quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Crítica: "Operação Overlord"

Por Graça Paes, RJ 


Com direção de Julius Avery, roteiro de Billy Ray e Mark L.Smith, o longa "Operação Overlord" chega as telas de cinema dia 8 de novembro.  É um thriller de guerra, espetacular, surpreendente e Impactante. 


O longa mostra uma tropa de paraquedistas americanos que é lançada na França atrás das linhas inimigas para uma missão crucial na Normandia (Operação Overlord). Overlord é um código britânico para o Dia D. Mas, os soldados passam um sufoco para sair do avião, que sofre ataque ao chegar próximo ao local e mais apuros ainda ao descerem de paraquedas. Quando finalmente, eles conseguem se aproximar do alvo, eles percebem que a atuação terá que ir muito além da operação militar já que atividades escusas acontecem no local liderado pelos nazistas. E, eles estão não só dispostos a cumprir a missão que lhes foi dada, mas também em ajudar em acabar com as crueldades dos nazistas. 


É um filme para te manter ligado o tempo todo. Se prepare para muitos sustos. A adrenalina é constante, em cenas muito bem produzidas, mas você nem sente a hora passar. 


O filme tem boa direção, produção, som e trilha sonora. A fotografia é muito bem feita, assim como direção de arte, maquiagem e efeitos especiais. 


O elenco está impecável e mistura várias etnias entre os soldados, o que é uma excelente sacada, já que os EUA tem uma mistura de raças. E no momento atual em que vivemos é válida essa escolha, mesmo que para a época da história retratada não seja verossímil, pelas questões raciais existentes naquele período. Mas, no longa coube perfeitamente. E os atores tem boa química em cena. 


A temática é de guerra, mas o longa deixa várias mensagens para refletirmos, entre elas, responsabilidade, patriotismo, amor ao próximo, amizade, poder, arbitrariedade e a maldade humana. 


A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9, 5.






quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Festival do Rio chega à 20ª edição, em 2018, com 200 filmes de 60 países


Por Graça Paes, RJ





A 20ª edição do Festival do Rio começa na quinta-feira, dia 1 de novembro, com a exibição de "Viúvas", de Steve McQueen, no Cine Odeon, na Cinelândia, no coração do Rio de Janeiro.

De 1 a 11 de novembro serão exibidos 200 filmes, de 60 países exibidos, em 20 locais da cidade maravilhosa. No sábado dia 10 será exibido o "O Grande Circo místico", de Cacá Diegues, representante do Brasil na corrida pelo Oscar em 2019, às 21h30, no Cine Odeon, e dia 11 o Festival chega ao fim. 



Entre os filmes em exibição teremos trabalhos de diretores novatos e de diretores consagrados, como Lars Von Trier ("A casa que Jack construiu"), Gus Van Sant ("A pé, ele não vai longe"), Jean-Luc Godard ("Imagem e palavra"), Mike Leigh ("Peterloo"), Spike Lee ("Infiltrado na Klan"), Jafar Panahi ("3 Faces"), Julian Schnabel ("No portal da eternidade"), Nadine Labaki ("Cafarnaum"), Olivier Assayas ("Vidas Duplas") e Pablo Trapero ("A quietude").


E, muitas novidades, como, uma nova versão de "Imagine", de John Lennon e Yoko Ono; "Não me toque", de Adina Pintilie, filme que levou o Urso de Ouro na edição mais recente do Festival de Berlim; "Assunto de família", de Hirokazu Kore-Eda, o vencedor da Palma de Ouro em Cannes, em 2018, "Em chamas", de Lee Chang-dong, filme baseado no conto "Queimar celeiros", do escritor japonês Haruki Murakami e vencedor do prêmio da crítica no Festival de Cannes 2018.


O Festival do Rio dividiu a exibição destes 200 títulos em seis mostras: Panorama, Expectativa 2018, Première Latina, Première Brasil, Midnight e Film Doc.


