segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Stan Lee, criador de heróis da Marvel, morre aos 95 anos


(Foto de Reuters/Mario Anzuoni)


A notícia do falecimento foi confirmada pela filha do roteirista e editor da Marvel Comics, Stan Lee. De acordo com as informações, ele faleceu em Los Angeles, nos EUA.


Stanley Martin Lieber nasceu em 1922, em Nova York, nos Estados Unidos. Começou a trabalhar em HQs com o pseudônimo de Stan Lee em 1939, contratado por John Goodman, fundador da Timely Publications e primo de sua mulher, Joan.


Ele foi um dos nomes mais importante dos quadrinhos americanos ao criar super-heróis como Homem-Aranha, Thor, Hulk, X-Men, Pantera Negra, Homem de Ferro, Doutor Estranho e Demolidor.


Ele foi um dos responsáveis por transformar a empresa na maior editora de quadrinhos do mundo a partir de 1961.


Após a mudança do nome da editora, primeiro para Atlas Comics, e depois para Marvel Comics, Lee revolucionou o mercado de quadrinhos ao modernizar o gênero de heróis com criações para um público mais velho, como o lançamento de “Quarteto Fantástico”.


Com dramas familiares e heroísmos que utilizavam elementos de ficção científica, as histórias ajudaram na fama de personagens mais complexos e realistas da Marvel em relação à sua principal concorrente, a DC.


O mesmo aconteceu com o Homem-Aranha em 1962, um jovem adolescente que dividia suas aventuras com problemas no colégio e contas a pagar, e que se tornou um dos heróis mais populares dos quadrinhos.


Em parceria com artistas como Jack Kirby e Steve Ditko, Lee ainda criou outros personagens icônicos, como Hulk, Thor, Homem de Ferro e Demolidor.


Em 1963, com a cabeça no movimento por direitos civis de negros no Estados Unidos, lançou os X-Men, uma equipe de mutantes que eram marginalizados e hostilizados pelos humanos.


domingo, 11 de novembro de 2018

Festival do Rio 2018: Vencedores

Por Graça Paes, RJ 


 PREMIÈRE BRASIL,  PRÊMIO FÉLIX e Mostra GERAÇÃO


Première Brasil 
JÚRI  presidido por Lúcia Murat (diretora e roteirista) e composto por Joel Zito Araújo (diretor), Hebe Tabachnik (curadora e programadora de festivais), Koby Gal-Raday (produtor), Thomas Ordonneau(produtor):


MELHOR LONGA-METRAGEM DE FICÇÃO e Prêmio Petrobras no valor de R$ 200 mil - Tinta Bruta, de  Marcio Reolon e Filipe Matzembacher
MELHOR LONGA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO -  Prêmio de Mídia Canal Curta no valor de R$ 100 mil: Torre das Donzelas, de Susanna Lira
MELHOR CURTA-METRAGEM - O Órfão, de Carolina Markowicz 
Menção Honrosa curta-metragem - Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro

MELHOR DIREÇÃO DE FICÇÃO - João Salaviza e Renée Nader Messora, por Chuva é Cantoria na Terra dos Mortos
MELHOR DIREÇÃO DE DOC – Susanna Lira, por Torre das Donzelas 
Menção Honrosa Direção de Documentário – Daniel Gonçalves, por Meu Nome é Daniel 
MELHOR ATRIZ – Itala Nandi, por Domingo
MELHOR ATOR – Shico Menegat, por Tinta Bruta, e Valmir do Côco, por Azougue Nazaré
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – Eliane Giardini, por Deslembro
MELHOR ATOR COADJUVANTE – Bruno Fernandes, por Tinta Bruta
MELHOR FOTOGRAFIA – Renée Nader Messora, por Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos
MELHOR MONTAGEM -  André Sampaio, por Azougue Nazaré
MELHOR ROTEIRO -  Filipe Matzembacher, Marcio Reolon por Tinta Bruta
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI – Azougue Nazaré, de Tiago Melo
 

NOVOS RUMOS - Júri composto por Tatiana Leite, produtora, Babu Santana, ator e João Luiz Vieira, professor doutor.
MELHOR FILME e Prêmio Petrobras no valor de R$ 100 mil -  Ilha, de Ary Rosa e Glenda Nicácio


