sábado, 2 de setembro de 2023
Cineclube Waldisa Russio é inaugurado em São Paulo
segunda-feira, 28 de agosto de 2023
Crítica do filme: “O Porteiro”
Por Graça Paes, RJ
O longa “O Porteiro” com direção de Paulo Fontenelle e roteiro de Renato Fagundes estreia nos cinemas dia 31 de agosto com classificação etária 14 anos.
Estrelado por Alexandre Lino, o filme é inspirado na peça teatral homônima de Paulo Fontenelle.
É uma comédia leve e reflexiva e certamente uma bela homenagem a todos os porteiros do país.
No longa, Waldisney (Alexandre Lino) trabalha como porteiro de um prédio e faz questão de manter o bom relacionamento com todos os moradores. Entre eles, a estudante de psicologia Dona Aline (Aline Campos), Amanda (Raissa Chaddad), Dona Alzira (Suely Franco), Dona Adelaide (Rosane Gofman) e o lutador José Aldo.
Como todo porteiro, ele fica sempre naquelas sinucas de bico entre o sindico e os moradores, entre atender ou não as chamadas particulares dos moradores, entre outras questões. Paralelo a tudo isso, ele trabalha num prédio em que o porteiro ocupa uma das unidades do prédio.
Condomínio, condôminos, moradores e família em 83 minutos de duração te remetem a várias situações que certamente quem mora em prédio já vivenciou ou irá vivenciar um dia.
Tecnicamente o longa é bom! Um bom roteiro, uma fotografia bem projetada, boa edição e um elenco que dá conta do recado.
No elenco, além de Alexandre Lino estão Mauricio Manfrini, Bruno Ferrari Daniela Fontan, Cacau Protássio, Heitor Martinez, Juliana Martins, Aline Campos, Raissa Chaddad, Suely Franco, Rosane Gofman, o lutador José Aldo, entre outros.
Se prepare para dar boas risadas!!!
A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.7.
quinta-feira, 24 de agosto de 2023
'Marte um' é o grande vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de 2023
Por Graça Paes, RJ
A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais realizou na noite de quarta-feira, dia (23/08), a 22ª edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.
A cerimônia de premiação foi na Grande Sala da Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O evento teve como mestres de cerimônia a atriz Cláudia Abreu e o ator e diretor Silvio Guindane.
Recordista em indicações, concorrendo a 15 estatuetas, o longa “Medida provisória” deixou a cerimônia com apenas um troféu Grande Otelo, o de melhor atriz coadjuvante para Adriana Esteves.
Na entrada do evento , a chegada do ator Cauã Reymond mobilizou a imprensa e os convidados presentes. Todos queriam um momento com o interprete de Caio em ‘Terra e Paixão’, novela das 21h, da Tv Globo.
A cerimônia começou com a apresentação do pianista pernambucano Vitor Araújo, que serviu de trilha sonora para o vídeo exibido no telão em homenagem aos 125 anos do cinema brasileiro, completados em junho. Na sequência, foram realizados discursos de Renata Almeida Magalhães, presidente da Academia, e Marcelo Calero, secretário municipal de Cultura do Rio.
Ao longo da cerimônia, os apresentadores do evento e alguns dos contemplados pediram "cotas de tela" e a regulação do streaming.
A cerimônia também foi marcada por homenagens, entre elas a realizada para Amir Labaki, idealizador do festival ‘É Tudo Verdade’, de documentários, e a de Vladimir Carvalho, documentarista conhecido pelo trabalho em "O país de São Saruê" (1971) e "Conterrâneos velhos de guerra" (1992).
Outro ponto auge do evento foram as homenagens in memoriam, ao som de "A paz" no piano, que relembrou os artistas que faleceram no último ano, como Aderbal Freire-Filho, Antônio Pedro, Aracy Balabanian, Claudia Jimenez, Doris Monteiro, Erasmo Carlos, Gal Costa, João Donato, Zé Celso, Pedro Paulo Rangel, Pelé, Rita Lee, Rolando Boldrin e, é claro, Léa Garcia.
