segunda-feira, 6 de outubro de 2025
Festival do Rio 2025 traz em sua programação percepções e vivências femininas
ScreenBrasil: parceria entre Embratur e Projeto Paradiso promoverá o Brasil no exterior através do seu cinema
Por Graça Paes, RJ
A ação é fruto de um ACT entre a Embratur e o Projeto Paradiso, iniciativa filantrópica de apoio ao audiovisual brasileiro do Instituto Olga Rabinovich (Crédito: Márcio Menasce/Embratur)
A Embratur e o Projeto Paradiso lançam, na segunda-feira, dia (6/10), uma parceria para promover a circulação internacional de filmes brasileiros. A iniciativa ScreenBrasil vai apoiar a distribuição de três longas-metragens de ficção produzidos no país em 2024 e 2025, com o objetivo de ampliar a distribuição internacional de produções nacionais, reforçar a imagem do Brasil no exterior e atrair interesse de estrangeiros a partir da promoção da nossa cinematografia.
A ação é fruto de um Acordo de Cooperação Técnica e Financeira entre a Embratur e o Projeto Paradiso, iniciativa filantrópica de apoio ao audiovisual brasileiro do Instituto Olga Rabinovich. Conforme destaca o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, o ScreenBrasil integra a estratégia da Agência que reconhece o audiovisual como uma ferramenta para a promoção internacional do turismo. A seleção dos filmes será realizada por uma comissão técnica especializada.
A iniciativa é inspirada em ações semelhantes de outros países, sobretudo europeus, mas também de iniciativas já executadas no Brasil. O anúncio da parceria acontece no Festival do Rio, durante o Rio Market, nesta segunda-feira (6), e, em 22 de outubro, durante a abertura do Encontro de Ideias da Mostra de Internacional de Cinema em São Paulo, onde o regulamento será apresentado .
O anúncio dos filmes selecionados está previsto para abril de 2026, após o período de inscrições que será entre janeiro e março. “Este projeto é o coroamento de uma estratégia iniciada na nossa gestão na Embratur, que reconhece o audiovisual como vetor estratégico de promoção internacional do Brasil. Nós entendemos que filmes, séries, documentários e outros produtos audiovisuais podem funcionar como potentes vitrines do que o nosso país tem de melhor e despertam o interesse em conhecer o Brasil pessoalmente”, disse Freixo.
“Essa ação busca alcançar os espectadores internacionais com obras que ressaltam nossa qualidade e talento cinematográfico e retratam nossas histórias, nossa diversidade e criatividade. O Brasil vive hoje um momento de grande visibilidade do seu cinema lá fora. Temos também exemplos de países, como a Espanha, Portugal, Coreia do Sul, que colocaram o audiovisual como um setor estratégico relevante para promover o seu soft power. Mais do que isso, estudos indicam que cerca de 80 milhões de turistas globais escolhem destinos influenciados por produções audiovisuais”, completou o presidente.
Para o Projeto Paradiso, a decisão de investir na exibição internacional se insere em seus eixos estratégicos. “Desde 2019, apoiamos a presença de mais de 150 filmes e projetos em grandes festivais e mercados internacionais, por meio do programa Brasil no Mundo. Agora, damos um passo à frente, buscando ampliar janelas de exibição para o audiovisual nacional mundo afora. Nosso desejo com isso é expandir as possibilidades de conexão do público internacional com o cinema brasileiro, fortalecendo, assim, nossa indústria”, explica Rachel do Valle, diretora de programas da instituição filantrópica.
A parceria reafirma o papel da Embratur como agência de promoção do Brasil em múltiplas dimensões — turística, cultural, econômica e simbólica, ampliando o alcance de obras brasileiras no exterior. Os filmes selecionados receberão US$ 15.000 cada para ações de distribuição internacional. Esses recursos poderão ser usados para legendagem, marketing no exterior,assessoria de imprensa entre outras ações necessárias para a promoção e distribuição.
Debate sobre colorismo mobiliza drama familiar do filme “Criadas” no Festival do Rio
Ficção de Carol Rodrigues expõe traumas provocados pelo resquício escravocrata da relação patroa x funcionária do lar em primas criadas juntas
Por Graça Paes, RJ
É com a imagem de “A Redenção de Cam”, do artista espanhol Modesto Brocos, símbolo maior do mito da democracia racial brasileira, em chamas, que “Criadas”, primeiro longa-metragem de Carol Rodrigues, começa. Mas o efeito reverse motion (de reversão), com o fogo reconstituindo o quadro, indica que o reencontro das primas Sandra (Mawusi Tulani), negra retinta, e Mariana (Ana Flavia Cavalcanti), negra de pele clara não obedecerá às linearidades. Como engenheira, a primeira retorna à casa em que foi criada junto da prima, hoje uma chef de cozinha, à procura de fotos de sua mãe Ivone (Ivy Souza), então empregada na residência da prima Olívia (Sarito Rodrigues), durante a infância delas.
Esse é o fio condutor da trama que perpassa dores comungadas por pessoas negras no Brasil, em maior ou menor escala, graças ao colorismo e aos resquícios do sistema escravocrata tão presentes nas relações estabelecidas entre patroas x funcionárias do lar. E, no filme, com o agravante de que elas pertencem ao mesmo núcleo familiar.
