quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Crítica do filme: "Vice"

Por Graça Paes, RJ 



Com direção de Adam McKay e oito indicações ao Oscar, o longa “Vice” é uma das mais aguardadas estreias do dia 31 de janeiro nos cinemas. 



O longa conta a história de Dick Cheney (Christian Bale), o vice-presidente dos EUA mais poderoso da história, e como sua forma de fazer política mudou o mundo. O poderoso e implacável, entre seus feitos, foi um dos mentores da guerra ao terror que alavancou o ódio dos americanos contra os muçulmanos e o responsável pela invasão ao Iraque. 


Tecnicamente o filme é muito bom, o longa merece elogios a atuação de Bale, a maquiagem, caracterização, fotografia, roteiro, montagem, produção, elenco e direção. 


As pesquisas de Adam McKay sobre Dick Cheney foram minuciosas e vemos na tela alguém que um dia foi apontado como “um nada” crescer na política e dominar uma potência como os EUA.  Cheney foi o 46º vice-presidente dos Estados Unidos por oito anos (2001 a 2009) e esteve ligado aos presidentes Nixon e Bush. 



O longa retrata uma história política forte e pesada, mas de forma leve e cômica. Nos mostrando que anos depois, fatos se repetem pelo mundo, e na política dos EUA.  Cheney remodelou os Estados Unidos e o mundo e gerou mudanças que permanecem até os dias atuais.



Christian Bale mereceu o Globo de Ouro, os dois Critics Choice Award como melhor ator em filme de comédia e melhor ator, e certamente merece o Oscar 2019, como melhor ator.



É um filme que requer atenção, para que você encaixe cada fato ilustrado em imagem na telona num quebra cabeças. 


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 10. 





Crítica do filme :“A Sereia - Lago dos Mortos”

Por Graça Paes, RJ 



Com direção e roteiro de Svyatoslav Podgayevskiy, o longa russo baseado na mitologia russa sobre as sereias estreia dia 31 de janeiro nos cinemas. 


De acordo com a lenda russa, as mulheres solteiras que se afogavam em rios e lagos se tornavam sereias demoníacas passando a assombrar as águas, onde elas viriam à superfície à noite para atrair homens a seus reinos submersos. 


A produção “A Sereia - Lago dos Mortos” é focada no sombrio sentimento de vingança das mulheres abandonadas contra os homens. As jovens afogadas que atraem os homens, seduzem, os separam de seus entes queridos para destruí-los. 


O longa mostra uma jovem que se afogou a séculos atrás e se tornou este tipo de sereia. Ela passa a perseguir uma família, já que não conseguiu levar o patriarca para seu mundo submerso, e seduz o filho dele, Roman, que é noivo da jovem Marina. A sereia fará de tudo para levá-lo ao seu Reino da Morte debaixo d'água.


O filme mescla fantasia, suspense e drama. É uma completa desmistificação de tudo que já se viu sobre sereias. Belas jovens, que atraem os homens com o seu canto. Neste longa, a sereia é assustadora e cruel. Se prepare, pois você vai até tomar alguns sustinhos, mas na verdade o filme não é sangrento. 


A direção de arte é boa, já a maquiagem razoável. A fotografia é excelente, mas parte do elenco e o roteiro deixam a desejar o que levou a Agência Zapp News ao assistir dar nota 7.


Agora corra para os cinemas e assista! 




Crítica do filme: “Uma Nova Chance”

Por Graça Paes, RJ


A comédia romântica dirigida por Peter Segal, com roteiro de Justin Zackham e da estreante Elaine Goldsmith-Thomas “Uma Nova Chance” estreia dia 31 de janeiro nos cinemas.


Na trama, JLo interpreta Maya, uma vendedora de uma loja de departamentos que tem a oportunidade de reinventar seu estilo de vida, ao se tornar, quase que "por acidente", uma alta executiva. Em meio a novos desafios, ela vai provar que o que se aprende na vida e nass ruas vale tanto quanto um diploma universitário.



“Uma NovaChance” é uma dessas histórias que abordam vários temas que deixam uma reflexão no ar, entre eles, idoneidade, ostentação, criatividade, empreendedorismo, sustentabilidade, talento, amizade, amor e família. 


É um filme bom tecnicamente e do tipo ideal para ser assistido a dois ou em família. 


Se prepare para dar boas risadas. 


No elenco, além de Jennifer Lopez estão Vanessa Hudgens, Milo Ventimiglia, Leah Remini e Treat Williams. 



A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.7. 





Crítica do filme: "O Menino Que Queria Ser Rei”

Por Graça Paes, RJ 


Com direção e roteiro de Joe Cornish "O Menino Que Queria Ser Rei” estreia nos cinemas brasileiros dia 31 de janeiro. 



