terça-feira, 7 de outubro de 2014

TRASH: a esperança vem do lixo encerra o FESTIVAL DO RIO 2014


Na cidade maravilhosa para a premiere no FESTIVAL DO RIO, Stephen Daldry, diretor de “Trash – A Esperança Vem do Lixo”, exalta a qualidade técnica da equipe e elenco brasileiros à frente do filme.




Para Daldry, o longa, que estreia em 9 de outubro, contou com pessoas que realmente se identificaram com o projeto e que foram aventureiras, criativas, pacientes e profissionais. O diretor ressaltou também a engenhosidade do cenário do lixão, onde se passa parte da trama. Para compor esse pano de fundo e garantir veracidade, ele revelou que catadores reais trabalharam tanto como figurantes quanto como consultores.




“O tempo que passamos aqui no Brasil foi incrível e foi uma lição pra mim. É realmente um filme brasileiro e não estou falando das pessoas que o fizeram, mas é uma história feita por, para e constituída dos sonhos e aspirações dos três jovens sobre quem a história é”, declarou o diretor.





Na pílula, o diretor comenta que, para a escolha do Rio como locação, contaram “a grande tradição de artistas extraordinários e atores profissionais e técnicos trabalhando no Brasil e o histórico de trabalhar com atores não profissionais”. Com a decisão de escalar três meninos não atores para os papéis dos garotos do lixão, foi necessário lançar mão dessa expertise, e o Rio se tornou o lugar ideal, segundo ele. Daldry explica que a necessidade de mostrar a cidade sob um ponto de vista pouco comum fez com que se afastassem dos pontos turísticos e focassem mais nas periferias e comunidades.




Intérprete de Olívia, a professora de inglês que ajuda os meninos Raphael (Rickson Tevez), Gardo (Eduardo Luis) e Rato (Gabriel Weinstein) na missão de desvendar o mistério da carteira encontrada no lixão, Rooney Mara admite que ter pessoas falando línguas diferentes no set foi enriquecedor: “Com certeza houve desafios, mas todos são talentosos e ótimos, a equipe é incrível”.




O longa, que tem distribuição da Universal Pictures, conta com nomes de destaque como os brasileiros Selton Mello (Frederico), Wagner Moura (José Angelo), Nelson Xavier (Clemente), Stepan Nercessian (Antonio Santos ), André Ramiro (Marco) e José Dumont (Carlos), além dos estrangeiros Rooney Mara (Olívia) e Martin Sheen (Julliard). “Trash” (#trashofilme), que é uma adaptação do best-seller de mesmo nome de autoria de Andy Mulligan, tem coprodução da O2 Filmes com as britânicas Working Title e Peapie Films.





O roteiro assinado por Richard Curtis (“Um lugar chamado Nothing Hill”, “Quatro Casamentos e um Funeral”, “Simplesmente Amor” e “Questão de Tempo”) narra a história dos meninos Raphael, Gardo e Rato que vivem perigosas aventuras depois que encontram uma misteriosa carteira no lixão onde vivem. Decididos a buscar uma solução para esse segredo, as crianças vão enfrentar inimigos poderosos.




Trash nas redes sociais:





RioMarket: a área de negócios do Festival do Rio, apresenta seu balanço da edição 2014



  
  
O RioMarket 2014, área de negócios do Festival do Rio, encerrou suas atividades na segunda, dia 6 de outubro, destacando mais uma vez o crescimento e importância da indústria audiovisual brasileira para a cultura e a economia nacional. Roteiristas, produtores, diretores, autoridades, advogados, técnicos e profissionais participaram de Master Classes, Workshops, Rodadas de Negócios, RioSeminars e de outros encontros para discutir o momento e o futuro do setor, trocando experiências e negociações e propondo novos caminhos. O RioMarket reuniu grandes nomes, como Gale Anne Hurd, produtora da série “The Walking Dead” e Chad Coleman, ator da série; Janie Bryant, figurinista de “Mad Men”;Andrew Meyer, produtor de “Tomates Verdes Fritos”; e Marc Halsey roteirista dos seriados “The Carrie Diaries”, “Brothers & Sisters” e “The Client List”.


