quinta-feira, 21 de junho de 2018

Crítica do filme nacional: Tungstênio

Por Graça Paes, RJ  (Agência Zapp News)

   
O filme Tungstênio com direção de Heitor Dhalia, é uma adaptação dos quadrinhos de Marcello Quintanilha.  O cenário desta história é Salvador e tudo gira em torno de quatro personagens centrais. Um sargento do exército aposentado, um policial e sua esposa e um traficante que se unem por um objetivo comum: acabar com um crime ambiental.

   
Tungstênio nos mostra um outro lado da Bahia, o subúrbio, o lado periférico, violento com uma abordagem clara e dinâmica. Ele retrata a exclusão e as tensões sociais que existem no Brasil e traduz como a violência urbana é um subproduto dessa desigualdade. O filme aborda temas complexos, mas sem apelação. Tem cenas de nudez, mas encaixadas num contexto.
 

   
A direção está de parabéns, já que o filme segue fielmente o roteiro dos quadrinhos de Quintanilha, até nas cenas mais complexas, e leva a telona uma bela fotografia embalada por uma boa trilha sonora.
   

 
Um outro fato que nos chama a atenção são os novos talentos. Os atores Samira Carvalho e Wesley Guimarães são um achado e fazem bonito em cena. Eles dividem as cenas com feras como Fabrício Boliveira e José Dumont.
 


De acordo com o diretor, Dhalia, Tungstênio traz à tona temas complexos, como, o abuso de gênero, o racismo estrutural e várias outras questões importantes a serem debatidas. “Acho que o filme provoca um olhar crítico para o país de hoje, na rua, no cotidiano e revela como a aparente tranquilidade pode ser rompida a qualquer momento. De uma maneira involuntária produzimos um retrato duro do país. Um Brasil onde a ideia romântica que tínhamos de nós mesmo foi deixada de lado”, ressalta ele.
 

 

O longa nos leva a muitas reflexões, entre elas, amor, amizade, valores e relacionamento familiar. É um filme que merece sua atenção.
 

É o cinema nacional ganhando cada vez mais forma e mostrando ao mundo que também sabe adaptar quadrinhos com excelência.
   


 A agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 10.
   

 A partir de 21 de junho em cartaz pelos cinemas do Brasil.  

Crítica do filme: Jurassic World: Reino Ameaçado




        



Com direção de Juan Antonio Bayona e trilha sonora de Michael Giacchino Jurassic World: Reino Ameaçado nos mostra que Owen e Claire retornam à ilha Nublar para salvar os dinossauros, que restam no local, de um vulcão que está prestes a entrar em erupção. Nesta missão, eles encontram novas e aterrorizantes raças de dinossauros gigantes ao descobrir uma conspiração que ameaça todo o planeta.


     

Nesta longa,  vamos observar uma tentativa de militarização dos dinossauros e experiências genéticas com o objetivo de criar um animal perfeito.


 
Owen Grady (Chris Pratt), o treinador amigo dos velocirraptores, e Claire Dearing (Bryce Dallas Howard), ex-gerente de operações do parque destruído,  novamente vivem as aventuras de um casal em meio aos caos que se torna missão.


   


Só que o que o casal nem imagina é que o verdadeiro plano de Eli Mills (Rafe Spall), braço direito do moribundo ricaço Benjamin Lockwood (James Cromwell), cocriador do primeiro parque temático, leva o casal para a ilha, mas com outra intenção. Na verdade, ele quer remover os animais da ilha Nublar para transportá-los para outro local com intuito de vendê-los para compradores internacionais, entre eles, traficantes, criminosos e até empresários que vislumbram explorar a espécie em circos.


     

Para quem curte a temática, o filme atende essa necessidade, mas não espere que esta sequência te surpreenda.  Mesmo com uma boa fotografia, excelente maquiagem e efeitos especiais magníficos, a trama não tem nada de mirabolante. O roteiro poderia ter sido melhor explorado, já que os diálogos não são tão atraentes. Mas, vale a pena ir ao cinema e assistir o longa que já está em cartaz.

 
  A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.7.  

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Crítica do filme nacional: CANASTRA SUJA

Por Graça Paes, RJ (Agência Zapp News)

Com direção, roteiro e produção de Caio Sóh, “Canastra Suja” chega às telonas no dia 21 de junho, depois de participar de diversos festivais, entre eles, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Los Angeles Brazilian Film Festival (Prêmios de melhor longa-metragem, diretor, ator Marco Ricca e ator coadjuvante Pedro Nercessian), Fest Aruanda (Prêmios de melhor ator, ator coadjuvante, roteiro e som), entre outros.


 
Este longa é mais um trabalho brilhante de Caio Sóh, com uma fotografia excelente de Azul Serram embalada pela trilha sonora de Maria Gadu.