O longa é uma versão moderna da lenda britânica onde o guerreiro com sua espada Excalibur e seu conselheiro Merlin, salvam a Grã-Bretanha da ruína. Agora, "Arthur" é Alex (Louis Ashbourne Serkis, filho do ator Andy Serkis), um garoto normal que vive na Inglaterra do século XXI, até que um dia, ele encontra a espada Excalibur e consegue retirá-la da pedra. A vida do jovem Alex muda completamente. Todos os seus problemas cotidianos desapareceram: agora ele se tornou o estudante mais imponente de toda a Grã-Bretanha. Mas como grandes poderes sempre chegam com grandes responsabilidades, ele terá que lutar ao lado de seus amigos para derrotar Morgana (Rebecca Ferguson), que ameaça destruir o mundo. 


É uma história bem lúdica que induz o interesse pela leitura ao trazer aos tempos modernos uma lenda que passa por várias gerações de uma forma leve e cômica. Abordando temas importantes como amizade, lealdade e união. 



Excelente filme para ser assistido em família.

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.7.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Confira a lista dos vencedores do SAG 2019


Por Graça Paes, RJ



No domingo, dia 27 de janeiro, em Los Angeles, foi realizada a 25ª. Cerimônia do  Screen Actors Guild Awards (SAG 2019). O evento é promovido pelo sindicato dos artistas americanos (SAG-AFTA), que premia os melhores atores e atrizes e também elencos que se destacaram no cinema e na televisão. 

Já que é uma premiação oferecida pelos próprios atores e atrizes de Hollywood, ele é um forte termômetro para o Oscar, pois os membros do SAG também fazem parte da votação da Academia.

O evento contou com a apresentação da Megan Mullally.


Confira a lista completa de vencedores ao SAG Awards 2019:



CINEMA

MELHOR ELENCO
Pantera Negra


MELHOR ATOR 
Rami Malek (Bohemian Rhapsody)



MELHOR ATRIZ
Glenn Close (A Esposa)



MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali (Green Book - O Guia)



MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Emily Blunt (Um Lugar Silencioso)



MELHOR ELENCO - DUBLÊS EM AÇÃO
Pantera Negra



TELEVISÃO

MELHOR ELENCO - DRAMA

This Is Us


MELHOR ELENCO - COMÉDIA

The Marvelous Mrs. Maisel


MELHOR ATOR - DRAMA

Jason Bateman (Ozark)


MELHOR ATRIZ - DRAMA

Sandra Oh (Killing Eve)


MELHOR ATOR - COMÉDIA

Tony Shalhoub (The Marvelous Mrs. Maisel)


MELHOR ATRIZ - COMÉDIA

Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)


MELHOR ATOR - SÉRIE LIMITADA

Darren Criss (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)


MELHOR ATRIZ - SÉRIE LIMITADA

Patricia Arquette (Escape at Dannemora)


MELHOR ELENCO DE DUBLÊS - COMÉDIA OU DRAMA

GLOW



quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Crítica do filme: "A Favorita"

Por Graça Paes, RJ 


Com direção de Yorgos Lanthimos, roteiro de Deborah Davis e Tony McNamara, com 10 indicações ao Oscar e um Globo de Ouro 2019 para Olivia Colman, “A Favorita”, estreia nos cinemas dia 24 de janeiro. 


O filme mostra que na Inglaterra do século XVIII, Sarah Churchill, a Duquesa de Marlborough (Rachel Weisz), que tem um título nobre, Lady Malborough, fruto de seu casamento com John Churchill (Mark Gatiss), o lorde Malborough, exerce influência na corte como confidente, conselheira e amante secreta da Rainha Ana (Olivia Colman). 


Só que seu posto é ameaçado com a chegada de sua prima Abigail (Emma Stone), a corte. Sarah recebe a prima, que está em apuros, e a coloca como criada no palácio.  A jovem, que já teve título de nobreza, mas perdeu tudo, porque o pai era viciado em jogos, não se sente confortável como uma simples criada, e logo também se torna a queridinha da rainha, ela até convence a majestade a casar-lhe com Samuel Masham (Joe Alvin), que tem título de barão para ter um posicionamento melhor na sociedade. Abigail passa a cobiçar a posição da prima Sarah. E nutre o desejo de roubar seu lugar, não só no poder, mas no coração e na cama da rainha. E, para isso, ela será capaz de tudo.  O longa retrata essa disputa entre Sarah e Abigail, já que as duas querem ser a favorita da rainha Ana. E o submundo não mostrado da realeza. 