O evento foi encerrado com a apresentação da bateria da Portela.
Fotos Rogério Rezende/Divulgação
Fotos Wallace Barbosa/Zapp News
Confira a lista dos vencedores:
Melhor longa-metragem de ficção
• “A viagem de Pedro”
• Eduardo e Mônica”
• “Marte um” (vencedor)
• “Medida provisória”
• “Paloma”
Melhor longa-metragem documentário
• “A jangada de Welles”
• “Amigo secreto”
• “Clarice Lispector – A descoberta do mundo”
• “Kobra auto retrato” (vencedor)
• “O presidente improvável”
Melhor longa-metragem comédia (voto popular)
• “Bem-vinda a Quixeramobim” (vencedor)
• “Jesus Kid”
• “O clube dos anjos”
• “Papai é pop”
• “Vale night”
Melhor longa-metragem infantil
• “Alice dos Anjos”
• “Alice no Mundo da Internet”
• “DPA 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo”
• “Pequenos Guerreiros”
• “Pluft, o fantasminha” (vencedor)
Melhor longa-metragem animação
• “Além da lenda – O filme”
• “Meu amigãozão – O filme”
• “Meu tio José”
• “Tarsilinha” (vencedor)
• “Tromba trem – O filme”
Melhor direção
• Gabriel Martins, por “Marte um” (vencedor)
• Laís Bondanzky, por “A viagem de Pedro”
• Marcelo Gomes, por “Paloma”
• René Sampaio, por “Eduardo e Mônica”
• Rosane Svartman, por “Pluft, o Fantasminha”
Melhor primeira direção de longa-metragem
• Angelo Defanti, por “O clube dos anjos”
• Bruno Torres, por “A espera de Liz”
• Caio Blat, por “O debate”
• Carolina Markowicz, por “Carvão” (vencedora)
• Lázaro Ramos, por “Medida provisória”
Melhor atriz
• Alice Braga, por “Eduardo e Mônica”
• Andréa Beltrão, por “Ela e eu”
• Dira Paes, por “Pureza” (vencedora)
• Kika Sena, por “Paloma”
• Marcélia Cartaxo, por “A mãe”
Melhor ator
• Alfred Enoch, por “Medida provisória”
• Antônio Pitanga, por “Casa de antiguidades”
• Carlos Francisco, por “Marte um” (vencedor)
• Cauã Reymond, por “A viagem de Pedro”
• Gabriel Leone, por “Eduardo e Mônica”
Melhor atriz coadjuvante
• Adriana Esteves, por “Medida provisória” (vencedora)
• Camila Márdila, por “Carvão”
• Camilla Damião, por “Marte um”
• Drica Moraes, por “As verdades”
• Helena Ignez, por “A mãe”
Melhor ator coadjuvante
• André Abujamra, por “O clube dos anjos”
• Augusto Madeira, por “O clube dos anjos”
• Cícero Lucas, por “Marte um” (vencedor)
• Emicida, por “Medida provisória”
• Flávio Bauraqui, por “Medida provisória”
Melhor direção de fotografia
• Adrian Teijido, por “Medida provisória”
• Felipe Reinheimer, por “Pureza”
• Gustavo Hadba, por “Eduardo e Mônica”
• Leonardo Feliciano, por “Marte um” (vencedor)
• Pedro J. Marquez, por “A viagem de Pedro”
• Pepe Mendes, por “Carvão”
Melhor roteiro original
• Bruno Torres e Simone Iliescu, por “A espera de Liz”
• Carolina Markowicz, por “Carvão”
• Gabriel Martins, por “Marte um” (vencedor)
• Laís Bodanzky, por “A viagem de Pedro”
• Marcelo Gomes, Armando Praça e Gustavo Campos, por “Paloma”
Melhor roteiro adaptado
• Aly Muritiba, por “Jesus Kid”
• Angelo Defanti, por “O clube dos anjos” (vencedor)
• Jorge Furtado e Guel Arraes, por “O debate”
• Lusa Silvestre, Lázaro Ramos, Elisio Lopes Jr. e Aldri Anunciação, por “Medida provisória”