Produção de Gato do Parque Cinematográfica, coprodução Telecine, Canal Brasil, NayMovie, Cinefilm, Volta Filmes e Netas de Esméria com distribuição da Vitrine Filmes, a obra foi selecionada e concorre na categoria Première Brasil: Competição Novos Rumos, do Festival do Rio, com exibições nos dias 3 de outubro, às 18h45: sessão exclusiva para convidados e estreia mundial, no Estação Gávea; no dia 4 de outubro, às 16h15, com sessão com venda de ingressos aberta ao público no Estação Rio 5, seguida de debate; e no dia 5 de outubro, às 18h, sessão com venda de ingressos aberta ao público no CineCarioca José Wilker 1.
Em meio ao acerto de contas com as feridas racistas de seu passado, as primas Sandra e Mariana começam a conviver, na casa onde cresceram, com forças sobrenaturais resistentes às suas novas posições sociais. As duas também são visitadas por suas versões ainda criança, interpretadas, respectivamente, por Vitória Marques Rodrigues e Alice de Jesus Feitosa. Com expressões infantis marcantes, ora de frustração, ora de descontentamento, elas delimitam os lugares sociais que cada uma podia ocupar naquele período.
O chamado de volta ao presente é feito no filme pela personagem Raquel, vivida pela angolana Rudimira Fula, então responsável pela limpeza da casa de Mariana. O retorno afrodiaspórico, por se tratar de uma imigrante, serve um outro ponto de vista territorial. Mulher sábia, ciente da dicotomia vivida naquele espaço pelas duas primas, faz de tudo para fazer seu trabalho e entrar e sair de lá sem sofrer qualquer tipo de prejuízo financeiro.
Diferentes camadas de luta encampadas por pessoas negras também atravessam as personagens em pautas como a invisibilidade no mercado de trabalho, a apropriação intelectual de quem não ocupa cargos de chefia, mesmo tendo competência e superformação para tal e recorrência de que duas pessoas negras ou mais raramente integram uma equipe, em ambientes corporativos montados no limite da cota racial. Subjetividades como a responsabilidade quase universal de honrar os antepassados, em geral, mães e avós, também são trazidas e é um sentimento compartilhado por Carol Rodrigues, que fez do filme uma declaração de amor a própria avó, Esméria, que partiu dessa dimensão 16 dias antes dela começar a rodar.
Quando, em cena, as duas protagonistas entoam juntas: “Mãe preta, quando canta no terreiro, embaixo daquele poleiro, só pro negrinho dormir / Dorme, filho, você não faz nada, tem pena da velha, que tá muito cansada/ O negrinho, com os lábios a sorrir, fecha os olhinhos e começa a dormir / Dorme nenê, mamãe tem o que fazer / lavar, engomar os paninhos de você”, elas estão cantando o que Carol ouvia na voz de Dona Esméria.
“A história fala das contradições internas da minha família. Minha avó veio para São Paulo com 14 anos para trabalhar como empregada do lar. Com 40 anos, se torna funcionária pública e começa a trazer primas para trabalhar em casa. Eu morava com a minha avó, mas a minha mãe me teve muito cedo, com 21 anos, e a gente morava no mesmo quintal. Apesar de afetivamente, o filme ser dedicado à minha avó, acho que a minha família entendeu que o filme é sobre a gente”, conta Carol Rodrigues, que dirige seu primeiro longa-metragem, depois de assinar curtas premiados como “A felicidade delas” (2019) e “A boneca e o Silêncio” (2015). O roteiro de “Criadas” também é dela e saiu vencedor nesta categoria no Festival Cabíria 2023 e com mais três prêmios do BrLab 2017.
Sinopse:
Sandra retorna à casa de sua prima Mariana em busca de uma foto de sua falecida mãe, que trabalhou ali como empregada residente para os pais de Mariana. Embora tenham sido criadas juntas, Sandra, negra de pele escura, e Mariana, negra de pele clara, viveram naquela casa de formas muito diferentes. Ao se reco no nectarem, memórias há muito enterradas tomam forma ao redor delas. Fantasmas da infância, da ancestralidade e de um amor que nunca foi embora completamente.
Ficha Técnica:
Direção e Roteiro - Carol Rodrigues
Elenco:
Sandra - Mawusi Tulani
Mariana - Ana Flavia Cavalcanti
Olívia - Sarito Rodrigues
Ivone - Ivy Souza
Raquel - Rudimira Fula
Sandra Criança - Vitória Marques Rodrigues
Mariana Criança - Alice de Jesus Feitosa
Bel - Alli Willow
Samuel - Tom Nunes
Tomás - Jerry Gilli
Produção - Julia Zakia e Guilherme César
Produção executiva - Juliana Lemes e Tiê Villares
Montagem - Keily Estrada e Carol Rodrigues
Direção de Fotografia - Julia Zakia
Direção de Fotografia Adicional - Luciana Baseggio
Concepção e Direção de Arte - Fernando Timba
Direção de Arte - Oliv Barros
Desenho e Edição de Som - Guile Martins
Som Direto - Andressa Clain
Operação de Microfone - Gustavo Ruggeri
Mixagem - Pedro Noizyman, A3pS e Rosana Stefanoni, A3pS
Design de Audiência - Talita Arruda e Marina Tarabay, Fistaile
Identidade Visual - Lucas de Britto
FESTIVAL DO RIO - Exibição acontece nos dias 3, 4 e 5 de outubro e filme concorre na categoria Première Brasil: Competição Novos Rumos
Carol Rodrigues, diretora e roteirista de “Criadas”
Além dos curtas-metragem que dirigiu, a cineasta assinou o roteiro das séries “3%”(T3 e T4), da Netflix, “Escola de Gênios” (T1 e T2), como roteirista e assistente de roteiro no Gloob/Globoplay e de roteirista de “Pico da Neblina” (T2), da 02 Filmes e HBO Brasil.