Clique e acesse a cobertura completa do maior mercado de audiovisual da América Latina. www.image.net


‘Xenia’ e ‘De Gravata e Unha Vermelha’ são os grandes vencedores do Prêmio Félix no Festival do Rio 2014


  
  

O Festival do Rio 2014, pela primeira vez em sua história, premia o melhor filme do universo gay. Este ano, dos 350 filmes apresentados, 43 da programação do Festival possuem conteúdo LGBT, sendo considerados 22 longas aptos a disputar o Prêmio Félix, nas categorias melhor ficção e melhor documentário. A cerimônia de entrega da premiação aconteceu na noite desta segunda-feira, dia 6, no Centro Cultural Banco do Brasil. 



Como melhor longa de ficção, o premiado foi "Xenia", dirigido por Panos H. Koutras (Grécia / França / Bélgica, 2014). Já como melhor documentário foi escolhido "De Gravata e Unha Vermelha", de Miriam Chnaiderman (Brasil, 2014). "Toda Terça-Feira (52 Tuesdays)", de Sophie Hyde (Austrália, 2014) ganhou o Prêmio Especial do Júri. Os prêmios foram entregues pelo deputado federal Jean Wyllys e pelo ator Mateus Solano. 



O júri do Prêmio Félix foi composto por Wieland Speck (presidente do júri e diretor da seção Panorama do Festival de Berlim e cocriador do Teddy Award), João Emanuel Carneiro (roteirista de Central do Brasil e autor da novela Avenida Brasil), Albertina Carri (cineasta e diretora artística do *Asterisco - Festival Internacional de Cinema LGBTIQ de Buenos Aires) e Malu de Martino (diretora de Como Esquecer e Margaret Mee e a flor da lua).
Foram levadas em conta as melhores narrativas, ou seja, o Prêmio selecionou os filmes que apresentaram, aos olhos do júri, mais qualidade e não os mais "gays".


O Prêmio Félix recebeu esse nome por seu significado: "feliz", "afortunado", "alegre", em Latim.



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

FESTIVAL DO RIO: O sal da terra vai abrir o evento dia 24 de setembro

O Festival do Rio vai exibir em sua sessão de gala, dia 24 de setembro, no teatro Oi Casa Grande, no Leblon, na Zona Sul do Rio, o filme O sal da terra. O documentário é o mais recente de Juliano Ribeiro Salgado e do mestre alemão Wim Wenders (Paris, Texas, Buena Vista Social Club), que retrata os bastidores do mais novo projeto do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado e tem codireção de Juliano Ribeiro Salgado, filho do artista. 



O longa teve sua estreia mundial em maio, na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, onde ganhou o prêmio do júri.

Assista a um clipe de O sal da terra:


Festival exibirá filmes selecionados para concorrer ao Oscar estrangeiro

A Academia de Artes e Ciência Cinematográficas de Hollywood ainda não anunciou a lista completa dos filmes selecionados por cada país para tentar uma vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro. Mas boa parte das comissões de seleção pelo mundo já anunciaram seus escolhidos e o Festival do Rio irá exibir, por enquanto, sete das produções anunciadas. Confira a lista:
1001 gramas, de Bent Hammer (Noruega)
Cantinflas, de Sebastian del Amo (México)
E agora? Lembra-me, de Joaquim Pinto (Portugal)
Ida, de Paweł Pawlikowski (Polônia)
Matar um homem, de Alejandro Fernández Almendras (Chile)
Mommy, de Xavier Dolan (Canadá) - foto acima
Timbuktu, de Abderrahmane Sissako (Mauritânia)
Até o dia 1º de outubro, mais países irão anunciar seus indicados, com a lista final sendo anunciada pela Academia pouco depois. O escolhido brasileiro, o romance adolescente Hoje eu quero voltar sozinho, sucesso surpresa do cinema nacional em 2014, está sendo exibido dentro da programação do Festival do Rio, no Espaço BNDES.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Festival do Rio 2014: PREMIÈRE BRASIL

As inscrições devem ser feitas através do site do Festival: www.festivaldorio.com.br





Serão selecionados filmes nacionais de curta e longa-metragem nos gêneros ficção, documentário e animação para mostras competitiva e não-competitiva.