• Matheus Souza, Claudia Souto, Jessica Candal e Michele Frantz, por “Eduardo e Mônica”
Melhor direção de arte
• Adrian Cooper, por “A viagem de Pedro” (vencedor)
• Fernanda Carlucci, por “O clube dos anjos”
• Marcos Pedroso, por “Paloma”
• Rimenna Procópio, por “Marte um”
• Tiago Marques, por “Eduardo & Mônica”
• Tiago Marques, por “Medida provisória”
Melhor figurino
• Alex Brollo, por “Medida provisória”
• Gabi Campos, por “Paloma”
• Marina Sandim, por “Marte um”
• Marjorie Gueller, Joana Porto e Patrícia Dória, por “A viagem de Pedro” (vencedor)
• Valeria Stefani, por “Eduardo e Mônica”
Melhor maquiagem
• Adriano Manques, por “Medida provisória”
• Amanda Mirage, por “O clube dos anjos”
• Auri Mota, por “Eduardo e Mônica”
• Donna Meirelles, por “Paloma”
• Mari Figueiredo e Cacá Zech, por “Pluft, o fantasminha”
• Tayce Vale e Blue, por “A viagem de Pedro” (vencedor)
Melhores efeitos visuais
• “A viagem de Pedro”
• “Marte um”
• “Jesus Kid”
• “A espera de Liz”
• “Medida provisória”
• “Pluft, o fantasminha” (vencedor)
Melhor montagem
• Diana Vasconcellos, por “Medida provisória”
• Eduardo Gripa, por “A viagem de Pedro”
• Livia Arbex, por “O clube dos anjos”
• Marcelo Moraes, por “Pureza”
• Thiago Ricarte e Gabriel Martins, por “Marte um” (vencedor)
Melhor som
• “Pluft, o fantasminha”
• “A espera de Liz”
• “Alemão 2”
• “Medida provisória”
• “Marte um” (vencedor)
Melhor trilha sonora
• André Abujamra, por “O clube dos anjos”
• Daniel Simitan, por “Marte um”
• Nelson Soares e Marcos Moreira, por “Paloma”
• Pedro Guedes, Fabiano Krieger e Lucas Marcier, por “Eduardo e Mônica” (vencedor)
• Plínio Profeta, Rincon Sapiência e Kiko De Sousa, por “Medida provisória”
Melhor filme íbero-americano
• “1976” (Chile e Argentina)
• “Argentina, 1985” (Argentina) (vencedor)
• “As bestas” (Espanha)
• “La Jauría” (Colômbia)
• “Restos do vento” (Portugal)
Melhor filme internacional
• “1982” (Líbano)
• “A mulher rei” (EUA)
• “Avatar: O caminho da água” (EUA)
• “Boa sorte, Leo Grande” (Reino Unido)
• “Elvis” (EUA) (vencedor)
• “Pantera Negra: Wakanda para sempre” (EUA)
• “Top Gun: Maverick” (EUA)
Melhor curta-metragem animação
• “A menina atrás do espelho” (vencedor)
• “Em busca da terra-música prometida”
• “Meu nome é Maalum”
• “Nonna”
• “O senhor do trem”
Melhor curta-metragem documentário
• “A última praga de Mojica”
• “Carta para Glauber”
• “Peixes não se afogam”
• “Território Pequi” (vencedor)
• “Trópico de Capricórnio”
Melhor curta-metragem ficção
• “Ainda restarão robôs nas ruas do interior profundo”
• “Big bang” (vencedor)
• “Fantasma neon”
• “Infantaria”
• “Sobre amizade e bicicletas”
• “Último domingo”
Melhor série brasileira animação
• “Cordélicos” (1ª temporada)
• “O show da Luna” (7ª temporada)
• “Passagens da independência” (1ª temporada)
• “Vamos brincar com a Turma da Mônica” (1ª temporada) (vencedora)
Melhor série brasileira documentário
• “Em casa com os Gil” (1ª temporada)
• “Lei da selva – A história do jogo do bicho” (1ª temporada)
• “O caso Celso Daniel” (1ª temporada)