Em “Criadas”, minha mãe e minhas tias choraram ao assistir. Agradeceram por eu ter feito o filme. Naquele instante, lembrei por que fiz e por que sigo fazendo cinema. Foram as únicas pessoas fora da equipe que assistiram, e fazia sentido que fosse assim: é um filme em homenagem à nossa família. Uma busca das raízes, um gesto quase obsessivo de tentar me conectar e compreender a história da minha própria família para entender de onde eu venho.
Com tanto envolvimento pessoal foi difícil chegar ao roteiro final?
Para escrever essa história, precisei de ajuda e de muitas conversas. Desde quando havia apenas duas páginas de sinopse, já a mostrava para pessoas. Participei de laboratórios como o BrLab, oficinas de escrita e consultorias. Uma das presenças mais importantes nesse processo foi a roteirista Jaqueline Souza, amiga querida e profissional que admiro profundamente.
Foram 14 versões de argumento e seis versões de roteiro. A quarta foi uma versão só minha, que ninguém viu e ninguém verá. Era uma espécie de teste: coloquei no papel tudo o que havia sido provocado, até mesmo a ideia de que elas ficassem separadas. Foi uma versão que me parecia quase abjeta, difícil de encarar. Mas acredito que é importante contemplar o que nos enoja, o que nos dá medo, o que nos assusta. Só assim conseguimos ter mais certeza sobre o nosso caminho.
Com isso, cheguei à quinta versão com segurança. Já a sexta foi de ajustes, adequando o texto à voz das atrizes, com o elenco já formado, e também às particularidades da locação.
sexta-feira, 3 de outubro de 2025
Luzes, câmera, ação! Começou o Festival do Rio 2025
Por Graça Paes, RJ
O Festival do Rio 2025 abriu sua programação nesta quinta-feira, dia (2/10) com a sessão de gala do filme ‘Depois da Caçada’, novo longa de Luca Guadagnino estrelado por Julia Roberts, Andrew Garfield e Ayo Edebiri
O mestre de cerimônias da grande noite foi o ator Fabrício Boliveira.
Antes da sessão, pelo tapete vermelho do evento, passaram muitos astros e estrelas, executivos da sétima arte e cinéfilos antenados.
Até 12 de outubro, mais de 300 filmes serão exibidos em 25 espaços culturais do Rio de Janeiro, reunindo desde produções autorais internacionais até obras brasileiras premiadas.
Entre os destaques está a aguardada primeira exibição carioca de O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho. Estrelado por Wagner Moura, o longa acompanha um especialista em tecnologia que precisa se esconder no Recife de 1977, durante a ditadura militar. O filme é a aposta brasileira para o Oscar 2026, e já rendeu ao ator elogios na imprensa internacional, incluindo a revista Variety, que o aponta como forte candidato ao prêmio de Melhor Ator.
📍 Sessões: 7/10, às 21h30 (Cine Odeon); 8/10, às 21h30 (Estação Net Botafogo 1).
Outro destaque é a estreia na direção de Juliette Binoche, vencedora do Oscar por ‘’O Paciente Inglê’s. No documentário In-I in Motion, a atriz mostra o processo criativo ao lado do artista Khan, a partir de um espetáculo criado em 2007. Binoche vem ao Brasil para lançar o filme dentro da Temporada França-Brasil.
📍 Sessões: 5/10, 15h45 (Reserva Cultural Niterói 2); 5/10, 19h30 (Cine Odeon); 9/10, 16h30 (Cinesystem Belas Artes 6); 11/10, 14h (Estação NET Gávea 5).
Programação gratuita e debates
O Festival também leva cinema a diferentes regiões da cidade, com exibições gratuitas em bairros como Penha, Nova Brasília e Realengo. Entre os títulos estão O Auto da Compadecida 2, Vitória e Kasa Branca.
No Première Brasil Debates, cineastas conversam com o público no Cine Odeon, em sessões gratuitas e a preços populares.
Outra celebração importante é a dos 25 anos do Programa Geração, dedicado a trabalhos de crianças e adolescentes. Mais de 60 curtas do Brasil e do mundo serão exibidos no Cine Odeon, no CCJF (Centro Cultural Justiça Federal) e no Estação NET Botafogo.
📅 Festival do Rio 2025
De 2 a 12 de outubro | Ingressos a partir de R$ 16 (meia)
RioMarket 2025
Paralelamente, acontece o RioMarket 2025, o braço de negócios do Festival, no Armazém da Utopia, no Pier Mauá, até 11 de outubro. O tema desta edição é “A Construção da Nova Indústria do Audiovisual Brasileiro”.
A programação discute os principais pontos da política de Estado para o setor, aprovada em 2024, além de temas como financiamento, regulação, políticas públicas, coproduções internacionais e sustentabilidade.
