quinta-feira, 31 de julho de 2025

“Ainda Estou Aqui” foi o grande vencedor do Prêmio Grande Otelo 2025

Por Graça Paes


A cerimônia reuniu astros, estrelas e  a nata do audiovisual brasileiro

O evento foi realizado na noite de quarta-feira, dia (30/7), na Grande Sala, da Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, e foi apresentado por Bárbara Paz e Isabel Fillardis. 

A cerimônia foi aberta com um belo discurso da presidente da Academia Brasileira de Cinema, Renata de Almeida Magalhães que falou sobre a última safra do cinema nacional e ressaltou a importância de ter uma instituição plural e democrática para representá-lo. “Este foi um ano muito especial para o nosso cinema e, na noite de hoje, vamos celebrá-lo com todos que o realizam. Não importa quem ganha ou perde, todos somos vencedores porque acreditamos na força das nossas imagens e sonhos, e não desistimos nunca”, disse, lembrando o primeiro Oscar de Melhor Filme Internacional vencido pelo Brasil. “Em 2025, fizemos um golaço em pleno Carnaval e, para ser justo com Waltinho [Walter Salles], foi um gol de Garrincha”, brincou. 

Na sequência, em tom bem humorado, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, subiu ao palco e falou da importância cultural e econômica do cinema para a capital fluminense e todo o Brasil. "O Prêmio Grande Otelo é um dos momentos mais inspiradores da cultura brasileira, nossa maior homenagem ao talento, criatividade e força do cinema nacional. Com o maior orgulho, celebramos filmes como 'Ainda Estou Aqui’, o grande destaque desta edição que recebeu 16 indicações, o que reforça o talento dos nossos profissionais e a maturidade do nosso setor. Conquistas são motivo de orgulho e, mais importante, prova que vale a pena investir na cultura, mostrando que, quando o poder público cumpre seu papel, o talento floresce e o Brasil brilha lá fora com histórias que nascem aqui”.

Ao longo da noite, o evento celebrou a trajetória do cinema brasileiro ao redor do mundo com homenagens a filmes e a profissionais brasileiros que marcaram presença e se destacaram no cinema mundial. Durante a cerimônia, foram relembrados marcos como a chegada dos primeiros atores brasileiros a Hollywood; vitórias e indicações de produções nacionais nos maiores festivais internacionais, como Cannes, Berlim e Veneza; e as múltiplas conquistas do Cinema Novo. Fizeram ainda parte da homenagem os triunfos mais recentes de “Ainda Estou Aqui”, “O Último Azul” e “O Agente Secreto”, além de uma bela homenagem à produtora LC Barreto Produções Cinematográficas, que já produziu e coproduziu mais de 80 títulos. 

Na parte musical, a banda Primavera nos Dentes fez três apresentações especiais com um repertório de canções emblemáticas que marcaram o cinema brasileiro em diferentes épocas. 

Na voz da vocalista Duda Brack, o quinteto apresentou “O que é que a baiana tem”, de Dorival Caymmi, sucesso que projetou Carmen Miranda rumo à carreira internacional; “Bye Bye Brasil”, escrita por Chico Buarque especialmente para o longa homônimo de Cacá Diegues, e “É preciso dar um jeito, meu amigo”, de Erasmo Carlos, que se tornou um hino do momento atual do audiovisual brasileiro com “Ainda Estou Aqui”. 

A grande homenageada desta edição foi a produtora L.C. Barreto Produções, de Lucy e Luiz Carlos Barreto, que há mais de 60 produz clássicos do audiovisual brasileiro.

“Ainda Estou Aqui” foi o grande vencedor.   Concorrendo em 16 categorias, o filme original Globoplay venceu em 13, com destaque para Melhor Diretor (Walter Salles), Melhor Atriz (Fernanda Torres) e Melhor Ator (Selton Mello).

O longa “Malu” foi o segundo maior vencedor da noite, com três prêmios: Melhor Primeira Direção, Melhor Roteiro Original e Melhor Atriz Coadjuvante (Juliana Carneiro da Cunha).

Ainda entre os destaques da premiação estão o troféu de Melhor Atriz de Série para Adriana Esteves por sua atuação na 2ª. temporada de “Os Outros” (Globoplay), a vitória do especial “Falas Negras”, da TV Globo, na categoria Melhor Série de Documentário, e o Grande Otelo de Melhor Longa-Metragem Infantil para “Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa".

O Prêmio Grande Otelo conta com o apoio da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, por meio da RioFilme, órgão que integra a Secretaria Municipal de Cultura, e tem apuração e acompanhamento da PwC Brasil.


Veja a lista completa dos ganhadores!

MELHOR LONGA-METRAGEM FICÇÃO

AINDA ESTOU AQUI, de Walter Salles 



MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO

3 OBÁS DE XANGÔ, de Sérgio Machado



MELHOR LONGA-METRAGEM ANIMAÇÃO

ARCA DE NOÉ, de Sérgio Machado e Aloís Di Leo



MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL

CHICO BENTO E A GOIABEIRA MARAVIOSA, de Fernando Fraiha



MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO

GRAND TOUR (Portugal), de Miguel Gomes. Indicação: Academia Portuguesa de Cinema



MELHOR DIREÇÃO

WALTER SALLES por Ainda Estou Aqui



MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM

PEDRO FREIRE por Malu



MELHOR ATRIZ DE LONGA-METRAGEM

FERNANDA TORRES como Eunice Paiva por Ainda Estou Aqui



MELHOR ATOR DE LONGA-METRAGEM

SELTON MELLO como Rubens Paiva por Ainda Estou Aqui



MELHOR ATRIZ COADJUVANTE DE LONGA-METRAGEM

JULIANA CARNEIRO DA CUNHA como Dona Lili por Malu 



MELHOR ATOR COADJUVANTE DE LONGA-METRAGEM

RICARDO TEODORO como Ronaldo por Baby



MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

ADRIAN TEIJIDO, ABC, por Ainda Estou Aqui



MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

PEDRO FREIRE por Malu



MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

MURILO HAUSER e HEITOR LOREGA - baseado no livro “Ainda Estou Aqui”, de Marcelo Rubens Paiva - por Ainda Estou Aqui