• “Pacto brutal – O assassinato de Daniela Perez” (1ª temporada) (vencedora)
• “PCC – Poder secreto” (1ª temporada)
Melhor série brasileira ficção
• “Bom dia, Verônica” (2ª temporada)
• “Manhãs de setembro” (2ª temporada) (vencedora)
• “Rota 66 – A polícia que mata” (1ª temporada)
• “Sob pressão” (5ª temporada)
• “Turma da Mônica – A série” (1ª temporada)
quinta-feira, 17 de agosto de 2023
Crítica do filme: “Besouro Azul”
Por Graça Paes, RJ
O longa “Besouro Azul” com direção de Angel Manuel Soto, produção de John Rickard e Zev Foreman, trilha sonora de Bobby Krlic, Cinematografia de Pawel Pogorzelski e distribuição da Warner Bros. Pictures estreia nesta quinta-feira, dia 17 de agosto nos cinemas.
O longa, estrelado por Xolo Maridueña e Bruna Marquezine, nos conta a origem do herói Besouro Azul, um dos mais antigos dos quadrinhos.
Mas, para refrescar a memória de quem conhece os quadrinhos do Besouro Azul ou para esclarecer os que não o conhecem, vamos lá: o Besouro Azul, também conhecido como Ted Kord, fez sua primeira aparição nos quadrinhos na década de 1930. Foi criado pela equipe criativa da Fox Comics, e estreou em Mystery Men Comics, em 1939, apenas um ano após a estreia do Superman. Garret era um oficial de polícia que, usando um manto azul e asas mecânicas, lutava contra a injustiça.
Em 1954, a Charlton Comics adquiriu os direitos de publicação do Besouro Azul original e reformulou o personagem, passando o manto do herói para brilhante cientista Ted Kord. Enquanto na Fox Comics Dan Garret adquiria os poderes através de uma espécie de vitamina, na reformulação os poderes vinham através de uma espécie de escaravelho azul que concedia habilidades sobre-humanas ao hospedeiro.
Na década de 1960, a DC adquiriu os direitos do personagem Besouro Azul e manteve suas origens, misturando parte da história criada inicialmente pela Fox Comics, com o que já havia sido criado pela Charlton Comics, onde o Besouro Azul era Ted Kord, um brilhante cientista e inventor, que acabou adquirindo os poderes de herói justamente com o antigo Besouro Azul, Dan Garret, que era seu mentor. Em sua nova encarnação, Kord não possuía poderes sobre-humanos, mas confiava em suas habilidades físicas e em seu intelecto afiado.
Em 2006, a DC Comics reintroduziu o Besouro Azul de uma forma completamente nova. E, a origem desta adaptação, a do adolescente latino-americano, que encontra um escaravelho alienígena que lhe dá a capacidade de se transformar em um herói com armadura azul e é esta a versão que está nas telonas.
Se prepare, o longa é sim daqueles que mantém na poltrona. Tem a leveza da adolescência, humor, drama, romance e ação.
É um bom filme. Destaco a fotografia vibrante, os personagens caricatos, os diálogos bem apropriados e a trilha sonora que nos leva a viajar no tempo.
Exaltar a cultura latina é um grande diferencial. Além do diretor porto-riquenho, Angel Manuel Soto, e do elenco majoritário ser de origem latina, o filme, de fato, busca retratar essa essência que preza e cultua os laços familiares e o amor ao próximo.