O evento também abre espaço para tecnologia, com painéis sobre inteligência artificial, blockchain e uso de dados na indústria, e para a não-ficção, em debates sobre documentários e narrativas expandidas.
Participam autoridades do governo, líderes do mercado e players internacionais, incluindo executivos da Academia de Hollywood. Haverá ainda workshops sobre bem-estar nos sets, debates sobre games e oficinas para jovens talentos.
A programação completa e detalhes sobre inscrições estão disponíveis no site oficial do RioMarket.
terça-feira, 30 de setembro de 2025
Festival do Rio 2025 apresenta Especial COP30: Futuros Possíveis com foco em justiça climática e desenvolvimento sustentável
Por Graça Paes, RJ
De 2 a 12 de outubro, o Festival do Rio realiza sua 27ª edição e traz para o centro da programação o Especial COP30: Futuros Possíveis, com o apoio da Ford Foundation. A iniciativa reforça a importância do cinema e do audiovisual como agentes de mobilização para o desenvolvimento sustentável e a justiça climática.
O projeto surge em um momento em que o Brasil se prepara para receber a COP30 – Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Belém (PA) - e destaca o impacto direto das mudanças climáticas sobre a vida, a cultura e a economia de regiões como a Amazônia brasileira, identidade dos povos originários, conflitos urbanos e rurais, justiça racial e racismo ambiental, migrações, entre outros.
O selo “Especial COP30” também estará presente em outras mostras já tradicionais da programação do Festival do Rio com atividades, exibições e debates no Programa Geração, mostra Expectativa, Première Brasil - Estado das Coisas Especial COP30, entre outras, ampliando a pauta ambiental e sua visibilidade dentro do Festival.
A programação do Especial COP30: Futuros Possíveis se divide em dois eixos:
Programa especial de filmes: 71 produções, entre inéditos e filmes em retrospectiva, abordando temas como justiça climática, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Os filmes estão distribuídos em vários programas do festival, entre eles a Première Brasil - O Estado das Coisas Especial COP30, Programa Geração e mostras internacionais. Diversas sessões contarão com a presença de convidados e discussões com o público. As exibições acontecerão em vários cinemas do circuito do festival.
Mesas-redondas e painéis interdisciplinares: encontros entre profissionais e ativistas de diferentes áreas – brasileiros e estrangeiros - para discutir as questões contemporâneas ambientais, como conflitos urbanos, identidade dos povos originários, justiça racial e racismo ambiental, migrações, conflitos rurais entre outros.
Entre os nomes confirmados para a mostra e os debates, estão:
Vincent Carelli, cineasta e fundador do Vídeo nas Aldeias.
Tainá de Paula, vereadora pelo PT, Secretária de Meio Ambiente e Clima do Rio.
Txai Suruí, ativista e líder indígena.
Kakenya Ntaiya, ativista e educadora queniana.
Luciana Barreto, jornalista.
Laura Sabino, influenciadora digital.
Fernanda Lomba, cineasta e fundadora do Nicho 54.
Jurema Werneck, diretora da Anistia Internacional Brasil.
Mônica Benício, vereadora municipal pelo PSOL, Rio de Janeiro
Joel Zito Araújo, cineasta e pesquisador.
Estêvão Ciavatta, cineasta e ativista
Jeremiah Thoronka, ativista e inventor serra-leonês, fundador da Optim Energy.
Rene Silva, comunicador e fundador do jornal Voz das Comunidades.
Ana Aranha, jornalista Repórter Brasil e cineasta.
Raull Santiago, diretor executivo do instituto Papo Reto
Talles Lopes, jornalista e co-fundador da Mídia Ninja.
Piratá Waurá, professor, fotógrafo e cineasta.
Lúcia Murat, cineasta.
Atila Roque, diretor regional Ford Foundation.
Edu Carvalho, jornalista.
O Especial COP30: Futuros Possíveis acontecerá como programa oficial do Festival do Rio, no Museu do Amanhã, circuito Estação NET, CCJF, e na sede do Festival (Armazém da Utopia).
O Especial COP30: Futuros Possíveis reafirma o compromisso do Festival do Rio com o diálogo entre cultura e questões urgentes do nosso tempo, fortalecendo o papel do audiovisual e sua capacidade de transformação social e ambiental.
Convidados e filmes confirmados, assim como a programação de mesas e atividades, estarão no site e na revista de programação do festival.
Filmes brasileiros - Mostra O Estado das Coisas
Longas
Na Onda da Maré
Reconhecidos
Com Causa
Itacoatiaras
O Pai e o Pajé
Rua do Pescador, nº 6
Do Outro Lado do Pavilhão
Invencíveis
Pau d'Arco
Cadernos Negros
Curtas
Réquiem Para Moïse
A Tragédia da Lobo-guará
Tia Morgana
São As Regras
Vípuxovuko - Aldeia
Entre nós, vive o rio
segunda-feira, 29 de setembro de 2025
O Festival do Rio 2025 irá transformar a cidade maravilhosa na capital mundial do cinema com 300 filmes
A 27ª edição traz estreias nacionais e internacionais, séries brasileiras em sessões gratuitas e o retorno do voto popular nas mostras competitivas
Por Graça Paes, RJ
De quinta-feira, dia 2, até 12 de outubro, a 27ª edição do Festival do Rio vai transformar a cidade maravilhosa na capital do cinema no Brasil. Durante 11 dias, os amantes da sétima arte terão a chance de conferir cerca de 300 filmes, entre produções nacionais e internacionais, com títulos aclamados nos maiores festivais do mundo, e os indicados por seus países ao Oscar. A programação oficial tem sessões especiais e gratuitas, exibições com acessibilidade, mostras paralelas, homenagens e uma seleção que reflete a diversidade e a variedade da produção brasileira e internacional. Os ingressos individuais estarão disponíveis para compra a partir de 30 de setembro, no site Ingresso.com e nas bilheterias dos cinemas participantes.
