quarta-feira, 11 de julho de 2018

Crítica do filme: Arranha-Céu: Coragem sem Limite


Por Graça Paes, RJ

Ação, leve suspense e bons efeitos especiais na telona



Com a direção de Rawson Marshall Thurber e com o astro Dwayne Johnson, Neve Campbell, Chin Han, entre outros, no elenco. O longa, que estreia dia 12 de julho, nos cinemas, conta a história de Will Sawyer, um ex-líder de operação de resgate do FBI, amputado, que se torna avalista de segurança de arranha-céus. Em missão em Hong Kong, na China, no edifício mais alto do mundo, e que seria o mais seguro. Até que ele ao apresentar seu trabalho no local, se depara com um incêndio, e acaba sendo culpado por isso.





No longa, Will, além de se proteger, e proteger sua família, que está com ele no edifício, passa a procurar os responsáveis pelo incêndio, já que tentam incriminá-lo, e ele além de tentar provar sua inocência, tenta de todas as formas resgatar sua família. A partir daí, suspense, ação e muita emoção você irá encontrar em uma hora e trinta minutos na telona.
  



Como todo filme que tem Dwayne “The Rock” Johnson no elenco já podemos esperar boas cenas. Seu carisma e sua performance sempre roubam as atenções e seguram o espectador.  O astro é um show man. E ele carrega público as salas de cinema, fato raro atualmente, onde quem atrai bilheteria são as franquias. Mas, Dwayne “The Rock” Johnson, repete o sucesso de seus antecessores nos filmes de ação, como Stallone, Schwarzenegger e Van Damme, que eram as estrelas entre os anos 80 e 90. E, neste longa, mais uma vez, ele é o filme. Suas cenas são magníficas, e ele dá um show ao dar vida a um ex-militar amputado.




O filme tem uma excelente trilha sonora, uma boa fotografia, excelentes efeitos especiais, algumas cenas que se destacam, um leve suspense, mas, sem nada de extraordinário.



Resumindo, é um filme de incêndio, que irá te fazer lembrar de outros filmes, como ‘Inferno na torre’, que tem temática semelhante, assim como remete a filmes de ação, como Duro de Matar.



Arranha céu: Coragem sem Limite tem como cenário um prédio considerado o maior do mundo. O local é todo informatizado, fato este, que nos mostra que a tecnologia que nos ajuda também pode nos atrapalhar e nos colocar em enrascadas. E, no meio deste incêndio temos um vilão, um mocinho e a família do mocinho. Claro que o mocinho, The Rock, durante toda a história, vai passar por muitas situações e fará de tudo para salvar a sua família e quem mais ele conseguir.



É um filme bom, excelente para ir assistir com a família. Nos leva a refletir sobre o amor incondicional, o que geralmente encontramos entre pais e filhos, sobre a volta por cima em caso de tragédias, já que no longa temos a  amputação da perna do personagem de The Rock, que supera, a tragédia,  e dá a volta por cima. E, também nos faz refletir sobre o uso da tecnologia, até que ponto nos ajuda e até que ponto nos atrapalha.



Não é espetacular, mas é um bom filme. O primeiro ato é um pouco lento, mas depois o filme tem ritmo. Se prepare para assistir boas cenas, mas com clichês, e para assistir alguns personagens bem caricatos, mas o diretor e a produção acertam no que se refere aos efeitos especiais. E, é claro tem Dwayne “The Rock” Johnson no elenco, o que certamente já nos faz querer ir ao cinema para assistir.



A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.




Crítica da animação; “Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas”


Por Graça Paes, RJ 
Embarque você também nesta aventura em alto mar


Com a direção de Genndy Tartakovsky que também assina o roteiro com Michael McCullers e a belíssima trilha sonora de Mark Mothersbaugh, o terceiro longa da franquia “Hotel Transilvânia”, estreia no Brasil, na quinta-feira, dia 12 de julho.





Nesta sequência, cansado do trabalho árduo no hotel, Drácula, solitário e infeliz, decide tirar férias e também procurar um novo amor pela internet, mas em meio à sua busca, ele é surpreendido com um presente da querida filha que é passar em família, as férias em um cruzeiro. 