No elenco, além de Xolo Maridueña e Bruna Marquezine estão Susan Sarandon, Belissa Escobedo, Damián Alcázar, Oshún Ramirez, Jorge A. Jimenez, Marcus H. Nelson, entre outros.
É o tipo de longa que requer salas de cinema com excelentes qualidades técnicas de som e de imagem, e um bom combo de pipoca para acompanhar.
Ah! Não saia correndo do cinema quando terminar, pois duas cenas pós créditos te esperam.
Trailer:
A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.
quarta-feira, 19 de julho de 2023
Crítica do filme: “Oppenheimer”
Por Graça Paes, RJ
Com direção e roteiro de Christopher Nolan, fotografia de Hoyte van Hoytema, produção de Christopher Nolan, Emma Thomas e Charles Roven, o filme “Oppenheimer” estreia nos cinemas, dia 20 de julho.
Baseado no livro vencedor do Prêmio Pulitzer, "American Prometheus: The Triumph and Tragedy de J. Robert Oppenheimer", de Kai Bird e Martin J. Sherwin, o longa de Christopher Nolan se passa durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e acompanha a história de J. Robert Oppenheimer.
Com uma narrativa impactante, o filme aborda a vida pessoal do protagonista em paralelo à sua vida profissional, especialmente sua atuação na direção do Projeto Manhattan, no Laboratório de Los Alamos, no qual ele trabalhou junto com outros cientistas para desenvolver a bomba atômica, durante a Segunda Guerra Mundial. Oppenheimer liderou a equipe de cientistas responsáveis pelo desenvolvimento da arma. Sua liderança e conhecimento foram cruciais para o sucesso deste projeto
Nascido em 22 de abril de 1904, em Nova Iorque, Julius Robert Oppenheimer veio de uma rica família judia. Possuindo uma educação primorosa, se formou com 21 anos na Universidade de Harvard e, apenas dois anos depois, já havia se tornado doutor pela Universidade de Göttingen, na Alemanha. E, mais do que qualquer outra pessoa, ele fez da bomba uma realidade.
Vale ressaltar que Einstein ajudou a acender a centelha do Projeto Manhattan, mas não imaginava as reais intenções do projeto que no fim da 2ª Guerra Mundial, em agosto de 1945, por ordem do presidente Harry Truman, os EUA lançou uma bomba atômica contra Hiroshima, no inimigo Japão, deixando cerca de 140 mil mortos.
O Projeto Manhattan funcionou até 1946 quando foi oficialmente desativado e transformado na Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos pelo presidente Truman. Em seguida, duas bombas que haviam sido fabricadas foram explodidas no Atol de Bikini em 1º e 25 de julho de 1946.
Tecnicamente, roteiro, direção, fotografia e elenco são impecáveis. Com muitos diálogos, distribuídos em 3h de duração, num primeiro momento, o longa pode parecer enfadonho, mas ao destrinchar um dos temas mais comentados até hoje na história da humanidade, ele passa a ser do tipo encantador. Ele não romantiza e nem diaboliza o pai da bomba atômica, mas o desnuda como homem e exalta seus conhecimentos físicos.
O roteiro é rico em expressividade, tanto no que se refere a vida pessoal quanto a profissional de Oppenheimer, aliás, este é um dos fatores que nos prende à frente da tela, além claro, da brilhante atuação de Cillian Murphy ('Peaky Blinders'). É um filme sobre relações humanas em todas as suas possíveis vertentes.
Além de Murphy estão no elenco, Emily Blunt ('Um Lugar Silencioso'), Matt Damon ('Perdido em Marte'), Robert Downey Jr. ('Homem de Ferro') e Florence Pugh ('Viúva Negra'), entre outros grandes nomes.
No Brasil, o filme recebeu classificação indicativa para maiores de 18 anos, não só pelo tema delicado, mas também por conter cenas de violência e nudez.