As sessões de gala da Première Brasil serão realizadas no Estação Net Gávea, Estação Net Botafogo e no Cine Odeon.


As sessões populares seguidas de debates com os diretores, produtores e elenco irão ocorrer no Cine Odeon e no Estação NET Rio.

Das 200 obras serão exibidas 84 nacionais, entre produções totalmente nacionais e coproduções. Também terá exibição de quatro longas clássicos em versões restauradas: "Rio 40 graus" (1955) e "Rio Zona Norte" (1957), ambos de Nelson Pereira dos Santos, que faleceu em abril de 2018, "Pixote: a lei do mais fraco" (1981), de Hector Babenco, e "Central do Brasil" (1998), de Walter Salles.


Mesmo com as dificuldades para a realização do evento, o Festival do Rio terá convidados internacionais, entre eles, o diretor francês Olivier Assayas, responsável por obras como "Acima das nuvens" e "Personal shopper".


A Agência Zapp News, através de nossa crítica, jornalista e fotógrafa, Graça Paes, irá acompanhar sessões de filmes, em diversos locais, debates pós sessões, no Odeon e no Estação Net Rio e eventos no Rio Market. 


Acompanhe a programação do Festival do Rio e do Rio Market no site do evento.
Clique aqui http://www.festivaldorio.com.br/



Crítica do filme: “Bohemian Rhapsody“

Por Graça Paes, RJ



“Bohemian Rhapsody" antes mesmo de ser lançado foi norteado por polêmicas, sendo uma delas a saída do diretor Bryan Singer, por causar tumulto nos bastidores e por denúncias de assédio sexual. Ele iniciou a direção, mas o longa foi finalizado por Dexter Fletcher, apesar de Bryan Singer assinar como o diretor do longa nos créditos.


Lançada em 1975 no álbum “A Night At The Opera” a canção “Bohemian Rhapsody“ norteia a história de Freddie Mercury que estreia dia 1 de novembro nos cinemas com trilha sonora de John Ottman e muitas canções do Queen.



Talvez o mistério em torno desta canção tenha sido o motivo para que o longa tenha esse nome e que a música fosse o ponto de partida desta história. Muitas especulações cercam “Bohemian Rhapsody". Para Freddie Mercury, a canção falava sobre relacionamentos e ponto. Na verdade, ele sempre se recusou a detalhar o que o levou a fazer esta melodia. Para os amigos, em um documentário da BBC Three, o baterista Roger Taylor afirmou que o verdadeiro significado da música é "bastante auto-explicativo, apenas com um pouco de nonsense no meio". Já o guitarrista Brian May, sempre disse que a música possuía referências veladas à traumas pessoais de Mercury. Existem aqueles que apontam como uma provável inspiração, o romance de Albert Camus, “O Estrangeiro”, no qual um jovem confessa um assassinato por impulso e tem uma epifania antes de ser executado. Enfim, seja o que for, ela dá nome e enaltece este longa. 



“Bohemian Rhapsody” é uma homenagem magnífica a Freddie Mercury com pitadas do que foi o início do Queen e a passagem dele pela banda. Freddie Mercury foi um artista que quebrou protocolos, desafiou estereótipos e convenções. Era apaixonado por seus gatos. Era bissexual, mesmo sem ter assumido isso publicamente, se tornou um dos cantores mais amados do planeta, se vestiu de mulher em um dos clipes sendo imensamente criticado nos EUA, na época, e infelizmente teve sua vida ceifada no auge de sua carreira pela Aids, em decorrência da vida promiscua que levava fora dos palcos.


O filme, que não está em ordem cronológica, mostra o sucesso meteórico da banda através de suas canções icônicas e de seu som revolucionário. Aborda a fase em que o estilo de vida de Mercury saiu do controle. Também mostra amores, decepções e o reencontro triunfal da banda na véspera do Live Aid, onde o astro comandou o Queen em uma das maiores apresentações da história do rock, consolidando o legado da banda que sempre foi tida como uma família.