MELHOR CURTA -  Lembra, de Leonardo Martinelli


PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI -  Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes

Menção Honrosa – Mormaço, de Marina Meliande

Menção Honrosa – Eduarda Fernandes pela atuação (Luna, de Cris Azzi)

Menção Honrosa – Alexandre Amador pela atuação (Vigia, de João Victor Borges)

Menção Honrosa – Verónica Valenttino pela atuação (Jéssika, de Galba Gogóia)



VOTO POPULAR:
MELHOR LONGA FICÇÃO: Deslembro, de Flavia Castro
MELHOR LONGA DOCUMENTÁRIO:  Torre das Donzelas, de Susanna Lira
MELHOR CURTA:  Você não me conhece, de Rodrigo Séllos


PRÊMIO DA CRÍTICA  FIPRESCI - Júri composto por  Eduardo Valente , Luciana Costa Almeida, Olivier Pelissone Tatiana Trindade
Deslembro, de Flavia Castro


PRÊMIO FELIX Juri composto por Adriana L. Dutra, documentarista, Claudia Saldanha, mestre em artes visuais e diretora do Paço Imperial, Felipe Sholl, diretor e roteirista e Vicente de Mello, fotógrafo e curador


Melhor Longa Ficção:  Sócrates, de Alex Moratto
Melhor Longa Doc:  Obscuro Barroco, de Evangelia Kranioti
Prêmio Especial do Júri: Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diogenes 


Prêmio Mostra Geração

Shade – Entre bruxas e heróis, de Rasko Miljkovic





quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Crítica: "O Grinch"


Por Graça Paes, RJ 



A animação com direção de Yarrow Cheney e Scott Mosier com trilha sonora de Danny Elfman estreia no Brasil dia 8 de novembro. 



Com uma temática diferente sobre o Natal,  na animação Grinch odeia o Natal e quer tornar todos os Whos da cidade de Whoville tão infelizes quanto ele. Ele tenta todos os ardilosos truques que consegue imaginar para roubar qualquer vestígio da data festiva, mas será que ele consegue?




Na animação, O Grinch é um ser rabugento, mas bem fofinho, que tem dificuldade em se socializar. Ele vive em uma caverna, no alto de um monte, apenas com a companhia de seu cão Max. E fica muito triste e chateado quando se aproxima o Natal e os vizinhos abaixo tiram sua paz com os preparativos  das comemorações de uma festa que ele detesta, já que ele teve problemas com o Natal na infância. Então, já que ele não tem família, amigos e nem as guloseimas características da data. Já que ele não tem Natal, não quer que ninguém tenha.



Em 2000, há 18 anos, tivemos o live-action com Jim Carrey, que também mostrava que essa história de Natal feliz para todos nem sempre segue o mesmo roteiro. Mas, o Grinch desta época era brutal, até assustava, e foi feito para o publico infanto-juvenil. Já a animação é ideal para os pequenos. Claro, ela também pode atingir um publico com mais idade, mas certamente é de fácil entendimento e a criançada irá adorar. 



Também baseado no conto “Como o Grinch Roubou o Natal", de 1957, a animação tem muitos temas que levaram até os pequenos a refletirem. De forma lúdica, a animação levará as crianças a pensar sobre o verdadeiro espírito do Natal, egoísmo, perdão, amizade, amor ao próximo, entre outros. 



Tecnicamente, a animação é muito bem produzida. O Grinch no Brasil tem a dublagem do ator Lázaro Ramos. E, na telona temos a magnífica a mistura de cores e de criaturinhas fofinhas. Outro detalhe a destacar é o roteiro que é muito bem escrito e de fácil entendimento. 



Ideal para você levar seus pequenos. É bem lúdico e educativo. 


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 10.





Crítica: "Operação Overlord"

Por Graça Paes, RJ 


Com direção de Julius Avery, roteiro de Billy Ray e Mark L.Smith, o longa "Operação Overlord" chega as telas de cinema dia 8 de novembro.  É um thriller de guerra, espetacular, surpreendente e Impactante. 