O público tem duas boas novidades: a programação em 2025 começa na própria quinta-feira com mais de 50 filmes, antes mesmo da tradicional Gala de Abertura no Cine Odeon, e o voto popular está de volta ao Festival do Rio em 2025, e agora é eletrônico. Os espectadores que forem assistir aos filmes da Première Brasil participantes das mostras competitivas poderão votar no seu preferido ao acessar a cédula de votação no celular através de um QR Code que estará exposto na saída das salas. Os filmes escolhidos ganham o Troféu Redentor de Voto Popular em três categorias: Melhor Longa Ficção e Melhor Longa Documentário pelo Júri Popular da Première Brasil; e Melhor Longa pelo Júri Popular da Mostra Novos Rumos.
Serão um total de 22 salas de cinema do circuito comercial: Circuito NET (Gávea e Botafogo), Kinoplex São Luiz, CineSystem Belas Artes Botafogo, CineSanta, Cine Carioca José Wilker - Casas Casadas e o tradicional Odeon. Mais locais com programação gratuita, como o Museu do Amanhã,o CCJF - Centro Cultural da Justiça Federal, o Pavilhão do RioMarket e o Teatro Glaucio Gil.
O Cinema Circulação voltará a ocupar as salas do Circuito Carioca da Prefeitura - como o Cine Carioca Penha e o Cine Carioca Nova Brasília (no Complexo do Alemão), as Casas Casadas em Laranjeiras e o Cine Santa em Santa Teresa. Além disso, mantém o sucesso do cinema ao ar livre no Parque Susana Naspolini, em Realengo, levando cinema democrático e gratuito para as famílias da zona oeste do Rio de Janeiro.
E para atualizar o debate sobre inovação no audiovisual, o RioMarket apresenta mesas e masterclasses para o mercado e uma seleção aberta ao público com ingressos gratuitos. Além de receber pessoas do mercado, a sede do festival no Armazém da Utopia, no Cais do Porto, oferecerá programação especial para o público em geral, mediante inscrição prévia on-line, sempre divulgada no site do festival e em suas redes sociais.
Première Brasil
A cinematografia do país estará representada em sua diversidade, reunindo obras inéditas de diretores consagrados e novos expoentes, na Première Brasil com o maior número de longa-metragens da história do festival. Somando longas, médias e curtas, são 124 títulos.
A seleção está dividida nas mostras competitivas Competição Principal e Competição Novos Rumos - que concorrem ao Troféu Redentor - com 48 filmes participantes; e nas seleções especiais Hors-Concours, Clássicos Restaurados, Retratos, Programa Geração, À Meia Noite, Especial Séries Brasileiras e O Estado das Coisas. Esta última, recebe ainda uma edição especial com uma curadoria de filmes com temas relacionados à COP-30.
Em 2025, o evento realiza sessões de gala dedicadas a quatro séries brasileiras, em exibições gratuitas e abertas ao público, numa oportunidade única de assistir na tela grande aos primeiros episódios. As produções selecionadas incluem Ângela Diniz: Assassinada e Condenada (HBO Max), dirigida por Andrucha Waddington e estrelada por Marjorie Estiano e Emílio Dantas, que revisita a história de Ângela Diniz, ícone da alta sociedade mineira dos anos 70 assassinada a tiros pelo namorado Doca Street. Escrita e protagonizada por Lucas Oranmian, AYÔ (Reprodutora) que se destaca por trazer ao centro da narrativa a vida de um homem negro, gay e artista, abordando suas relações afetivas, desafios profissionais e busca por pertencimento na São Paulo contemporânea, com um elenco potente que reúne nomes como Breno Ferreira, Aretha Sadick, Gilda Nomacce, Caio Blat, Tania Toko e Lázaro Ramos.
A série ficcional De Menor (Tangerina Entretenimento), de Caru Alves de Souza, que em cada episódio retrata audiências de jovens em conflito com a lei em estilos variados — musical, talk show, podcast e até um julgamento surreal numa sala de jantar. Fechando o ciclo de produções nacionais, Tremembé (Prime Video), criada por Vera Egito, traz para a ficção as histórias de Suzane von Richthofen, Anna Jatobá, Elize Matsunaga e outros personagens reais que ficaram conhecidos como “presos famosos” da penitenciária de Tremembé, com Marina Ruy Barbosa, Bianca Comparato, Felipe Simas e grande elenco.
Destaques internacionais do Festival do Rio
O Festival do Rio 2025 vai contar este ano com a presença de Bill Kramer, CEO da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, entidade responsável pela premiação do Oscar. Ele chega para a Gala de Abertura, dia 2 de outubro, no Cine Odeon. Vem acompanhado de Meredith Shea, chief membership, impact and industry officer na Academy of Motion Picture Arts and Sciences e Dilcia Barrera, senior vice president of member relations, global outreach, and administration.