Festival do Rio acontece de 24 de setembro a 8 de outubro de 2014

Este ano, duas novas categorias concorrem ao troféu Redentor:
- Prêmio de melhor direção para documentário
- Prêmio especial do juri para Novos Rumos

Premiação completa
Da premiação da Mostra Principal:

I. Melhor Longa-Metragem de Ficção;
II. Melhor Longa-Metragem Documentário;
III. Melhor Curta-Metragem;
IV. Melhor Direção de Ficção;
V. Melhor Direção de Documentário
VI. Melhor Ator;
VII. Melhor Atriz;
VIII. Melhor Atriz Coadjuvante;
IX. Melhor Ator Coadjuvante;
X. Melhor Roteiro;
XI. Melhor Montagem;
XII. Melhor Fotografia;
XIII. Prêmio Especial do Júri;
XIV. Melhor Longa-Metragem de Ficção de Voto Popular;
XV. Melhor Longa-Metragem Documentário de Voto Popular;
XVI. Melhor Curta-Metragem de Voto Popular.





A escolha dos premiados da I a XIII categorias será feita por um corpo de jurados composto por especialistas na arte cinematográfica (entre brasileiros e estrangeiros), convidados pela direção do Festival do Rio.





A escolha dos premiados nas categorias de voto popular (categorias XIV a XVI) será feita através do Voto Popular.




Da Premiação da Mostra Novos Rumos:

Os filmes selecionados para a Mostra Competitiva Novos Rumos concorrerão ao Troféu Redentor de:
I. Melhor Filme Longa-metragem
II. Melhor Filme Curta-metragem
III. Prêmio Especial do Júri



A escolha dos premiados das categorias será feita por um corpo de jurados composto por especialistas na arte cinematográfica (entre brasileiros e estrangeiros), convidados pela direção do Festival do Rio.




Mais informações e detalhes no regulamento da PREMIERE BRASIL, também disponível no site do Festival.

Inscrições: até 10 de julhoParticipe! www.festivaldorio.com.br

Contato: pbrasil@festivaldorio.art.br

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Nymphomaniac (Ninfomaníaca) sob a ótica de Lars Von Trier

Por Graça Paes





Quando eu fui para a cabine do filme:  Nymphomaniac (Ninfomaníaca), do diretor dinamarquês Lars Von Trier,  eu achei que ia ver um filme com cenas extravagantes de sexo, e tals, pois foi mais ou menos o que eu li em sites sobre o longa que na versão original tem 5h30 de duração, e que foi encurtado e divido em duas partes para facilitar a exibição no cinema.



"Ninfomaníaca” tem um início fantástico, uma fotografia forte, um cenário meio sombrio, chuvoso, grotesco e uma trilha de heavy metal ao fundo que torna tudo muito impactante. Este é o local onde um senhor encontra Joe (Charlotte Gainsbourg), na fase adulta, aparentemente muito machucada por uma surra ou ataque, isso não fica subentendido na primeira parte do longa, e que após ser levada para casa dele, entre um gole e outro de chá, ela lhe relata suas experiências eróticas, desde a infância. Histórias surpreendentes, que na minha opinião, apesar de fortes e picantes, me fazem vê-la como refém de suas próprias fantasias. Vítima de um vazio que nem mesmo os mais tórridos momentos de sexo são capazes de preencher.



Realmente, Lars Von Trier, mostra muitas cenas de sexo, imagens de muitos tipos de pênis, demonstrações do ato explícito, o que não é muito comum de se ver nas salas de cinema tradicionais. Feitas com cuidado retratando realmente o vício, a obsessão de “transar” por qualquer que seja o motivo, diversão, dor, aposta.  




Porém, o drama protagonizado por Charlotte Gainsbourg e com o talentoso Shia LaBeouf, Uma Thurman, Stellan Skarsgård e Willem Dafoe, entre outros, mostra a história de Joe como ela é, e para tal o sábio Lars Von Trier não teve medo de ousar.



De acordo com a produtora Louise Vesth, as cenas de sexo explícito foram feitas combinando imagens dos atores em cena, nus, com imagens de atores pornô (dubles) fazendo sexo de verdade.  



Apesar da carga forte, da primeira parte do longa, que dá a entender que a segunda será mais forte ainda, já que não se explica a surra que a protagonista levou que quase a levou a óbito, na fase adulta, uma das cenas mais leves e até engraçadas envolve Thurman e três crianças, que fazem uma participação bombástica. Em entrevista para um site a atriz disse como foi trabalhar com Lars Von Trier. "Acho que ele é um gênio. Escreve, dirige, é atrevido e provavelmente um pouco louco, e eu sinto simpatia por pessoas assim (rsrsrs). Lars me disse que eu atuo mais em uma só cena que todos os atores de todos os seus filmes anteriores juntos, o que foi sua maneira de me dizer que eu exagerava", brinca ela ao falar de sua participação que foi filmada em uma só tomada.