 

O filme gira em torno do drama de uma família simples que enfrenta diversos conflitos. A família de Batista e Maria e seus três filhos, Pedro, Emília e Rita, sendo um deles, uma menina autista. Esta família é cercada de questões complexas. Batista é um alcoólatra que tenta abandonar o vício por insistência familiar. Maria é uma esposa dedicada, mas que tem um caso amoroso com o namorado da filha Emília. Emília tem um namoro fixo, mas seduz o patrão. Pedro é um rapaz que se sente perdido na vida adulta.  E, Rita é a jovem autista que necessita do cuidado de todos e tem toda a atenção e o carinho da irmã Emília. No decorrer do filme, os segredos dos membros desta família vão sendo desvendados aos poucos e você se depara com um final para lá de surpreendente.

 
Os temas abordados no longa são fortes e impactantes, mas são desenvolvidos com muita naturalidade e sabedoria por Caio Sóh. Ele nos conta esta bela história com as magníficas interpretações de Marco Ricca, Adriana Esteves, Bianca Bin, Pedro Nercessian, Cacá Ottoni, João Vancini, David Junior, Milhem Cortaz , entre outras feras. Palmas para Cacá Ottoni que rouba a cena.

 
Se prepare para uma história que será capaz de mudar a sua vida. As variações deste núcleo familiar irão te tocar de uma forma extasiante. Certamente, você não será o mesmo, após assistir este longa.

   
O filme te levará a várias reflexões, entre elas, família, valores, caráter, vícios, abuso sexual, prostituição, cuidados com filhos, entre outras situações.



A Agência Zapp News já conferiu e deu nota 10, com louvor.
O longa já está nos cinemas. Corra! E, garanta seu ingresso. Prestigie o cinema nacional.
   

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Crítica do filme: “Sol da Meia Noite”

Por Graça Paes, RJ (Agência Zapp News)

 
O longa “Sol da Meia Noite” com direção de Scott Speer chega aos cinemas com uma excelente fotografia, uma brilhante trilha sonora, com canção original de Spirits e música de Nate Walcott e um belo roteiro de Eric Kirsten. É um drama cercado pelo romance de dois jovens, Katie e Charlie, Bella Thorne e Patrick Schwarzenegger.


O filme conta a história de Katie, uma jovem de 17 anos, que vive protegida dentro de sua casa desde a infância, por ser portadora de uma doença rara, chamada de XP, Xeroderma pigmentoso uma desordem genética de reparação do DNA/ADN, na qual a capacidade normal do organismo para remover o dano causado pela radiação ultravioleta (UV) é deficiente. Isto pode levar a múltiplos Carcinomas basocelulares, carcinomas espino celulares e mesmo melanomas. três tipos de cânceres, em idade precoce. Em casos severos, é necessário evitar por completo a exposição à luz solar e a outras fontes de radiação ultravioleta. Por este motivo, ela vive em seu quarto e cercada de cuidados. Já que não pode pegar sol de forma alguma, pois a luz solar lhe causa danos irreversíveis. Mas, essa situação tem uma reviravolta quando ela decide sair à noite e seu destino se cruza com o de Charlie, um jovem estudante e atleta, e a partir daí eles engatam um romance que terá desfechos surpreendentes.


O filme nos leva a refletir sobre esta doença rara, XP, sobre o amor, a amizade, a diversidade, superação, e o relacionamento entre pai e filha.


 
O ponto alto deste longa são os protagonistas Bella Thorne e Patrick Schwarzenegger o casal tem boa química e transmite naturalidade em cena. Bella é uma atriz que promete e muito crescer na indústria cinematográfica e Patrick Schwarzenegger mostra na telona que herdou um poderoso DNA para a sétima arte em sua estreia. Mas, também merecem destaques, Rob Riggle, que interpreta o pai de katie e que mesmo com um histórico de muitos filmes de comédia, ele nos surpreende neste papel bem dramático, mas com veia cômica também. E, de Quinn Shephard, que interpreta a melhor amiga de Katie. Uma jovem dinâmica e bem divertida que dá leveza ao drama.

Prepare o lencinho, mas fique tranquilo (a), pois você não irá se deparar com cenas chocantes, o diretor é bem cuidadoso com as cenas. É que o filme, realmente, te fará chorar com o drama de Katie, mas também te levará as nuvens com a trilha sonora, principalmente com as músicas em voz e violão. O violão e a música são duas paixões da protagonista. 


A Agência Zapp News e nossa nota é 9.5. A longa estreia nos cinemas dia 14 de junho.