Com uma curadoria que reúne mais de 180 filmes internacionais representando 74 países, apresenta a seleção das mostras Panorama Mundial, Expectativa, Itinerários Únicos e Midnight Movies, traz ao público brasileiro grandes mestres do cinema, estreias femininas na direção, documentários sobre personalidades históricas e trabalhos premiados nos principais festivais do mundo.
A presença feminina, aliás, é um dos eixos centrais desta edição, com 90 filmes dirigidos ou co-dirigidos por mulheres apenas entre os internacionais. Entre os destaques está a atriz francesa Juliette Binoche (Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por O Paciente Inglês), que vem ao Festival pela primeira vez para apresentar In-I in Motion, seu primeiro trabalho como diretora. A premiada diretora portuguesa Teresa Villaverde (Colo, Os Mutantes) virá ao Brasil exclusivamente para apresentar no Festival a estreia mundial de seu último filme, Justa, que conta com Betty Faria em destaque no elenco.
A Voz de Hind Rajab, da diretora tunisiana Kaouther Ben Hania, que emocionou o público em Veneza e levou o Grande Prêmio do Júri, é outro dos filmes muito esperados desta edição. Também integram o Panorama Mundial cineastas como Claire Denis (Bom Trabalho), com A Cerca; Agnieszka Holland (Filhos da Guerra), com Franz Antes de Kafka; e Nia DaCosta (Candyman), com Hedda. Filmes que tratam de sexismo, abuso e relações de poder, como Sem Dó nem Piedade, de Isa Willinger; e A Fúria, de Gemma Blasco, reforçam a relevância dos temas atuais que atravessam a curadoria.
Diretamente do Festival de Cannes, chegam obras como Valor Sentimental, de Joachim Trier, vencedor do Grande Prêmio do Júri; e O Olhar Misterioso do Flamingo, de Diego Céspedes, vencedor na mostra Un Certain Regard, e escolhido para representar o Chile na corrida pelo Oscar. O filme será apresentado no Festival do Rio com a presença do diretor e da atriz Paula Dinamarca. Também exibido em Cannes - onde conquistou o prêmio de Melhor Atriz para Cléo Diára na mostra Un Certain Regard -, O Riso e a Faca, de Pedro Pinho, será exibido no Rio com a presença do diretor, do ator Jonathan Guilherme e da própria Cléo Diára. Outro título em destaque é Um Poeta, de Simón Mesa Soto, filme da Colômbia vencedor do Prêmio do Júri na Un Certain Regard. O filme é mais um da safra de 16 produções já selecionadas até agora por seus países para disputar uma vaga no Oscar 2026 - lista que pode aumentar.
Entre os grandes nomes presentes no Panorama estão ainda La Grazia, de Paolo Sorrentino; A Cronologia da Água, de Kristen Stewart; Sonhos, de Michel Franco; Yes, de Nadav Lapid; Morra, Amor, de Lynne Ramsay; Elefantes Fantasmas, de Werner Herzog; e Balada de um Jogador, de Edward Berger, diretor de Conclave, que encerrou o Festival do Rio em 2024. A lista ainda inclui obras de Hong Sang-soo, Julia Ducournau, Kelly Reichardt, Rebecca Zlotowski, László Nemes, compondo um painel do cinema contemporâneo em toda a sua diversidade.
Mostras Itinerários Únicos e Première Latina
A Première Latina, uma das mostras mais tradicionais do Festival do Rio, retorna em 2025 com uma seleção de 18 títulos internacionais, abrangendo expressões autorais da Argentina, Chile, México, Uruguai, Bolívia, Colômbia e Equador. As produções selecionadas abordam questões sociais, políticas e existenciais, traduzindo a diversidade de olhares inerentes ao histórico de colonização espanhola para o público carioca. Criada na segunda edição do festival, em 2000, a mostra tem o propósito de promover o diálogo cultural entre os muitos povos das Américas. Um dos destaques da programação é a estreia brasileira de “Nossa Terra” (Nuestra Tierra), de Lucrecia Martel, consagrada diretora argentina, egressa da província de Salta, que volta ao Festival do Rio com um ensaio documental que reafirma sua força autoral. A incursão da realizadora de cults como "Zama" (2017) e "O Pântano" (2001) pelas veredas do documentário narra a violência contra os povos indígenas. Foi exibido nos festivais de Veneza e Toronto e concorre a prêmios em San Sebastián.
A mostra Clássicos & Cults, dedicada a revisitar filmes que marcaram a história do cinema, seja por sua relevância cultural, impacto estético ou pela intensidade de suas histórias. A seleção reúne desde obras premiadas até títulos que conquistaram status de cult ao longo das décadas. Entre os destaques da mostra está Incêndios (Incendies, 2010), do canadense Denis Villeneuve, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Outro momento imperdível é a exibição de Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola, um dos maiores épicos de guerra da história do cinema, ganhadora da Palma de Ouro em Cannes em 1979 e de vários Oscars no ano seguinte.