Inicialmente, ele resistente à ideia, mas acaba cedendo. E, eis que em alto mar, ele se encanta pela comandante do navio, que, no entanto, esconde um segredo. Erika Van Helsing planeja destruir todos os monstros durante esta viagem, só que o encantamento de Drácula por ela, acaba nos levando a dar muitas risadas, a refletir, e muito mais.




Afinal, será que Drac conquista o coração da moça? Bom, aí, você terá que assistir a animação nos cinemas para saber o desfecho. Mas, eu posso te contar que acompanhar esse cruzeiro com o Drácula e a família de monstros será muito divertido. Essa viagem tem de tudo um pouco, você verá vôlei de monstros, excursões exóticas, bronzeados lunares e acompanhar um voo bem diferente pela companhia aérea Gremlin Air.



Em Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas temos uma mistura da animação clássica com a animação digital. O que é bonito de se ver. É um trabalho muito bem produzido e que te segura na poltrona.





O roteiro é muito bem escrito, com piadas que as crianças irão entender e que leva a várias reflexões, entre elas, igualdade, perdão, racismo e afirma o tempo todo a questão de que de somos todos iguais, sendo monstros ou não. O que é bom para que as crianças reflitam e levem essas discussões para seus grupos de amigos, família, escolares, entre outros.  O uso da internet também é muito bem explorado. Já imaginou o Drácula (Drac) procurando relacionamento em aplicativos tipo Tinder? Pois, é. Mas, como é um filme para crianças, o assunto é tratado em forma de comédia, mas sem zuação.





A trilha sonora é um show a parte e desde já, com um pequeno spoiler, eu lhe digo que algumas músicas irão ficar na sua cabeça, após a sessão.  




A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.5

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Começam as gravações da terceira temporada de #MeChamaDeBruna série original da FOX



Por Graça Paes, RJ




Foi dada a largada! A Fox anunciou o início das gravações da terceira temporada de #MeChamaDeBruna, série original Premium da FOX Networks Group (FNG) Latin America inspirada na vida da ex-prostituta Raquel Pacheco, que ficou famosa como Bruna Surfistinha. 




As gravações dos oito novos episódios, com uma hora de duração cada, seguem por nove semanas em locações no Rio de Janeiro com direção de Duda Vaisman e Calvito Leal. A atriz Maria Bopp retorna como protagonista da série.




A previsão de estreia é dezembro de 2018 no Canal fechado FOX Premium e no FOX App, onde já estão disponíveis a primeira e a segunda temporada para assinantes dos planos FOX+ e FOX Premium para todo o Brasil e América Latina.





TERCEIRA TEMPORADA #MeChamaDeBruna

A prostituta mais famosa do Brasil volta mais provocativa que nunca. A nova temporada  irá mostrar o intenso presente de uma Bruna forte e independente, que enfrenta, por sua vez, os fantasmas do passado. Os clientes de élite aumentam, bem como os problemas que implica ser cada dia mais reconhecida e mais famosa. A realidade bate nela: a doença terminal de seu pai e a hipocrisia de seu entorno lhe fazem lembrar que, detrás de seus desejos e ambições, há uma vida cheia de obstáculos que tem que enfrentar.



Diversas situações farão reviver seu duro passado como estudante vítima do bullying, demonstrando que o prazer de ser Bruna não conseguirá apagar sua história como Raquel. Apesar de tudo, Bruna está decidida: a prostituição é a chave que a ajudará a se fortalecer e ser a protagonista de seu futuro.



A excelente performance que relata esta história humana e reflexiva, posicionou a “#MeChamaDeBruna” sobre os conteúdos internacionais e conseguiu chegar às audiências através das cenografias de um país que viu surgir à escort mais cobiçada da cidade de São Paulo.




Crítica do filme: “Mulheres Alteradas”


Todas as mulheres irão se identificar com alguma das personagens


Por Graça Paes, RJ




Com direção de Luís Pinheiro, o filme “Mulheres Alteradas” é baseado no livro da escritora argentina Maitena Burundarena e adaptado para a telona por Caco Galhardo. Ele conta a história de quatro mulheres que enfrentam problemas bem peculiares.