MELHOR MONTAGEM

AFFONSO GONÇALVES, ACE, por Ainda Estou Aqui



MELHOR EFEITO VISUAL

CLAUDIO PERALTA por Ainda Estou Aqui



MELHOR SOM

LAURA ZIMMERMAN e STÉPHANE THIÉBAUT por Ainda Estou Aqui



MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

CARLOS CONTI por Ainda Estou Aqui



MELHOR FIGURINO

CLAUDIA KOPKE por Ainda Estou Aqui 



MELHOR MAQUIAGEM

MARISA AMENTA e LUIGI ROCHETTI por Ainda Estou Aqui 




MELHOR TRILHA SONORA

WARREN ELLIS por Ainda Estou Aqui



MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE FICÇÃO, DE PRODUÇÃO INDEPENDENTE, PARA TV ABERTA, TV PAGA OU STREAMING

SENNA - TEMPORADA ÚNICA, de Vicente Amorim


MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE DOCUMENTÁRIO, DE PRODUÇÃO INDEPENDENTE, PARA TV ABERTA, TV PAGA OU STREAMING

FALAS NEGRAS - 4ª TEMPORADA, de Antonia Prado



MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE ANIMAÇÃO, DE PRODUÇÃO INDEPENDENTE, PARA TV ABERTA, TV PAGA OU STREAMING

IRMÃO DO JOREL - 5ª TEMPORADA, de Juliano Enrico 



MELHOR ATRIZ - SÉRIE DE FICÇÃO PARA TV ABERTA, TV PAGA OU STREAMING

ADRIANA ESTEVES como Cibele por Os Outros



MELHOR ATOR - SÉRIE DE FICÇÃO PARA TV ABERTA, TV PAGA OU STREAMING

GABRIEL LEONE como Senna por Senna



MELHOR CURTA-METRAGEM FICÇÃO

HELENA DE GUARATIBA, de Karen Black



MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO

VOCÊ, de Elisa Bessa



MELHOR CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO

A MENINA E O POTE, de Valentina Homem e Tati Bond



VOTO POPULAR

MILTON BITUCA NASCIMENTO, de Flavia Moraes (documentário)


PRÊMIO GRANDE OTELO

O Prêmio Grande Otelo é organizado e votado pelos próprios profissionais do setor, uma forma da própria classe celebrar o seu trabalho e dar o devido reconhecimento ao talento de seus profissionais. A premiação é anual. Contribui para a elevação e a promoção do cinema brasileiro junto à população e ao público do país, através do reconhecimento da qualidade técnica e artística de seus filmes e da confraternização entre os profissionais da indústria.


O processo de definição dos vencedores do Prêmio Grande Otelo é dividido em duas etapas: indicação e premiação. A partir de 2004 a votação passou a ser feita via internet, pelos sócios da Academia, que recebem uma senha eletrônica para votar pela internet. O sistema tem a auditoria da empresa PwC Brasil.


Na fase de indicação são escolhidas as cinco obras e profissionais representantes de cada categoria que passam para a etapa seguinte. A escolha é feita pelos sócios – através de uma cédula de votação eletrônica com a lista completa de todos os concorrentes. Terminado o processo de apuração do primeiro turno, uma nova relação com os cinco escolhidos em cada categoria é enviada aos sócios que escolhem, então, os vencedores. Nas duas etapas a votação é secreta e a abertura das cédulas, bem como a apuração dos votos, é realizada pela PwC Brasil.


FOTOS WALLACE BARBOSA/ ZAPP NEWS


Crítica do filme “Atena”

Por Graça Paes, RJ


Com direção de Caco Souza, roteiro de Enrico Peccin e distribuição da A2 Filmes, o filme “Atena” estreia no dia 31 de julho nos cinemas.

 

O longa "Atena" é estrelado por Mel Lisboa e Thiago Fragoso e ainda conta no elenco com no elenco, Lui Mendes, Gilberto Gawronski, Bruno Krieger, Luiz Franke, Mari Amaral, Jéssica Nigro, Marcelo Crawshaw e Marcos Verza.


Atena é uma mulher que sofreu abusos por parte de seu pai na infância e que transforma sua dor em determinação para combater a violência contra mulheres. Junto com Helena, outra mulher que sofreu abusos, elas formam um grupo que atrai, captura e julga agressores, atuando como um tribunal clandestino. Carlos, um repórter investigativo, descobre a existência desse grupo e passa a acompanhar suas atividades de perto. A jornada de Atena toma um rumo pessoal quando ela descobre o paradeiro de seu pai em Montevidéu, capital do Uruguai. Com o apoio de Carlos, ela parte em busca de vingança, confrontando não apenas seu passado traumático, mas também as implicações morais de suas ações. O filme aborda temas como justiça, vingança e a luta contra a impunidade, retratando a realidade de muitas mulheres que enfrentam abusos e a negligência das autoridades, mas também retrata as implicações morais de suas ações.


"Atena" explora a luta contra a impunidade e a violência, com uma narrativa que mistura suspense e drama.

É um suspense policial brasileiro que conta a história de Atena (Mel Lisboa), uma mulher marcada por abusos na infância, que decide fazer justiça com as próprias mãos.


Uma história que nos leva a muitas reflexões.

A agência Zapp News já assistiu e nossa é nota é 8.

 


segunda-feira, 28 de julho de 2025

NordesteLAB divulga programação completa

Por Graça Paes, RJ

O evento terá a presença dos principais streamings: Netflix, Amazon, Globoplay, HBO MAX e Paramount, debates sobre mercado audiovisual e Rodadas de Negócios em busca de diversidade e novas histórias


Reunindo profissionais do audiovisual de 17 estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o NordesteLAB traz como ponto alto do evento as Rodadas de Negócios. Nesta edição, mais de 30 players como Downtown, Vitrine Filmes, Paris Entretenimento, Gullane+, entre outros, além das principais plataformas de streamings em atuação no país, como Netflix, Amazon Prime Video, Globoplay, HBO MAX e Paramount avaliam projetos, em busca de mais diversidade e novas histórias em seus catálogos. Juntos, esses cinco streamings detém mais de 70% de assinantes brasileiros.