Tecnicamente o filme é bom, porém, percebemos em algumas cenas que a prótese dentária incomodou um pouco o ator Rami Malek, o que não atrapalhou sua atuação, mas é notável. Merecem aplausos nesta longa, a direção de arte, figurinos, maquiagem e os atores que formam a banda Queen, todos estão maravilhosos. É incrível como a caracterização os deixou bem parecidos com os integrantes da banda. E, claro Malek, não só por ser o protagonista, mas por estar maravilhoso em todos os sentidos, rouba todos os holofotes. Certamente, esse personagem deve render a ele uma indicação ao Oscar. Aliás, vale lembrar que Malek está em ótima fase, pois também está sensacional no filme “Papillon” como ator coadjuvante.


O longa é emocionante e encantador, mas para os mais apaixonados pelo Queen, e por Freddie Mercury, o fato dos acontecimentos não estarem na ordem cronológica pode incomodar um pouco, assim como alguns cortes na montagem, que interrompem clássicos da banda. Mas, pode ter a certeza de que o filme é uma belíssima homenagem. Se prepare, pois ele toca fundo no coração. Mas, fique tranquilo, o filme celebra a vida e a passagem deste grande astro pelo mundo da música. 



Agência Zapp News assistiu  "Bohemian Rhapsody" e deu nota 9,5. 


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Crítica do filme: Halloween (2018)

Por Graça Paes, RJ


Com direção de David Gordon Green, roteiro de Jeff Fradley, Green e Danny McBride, Halloween, cuja estreia no Brasil é dia 25 de outubro, é o decimo filme da franquia. Neste longa, o co-criador da série (1978), John Carpenter é produtor executivo e consultor criativo.  O roteiro parte da história original do filme(1978), sem levar em conta as nove sequências anteriores, e conta o que aconteceu após quarenta anos. Em 1978, John Carpenter lançou “Halloween - A Noite do Terror” com uma nova estética para os filmes de terror da época.  E, agora temos a sequência desta história, mas sem novidades.  


1978 - Halloween - A Noite do Terror

Em Halloween (2018), Laurie Strode (Jamie Lee Curtis), depois de ter escapado do ataque de Michael Myers em uma noite de Halloween de 1978 terá que confrontar o assassino mascarado. Ela que é perseguida pela memória de ter tido sua vida por um triz, passou quarenta anos arquitetando o que fazer com Myers quando ele retornar à cidade de Haddonfield. 



Vale lembrar que no longa de 1978, Michael Myers matou a irmã aos seis anos de idade. E, na fase adulta, ele passou a perseguir a jovem Laurie Strode e suas amigas. Causando muito pânico a Haddonfield.  E, apenas o  Dr. Sam Loomis, ao contrário de outros psiquiatras, chegou à conclusão que Michael era a representação do mal. Sua única motivação era a de matar por matar. Sem ser levado por traumas ou motivações. Ele tem compulsão por assassinatos. 




Nesta sequência, 40 anos depois, agora uma senhora, a personagem Laurie Strode, que perdeu entes queridos e amigos, agora é avô e mora com a neta e com a filha. Só que ela se tornou uma pessoa obcecada por vingança e seu objetivo de vida é exterminar Michael Myers a qualquer custo.



Michael Myers, logo no início do filme, aparece numa cena muito bem dirigida e produzida no manicômio judiciário. Ele é procurado por uma dupla de jornalistas que querem o entrevistar sobre o que aconteceu em 1978, mas ele permanece sem dar uma palavra e sua presença acaba por descontrolar os demais internos. 





No decorrer do longa, ele escapa do local e a partir daí começa sua saga de matar por matar, mas é claro que ele vai atrás de Laurie Strode como ela já esperava e aguardava. Ele também já é um senhor, está calvo, e retorna com o uso da tradicional máscara.  



