7 e 8 por Daniel Rezende.   O roteiro é de Elena Soárez e foi inspirado no livro: “Lava Jato – O Juiz Sergio Moro e os Bastidores da Operação que Abalou o Brasil”, escrito pelo jornalista Vladimir Netto. Roteiro, aliás, muito bem escrito.   A produção é baseada em fatos reais que remetem ao início da operação da Lava Jato.  E, tem uma pegada completamente diferente do longa-metragem, “Polícia Federal — A Lei É para Todos”, que também foi baseado em um livro, do mesmo nome, de Carlos Graieb e Ana Maria Santos.   



 A série nos mostra Marco Ruffo (Selton Mello), um delegado aposentado da Polícia Federal obcecado pelo caso que está investiga e que tem o apoio de sua aprendiz, Verena Cardoni (Carol Abras). Esta investigação é capaz de mudar o rumo dos personagens da série e envolve acontecimentos que abalam toda uma nação.   Vale a pena assistir e não deixa a desejar em relação a séries internacionais. Se formos levar ao pé da letra poderemos citar até filmes de hollywood com problemas de som, continuidade, pesquisa, não é mesmo, o que não compromete o trabalho do José Padilha, em O Mecanismo, e nem dos demais diretores que dividem a série com ele.     


A Agência Zapp News dá nota 8. E, torce para que tenha a segunda temporada.