"Precisamos dialogar com as plataformas, criar confiabilidade nas entregas que as produtoras de nossas regiões podem fazer para elas. Ainda temos uma TV aberta muito forte no país, mas há uma contínua migração da audiência para essas outras formas de consumir produtos audiovisuais e precisamos estreitar cada vez mais as nossas relações com os detentores da maior fatia deste mercado", comenta Gabriel Pires, coordenador geral.


O NordesteLAB será realizado de 05 a 08 de agosto, no Goethe-Institut, em Salvador, e divulgou sua programação completa, que já está disponível no site: www.nordestelab.com.br . Além das Rodadas de Negócios, o evento traz em sua programação Masterclasses, Clínicas Jurídicas, de Negócios Internacionais e de Distribuição de Impacto e Laboratório Universitário com acesso apenas para inscritos; e Painel e Mesas Temáticas com acesso aberto ao público gratuitamente.


Um dos assuntos tratados nas Mesas Temáticas é "Reforma Tributária e o Impacto no Setor Audiovisual" com João Nobre (SERT-MF), André Horta Melo (CONSEFAZ), Danielle Barros (SECULT-RJ e Fórum dos Secretários) e Gustavo Amaral (APRO). A mesa acontece no dia 07/08, às 14h30, e tem mediação de Gabriel Pires.


No dia 08,/08, às 10h, o evento traz Carolina Aguirre, roteirista da série argentina "Invejosa", e Mayra Lucas, produtora da série "De Volta aos 15", na Mesa Temática "Do Rascunho ao Streaming: Mulheres à frente do Sucesso das Séries Latinas". A mediação fica por conta de Aline Fontes.


Outra destaque na programação no dia 08, mas às 11h15, é a mesa temática "Documentário Brasileiro: A utilização de imagens de arquivos, do desembaraço a escolhas narrativas" com Emílio Domingos, diretor do doc "Os Afro-Sambas: O Brasil de Baden e Vinicius", e Lucas H. Rossi, diretor do doc "Othelo, o Grande", com mediação de Izabel Melo.


Realizado pelo Laboratório Audiovisual e pelo Audiovisual em Todos os Eixos, o NordesteLAB 2025 tem patrocínio do Sebrae Bahia, parceria do YouTube e apoio do Goethe-Institut, Projeto Paradiso, Tem Dendê Produções, Embaixada da França no Brasil, Abramus, Movioca, SalCine e Aliança Francesa.


O projeto NordesteLAB foi contemplado pelo edital Gregórios – Ano IV com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Ministério da Cultura, Governo Federal.


O projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.

 

SERVIÇO:

NordesteLAB 2025

Período: De 05 a 08/08

Local: Goethe-Institut, no Corredor da Vitória, em Salvador, BA

Site: www.nordestelab.com.br

Instagram: nordestetab_




 


quarta-feira, 23 de julho de 2025

Crítica do filme: “Quarteto Fantástico: primeiros passos”

Por Graça Paes, RJ

Com a direção de Matt Shakman, roteiro de Eric Pearson, Josh Friedman, Ian Springer e Jeff Kaplan, a Marvel Studios, estreia dia 24 de julho nos cinemas, “Quarteto Fantástico: primeiros passos”, com 1h55 de duração. 


Em “Quarteto Fantástico: primeiros passos”, um grupo de astronautas passa por uma tempestade cósmica durante seu voo experimental. Ao retornar à Terra, os tripulantes descobrem que possuem novas e bizarras habilidades. Reed Richards pode esticar seu corpo. Sua noiva, Susan Storm, ganha a habilidade de se tornar invisível. Seu irmão mais novo, Johnny Storm, adquiriu o poder de controlar o fogo e voar. Já o piloto Ben Grimm foi transformado em um monstro rochoso. Ao tentar compreender seus poderes, eles têm que lidar com novas ameaças.

O filme acerta em cheio ao apostar em uma ambientação retrô-futurista inspirada nos anos 60. A arquitetura ao estilo "Tomorrowland", os carros voadores estilizados e os cenários carregados de um charme kitsch criam um universo vibrante,  como se “Os Jetsons” encontrassem “Star Trek” em pleno cinema moderno.


Cada cena parece uma pintura em movimento. Os efeitos visuais impressionam,  especialmente na presença colossal de Galactus e na estética da Surfista Prateada, cuja arte corporal se torna um espetáculo à parte, criando momentos épicos, perfeitos para uma tela IMAX.


Muito mais eficaz do que versões anteriores, o filme retrata o Quarteto Fantástico como uma família já estabelecida, com vínculos palpáveis entre os personagens. Pedro Pascal traz uma vulnerabilidade inteligente a Reed Richards, enquanto Vanessa Kirby se destaca como a alma emocional de Sue Storm, especialmente ao abordar com sensibilidade temas como a maternidade.

A trilha sonora, assinada por Michael Giacchino, é uma das mais marcantes do MCU até agora: vibrante, grandiosa e até mesmo meio sombria. Ela estabelece com precisão o tom emocional e o senso de aventura, elevando cada momento com estilo e intensidade.


É um excelente longa para levar as crianças para assistir nas férias escolares. Já para os adultos, certamente, faltará mais profundidade temática para acompanhar o impacto visual. Mas, não deixa de ser um bom filme para assistir, com um bom combo. 


O longa, deixa de lado longas histórias de origem e abraça uma estética ousada, emocionalmente acessível. O equilíbrio entre drama familiar e ameaças cósmicas, com a chegada iminente de Galactus,  dá origem a uma narrativa onde salvar o universo significa, acima de tudo, salvar uns aos outros. O que é uma bela de uma sacada no momento em que vivemos. E, levará muitos a reflexões. 


Para quem busca uma experiência estilosa, emocional e livre de segredos complexos ou reboots exaustivos, essa jornada se mostra envolvente e divertida. Já os que esperam reviravoltas mentais, humor afiado ou uma reinvenção ousada do gênero podem achar o resultado bom, até demais dentro da fórmula Marvel,  mas não exatamente um resultado “fantástico”, se é que me entendem. 