O roteiro de Jeff Fradley, Green e Danny McBride deixa algumas arestas. Alguns personagens aleatórios entram e saem de cena sem justificativas e personagens do núcleo central não mostram com clareza o que estão fazendo ali.  Já a fotografia, a direção e a montagem são boas. Tinha tudo para ser um filme incrível, mas pecou. 



Halloween irá te segurar na poltrona apenas quando exaltar o choque entre caça e caçador. Já que a caça agora passa a ter a mesma obsessão, o mesmo estilo sombrio e também quer matar o caçador. 




A Agência Zapp News assistiu e deu nota 8.7. 





Crítica do filme: “Meu Anjo”

Por Graça Paes, RJ 

É um drama francês de 2018, dirigido por Vanessa Filho, a partir de um roteiro de Filho e Diastéme, em sua estreia na direção. É estrelado por Marion Cotillard, Ayline Aksoy-Etaix, Alban Lenoir, Amélie Daure e Stéphane Rideau. Ele teve sua estréia mundial no Festival de Cannes de 2018 em maio. E no Brasil estreia dia 25 de outubro.


O longa aborda a relação de mãe e filha. Marlène (Marion Cotillard) tem uma filha de oito anos a quem não dispensa muita atenção. Ela leva a vida curtindo bebedeiras, festas e homens. Até que em uma certa noite, ela vai a uma boate acompanhada da menina, mas na hora de retornar manda a filha de volta para casa sozinha de táxi. Os dias passam e a mãe nada de aparecer, e a partir daí, a pequena Elli, a quem a mãe chama de anjo, irá enfrentar as consequências de ter uma mãe ausente. E, por dias terá que se virar e viver sozinha, à própria sorte, até que aparece um ex-mergulhador em seu caminho e acuada, ela tentará se apoiar nele.  


A menina sofre com a ausência da mãe, com agressões físicas e psicológicas na escola e com o preconceito de crianças do bairro em que mora, por causa do comportamento da mãe.


O roteiro é mediano, pois deixa arestas, já a direção, montagem e trilha sonora são boas, assim como as atuações de Marion Cotillard, Ayline Aksoy-Etaix e Alban Lenoir. 


O filme te levará a muitas reflexões, entre elas, maternidade, paternidade, responsabilidade dos pais para com os filhos. O quanto é importante acompanhar o dia-a-dia do filho. O quanto é essencial saber o que acontece com o filho na escola, no bairro. Observar hábitos. E a importância de estar presente e dar limites a criança. 


“Meu Anjo” é um filme que irá mexer com você, principalmente para os que tem filhos e para os que amam crianças. Se prepare para ver na telona uma realidade bem dura vivida por uma pequena protagonista que rouba todos os holofotes. 


A Agência Zapp News assistiu o filme "Meu Anjo" (Angel Face) e nossa nota é 8.7.




quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Crítica: “O primeiro homem”


Por Graça Paes, RJ




Com direção de Damien Chazelle, roteiro de Josh Singer, produção de Damien Chazelle, Wyck Godfrey e Marty Bowen e trilha sonora de Justin Hurwitz, o longa “O primeiro homem”, que retrata a trajetória de Neil Armstrong e sua jornada até à Lua em 1969, estreia dia 18 de outubro. 


“O primeiro homem” é um filme que retrata parte da história mundial. E mostra uma outra face do primeiro homem a pisar na lua, além do astronauta. 




Ele retrata de forma peculiar a vida do astronauta norte-americano Neil Armstrong (Ryan Gosling), mostra sua família, os sacrifícios e custos que ele e toda a nação enfrentaram durante uma das mais perigosas missões na história das viagens espaciais. 


O filme é bom, mas peca na montagem e no roteiro. Tem uma boa trilha sonora, boa fotografia, boas atuações e bons efeitos especiais. 



A Agência Zapp News já assistiu o filme 'O PRIMEIRO HOMEM' e nossa nota é 8.7.