Abertura e Encerramento Nacional e Internacional
O longa-metragem Depois da Caçada (After The Hunt), de Luca Guadagnino, abrirá a 27ª edição do Festival do Rio. A estreia brasileira do filme acontece no histórico Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, tradicional palco da Gala de Abertura do Festival. O filme será apresentado ao público no Festival do Rio logo após a sua première mundial no Festival de Veneza, e a sua passagem pelo Festival de Nova York, onde o filme também foi selecionado para abrir a edição deste ano.
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (Hamnet) - longa dirigido pela ganhadora do Oscar Chloé Zhao (Nomadland) e inspirado no premiado livro de Maggie O’Farrell, grande vencedor do Festival Internacional de Cinema de Toronto foi escolhido como o filme de encerramento do Festival do Rio, o longa contará com sessão no dia 11 de outubro, às 19h30, no histórico Cine Odeon - CCLSR, no Rio de Janeiro. Com produção dos vencedores do Oscar Steven Spielberg e Sam Mendes, “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (Hamnet) tem roteiro de Maggie O’Farrell e Chloé Zhao, também responsável pela direção. O longa traz no elenco Paul Mescal, de “Gladiador II”, e Jessie Buckley, de “Entre Mulheres”, em atuações aclamadas pela crítica internacional.
Festival do Rio
O Festival do Rio é apresentado pelo Ministério da Cultura, Shell e Prefeitura do Rio. Tem patrocínio master da Shell através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e apoio especial da Prefeitura do Rio – por meio da RioFilme, órgão que integra a Secretaria Municipal de Cultura. Realização: Cinema do Rio e Ministério da Cultura / Governo Federal.
Crítica da minissérie: “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”
Por Graça Paes, RJ
'Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente’
é produzida pela HBO Max em parceria com a Morena Filmes. É um dos
lançamentos mais impactantes de 2025. E estreou dia 31 de agosto no streaming.
A minissérie tem cinco episódios. É um drama baseado em fatos reais sobre a
epidemia de AIDS nos anos 80 no Brasil. No elenco, Johnny Massaro, Ícaro Silva,
Bruna Linzmeyer, Eli Ferreira, Kika Sena, Andréia Horta, entre outros, com
Direção Geral de Marcelo Gomes, Direção dos Episódios Carol Minêm, Criação e
Roteiro Patricia Corso e Leonardo Moreira, Produção Morena Filmes e Warner
Bros. Discovery
A produção mergulha com sensibilidade e coragem na epidemia de AIDS que
assolou o Brasil durante os anos 1980, trazendo à tona memórias, silêncios e
vozes que por muito tempo foram invisibilizadas.
Com uma narrativa envolvente e ao mesmo tempo
contundente, a série equilibra rigor histórico e emoção, sem cair em
dramatizações fáceis ou panfletárias. A direção aposta em um olhar humano e
íntimo, aproximando o espectador das dores e esperanças de personagens que,
embora ficcionais, carregam a verdade de milhares de vidas reais. A recriação
da época é impecável, desde a cenografia até o figurino, transportando o
público para a atmosfera sombria e estigmatizada dos anos iniciais da crise da
AIDS.
O elenco entrega atuações marcantes, com destaques para Johnny Massaro, Ícaro Silva e Bruna Linzmeyer, transmitindo vulnerabilidade, força e dignidade em cada cena. O roteiro, por sua vez, constrói uma trama com viés político e pessoal e mostra que a epidemia não se limitou à questão médica, mas que atravessou preconceitos, relações sociais e afetos.
Mais do que uma minissérie, ‘Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente’ é um resgate histórico necessário e um convite à reflexão sobre empatia, memória e resistência. A obra nos faz refletir sobre todos os tipos de preconceitos, entre eles, de gênero, raça, sociais, mas sobretudo ao preconceito relacionado a doenças. Que mata mais que a doença em si!!!
‘Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente’ reafirma o poder do audiovisual brasileiro em contar
histórias urgentes com qualidade artística internacional, consolidando-se como
uma das grandes obras do ano.
A Agência Zapp News já assistiu e nossa nota é 10.
Vitrine Lab abre inscrições para sua 6ª edição
Laboratório renova seu modelo de negócios e consolida a curadoria como pilar estratégico
Por Graça Paes, RJ
Em sua sexta edição, o Vitrine Lab, laboratório de distribuição cinematográfica do Grupo Vitrine Filmes, oferecerá 100 vagas gratuitas para profissionais e estudantes de todo o país. A relevância de uma trajetória de cinco anos que já impactou mais de 500 profissionais da indústria foi reforçada com a chegada e reconhecimento de novos parceiros, através de um modelo diversificado de financiamento, que engloba parcerias, apoio filantrópico e investimento direto.
O apoio do Projeto Paradiso, presente desde edições anteriores, soma-se agora ao Itaú Cultural; ao Canal Brasil; ao Marahu Lab, iniciativa da região Norte que reforça o compromisso de alcançar profissionais em todo o país; ao Festival Cinema Negro em Ação, realizado no Rio Grande do Sul — cujo projeto vencedor do laboratório (Sopapo LAB) receberá uma bolsa para participar do Vitrine Lab ; e à Omelete Company . Com o patrocínio da Sessão Vitrine Petrobras, o laboratório consolida a curadoria como pilar estratégico e ferramenta essencial para ampliar a circulação de filmes e fortalecer a conexão com diferentes audiências, dentro e fora das salas de cinema.