Ainda assim, especialmente em IMAX, o filme impressiona: a cinematografia salta aos olhos, os efeitos ganham vida e a química do elenco prende o espectador. Pode não ser revolucionário, mas entrega uma experiência marcante, principalmente para os fãs.


“Quarteto Fantástico: primeiros passos” é um passo seguro, elegante e emocionalmente satisfatório rumo a uma nova era.  Sem grandes surpresas no roteiro, mas com muito estilo. 


O filme é um verdadeiro quadrinho em movimento, que honra suas raízes e abre o caminho para novas possibilidades promissoras da MCU.


Ah! Quando subirem as letrinhas não saia correndo da sala de cinema. O novo filme conta com duas cenas pós-créditos. A primeira aparece logo após os créditos animados e a segunda surge apenas no final dos créditos. Fiquem bem atentos!!!

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 8.7. 




Festival de cinema ambiental vai exibir 47 filmes gratuitos

 A 14ª edição do Filmambiente, que acontece de 27 de agosto e 5 de setembro, no Rio de Janeiro, vai homenagear o biólogo Mario Moscatelli, além de receber Carte Blanche do festival suíço Visions Du Réel

Entre os dias 27 de agosto e 5 de setembro, o Rio de Janeiro vai receber a 14ª edição do Filmambiente. Considerado o mais importante da América Latina, o festival de cinema focado em questões ambientais, de sustentabilidade e suas vertentes vai exibir gratuitamente 47 filmes de 25 países. As mostras competitivas de longas e curtas-metragens brasileiros e internacionais serão realizadas no Estação NetRio, enquanto uma programação especial voltada para estudantes será exibida na Biblioteca Parque Centro e no Jardim Botânico.


Fundado em 2011 pela produtora carioca e atual curadora Suzana Amado, o Filmambiente vai homenagear o biólogo Mário Moscatelli por sua dedicação para recuperar ecossistemas importantes como os manguezais da Lagoa Rodrigo de Freitas, do Canal do Fundão, do Aterro de Gramacho e do sistema lagunar de Jacarepaguá. “Num ano em que a licença para devastar é uma ameaça real, nada melhor que homenagear quem dedica a vida a restaurar a natureza destruída pelo avanço do homem”, diz Suzana.


O tema do festival deste ano, que norteou a escolha dos longas e curtas-metragens de ficção, animação e documentário, é o conceito de Colonialismo Ambiental. “Precisamos refletir sobre o apagamento de culturas, ocupação de territórios e deslocamentos de populações inteiras e também sobre países periféricos do sul global sendo as maiores vítimas dos efeitos climáticos causados pelas ações do norte global, com elevação do nível dos mares e desertificação crescente do continente africano, entre outras consequências”, explica Suzana. A competição oficial conta com quatro categorias: Longa-Metragem Brasileiro, Longa-Metragem Internacional; Curta-Metragem Documentário e Curta-Metragem Ficção / Animação.


Com apoio da Embaixada da Suíça, o Filmambiente convidou o festival Visions du Réel, que apresentará pela primeira vez no Brasil, numa Carte Blanche, seis filmes de sua recente programação. Criado em 1969, em Nyon (Suíça), é considerado um dos mais importantes festivais de documentário do mundo. Membro da comissão de seleção e codiretor de programação da mostra suíça, Mourad-Anis Moussa vem ao Rio para dar uma Master Class para 35 diretores, produtores e curadores convidados no dia 29 de agosto, na Casa da Suíça.


A abertura será no dia 27 de agosto com a exibição do filme Sukande Kasáká, Terra Doente (2025), dirigido por Kamikia Kisedje e Fred Rahal, que participam de debate logo após. O filme conta a saga do povo Kisêdjê, que, cercado pelo avanço do agronegócio, enfrenta a ameaça invisível dos agrotóxicos. À medida que a contaminação avança, os narradores Kamikia e Lewaiki precisam escolher entre permanecer e arriscar a saúde da comunidade ou abandonar a aldeia ancestral.


O filme de encerramento, que será exibido no dia 5 de setembro, é Paraíso (2024), de Ana Rieper, que participa de debate após a exibição. O longa, que parte de uma narrativa musical e do uso de material de arquivo de naturezas diversas, propõe uma viagem inquieta por relações forjadas pela posse de terras e de pessoas. Uma sinfonia popular sobre violência, resistência, força e afeto.


Entre os destaques da competição internacional, está o filme polonês A Cidade Que Se Mudou, dirigido por Natália Pietsch e Grzegorz Piekarski, parte também da Carte Blanche do Visions du Réel. O documentário retrata a histórica vila de Hasankeyf, no Curdistão. A maioria curda é obrigada a se mudar depois que o governo turco decidiu construir uma barragem que inundará suas terras. Em cena, os últimos moradores assistem impotentes ao desaparecimento de tradições seculares.


Ainda na competição internacional, o documentário americano Permanecer Nativo (2025), de Paige Bethmann, conta a história de amadurecimento de Ku Stevens, um corredor nativo americano de 17 anos, que luta para realizar seu sonho de se tornar um atleta universitário. Enquanto treina, emoções irreconciliáveis ​​trazem à tona a memória de seu bisavô, Frank Quinn, que aos 8 anos, fugiu pelo deserto para escapar de um internato indígena que preparava meninos para serem adotados pelos brancos.


O 14º Filmambiente reúne 47 filmes de 25 países e tem o apoio da Riofilme, apoio cultural da Embaixada da Suíça no Brasil, parceria de exibição o Grupo Estação de Cinema, Jardim Botânico, Biblioteca Parque Centro e Porta Curtas e com parceria de mídia do Site ((o)) Eco e do Canal Curta.