A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.5.
Crítica do filme: “Barbie”
Por Graça Paes, RJ
Com direção de Greta Gerwig, roteiro de Greta Gerwig e Noah Baumbach, produção de Margot Robbie, Tom Ackerley, Robbie Brenner, David Heyman e Amy Pascal. Com produção e distribuição da Warner Bros. Entertainment, Mattel, LuckyChap Entertainment, Mattel Films e Heyday Films, o longa “Barbie” estreia nos cinemas, na quinta-feira, dia 20 de julho.
No live-action da boneca mais famosa do mundo, você vai acompanhar o dia a dia das Barbies na Barbieland, o mundo mágico das Barbies, onde todas as versões da boneca vivem em completa harmonia e suas únicas preocupações são encontrar as melhores roupas para passear com as amigas e curtir intermináveis festas. Porém, uma das bonecas, a estereotipada, (interpretada por Margot Robbie), adjetivo dado a personagem tida como “a perfeita”, começa a apresentar defeitos, causados pelo mundo real e percebe que talvez sua vida não seja tão perfeita assim.
Barbie, então, passa a questionar o sentido de sua existência e alarma suas companheiras, e sua existência no mundo cor-de-rosa começa a mudar. E, eis, que ela sai da Barbieland, forçada a viver no mundo real, e passa a ter que lidar com as dificuldades de não ser somente mais uma boneca.
Para tal aventura, ela conta com a companhia do amado Ken, personagem de Ryan Gosling, que fica fascinado com a vida no novo mundo. Mas, essa mudança, para ambos, não será nada fácil. E, eles terão muitas dificuldades para se ajustar, e enfrentar os vários desafios, nada coloridos.
Barbie, que era o centro das atenções na Barbieland, no mundo dos humanos, passa a ser ignorada, menosprezada, e ser mais uma na multidão.
O filme, apesar de ter uma boa pegada de humor, muitas sátiras, um teor bem irônicos, começa com um estilo bem lúdico, encantador, baseado no mundo cor de rosa das Barbies, mas aos poucos ganha um tom bem reflexivo e intelectualizado.
Temas fortes como feminismo, patriarcado e o consumo desenfreado são abordados no longa através de excelentes cenas e diálogos. A fotografia também é bem interessante, e claro, o rosa e os tons coloridos, fazem parte de quase todo o longa.
É um bom filme. Tem 1h54m de duração. E vale a sua pipoca, seu guaraná e sua atenção.
A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.
terça-feira, 18 de julho de 2023
Vem, aí! O 1º Festival de Cinema de São Bernardo do Campo
Por Graça Paes, RJ
VEM AÍ O MAIS AGUARDADO E INÉDITO FESTIVAL DE CINEMA BRASILEIRO
A “HOLLYWOOD BRASILEIRA” REVIVE SEUS TEMPOS ÁUREOS COM INÉDITO FESTIVAL
A “CAPITAL DO CINEMA” DOS ANOS 50 CELEBRA COM INÉDITO FESTIVAL
Inspirado no tradicional Festival de Cinema de Gramado (RS), São Bernardo do Campo (SP) de forma inédita sediará o “1º Festival de Cinema de São Bernardo do Campo” em memória aos legados artístico, técnico e cultural da Cia. Cinematográfica Vera Cruz considerada a "Hollywood Brasileira"(1949-1954). Atualmente o conjunto de Estúdios e Pavilhões é patrimônio cultural tombado da cidade.