Crítica do filme: ‘Talvez uma história de amor’

Por Graça Paes, RJ (Agência Zapp News)

   
Com a excelente direção de Rodrigo Bernardo, uma brilhante fotografia e atuações belíssimas, o longa ‘Talvez uma história de amor’ chega aos cinemas com um roteiro agradável e muito bem escrito por Alex Dantas.

 
O filme nos mostra a vida de Virgílio, personagem de Mateus Solano, cheio de toques, que numa bela noite, ao chegar em casa, após mais um dia de trabalho na agência de publicidade, liga a secretária eletrônica e ouve um recado perturbador. É uma mensagem de Clara, uma mulher, que lhe comunica o término do relacionamento de ambos.  Virgílio, então, entra em choque e ouve repetidamente a mensagem, buscando algum sentido para a situação, já que ele não sabe quem é a tal Clara, e a partir daí o longa mostra a saga do protagonista em busca de quem é Clara e do que ela representava em sua vida. Já que todos a sua volta sabem quem é a tal mulher, e ele simplesmente não se recorda dela.

 
Entre as novidades deste longa, está a atriz, Cynthia Nixon, que ficou conhecida pelo papel de Miranda na franquia Sex and the City.  A atriz interpreta a personagem Toni que é gerente de um museu em Nova York no qual Virgílio aparece em algumas cenas do filme.

 
Se prepare para uma brilhante atuação de Mateus Solano e ressalto mais uma vez, para uma fotografia espetacular. O longa tem uma bom equilíbrio entre a comédia e o romance. E, além de Mateus Solano, o elenco ainda conta com  Paulo Vilhena, Bianca Comparato, Totia Meirelles, Nathalia Dill, Juliana Didone, Gero Camilo, Jacqueline Sato, Marco Luque, Dani Calabresa, Flávia Garrafa, Elisa Lucinda, Cláudia Alencar, Gero Camilo, entre outros.

   
É uma comédia romântica daquelas bem agradáveis de assistir.
A Agência Zapp News já conferiu e nossa nota é 9.5.

 
Talvez Uma História de Amor estreia em 14 de junho.
 

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Crítica do filme "Os Estranhos: caçada noturna"

        
O longa dirigido por Bryan Bertino, sequência do filme Os Estranhos, de  2008, também com direção e roteiro dele, desta vez ao invés de um casal, este conta a história de uma família de quatro pessoas, que numa viagem, faz uma pausa de um final de semana na casa de campo de parentes, que fica numa área de trailers. Eles estão em viagem para levar a filha caçula, bem problemática, a um internato. Tudo começa que ao chegar ao local fatos inesperados acontecem, até a chave de onde eles irão se hospedar está num local ermo, apenas com um bilhete. Mas, mesmo assim, eles se hospedam. Já no trailer, eles são surpreendidos por uma jovem que começa a bater na porta e faz uma pergunta estranha, ela pergunta por alguém que eles não conhecem. E, a partir fatos inesperados começam a acontecer, e os três torturadores e assassinos mascarados, deixam pai, mãe e filhos lutando pela sobrevivência.     



   

O filme tem uma bela fotografia e bons efeitos especiais. 

   

Desde o primeiro filme, de 2008, o longa diz ser baseado em histórias reais, que são histórias, como as da "Família Manson", um grupo que se dedicava principalmente a praticar pequenos golpes, consumo de drogas, sexo livre e à idolatria por seu líder, Charles Manson, que cometeu uma série de assassinatos em Los Angeles e mais alguns crimes que ocorreram no bairro em que morava o diretor e roteirista. 


     

 Uma das cenas do longa, a de um ataque realizado à beira de uma piscina e dentro dela, certamente, é uma das mais interessantes, que assistirá.  

   


 A trama também tem até bons momentos de suspense, muito bem embalados numa trilha sonora espetacular dos anos 80, com músicas de Kim Wilde, Bonnie Tyler, Air Supply, entre outros nomes, que ligam as cenas de terror, isso foi um ponto alto deste longa, mas no todo, ele não tem nada que te surpreenda e nem que torne esta história marcante.


 


 A trama se desenvolve de uma forma meio lenta, que só é quebrada com a trilha sonora, o grande destaque do longa, supera até os ataques dos mascarados assassinos.    


 Vale a pensa assistir, até pela magnífica trilha sonora, mas não espere ver um clássico na telona.

 

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9.  O longa está nos cinemas a partir de 7 de junho.     

Crítica do filme: "Oito Mulheres e Um Segredo" (Ocean’s Eight)


Por Graça Paes, RJ (Agência Zapp News)   

     


 O longa 'Oito Mulheres e Um Segredo', com direção de Gary Ross, roteiro de Gary Ross e Olivia Milch conta com um elenco estelar. As protagonistas desta história são Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter, Rihanna, Sarah Paulson, Mindy Kaling, Awkwafina e ainda tem Dakota Fanning, Richard Armitage, James Corden, entre outras feras no elenco.  