14ª Edição do Filmambiente

De 27 de agosto a 5 de setembro

Locais de exibição: Estação NetRio - R. Voluntários da Pátria, 35 - Botafogo

Sessões diárias entre 16h30 e 20h30

Programação especial voltada para estudantes: Biblioteca Parque Centro - Av. Pres. Vargas, 1261

Galpão das Artes Jardim Botânico

Online para todo o Brasil no Porta Curtas, disponível na ClaroTV+

Ingressos Gratuitos - Retirada no local

Confira a programação completa no site: https://filmambiente.com/br/



53º Festival de Cinema de Gramado: Cinco títulos disputam a Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos

As produções serão exibidas nas sessões vespertinas do Palácio dos Festivais

“Bicho Monstro", “Passaporte Memória”, “Quando a Gente Menina Cresce”, “Rua do Pescador Nº 6”, e “Uma em Mil” são os filmes selecionados para Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos do 53º Festival de Cinema de Gramado 



A produção audiovisual do Rio Grande do Sul também está representada no 53º Festival de Cinema de Gramado com mais uma realização da Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos, realizada pelo evento em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Instituto Estadual de Cinema. Ao todo, cinco títulos disputarão o Kikito, assim como premiações em dinheiro, conforme previsto em regulamento: "Bicho Monstro", de Germano de Oliveira; "Passaporte Memória", de Decio Antunes; "Quando a Gente Menina Cresce", de Neli Mombelli; "Rua do Pescador Nº 6", de Bárbara Paz; e "Uma em Mil", de Jonatas e Tiago Rubert.



Marcado para acontecer entre os dias 13 e 23 de agosto, com abertura oficial no dia 15, o 53º Festival de Cinema de Gramado exibirá os longas-metragens gaúchos selecionados para a Mostra Sedac Iecine entre os dias 18 e 22, sempre às 14h, no Palácio dos Festivais. Já os vencedores serão conhecidos na sexta-feira, dia 22, durante cerimônia na programação noturna do Palácio dos Festivais. O programador Leonardo Bomfim, a jornalista Mônica Kanitz e a cineasta Sabrina Fidalgo foram os responsáveis pela escolha dos títulos que compõem a mostra.



Primeiro longa-metragem dirigido por Germano de Oliveira, “Bicho Monstro” mostra um vilarejo rural em que a pequena Ana se impressiona com uma peça sobre o misterioso Thiltapes. Ao mesmo tempo, o filme também volta duzentos no tempo, quando um botanista alemão ouve uma história sobre esse mesmo animal. Enquanto lidam com dilemas distintos, ambos perseguem a mesma criatura.



Já “Passaporte Memória” acompanha um emigrante brasileiro que vive em Paris e, após a morte da mãe, retorna à sua cidade natal e se defronta com lembranças da infância durante a ditadura militar no Brasil, repensando sua própria história. Também se trata de uma estreia na direção em longas, no caso, de Decio Antunes, diretor artístico da JogoDeCena Companhia Teatral.



Da cidade de Santa Maria vem “Quando a Gente Menina Cresce”, da documentarista, montadora e produtora cultural Neli Mombelli. No filme, um grupo de meninas vive a transição da infância para adolescência em uma escola pública na periferia do município. Elas têm entre 9 e 12 anos e, ao longo do ano letivo, sentem mudanças no corpo, medos, desejos e vivem a expectativa da chegada da primeira menstruação.



Radiografando acontecimentos recentes do Rio Grande do Sul, “Rua do Pescador Nº 6”, da atriz, diretora e produtora Bárbara Paz, traz para a tela as memórias de vidas marcadas pelas enchentes no Estado. Após a baixa das águas, a equipe do longa saiu em busca de histórias, memórias "após o fim", encontrando, na Rua dos Pescadores nº 6, uma comunidade ribeirinha profundamente afetada.



Representando Canoas, “Uma em Mil” é dirigido por dois irmãos: Jonatas e Tiago Rubert, e o mais jovem tem Síndrome de Down, tema que o documentário explora a partir da ideia de que “uma em mil" são as chances de uma pessoa nascer a síndrome. Juntos, os dois tentam entender por que um deles nunca trocou uma lâmpada na vida e acabam descobrindo o que a invenção do rádio tem a ver com a invenção da escada. “Isso mesmo, este não é um filme normal”, avisam os realizadores.



Para a comissão de seleção, os cinco filmes transitam entre "a fabulação e o mistério", "a própria realização de um filme, "a delicadeza extremamente política", "a urgência de um momento do Rio Grande do Sul" e "momentos históricos distintos colocados em diálogo". Todas as cinco obras são inéditas no Rio Grande do Sul, fazendo sua estreia em solo gaúcho diretamente no Festival de Cinema de Gramado. As sessões da Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos são abertas ao público, com entrada franca.



O 53º Festival de Cinema de Gramado é apresentado por Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura e Petrobras. Lei de Incentivo à Cultura. Apresentação: Petrobras. Patrocinador Máster: Gav Resorts. Patrocínio: Stella Artois Pure Gold. Hospedagem Oficial: Laghetto Hotéis, Resorts & Experiências. Apoio: Hasam Group, O2 Pós, Globo Filmes, Naymovie, RBT Internet, Brutal Fruit e Vinícola Miolo. Transmissão Oficial: Canal Brasil. Parceiro Sustentável: Tereos Açúcar e Energia Brasil. Promoção: Prefeitura de Gramado. Financiamento: IECINE, Pró-Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Realização: Gramadotur, Ministério da Cultura, Governo Federal, Brasil, União e Reconstrução






segunda-feira, 21 de julho de 2025

Guarulhos recebe pré-estreia do suspense "O Que Mora ao Lado" Terça-feira, 22 de julho, às 19h, Shopping Parque Maia, SP

Por Graça Paes, RJ

O Shopping Parque Maia será palco da pré-estreia do filme “O Que Mora ao Lado”, suspense nacional com 90 minutos de duração e classificação indicativa de 16 anos. 


A exibição acontece no dia 22 de julho (terça-feira), às 19h, com a presença do elenco, equipe técnica e convidados da cena cultural guarulhense.


O longa foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo, por meio da Prefeitura de Guarulhos, e reafirma a força da produção audiovisual independente na cidade. 


A obra é produzida pela MS7 PRODUTORA, que é representada por Bárbara Mascarenhas, que assina a produção executiva e direção geral, um nome que vem se destacando na cena cultural da cidade, em parceria com o roteirista e o diretor James Salinas, que desenvolveu esta trama criativa.