São Bernardo foi escolhida para sediar a primeira edição por ser um solo inspirador, terra intitulada pelo slogan da Cia. Vera Cruz na época como "planalto abençoado". Terra que produziu e distribuiu dezenas de filmes que circularam o mundo todo e galgaram prêmios nos principais Festivais de Cinema do mundo; além de revelar talentos como o ator MAZZAROPI e, com destaque, a atriz RUTH DE SOUZA como a primeira artista brasileira indicada ao prêmio de melhor atriz em um festival internacional de cinema, o Leão de Ouro no Festival de Veneza (1954), em que disputava com estrelas como Katherine Hepburn, Michele Morgan e Lili Palmer. Filmes como “Sinhá Moça” e “O Cangaceiro” receberam prêmios importantes da crítica internacional e projetaram os estúdios e o Cinema Brasileiro em amplitude mundial.
O 1° FESTIVAL DE CINEMA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO será um festival competitivo de abrangência nacional de filmes de curta e longa-metragem com capacidade para acolher mais de 25.000 pessoas ao longo dos 05 dias previstos de evento. O artista e idealizador do festival Rudy Serrati, natural da cidade, garante que São Bernardo do Campo é de fato um “planalto abençoado” e ressalta:
“A cidade tem todos os predicados para sediar um evento deste porte, berço da indústria cinematográfica brasileira, terra de forte presença de outros grandes e importantes setores industriais e varejistas do Brasil, tem localização estratégica, faz divisa com a cidade de São Paulo, mas com ares de cidade de interior, há 15 minutinhos da estação de metrô Sacomã Linha Verde da Av. Paulista, sobretudo, no coração da rodovia Anchieta que conecta a capital e região à Serra do Mar e ao porto de Santos.”
Ainda segundo o idealizador, o festival tem por objetivo: “Celebrar a memória do cinema brasileiro, além de premiar e revelar artistas, obras e profissionais do cinema atual em terra de grandioso valor cultural que guarda parte de uma preciosa história do cinema nacional.”
O festival de cinema tem o apoio e a co-realização da prefeitura de São Bernardo do Campo. A equipe do festival, juntamente com a Secretarias de Cultura e Juventude, Secretaria de Educação e Secretaria de Des. Econ., Ciên., Tec., Trab. e Turismo do município convidam a todos, público em geral, amantes dos filmes em preto e branco e, sobretudo, artistas e produtores do Grande ABC (7 cidades) para participarem deste momento único que marcará uma parte viva da história do cinema brasileiro.
O prefeito da cidade, Orlando Morando, destaca: “São Bernardo do Campo é uma cidade com muitas riquezas históricas e agora se tornará ainda mais completa ao celebrar a TERRA DO CINEMA! Um evento cultural e turístico precioso para a cidade e região. Desejamos que seja uma edição de muitas e que nos torne parte da agenda regular e anual dos principais festivais de cinema do país. Uma primeira edição intimista e de muita potência, ofertando sala de cinema para a população de forma gratuita, filmes para as crianças e a todos os públicos, além de homenagear e premiar artistas e produtores de todo o Brasil.”
As inscrições estão abertas de forma online e gratuita a partir do dia 14/07/2023. As categorias de premiações e o regulamento estarão disponíveis no website oficial do festival. Poderão participar filmes de curta e longa metragens nos gêneros de Ficção, Animação e Documentário na “Mostra Competitiva Terra do Cinema” aos profissionais do cinema brasileiro. O festival de São Bernardo do Campo, diferentemente dos festivais tradicionais, pretende compartilhar a atmosfera do tapete vermelho de quem produz cinema de ponta com quem está começando. O idealizador destaca e apresenta a “Mostra Competitiva Terra Bernardo”:
“Terra Bernardo" é uma categoria de premiação que foi criada com muito carinho. Aos alunos da escola de cinema de São Bernardo do Campo, o CAV, aos jovens fazedores de cinema da região e aos coletivos de cinema de todo o Brasil poderão também participar inscrevendo seus filmes de curta-metragem de até 07 minutos. Categoria que propõe a produção de filmes através de técnicas de filmografia de baixo orçamento (inspirado no movimento Dogma 95) aos aspirantes à carreira no cinema. O festival também foi criado para fomentar o audiovisual na base, ser inclusivo, apresentar as diversas profissões que acerca o fazer cinematográfico e possibilitar a iniciação deste público na participação em festivais de cinema, premiando a criatividade, a originalidade e a qualidade dos roteiros, dar espaço, voz e visibilidade às diversas narrativas por todo o BRASIL!”