Também foi dito pela produção que Von Trier abriu mão, pela primeira vez em sua carreira, de fazer o corte final da versão do filme que estreará na Dinamarca em 25 de dezembro de 2013, e no Brasil em 10 de janeiro de 2014, a primeira parte e a segunda em março.



De acordo com o produtor Peter Aalbaek Jensen, os cortes não foram feitos para amenizar o conteúdo sexual do filme, mas apenas para encurtá-lo. "Lars me disse que está feliz que isso seja feito desta forma. Para ele, é muito importante ter uma versão mais longa por questões artísticas, mas ele entende as necessidades de distribuição. É de seu interesse que o filme possa ser visto em diferentes territórios e para isso foi necessário adequá-lo", disse ao site Screen Daily.



O fato é não choca provoca e aguça a curiosidade. Eu confesso que ficaria cinco horas e meia na poltrona para assistir todo o longa sem e poder conhecer um pouco mais sobre a vida daquela menina, que se torna mulher e que o sexo como o ar que respira.  O que resta é esperar até março de 2014 para assistir a segunda parte. E, aos meus leitores que corram para os cinemas a partir de 10 de janeiro para conhecer a história de Joe, a “Ninfomaníaca” de Lars Von Trier.




quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Moysés Faria lança o filme 'Pílula Cura Gay' na web

A história retrata a luta contra a homofobia

Por Graça Paes, RJ

O filme 'Pílula Cura Gay', que em breve estará disponível na web, aborda a homofobia, um assunto polêmico e que está em grande discussão no momento. O curta-metragem busca retratar de maneira leve e descontraída os problemas que os homossexuais enfrentam para serem respeitados pela sociedade.


Bastidores das gravações  (Divulgação)


De acordo com o diretor Moysés Faria, a ideia de levar esse tema para as telas do cinema surgiu em decorrência dos recentes acontecimentos na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados quando aprovou um projeto capaz de permitir aos psicólogos oferecer tratamento para a homossexualidade. A aprovação da proposta levantou uma indignação dos psicólogos, já que eles afirmam não haver rigor científico em um método para alterar a orientação sexual.


Bastidores das gravações  (Divulgação) 

Na trama, o ator Carlos Braga deu vida a uma travesti, a Marilú Fontana, que luta pelos direitos garantidos pela constituição brasileira a todos os indivíduos, independente de cor, raça ou opção sexual. No decorrer do filme, Marilú organiza uma manifestação contra a atitude do deputado Geraldo Torres, interpretado pelo ator Lino Corrêa, que usa a imprensa para dizer que ser homossexual é uma doença. A película faz um contraponto de que a tese do personagem de Geraldo é errada. Partindo desses princípios levantados pela obra, surgiu o nome do filme.


Carlos Braga e Lino Corrêa 
Carlos Braga e Lino Corrêa


Assista o trailer:



O projeto é produzido pela SBAC-TV com direção geral de Moysés Faria, um profissional renomado e que pretende realizar outros filmes que abordem temas importantes para a sociedade. O objetivo é promover na paletia uma análise crítica a respeito dos temas propostos.


Para o diretor, a abordagem do filme vem em um momento oportuno, pois apesar de tantos anos de luta contra todos os tipos de preconceitos ainda há uma sociedade que esquece do direito da liberdade humana. “Grande parte dos homossexuais sofrem com a sociedade hipócrita e homofóbica. Na rua são tratados como seres de outro planeta, são apedrejados e mortos. Em suas casas são perseguidos e humilhados pelos próprios familiares e tem os seus direitos constitucionais violados”, disse Moysés Faria, acrescentando que os homossexuais são tratados “como se fosse uma doença que precisa ser extirpada da terra".


O diretor enfatiza que o filme não julga os parlamentares que defendem a homossexualidade como uma espécie de doença, mas é uma crítica as atitudes preconceituosas da sociedade em geral. “Queremos proporcionar a sociedade a oportunidade de refletir sobre a maneira de pensar e de agir a fim de que possamos rever as nossas práticas com os nossos semelhantes”, finalizou Moysés Faria.


Informações no e-mail: sbacproducoes@gmail.com ou no telefone (21) 7979.8879.