O longa mostra uma tropa de paraquedistas americanos que é lançada na França atrás das linhas inimigas para uma missão crucial na Normandia (Operação Overlord). Overlord é um código britânico para o Dia D. Mas, os soldados passam um sufoco para sair do avião, que sofre ataque ao chegar próximo ao local e mais apuros ainda ao descerem de paraquedas. Quando finalmente, eles conseguem se aproximar do alvo, eles percebem que a atuação terá que ir muito além da operação militar já que atividades escusas acontecem no local liderado pelos nazistas. E, eles estão não só dispostos a cumprir a missão que lhes foi dada, mas também em ajudar em acabar com as crueldades dos nazistas. 


É um filme para te manter ligado o tempo todo. Se prepare para muitos sustos. A adrenalina é constante, em cenas muito bem produzidas, mas você nem sente a hora passar. 


O filme tem boa direção, produção, som e trilha sonora. A fotografia é muito bem feita, assim como direção de arte, maquiagem e efeitos especiais. 


O elenco está impecável e mistura várias etnias entre os soldados, o que é uma excelente sacada, já que os EUA tem uma mistura de raças. E no momento atual em que vivemos é válida essa escolha, mesmo que para a época da história retratada não seja verossímil, pelas questões raciais existentes naquele período. Mas, no longa coube perfeitamente. E os atores tem boa química em cena. 


A temática é de guerra, mas o longa deixa várias mensagens para refletirmos, entre elas, responsabilidade, patriotismo, amor ao próximo, amizade, poder, arbitrariedade e a maldade humana. 


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9, 5.






quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Festival do Rio chega à 20ª edição, em 2018, com 200 filmes de 60 países


Por Graça Paes, RJ





A 20ª edição do Festival do Rio começa na quinta-feira, dia 1 de novembro, com a exibição de "Viúvas", de Steve McQueen, no Cine Odeon, na Cinelândia, no coração do Rio de Janeiro.

De 1 a 11 de novembro serão exibidos 200 filmes, de 60 países exibidos, em 20 locais da cidade maravilhosa. No sábado dia 10 será exibido o "O Grande Circo místico", de Cacá Diegues, representante do Brasil na corrida pelo Oscar em 2019, às 21h30, no Cine Odeon, e dia 11 o Festival chega ao fim. 



Entre os filmes em exibição teremos trabalhos de diretores novatos e de diretores consagrados, como Lars Von Trier ("A casa que Jack construiu"), Gus Van Sant ("A pé, ele não vai longe"), Jean-Luc Godard ("Imagem e palavra"), Mike Leigh ("Peterloo"), Spike Lee ("Infiltrado na Klan"), Jafar Panahi ("3 Faces"), Julian Schnabel ("No portal da eternidade"), Nadine Labaki ("Cafarnaum"), Olivier Assayas ("Vidas Duplas") e Pablo Trapero ("A quietude").


E, muitas novidades, como, uma nova versão de "Imagine", de John Lennon e Yoko Ono; "Não me toque", de Adina Pintilie, filme que levou o Urso de Ouro na edição mais recente do Festival de Berlim; "Assunto de família", de Hirokazu Kore-Eda, o vencedor da Palma de Ouro em Cannes, em 2018, "Em chamas", de Lee Chang-dong, filme baseado no conto "Queimar celeiros", do escritor japonês Haruki Murakami e vencedor do prêmio da crítica no Festival de Cannes 2018.


O Festival do Rio dividiu a exibição destes 200 títulos em seis mostras: Panorama, Expectativa 2018, Première Latina, Première Brasil, Midnight e Film Doc.


As sessões de gala da Première Brasil serão realizadas no Estação Net Gávea, Estação Net Botafogo e no Cine Odeon.


As sessões populares seguidas de debates com os diretores, produtores e elenco irão ocorrer no Cine Odeon e no Estação NET Rio.

Das 200 obras serão exibidas 84 nacionais, entre produções totalmente nacionais e coproduções. Também terá exibição de quatro longas clássicos em versões restauradas: "Rio 40 graus" (1955) e "Rio Zona Norte" (1957), ambos de Nelson Pereira dos Santos, que faleceu em abril de 2018, "Pixote: a lei do mais fraco" (1981), de Hector Babenco, e "Central do Brasil" (1998), de Walter Salles.


Mesmo com as dificuldades para a realização do evento, o Festival do Rio terá convidados internacionais, entre eles, o diretor francês Olivier Assayas, responsável por obras como "Acima das nuvens" e "Personal shopper".