No primeiro ato, o longa nos mostra o casamento cheio de conflitos da secretária Keka com o Dudu. A vida complicada da advogada Marinati. Uma workaholic, mas que num dado momento se apaixona por um solteirão dependente da mãe, o Christian. Leandra, a solteirona, que se sente insegura pelo fato de ainda não ter constituído família e de Sônia, irmã de Leandra, casada, com dois filhos. Aquele tipo de mulher que abandona tudo para viver a experiência do lar, mas chega uma hora, em que ela começa a se sentir cansada da rotina doméstica e sente saudades da época de solteira. As quatro histórias se entrelaçam bem já que as personagens se conhecem e duas são irmãs.






O longa nos leva a reflexão da crise dos 30 anos. Que já foi retratada em diversos filmes e que vive ganhando espaço na mídia. Só que no longa, ela ocorre em diferentes situações, já que cada protagonista tem um estilo de vida e elas sofrem, no casamento, no trabalho, na família e na vida social.





As mulheres alteradas são interpretadas pelas atrizes Alessandra Negrini (Marinati), Deborah Secco (Keka), Maria Casadevall (Leandra), Mônica Iozzi (Sônia). O elenco ainda conta com Sérgio Guizé, Marcos Oliveira, Mauricio Machado, Daniel Boaventura, Stepan Nercessian, Patricia Travassos, Augusto Madeira, Suely Franco, Carol Melgaço e João Vicente.





O filme tem uma bela fotografia, uma trilha sonora bem compatível com a história, boa direção e produção e excelentes atuações.  O roteiro é bem escrito, mas nada que te surpreenda em relação as piadas, que são inteligentes, mas não são surpreendentes. Resumindo, é apenas um filme bom.




Quem rouba a cena nesse longa é Deborah Secco e seu belo corpo corpo escultural que deixará homens e mulheres babando. 






A Agência Zapp News já conferiu e nossa nota é 9.
O longa entra em cartaz dia 5 de julho.


Assista o trailer: 






quinta-feira, 28 de junho de 2018

“O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos” ganha teaser e pôster





Tudo que Clara (Mackenzie Foy) deseja é obter uma chave, uma chave única, capaz de abrir uma caixa que contém um presente de valor inestimável deixado por sua mãe já morta. Ligações estratégicas apresentadas a ela na festa anual de seu padrinho Drosselmeyer (Morgan Freeman), levam Clara à cobiçada chave, que rapidamente desaparece em um estranho e misterioso mundo paralelo. É lá que Clara encontra um soldado chamado Phillip (Jayden Fowora-Knight), uma gangue de camundongos e os regentes que presidem os três reinos: o Reino da Neves, o Reino das Flores e o Reino dos Doces. Clara e Phillip precisam enfrentar o sinistro Quarto Reino, onde vive a tirana mãe Ginger (Helen Mirren), para recuperar a chave e ter esperança de trazer a harmonia de volta ao seu mundo. Estrelando Keira Knightley como a Fada Açucarada, e com uma participação especial de Misty Copeland, a nova produção da Disney – “O Quebra-nozes e os quatro Reinos” – é inspirada no conto clássico de E.T.A. Hoffmann (O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos) e dirigida por Lasse Hallström, e estará em cartaz nos cinemas a partir de 2 de novembro de 2018.




SINOPSE
Quando Clara se vê em um mundo estranho e paralelo, que abriga o Reino das Neves, o Reino das Flores e o Reino dos Doces, precisa enfrentar o sinistro Quarto Reino e sua governante tirana, Mãe Ginger, para trazer de volta a harmonia a seu instável mundo.



O QUEBRA-NOZES E OS QUATRO REINOS
DISNEY

Gênero:  Fantasia/Aventura
Classificação indicativa: a confirmar
Data de lançamento nos EUA: 2 de novembro de 2018
Elenco: Keira Knightley, Mackenzie Foy, Eugenio Derbez, Matthew Macfadyen,
Richard E. Grant, Sergei Polunin, Jayden Fowora-Knight, Omid
Djalili, Jack Whitehall, Meera Syal, Ellie Bamber, Misty Copeland, com Helen Mirren e Morgan Freeman.
Diretor:  Lasse Hallström
Produtores: Mark Gordon, Larry Franco
Produtores executivos: Sara Smith, Lindy Goldstein
Roteiro: Ashleigh Powell e Simon Beaufoy


Crítica: 'Além do Homem'

Por Graça Paes, RJ

Uma fábula brasileira enigmática e cheia de metáforas 




Com direção de Willy Biondani que também assina o roteiro com Eliseo Altunaga e Daniel Tavares, 'Além do Homem', estreia nos cinemas dia 28 de junho, com belas imagens de Paris e do interior do Brasil. 