Filme: "O Que Mora ao Lado"

Na enigmática Casa Mythos, oito histórias se entrelaçam ao longo de uma única noite marcada por tensão, segredos e manifestações sobrenaturais. Cada episódio tem cerca de 10 minutos e foi filmado com padronização técnica, mas com variações de arte, elenco e estatueta, criando uma estética diversa e intrigante.


Os moradores da casa enfrentam traições, revelações e forças ocultas que desafiam a lógica. No centro de tudo está Vanderlei, o zelador, que conduz o espectador por esse labirinto emocional e sombrio. À medida que percorre os cômodos, ele se conecta com os personagens e se depara com verdades perturbadoras — inclusive sobre si mesmo.


“O Que Mora ao Lado” é um suspense sobrenatural intenso, onde a casa assume o papel de personagem vivo, revelando seus segredos aos poucos através das relações entre os moradores e sua ligação profunda com Vanderlei.


O projeto também funcionou como set-escola, promovendo inclusão e formação profissional. A equipe foi composta por profissionais LGBTQIA+, pessoas com deficiência (PCD/PNE) e estudantes de baixa renda, que atuaram sob uma tutoria de nomes consagrados do cinema, como Humberto Bassanello (diretor de fotografia) e Luiz Villaça (diretor e iluminador).



Um marco para Guarulhos

O lançamento em um local de grande circulação como o Shopping Parque Maia reforça o compromisso da cidade com a cultura e a inclusão. A pré-estreia simboliza o avanço de uma produção avançada por uma mulher negra, que conquista espaço com mérito e consistência no cenário audiovisual.



Serviço:

Pré-estreia do filme “O Que Mora ao Lado”

Local: Shopping Parque Maia – Guarulhos (SP)

Data: 22 de julho (terça-feira)

Horário: 19h



 




quarta-feira, 16 de julho de 2025

A 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, de 13 a 23 de agosto, na Serra Gaúcha, RS, anuncia novidades e homenageados no Rio

Por Graça Paes, RJ

Em uma noite memorável no Rooftop do hotel Prodigy Santos Dumont, no coração do Rio de Janeiro, o Festival de Cinema de Gramado anunciou oficialmente, na terça-feira, dia 15 de julho, os nomes que receberão as principais honrarias na 53ª edição do evento, que acontece de 13 a 23 de agosto na Serra Gaúcha, com abertura marcada para o dia 15. A atriz Marcélia Cartaxo será agraciada com o Troféu Oscarito; a produtora Mariza Leão, com o Troféu Eduardo Abelin; e o ator Rodrigo Santoro, com o Kikito de Cristal.

No festival também será exibido o filme "Área de Risco", a primeira direção de Edson Celulari, um suspense psicológico lançado em 2022, em que ele também atuou como protagonista. O longa explora temas como manipulação e segredos. 

De acordo, com Celulari, "Área de Risco" marca a sua estreia na direção, e ele adorou estar nessa posição. E, na obra, ele mergulha em um jogo de suspense e reviravoltas, com um enredo ambientado em um cenário que reflete as complexidades da natureza humana. Celulari contou aos presentes que apesar de ter amado a direção, dirigir, produzir e atuar é muito complexo, mas quem sabe, ele embarca numa segunda produção, mas apenas na direção.

Durante o evento, os curadores Caio Blat e Marcos Santuário, e a presidente da Gramadotur, Rosa Helena Volk, também revelaram a série brasileira que será lançada durante o evento: “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”, de Marcelo Gomes e Carol Minêm, que contou com a presença de Bruna Linzmeyer, que falou que amou participar da produção e que certamente, todos nos iremos nos apaixonar.


“Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”

Com direção geral de Marcelo Gomes e direção de Carol Minêm, “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente” terá seu primeiro episódio exibido no Palácio dos Festivais na noite de sábado, 16 de agosto, e estreia dia 31/08, na Max.


A série com cinco episódios retrata um período de tensão no Brasil, a epidemia de AIDS durante a década de 1980. Baseada em fatos, a história acompanha um grupo de comissários de bordo que, ao ver amigos e colegas adoecerem sem acesso ao tratamento, inicia uma operação arriscada de trazer ilegalmente o medicamento AZT do exterior, mobilizando uma rede de solidariedade em meio à negligência do governo frente à crise.


No elenco, estão Johnny Massaro, Ícaro Silva, Bruna Linzmeyer, Eli Ferreira, Igor Fernandez, Hermila Guedes e Júlio Machado, Andréia Horta e Carla Ribas.


A produção com estreia internacional no Festival de Berlim, em fevereiro deste ano, já recebeu uma Menção Honrosa da Queer Media Society, reforçando seu impacto e relevância na representação de narrativas LGBTQIAPN+, e foi premiada no Festival Luna de Valência como Melhor Série de TV e como Melhor Série pelo júri jovem, além de ter recebido menções honrosas nas categorias de Melhor Roteiro e Melhor Som e Trilha Sonora Original.


A obra é uma coprodução da HBO com a Morena Filmes. Thiago Pimentel, Mariza Leão e Tiago Rezende assinam a produção. Por parte da Warner Bros. Discovery, o projeto conta com produção de Mariano Cesar, Anouk Aaron e Vanessa Miranda. Os roteiros são de Leonardo Moreira e Patrícia Corso.


Kikito de Cristal - Rodrigo Santoro

As homenagens terão início na sexta-feira, 15, na noite de abertura do festival, com o Kikito de Cristal, que será concedido a Rodrigo Santoro, que em agosto completa 50 anos. O ator começou a carreira atuando em novelas, mas logo se destacou em produções cinematográficas como “Bicho de Sete Cabeças” (2000), de Laís Bodanzky e, em seguida, “Abril Despedaçado” (2001), de Walter Salles. No cinema internacional, atuou em “Simplesmente Amor” (2003), “300” (2007), “Che” (2008), “O Golpista do Ano” (2009). Integrou o elenco das séries "Lost" (2004) e "Westworld” (2016). Santoro nunca deixou de trabalhar no Brasil, fazendo com que o cinema brasileiro fosse reconhecido em todo o mundo. Seu projeto mais recente é o filme “O Último Azul", de Gabriel Mascaro, que conquistou o Urso de Prata na 75ª edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano, além do prêmio de Melhor Filme Ibero-americano de Ficção no Festival Internacional de Cine en Guadalajara (México). O longa é situado na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional em que vão “desfrutar” seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza (Denise Weinberg), uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo. “O Último Azul" será exibido logo após a homenagem no dia 15.