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SERVIÇO
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1º FESTIVAL DE CINEMA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO
“A Terra do Cinema Brasileiro: onde o passado e o presente se conectam.”
Local: CENFORPE (Av. Dom Jaime de Barros Câmara, 201 - Planalto - Saída 20A da Rodovia Anchieta - S.B. do Campo/SP).
INSCRIÇÕES: 14/07/2023 â 04/09/2023
Período do Festival: 28/Nov. à 02/Dez. de 2023
Capacidade: 1.710 poltronas numeradas incluindo poltronas acessíveis.
Ingresso: Gratuito mediante doação facultativa de 02 Kg de alimentos não perecíveis que serão destinados ao Fundo Social de Solidariedade da Cidade.
Realização: Cia. Cinematográfica Terra Bernardo
Apoio Cultural: Prefeitura de S.B. do Campo
Instagram: @festivaldecinemadesaobernardo
Website: www.terrabernardo.com.br/festival
Youtube: www.youtube.com/@festivaldecinemadesaobernardo
ASSESSORIA DE IMPRENSA
São Paulo - (11) 9.9523-3897
Rio de Janeiro - (21) 9.9998-5293 (Marcos Maynart)
E-mail - assessoria@terrabernardo.com.br
quinta-feira, 13 de julho de 2023
Crítica do filme: "Missão Impossível: acerto de contas" - Parte 1!
Por Graça Paes, RJ
No longa, Tom Cruise está mais espetacular, irreverente e fenomenal do que já viu. Mais uma vez, Tom Cruise entrega um Ethan Hunt surpreendente e espetacular.
É o tipo de filme daqueles para assistir e reassistir em que roteiro, trilha sonora, direção, montagem e elenco caminham na mesma direção rumo ao sucesso.
Tecnicamente perfeito. E não é balela. A montagem e a fotografia é o que mais chama a atenção, além claro, das cenas exuberantes de ação em locações magníficas e altamente bem arquitetadas. E, o mais interessante, saber que as cenas que te colocam com o coração na mão são feitas pelo próprio astro, pelo Tom Cruise.
A dica é: assista em salas que tenham excelente qualidade de som e de imagem das mais tecnológicas possíveis para que possa desfrutar toda a experiência cinematográfica que o diretor Christopher McQuarrie, que também escreveu com Erik Jendresen, e cia, e que também conta com a produção de Tom Cruise na produção, lhe entregam.
A boa notícia, é que McQuarrie, em entrevistas, garantiu que há planos para mais filmes da franquia, mas ao que tudo indica, a Parte 2 deve ser o fim da linha para o Tomzinho, porque já se pensa em outro protagonista. Uhmmmm, não curto isso, mas vamos ver.
Se você perdeu algum dos filmes da franquia, os seis filmes da saga estão disponíveis no Star+ e no HBO Max.
Certamente, um dos mais belos trabalhos de Tom Cruise ao lado de Hayley Atwell, Rebeca Ferguson, Vanessa Kirby, Pom Klementieff, Esai Morales, Ving Rhames e Simon Pegg.
Assista você também, e nos cinemas, se prepare para acompanhar vidrado a um filmaço, com 2h43m de duração, que nem te fará ver o tempo passar, de tão perfeito que está tecnicamente. E, não é aquele tipo de filme que deixa esperando pela segunda parte achando que faltou algo, pelo contrário, ele é do tipo de filme que te deixa com vontade de quero mais.
Bastidores do longa:
Assista o trailer:
A Agência Zapp News assistiu e nossa nota é 10.
















