    


 A história começa após Debbie Ocean (Sandra Bullock), irmã de Danny Ocean, que foi o grande protagonista da trilogia 'Onze homens e um segredo', 'Doze homens e outro segredo', 'Treze homens e um novo segredo', entrar em regime condicional após cinco anos de prisão. A ex-detenta, durante o cárcere, planejou um roubo daqueles de entrar para a história. E, ao colocar o pé na rua, ela começa sua empreitada, e escala uma equipe de especialistas para roubar um colar de diamantes que vale 150 milhões de dólares. Tudo está planejado para acontecer durante um baile de gala, o Met Gala, baile realizado anualmente que é organizado pela toda-poderosa Anna Wintour, da Vogue norte-americana em parceria com o Metropolitan Museum of Art de Nova York.  


    

 A trama, que desta vez é protagonizada por mulheres, empoderadas, claro que no crime, mas empoderadas e carismáticas, segue a argumentação da trilogia, que também já é baseada no primeiro longa de 1960, de Lewis Milestone, cujo nome é 'Onze homens e um segredo'. Neste filme, que tem a mesma argumentação dos anteriores, cujo homens são protagonistas, mas que na verdade, não é uma versão, mas sim uma sequência, já que neste, uma das protagonistas é a irmã de Danny Ocean, o célebre da trilogia, neste a mentora do plano é Debbie Ocean (Sandra Bullock). Bom, neste filme, o primeiro ato, que tem a apresentação das personagens, é um tanto lento, sem muita fluidez, mas fiquem ligados, e não saiam da sala de cinema, porque depois o longa pega ritmo e segue de forma gostosa e divertida. 


      

 O filme é daqueles que são básicos. Tem uma fotografia e montagem bem simples. Uma boa trilha sonora, figurinos excelentes e boas ótimas atuações das estrelas de Hollywood. É uma trama sem grandes novidades, com alguns clichês, quase politicamente correto, já que todas as etnias estão representadas nas protagonistas, e que como a trilogia na versão masculina, também possui um final surpreendente.   
     

 É um filme bom, e ponto, assista, vale a pena, mas não espere nada de extraordinário na telona em 'Oito Mulheres e um Segredo'. O longa tem uma pegada gostosa de comédia e boas atuações. É um filme inteligente, que soube até mesmo brincar e usar o merchandising de forma interessante, e que leva o espectador a acompanhar cada passo do que é elaborado para a execução de um grande roubo, o que te leva a querer acompanhar o desfecho.     

  

 A Agência Zapp News já conferiu e nossa nota é 8.7. Nos cinemas a partir de 7 de junho.    

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Crítica do filme: "Eu só posso imaginar"

Por Graça Paes, RJ (Agência Zapp News)   


    


O longa dirigido pelos irmãos Andrew e Jon Erwin tem uma narrativa clara e objetiva. Baseado em fatos reais, o filme retrata a trajetória de Bart Millard (J. Michael Finley), vocalista da banda gospel MercyMe, desde a infância, passando pela adolescência, marcada pelos maus tratos do pai Arthur (Dennis Quaid), até chegar à fase adulta, em que ele se torna líder do grupo musical, cuja canção de maior sucesso, I Can Only Imagine, dá título ao filme e muda toda a sua história.    


    


O ponto alto do filme é a relação familiar entre Bart e o pai. O espectador acompanha a dor que cresce com o menino ao longo dos anos. Após, a partida da mãe, ele é obrigado a viver apenas com o pai que não valoriza nenhum de seus esforços. Até que no início da fase adulta, Bart, sai de casa e assume a banda MercyMe. Só que um dia Bart resolve voltar para casa e acertar as contas com o pai. E, nesse retorno ao lar, ele encontra um pai complemente diferente daquele que ele abandonou.  

    

O longa mostra a conversão daquele homem e sua mudança para com o filho de maneira bem enfática. Tem muitas cenas de igreja, sobre o evangelho e sobre a religião cristã.    

    

A trilha sonora é magnífica e a fotografia muito boa, assim como o roteiro. O filme é bem dramático, bem tocante, se prepare, ele mexe com seu emocional e certamente você não conseguirá conter as lágrimas.    


      

 Esteja preparado, pois o longa transmite uma mensagem de evangelização bem forte em sua narrativa. Assim, como deixa ao público muitas reflexões para o espectador como relacionamento entre pais e filhos, obediência, a força e o poder de Deus, a  transformação em Cristo, conversão, libertação, garra, força, foco, amor e amizade.  

   

 Estreia dia 31 de maio nos cinemas. A Agência Zapp News já conferiu e nossa nota é 9.5.