Troféu Eduardo Abelin - Mariza Leão

Uma das maiores produtoras de cinema do país, Mariza Leão será homenageada com o Troféu Eduardo Abelin na segunda-feira, 18. O prêmio leva o nome de um dos pioneiros do cinema gaúcho e já foi entregue para nomes como Carlos Reichenbach, Caca Diegues e Arnaldo Jabor. Mariza iniciou sua carreira no cinema ao lado de Sérgio Rezende quando o casal fundou, há exatos 50 anos, a Morena Filmes. Mariza foi a primeira diretora geral da RIOFILME e presidente do SICAV - Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual. Ao longo de sua carreira, dirigiu curtas e produziu sucessos de público que somam mais de 20 milhões de espectadores, como a trilogia "De Pernas Pro Ar" (2010, 2012 e 2019), que teve os dois primeiros filmes dirigidos por Roberto Santucci e o terceiro por Julia Rezende, e as comédias "Meu Passado Me Condena 1 e 2" (2013 e 2015), de Julia Rezende. Outro marco foi o fenômeno "Meu Nome Não É Johnny" (2008), de Mauro Lima, vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Além dos blockbusters, sua filmografia inclui obras de grande prestígio artístico e histórico, como "Lamarca" (1994), "Guerra de Canudos" (1997) e "O Homem da Capa Preta" (1986), todas dirigidas por Sergio Rezende; o clássico "Nunca Fomos Tão Felizes" (1984), de Murilo Salles; e títulos da nova geração do cinema nacional, como "Ponte Aérea", de Julia Rezende, e "Apenas o Fim", de Matheus Souza. Nos últimos anos, Mariza expandiu sua atuação para as séries de televisão e streamings, produzindo títulos como “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente “de Marcelo Gomes e Carol Minem, “Todo dia a Mesma Noite”, de Julia Rezende e sucesso de audiência da Netflix; “Questão de Família”, de Sergio Rezende; “Meu Passado Me Condena – A Série”, de Julia Rezende; e “Acerto de Contas”, de José Joffily. Em fase mais recente, produziu “A Porta ao Lado”, de Julia Rezende; “Eike – Tudo ou Nada”, de Andradina Azevedo e Dida Andrade; “Meninas Não Choram”, com direção de Viviane Jundi; e “Mãe Fora da Caixa” de Manuh Fontes. Atualmente, está à frente do longa “Perrengue Fashion”, uma comédia ambientada na Amazônia produzida em parceria com a Amazon Studios. Com uma carreira que une excelência artística, sucesso comercial e compromisso com o desenvolvimento do audiovisual nacional, Mariza Leão permanece como referência incontornável da produção cinematográfica brasileira.

Troféu Oscarito - Marcélia Cartaxo

Na terça-feira, 19, a atriz Marcélia Cartaxo receberá o Troféu Oscarito, pelos seus mais de 40 anos de destaque no cinema brasileiro. A artista paraibana ficou conhecida pela interpretação de Macabéa em “A Hora da Estrela” (1985), baseado no livro homônimo de Clarice Lispector, papel que rendeu a ela o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim de 1986. Também atuou em longas como “A Mãe” (2022), “Pacarrete” (2019), “O Céu de Suely” (2006) e “Madame Satã” (2001).

Troféu Cidade de Gramado

Criado em 2012, quando foi entregue à atriz Eva Wilma, o Troféu Cidade de Gramado já homenageou nomes como Tony Ramos, Ney Latorraca, Antônio Pitanga, Wagner Moura e Ingrid Guimarães. Em 2024, foi concedido à atriz Vera Fischer. O nome do próximo homenageado será revelado em breve.




Coletiva de imprensa em São Paulo

Nesta quinta-feira, 17 de julho, serão anunciados em São Paulo os quatro longas-metragens documentais brasileiros em competição, além de 12 curtas-metragens brasileiros em competição. Realizado pela Gramadotur, autarquia municipal de turismo e cultura, o Festival de Cinema de Gramado integra o Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul e é o mais antigo festival de cinema ininterrupto do Brasil.



Mais informações, confira no site do festival  - https://festivaldecinemadegramado.com/


FOTOS WALLACE BARBOSA/ZAPP NEWS 








quarta-feira, 9 de julho de 2025

Crítica do novo filme de "Superman"

 Por Graça Paes, RJ

Com direção de James Gunn, produção de DC Studios, The Safran Company e Troll Court Entertainment, roteiro baseado no Superman de Joe Shuster e Jerry Siegel, com duração de 2h 9m, o filme "Superman", o primeiro longa-metragem da DC Studios, estreia nos cinemas dia 10 de julho. 

Agora, Superman embarca em uma jornada para reconciliar sua herança kryptoniana com sua criação humana. James Gunn opta por não revisitar a origem do herói, concentrando-se em um Superman já atuante em Metrópolis, o que confere ao filme um tom mais maduro.


Filmado inteiramente em IMAX, com direção de fotografia de Henry Braham (Guardiões da Galáxia), o longa oferece uma experiência visual imersiva e de grande escala. A estética é fortemente inspirada nos quadrinhos, com cores vivas, figurinos clássicos e um visual “toyetic” que reforça o lado lúdico da produção.


Os efeitos visuais ganham destaque especialmente no clímax, com uso intenso de CGI em cenas grandiosas. 

David Corenswet impressiona ao dar vida a um Superman carismático e humano, com nuances de vulnerabilidade. O super herói retratado em 2025 tem uma abordagem contemporânea que combina humor, emoção e impacto visual. 


Já Rachel Brosnahan brilha como Lois Lane, oferecendo uma química palpável com o protagonista e profundidade emocional. 

Nicholas Hoult entrega uma versão contemporânea de Lex Luthor, mais contida e estrategicamente manipuladora, com um perfil corporativo convincente. 