O longa conta a história de Alberto Luppo, um escritor brasileiro que mora em Paris, há muitos anos, e que não tem a menor vontade de retornar ao seu país de origem. Porém, ao terminar o projeto de um livro que ele pretende lançar, Alberto é surpreendido por membros da sociedade literária de Paris para escrever uma história sobre o antropólogo francês Marcel Lefavre que supostamente foi devorado por canibais no interior do Brasil. De pose de um caderno de anotações de Lefavre e com a missão de recolher mais material para escrever esta história, Alberto é obrigado a retornar à terra natal e investigar o desaparecimento do antropólogo. Ao chegar ao Brasil, ele recebe a ajuda do taxista Tião que o leva até o local onde supostamente teria ocorrido o ataque dos canibais. Porém, até chegar ao ponto chave de sua busca, Alberto vai penetrando em um Brasil alegórico e misterioso, e claro, teme, por um final como o de Lefavre e se desespera.






Partindo de um conceito de super-homem elaborado pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche também chamado de "além do homem". No caso, este homem, Alberto Luppo. O personagem é aquele que supera todo o ressentimento. É a inocência do devir. Onde todos os modelos são deixados para trás, todos os ídolos são quebrados e só há espaço para a criação. "Além do homem", neste longa, define Alberto Luppo,  que sai de seus limites, entre realidade e ficção, para viver e dar vida a uma nova história. A partir deste conceito Alberto sai pelo interior do país em busca de fragmentos, respostas e elementos para contar a história que lhe foi proposta e acaba se reencontrando consigo mesmo e redescobrindo sua terra natal. 






É um filme impactante, com uma fotografia magnífica, que é compartilhada entre o francês Olivier Cocaul e o paulista Walter Carvalho, que lida de forma maestral com sombras e cores, e é embalada por uma trilha sonora original, de Egberto Gismonti, que mescla a bossa nova a sons tribais. Vale ressaltar também o excelente roteiro, com bons diálogos. 






É uma “fábula brasileira moderna” que te faz viajar, te leva a criar, a refletir. O longa trabalha com fatores como mistério, magia e sedução e lida sabiamente com as nuances entre a comédia, o drama e o romance. Não é uma história fechada, ela leva o espectador a várias percepções. Além de te fazer refletir sobre a dualidade: realidade ficcional ou delírios?





O longa aborda, dentro do contexto da investigação de Alberto pelos fatos para compor a história de seu novo livro, temas da atualidade, e tudo permeado com maravilhosas atuações, entre elas, a dos atores Sérgio Guizé, que arrebenta na fluência do francês e Fabrício Boliveira, que faz um personagem cômico, caricato, mas muito interessante. 




É um longa com uma pegada diferenciada e muito bem dirigido. Tudo bem encaixado, até mesmo as cenas de nudez, que se justificam.  É o cinema nacional se reinventando e apostando no novo. Novos rumos, novos enfoques e novas e diferenciadas formas de se contar uma história. 




A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.5. 





Crítica do filme: “Sicario: dia do soldado”

Por Graça Paes, RJ




Com direção de Stefano Sollima, roteiro de Taylor Sheridan, fotografia de Dariusz Wolski e a magnífica e impactante trilha sonora de Hildur Guðnadóttir, o longa “Sicario: dia do soldado” estreia dia 28 de junho nos cinemas.  O filme tem a missão de dar continuidade ao aclamado longa: Sicario: terra de ninguém, de Denis Villeneuve, que nesta sequência está como produtor. 






Em “Sicario: dia do soldado” Depois de descobrir que os cartéis do tráfico estão "contrabandeando" terroristas para dentro dos Estados Unidos, a CIA  envia Matt Graver (Josh Brolin) e o ex-agente infiltrado Alejandro Gillick (Benicio del Toro) para eliminar o problema. Nesta missão, Alejandro Gillick e Matt Graver trabalham juntos e no decorrer desta tarefa eles se envolvem numa ação que envolve a filha de um dos chefão do tráfico de drogas, Isabelle. A partir daí, Alejandro acaba se vendo em uma encruzilhada moral e suas escolhas podem vir a desencadear uma sangrenta guerra de cartéis.