A trama conta com as belíssimas atuações de Olívia Colman, Rachel Weisz e Emma Stone. Tem direção de arte, figurinos e maquiagem belíssimas. É um filme de comédia, mas que também mescla drama e romance. Tem um excelente roteiro que aborda temas importantes como guerra, inveja, disputa pelo poder, intrigas, deslealdade, entre outros que levam a várias reflexões, entre elas será que vale a pena roubar o posto de alguém sem conhecê-lo a fundo?

 

Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.




Crítica do filme: “Green Book: o guia”

Por Graça Paes, RJ



Com direção de Peter Farrelly, roteiro de Peter Farrelly, Nicky Vallelonga e Brain Currie, baseado em uma história real, o filme “Green Book: o guia” estreia nos cinemas dia 24 de janeiro. O longa já conquistou o Festival de Toronto, o PGA Awards 2019, como melhor filme, levou três prêmios no Globo de Ouro 2019 e tem cinco indicações ao Oscar 2019: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original e Montagem.



O longa aborda a vida do fanfarrão Tony Lip, um segurança branco, ítalo-americano, que vive em Nova York, e que precisa arrumar um emprego, após a discoteca que trabalha fechar. Em sua busca, ele chega ao pianista Dr. Don Shirley, um negro da alta classe. Tony Lip é convidado pelo pianista, por um ótimo salário, para ser o motorista do músico durante uma turnê pelo sul dos Estados Unidos. Mas, eles têm que seguir ‘O Guia’ que irá conduzi-los aos poucos estabelecimentos seguros para os afro-americanos no início dos anos 60. Nessa jornada, os dois se chocam no início, mas um vínculo cresce entre eles à medida que viajam juntos e passam por inúmeras situações que fortalece esta amizade.



Tecnicamente, o roteiro é sabiamente escrito e a direção muito precisa ao abordar temas como racismo, homofobia e amizade com delicadeza. 



A direção, fotografia, montagem, direção de arte, trilha sonora e elenco são impecáveis. A química entre Mahershala Ali e Viggo Mortensen é perfeita, ambos fazem jus as indicações ao Oscar 2019, como melhor ator e melhor ator coadjuvante. 





“Green Book: o guia” está no páreo para ser o ganhador do Oscar 2019 como melhor filme. 



A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 10. 







Crítica do filme: "Creed II"

Por Graça Paes, RJ



Com direção de Steven Caple Jr. e roteiro de Sylvester Stallone e Juel Taylor a partir de uma história de Sascha Penn e Cheo Hodari Coker, 'Creed II' estreia no Brasil em 24 de janeiro. O filme é a sequência de 'Creed' e o oitavo da série de filmes ''Rocky'. 


No primeiro filme “Creed: nascido para lutar”, com direção de Ryan Coogler,  Adonis Johnson, filho do campeão de boxe, já falecido, Apollo Creed, pede a Rocky Balboa, que já está aposentado, para ser seu treinador, apesar de Rocky ter dúvidas no início, ele consegue se consagrar como lutador. O longa rendeu um Globo de Ouro e um Critics Choice Awards em 2016 para Stallone como melhor ator coadjuvante. 



Creed II marca o encontro entre Rocky Balboa (Sylvester Stallone) e Ivan Drago (Dolph Lundgren) 35 anos depois de uma luta histórica na Rússia. A grande luta que desbancou o russo foi em 1985, no filme "Rocky 4", onde Drago matou Apollo Creed, pai do lutador Adonis Johnson (Michael B. Jordan). Depois, o russo enfrentou Rocky, foi derrotado e ficou desmoralizado em seu país. Agora, Adonis Johnson é desafiado a encarar Viktor Drago (Boxeador romeno Florian Monteanu) filho de Ivan Drago em uma luta que tem laços dentro e fora dos ringues. 



O longa é bem dirigido por Steven Caple Jr., tem uma fotografia impecável, um bom roteiro e uma trilha sonora espetacular composta por Ludwig Göransson nos dois longas. 



Quanto ao elenco palmas para Michael B. Jordan, que mais uma vez está perfeito, e aplausos ao lutador romeno Florian Monteanu que deu vida ao lutador que segue rigorosamente o que pai Ivan Drago lhe pede. 

E, claro Sylvester Stallone, que mais uma vez, nos agracia interpretando o histórico Rocky Balboa e seus enfrentamentos pessoais. 

O filme tem belas mensagens entre elas, a importância de se ter um foco para alcançar um objetivo. Mostra que ódio e rancor não levam a nada. Alerta que em alguns casos é preciso voltar as origens para se encontrar na vida. E, que amor de pai para filho é incondicional. 

O filme é drama cativante, com ação e uma pitada de romance e um presente para os admiradores de lutas e para os fãs de Rocky Balboa.



Se você ainda não assistiu “Creed: nascido para lutar”, o primeiro da saga, assista e depois corra para os cinemas para conferir “Creed II”. 

A Agência Zapp News já conferiu e nossa nota é 10.