Ah! E o que escrever sobre Krypto. Ele é a grande estrela do novo filme de Superman. O fofíssimo cão, além de arrebatar nossos corações, tem um papel narrativo de grande relevância, ele adocica as cenas, e é quem "salva" o Homem de Aço. Você também irá se apaixonar. Aguarde!!!

Além de Lex Luthor, temos mais vilões, Ultraman, a Engenheira, Martelo de Boraiva, entre outros. 


Em suma, as atuações sólidas, inclusive a de Krypto, e o uso inteligente do IMAX reforçam a proposta bem acertada desta nova versão de Superman.

Alguns fãs poderão sentir falta de mais cenas do nosso herói na redação do Planeta Diário, mas neste longa, o nosso homem de aço, que volta a usar a sunga vermelha, por cima do figurino, passará mais tempo em ação como o 'Superman'.  O repórter Clark Kent, dessa vez, aparece bem menos em cena. 

Tecnicamente, podemos dizer que direção e roteiro apostam em originalidade temática com um tom equilibrado e entregam qualidade. Mas, o longa peca um pouco na montagem, algumas cenas estão aceleradas demais e nos deixam um pouco confusos. 


Quanto a trilha sonora, ela é composta por John Murphy e David Fleming e mistura elementos orquestrais grandiosos com sintetizadores modernos. Há referências pontuais ao clássico tema de John Williams, que surgem com sutileza e sem parecerem datadas. A trilha é envolvente e tem efeitos em grande escala


Superman é um filme que mexe com o coração, que consegue equilibrar ação, humor e emoção, além de promover debates relevantes, sobre questões contemporâneas, como a imigração, o ódio nas redes sociais e a disseminação de fake news. 


O longa explora a figura do Superman como um imigrante e um símbolo da história dos Estados Unidos, abordando a sua luta para se inserir em uma sociedade que muitas vezes o vê como diferente. Além disso, o filme critica a polarização política, com manchetes que mostram a divisão entre conservadores e liberais em relação a um vilão, e reforça a importância da união e da crença na bondade humana


'Superman' é um mix perfeito de excelente fotografia, elenco afinadíssimo e roteiro redondinho.


Se inspirar nos Hqs, resgatar o espírito heróico do homem de aço, foi um grande acerto de Gunn, e nos dá esperança para continuar acreditando no gênero. E, certamente irá agradar fãs antigos e conquistar novos.


Se você curte um herói que inspire e emocione, esse é o Superman que faz jus ao nome, e ao legado.


Ah! Escolha uma sala IMAX, que é o ideal, e não saia correndo quando as letrinhas subirem. Tem duas cenas pós crédito! 


Assista o trailer:

A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 9. 







terça-feira, 8 de julho de 2025

'Luccas e Gi em : Amor de mãe' já está na Netflix

Por Graça Paes, RJ

O filme estretalado por Luccas Neto e Gi Alparone é uma história emocionante sobre afeto e superação familiar


A dupla adorada pelas crianças, Luccas Neto e sua irmã, Gi Alparone, retorna às telas com um longa inédito que promete emocionar famílias inteiras. Em “Luccas e Gi em: Amor de Mãe”, que estreia nesta sexta, dia 11/07, na Netflix, os irmãos protagonizam uma história repleta de emoção, aventura e conexão familiar, temas cada vez mais urgentes no universo infantil contemporâneo.


Com direção de Bruno Bennec e produção da Luccas Toon Studios em coprodução com a Take4Content, o filme é uma comédia infantojuvenil de 95 minutos que aborda questões como o abandono parental, os sonhos infantis, o impacto da tecnologia e a força dos laços entre mãe e filhos.


A trama acompanha Luccas, um jovem sonhador que quer se tornar um influenciador famoso para tirar sua mãe das dificuldades e reconstruir sua família. No entanto, os planos mudam drasticamente quando sua irmã, Gi, é capturada por uma agência misteriosa e transformada em uma marionete digital. A partir daí, mãe e filho precisam se unir para salvá-la — e, nesse processo, redescobrem a força da união, da criatividade e do amor incondicional.


“Esse filme nasceu de um lugar muito íntimo. A gente quis falar sobre o valor da família, das conexões reais e do quanto precisamos uns dos outros para crescer. A Gi está brilhante no papel e, como irmã, me emocionou em várias cenas. É um projeto feito com o coração”, conta Luccas Neto, que além de atuar, participou ativamente da construção da história.


Com produção em qualidade 4K e áudio em 2.0 e 5.1, o longa foi pensado para uma experiência cinematográfica acessível e imersiva. A produção ainda conta com a atuação da atriz Vivian Duarte, no papel da mãe, além de um elenco que inclui Helena Fernandes, Antonio Fragoso, Rogério Rolim e Paula Frascari, entre outros nomes.


“A gente cresceu na frente das câmeras, mas esse filme mostra um lado mais sensível e maduro do nosso trabalho. A Gi está com apenas 16 anos e já tem um olhar artístico muito forte. Ela ajudou muito no processo criativo, trouxe ideias e mergulhou na personagem. Foi lindo de ver”, completa Luccas.


A estreia de “Luccas e Gi em: Amor de Mãe” marca também uma nova fase nos projetos da dupla, com foco cada vez maior em tramas que unem emoção, aventura e valores familiares. A proposta é seguir entregando conteúdo divertido, mas que também
abra espaço para conversas profundas com o público infantil e suas famílias.


Com distribuição nacional e grande expectativa do público que acompanha os irmãos desde os primeiros vídeos, o filme estreia no dia 11 de julho em uma das maiores plataformas de streaming do mundo.


Ficha Técnica:

Direção: Bruno Bennec
Roteiro: João Costa Van Hombeeck e Henrique Freitas
Produção: Cassiano Scarambone
Produtor Executivo: Adriano Lírio
Elenco Principal: Luccas Neto, Gi Alparone, Vivian Duarte
Direção de Fotografia: Thiago Lima
Direção de Arte: Teca Fichinski
Figurino: Constança Whitaker
Produção: Luccas Toon Studios
Coprodução: Take4Content