“As novas parcerias mostram que há espaço para ampliar a formação de profissionais, diversificar o mercado e fortalecer a circulação do cinema brasileiro, impulsionando nossa estratégia de expansão dos rumos da próxima edição.” - Letícia Friedrich, Diretora da Vitrine Filmes.
Completando as novidades, a executiva de conteúdo Paula Gastaud, assume a curadoria e coordenação do projeto na busca de estruturar um programa voltado a apresentar o que o Grupo Vitrine tem de melhor: seu sólido trabalho no lançamento comercial de cinema brasileiro, experiência em dialogar com públicos diversos, conectar com audiências e formar novos olhares através da curadoria.
“Este é um ano especial para a Vitrine Filmes, marcado por lançamentos de grande relevância no cinema independente. O recente êxito de público de O Último Azul e a estreia de O Agente Secreto no último trimestre reforçam a expectativa de que esta edição do Lab seja única, com muito material prático e experiências inéditas compartilhadas pela equipe responsável por estes lançamentos”, complementa Letícia.
O Vitrine Lab terá início no dia 13 de novembro e será realizado totalmente online ao longo de 10 encontros. O prazo final para candidaturas é dia 15 de outubro ou quando se atingir o número máximo de 400 inscrições.
O Vitrine Lab é um curso voltado à formação de estudantes e profissionais interessados em atuar na área de distribuição cinematográfica. Também é destinado a produtores, diretores, roteiristas e demais profissionais do audiovisual que desejam aprofundar seus conhecimentos em áreas correlatas à sua atuação principal.
Na busca de promover uma indústria mais plural e acessível para novos talentos, a seleção buscará equilíbrio ao priorizar a participação de pessoas negras, indígenas, trans, pessoas com deficiência, mães e pessoas residentes em regiões fora do eixo Rio-São Paulo.
O resultado da seleção será anunciado na última semana de outubro. As inscrições e o regulamento estão disponíveis através do site da Vitrine Filmes: https://www.vitrinefilmes.com.br/vitrinelab/
Programação:
No dia 13 de novembro, celebrando os 15 anos da Vitrine Filmes, será realizada uma Masterclass aberta ao público com convidados especiais.
A programação contará com dois módulos teóricos, o primeiro focado na atuação executiva, “Curadoria e Estratégia de Negócios” e o segundo direcionado às práticas de lançamento “Lançamento em Salas de Cinema". Serão dez encontros no total, ministrados por profissionais da equipe da Vitrine Filmes e convidados especiais.
Masterclass - Distribuição Inovadora (Aberta ao público)
Sessão 01 - Curadoria, Relevância e Audiência: Ferramentas chave para planejar estratégia de conteúdo
Sessão 02 - Da Sala de Cinema ao Streaming: Mapeando janelas e modelos de negócio de comercialização de conteúdo
Sessão 03 - Produção e Distribuição: A estratégia começa no roteiro
Sessão 04 - Ferramentas e negociações que transformam filmes em resultados comerciais
Sessão 05 - Planejamento estratégico de campanha
Sessão 06 - Programação: Desenho de circuito e parque exibidor brasileiro Sessão 07 - Marketing Cinematográfico: Planejamento e execução de lançamentos Sessão 08 - Estratégia de redes sociais e engajamento
Sessão 09 - Estratégia visual e design cinematográfico
Workshop na Expocine
Durante a Expocine, a maior convenção latino-americana da indústria do cinema e do audiovisual, no dia 2 de outubro, haverá uma prévia do Vitrine Lab com o workshop “Lançamento em Salas de Cinema – Como funciona o lançamento de um filme nos cinemas”, ministrado por Elaine Vegnaduzzi, Gerente de Programação da Vitrine Filmes.
A oficina ocorrerá entre 15h e 17h30, na Sala Exibidor, do Cine Marquise. Durante a sessão será apresentado um panorama atual do mercado cinematográfico brasileiro, explicando de
forma prática como se planeja a estreia de um filme nas salas. A credencial que dá possibilidade de entrada no workshop é a categoria FORUM e mais informações podem ser conferidas na página do Sympla.
Parceiros do Vitrine Lab 6a Edição
Patrocínio: Sessão Vitrine Petrobras
Apoio: Projeto Paradiso, Itaú Cultural, Canal Brasil, Marahu Lab
Apoio Institucional: 25 Expocine, 49a Mostra de São Paulo, Encontro de Ideias Audiovisuais, VI Festival de Cinema Negro em Ação, Omelete
Apoio de Mídia: Atômica Lab
Sobre o Vitrine Lab
O Vitrine Lab é um laboratório de distribuição cinematográfica promovido pelo Grupo Vitrine, voltado para a capacitação de estudantes e profissionais que buscam uma carreira executiva no audiovisual. A iniciativa discorre sobre as práticas vigentes no mercado brasileiro, e também surge como um espaço de debate e reflexão sobre o futuro da distribuição do nosso Cinema. O Vitrine Lab contribuiu para a formação de mais de 500 profissionais ao longo de cinco edições. Após a conclusão do curso, vários alunos se inseriram no mercado de trabalho por conta dos conhecimentos adquiridos e das possibilidades de networking oferecidas pelo programa.
Site oficial: https://www.vitrinefilmes.com.br/vitrinelab/



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