A longa retrata de forma clara como se alistam pessoas para os cartéis, e como a vida de um rapaz pode mudar ao ele se tornar um “soldado do tráfico”, um sicário. 




É um longa bem impactante que aborda temas atuais e de grande relevância. O filme leva a muitas reflexões, entre elas,  aliciação, poder, vícios, amizade, família, de forma bem reflexiva e inteligente. Os pontos altos são a trilha sonora, a fotografia e as atuações de Benicio Del Toro, Josh Brolin e Isabela Moner.  Além de ter um bom roteiro com excelentes diálogos, mas sem apontar grandes destaques. 





O filme deixa um gancho que poderá ser o ponto de partida para uma possível trilogia. 




A Agência Zapp News já conferiu é nossa nota foi 8,7. 



Crítica do filme: 'Berenice Procura'

Por Graça Paes, RJ 

Uma viagem encantadora entre o suspense e o drama 





Com direção de Allan Fiterman,  o longa tem o roteiro adaptado do romance policial do professor de psicanálise Luiz Alfredo Garcia-Roza por Flávia Guimarães e José Carvalho.




O filme conta a história de Berenice, personagem de Claudia Abreu. Uma mulher que procura encontrar no trabalho uma maneira de se sentir menos sufocada pela rotina familiar. Ela começa a trabalhar como taxista à revelia do marido Domingos, personagem de Eduardo Moscovis, um repórter de tv, daquele tipo bem machão e homofóbico, e tenta superar também a frustração da falta de comunicação com o filho Thiago, personagem de Caio Manhente. O adolescente, sem o conhecimento dos pais, é frequentador da boate de Greta (Vera Holtz), uma cafetina truculenta que topa qualquer negócio na noite do Rio de Janeiro. Ele frequenta o lugar em virtude de Isabelle, uma das estrelas da casa, com quem estabelece uma doce e delicada relação de amizade e identificação. Isabelle resiste ao assédio de Greta para voltar a se prostituir, pois ela vive um romance misterioso e pelo que parece marginal. 




Neste contexto, que a taxista Berenice, que tem uma paixão por fatos policiais e cenas de crimes, sem saber do envolvimento de seu filho com a trans, se encanta pela história desse assassinato e começa a fazer sua própria investigação, o que também é feito por seu marido em suas reportagens. 





Com um roteiro magnífico, uma brilhante fotografia de Azul Serra, o filme entra em cartaz dia 28 de junho nos cinemas. É um longa instigante, forte e impactante. Vale ressaltar as excelentes atuações da estreante Valentina Sampaio, que antes era apenas modelo, e de Eduardo Moscovis.  O longa, aos poucos, desvenda o submundo, tanto da noite, como da fachada de um casamento e como o de uma família de classe média carioca que vive de aparências. 



É um retrato de Rio de Janeiro que ressalta preconceitos, sexualidade, homossexualidade, mentiras e vida dupla de forma subversiva. 



A trama é cercada de mistério do início ao fim. E envolve o espectador o tempo todo. Você vai acompanhar todos os fatos que levam ao desfecho de quem matou a trangênero Isabelle (Valentina Sampaio), a cantora da boate que ambienta boa parte da história e celebra as principais cenas deste longa. 




O que Isabelle, uma cantora da noite, e uma família de classe média carioca, tem em comum. Aos poucos é revelado de forma surpreendente. O longa tem um desfecho fantástico. 



O ponto alto do longa é a cena em que Valentina Sampaio, como Isabelle, canta na boate, a música Amor Marginal de Johnny Hooker, de forma espetacular e envolvente. 



“Berenice Procura” pode ser classificado como um thriller policial que retrata o preconceito que ainda envolve a classe LGBT, com seus percalços, recheado de drama, suspense e romance. 



É mais um excelente filme brasileiro que entra nesse rol de boas histórias contadas na telona. 




A Agência Zapp News já conferiu e deu nota 10.