A Agência Zapp News, através de nossa crítica, jornalista e fotógrafa, Graça Paes, irá acompanhar sessões de filmes, em diversos locais, debates pós sessões, no Odeon e no Estação Net Rio e eventos no Rio Market. 


Acompanhe a programação do Festival do Rio e do Rio Market no site do evento.
Clique aqui http://www.festivaldorio.com.br/



Crítica do filme: “Bohemian Rhapsody“

Por Graça Paes, RJ



“Bohemian Rhapsody" antes mesmo de ser lançado foi norteado por polêmicas, sendo uma delas a saída do diretor Bryan Singer, por causar tumulto nos bastidores e por denúncias de assédio sexual. Ele iniciou a direção, mas o longa foi finalizado por Dexter Fletcher, apesar de Bryan Singer assinar como o diretor do longa nos créditos.


Lançada em 1975 no álbum “A Night At The Opera” a canção “Bohemian Rhapsody“ norteia a história de Freddie Mercury que estreia dia 1 de novembro nos cinemas com trilha sonora de John Ottman e muitas canções do Queen.



Talvez o mistério em torno desta canção tenha sido o motivo para que o longa tenha esse nome e que a música fosse o ponto de partida desta história. Muitas especulações cercam “Bohemian Rhapsody". Para Freddie Mercury, a canção falava sobre relacionamentos e ponto. Na verdade, ele sempre se recusou a detalhar o que o levou a fazer esta melodia. Para os amigos, em um documentário da BBC Three, o baterista Roger Taylor afirmou que o verdadeiro significado da música é "bastante auto-explicativo, apenas com um pouco de nonsense no meio". Já o guitarrista Brian May, sempre disse que a música possuía referências veladas à traumas pessoais de Mercury. Existem aqueles que apontam como uma provável inspiração, o romance de Albert Camus, “O Estrangeiro”, no qual um jovem confessa um assassinato por impulso e tem uma epifania antes de ser executado. Enfim, seja o que for, ela dá nome e enaltece este longa. 



“Bohemian Rhapsody” é uma homenagem magnífica a Freddie Mercury com pitadas do que foi o início do Queen e a passagem dele pela banda. Freddie Mercury foi um artista que quebrou protocolos, desafiou estereótipos e convenções. Era apaixonado por seus gatos. Era bissexual, mesmo sem ter assumido isso publicamente, se tornou um dos cantores mais amados do planeta, se vestiu de mulher em um dos clipes sendo imensamente criticado nos EUA, na época, e infelizmente teve sua vida ceifada no auge de sua carreira pela Aids, em decorrência da vida promiscua que levava fora dos palcos.


O filme, que não está em ordem cronológica, mostra o sucesso meteórico da banda através de suas canções icônicas e de seu som revolucionário. Aborda a fase em que o estilo de vida de Mercury saiu do controle. Também mostra amores, decepções e o reencontro triunfal da banda na véspera do Live Aid, onde o astro comandou o Queen em uma das maiores apresentações da história do rock, consolidando o legado da banda que sempre foi tida como uma família.



Tecnicamente o filme é bom, porém, percebemos em algumas cenas que a prótese dentária incomodou um pouco o ator Rami Malek, o que não atrapalhou sua atuação, mas é notável. Merecem aplausos nesta longa, a direção de arte, figurinos, maquiagem e os atores que formam a banda Queen, todos estão maravilhosos. É incrível como a caracterização os deixou bem parecidos com os integrantes da banda. E, claro Malek, não só por ser o protagonista, mas por estar maravilhoso em todos os sentidos, rouba todos os holofotes. Certamente, esse personagem deve render a ele uma indicação ao Oscar. Aliás, vale lembrar que Malek está em ótima fase, pois também está sensacional no filme “Papillon” como ator coadjuvante.


O longa é emocionante e encantador, mas para os mais apaixonados pelo Queen, e por Freddie Mercury, o fato dos acontecimentos não estarem na ordem cronológica pode incomodar um pouco, assim como alguns cortes na montagem, que interrompem clássicos da banda. Mas, pode ter a certeza de que o filme é uma belíssima homenagem. Se prepare, pois ele toca fundo no coração. Mas, fique tranquilo, o filme celebra a vida e a passagem deste grande astro pelo mundo da música. 



Agência Zapp News assistiu  "Bohemian Rhapsody" e deu nota 9,5.