quinta-feira, 8 de março de 2018

Crítica do filme “O Passageiro”

Por Graça Paes, RJ (Agência Zapp News)

 

O filme tem como protagonista Liam Neeson um ator que traduz bem na telona as cenas de ação. A fotografia inicial me incomodou, a ideia do diretor, eu acho, era a de colocar a câmera como se fosse o olhar do espectador, mas as primeiras cenas balançam demais e me incomodou, mas após uns 20 minutos de filme, eu já comecei a gostar dos enquadramentos, dos takes, e da iluminação. A Agência Zapp News deu nota 8, 5 para o longa.     O cenário principal é um trem, e boa parte do filme se passa neste local. O longa não é monótono e não dá sono. Te prende pela habilidade dos atores em cena e pelo roteiro bem escrito e bem trabalhado pela direção. Parabéns também para a maquiagem e para os efeitos especiais. Estão bem verossímeis. 

       

 O filme conta a história de Michael McCauley, um mediador de seguros que diariamente faz o mesmo trajeto casa-trabalho de trem há 10 anos. Num determinado dia, ele chega ao trabalho e é demitido. Ele se desespera, pois está com dívidas. E, eis que triste, preocupado, ao retornar ao seu lar com a devastadora notícia do desemprego, ele é abordado por uma elegante mulher que lhe faz uma proposta estranha em troca de 75 mil euros.

     

Ele nem tem como pensar em aceitar ou não, vários acontecimentos o colocam numa espécie de jogo, e ele é obrigado a seguir as regras. E, numa corrida contra o tempo, ele vai se deparando com pistas que lhe revelam que ele é o protagonista de uma conspiração criminosa que coloca em perigo não apenas a sua vida, mas a de sua família e de todos os passageiros que estão naquele trem. A partir daí, muita emoção e muitas cenas interessantes marcam o filme O PASSAGEIRO que estreia dia 8 de março nos cinemas.    

   

quinta-feira, 1 de março de 2018

Crítica: "Operação Red Sparrow"

O filme com Jennifer Lawrence estreia dia 1 de março


Na quinta, dia 1º. de março estreia nos cinemas o suspense de espionagem "Operação Red Sparrow", estrelado por Jennifer Lawrence. Aliás, a atriz já provou mais de uma vez que é completa e que pode encarar qualquer personagem e fazê-lo com maestria.  


"Operação Red Sparrow", tem uma boa fotografia, bons diálogos e explora bastante o nu, tanto feminino como o masculino. As cenas de ação também estão muito bem dirigidas e bem realistas, em alguns momentos, o filme chega a nos dar uns bons sustos. Parabéns também para a maquiagem, principalmente, nas cenas com sangue e tortura que estão bem reais.     


O longa é baseado no livro homônimo de Jason Matthews. E, conta a trajetória de Dominika Egorova, no início, uma doce e bela bailarina, e que no desenrolar dos acontecimentos, sai do ballet  e é recrutada para se tornar uma "sparrow", que é um grupo de mulheres treinadas numa escola de espionagem russa para atuar como espiã e usar a sedução em prol do governo.  Surpreendendo a todos, a doce bailarina, após o processo de treinamento, se torna uma talentosa espiã.  E, a partir daí, ela se torna um alvo, pois devido aos conflitos políticos em que se envolve, ela vira um risco para ambos os lados ao se envolver com o agente da CIA Nathaniel Nash, muito bem interpretado pelo ator Joel Edgerton. Este encontro é capaz de mudar todo o rumo da história.    


Ficou curioso, vale a pena conferir "Operação Red Sparrow". A direção é de Francis Lawrence. E, na telona além de Jennifer Lawrence e Joel Edgerton estão Jeremy Irons, Ciarán Hinds, Charlotte Rampling, Douglas Hodge, entre outros.  


 A Agência Zapp News deu nota 8,5.    

 Veja o trailer:
         

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Crítica do filme "Eu, Tonya"

Por Graça Paes, (Agência Zapp News) 

     

 A Agência Zapp News, por todo o conjunto da obra, dá nota 10. O longa, baseado em fatos reais, é uma história muito bem contada, encenada, dirigida, com uma trilha sonora incrível. Nem dá para cochilar. Cenas brilhantes, fotografia espetacular, direção excelente de Craig Gillespie, e uma brilhante atuação de Margot Robbie, como Tonya Harding, que lhe rendeu a indicação ao Oscar 2018, como melhor atriz. 

     

O longa retrata a vida e a trajetória da patinadora artística Tonya Harding que posteriormente se tornou boxeadora e do fatídico "incidente" que a tirou da patinação.  A história é contada desde sua infância até a fase adulta. Ligando os acontecimentos familiares as conquistas e desilusões com o esporte. Ela disputou por duas vezes os Jogos Olímpicos,  foi vencedora do campeonato nacional americano e conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial de 1991.  

     

Conhecida por sua força atlética, Harding foi a segunda mulher no mundo, e a primeira mulher americana, a realizar o salto triplo axel em competições. Era insubordinada, teve muitos problemas com juízes, mas sabia o que fazia no gelo.

      

No auge de sua carreira, ela foi envolvida numa trama chamada de “incidente” que foi manchete dos principais veículos na imprensa mundial da época. Ela foi acusada de conspiração. Na ocasião, um indivíduo atingiu o joelho de Nancy Kerrigan, sua colega de patinação, membro da seleção nacional de patinação nos Jogos Olímpicos de inverno de Lillehammer (Noruega), e uma de suas principais concorrentes. Porém, o jogo virou, e o que era para ter sido para ajudar, na cabeça de seu ex-marido, acabou por findar uma carreira promissora. Tonya Harding sai de cena e sua oponente e amiga, mesmo agredida, consegue subir ao pódio e conquistar uma medalha de prata.    

  Tonya Harding deu adeus a carreira quando a federação acabou vetando de forma vitalícia sua volta às pistas de gelo, após ter ficado comprovada a mentoria de seu ex-marido, Jeff Gillooly, com Shawn Eckhardt e Shane Stant ao ataque contra Nancy Kerrigan durante o Campeonato dos Estados Unidos de 1994 em Detroit.      O longa fala de relacionamento familiar, violência doméstica, carências e desilusões de adolescente. E, também sobre a luta que é para se manter no esporte, conquistar medalhas e obter boas pontuações no gelo. "Eu, Tonya", de Craig Gillespie, concorre a três Oscar em 2018: melhor atriz (Margot Robbie), melhor atriz coadjuvante (Allison Janney) e montagem.         

   

 O filme estreia dia 22 de fevereiro.    


Crítica do filme "Trama Fantasma"

Por Graça Paes, RJ (Agência Zapp News)

     

A Agência Zapp News dá nota 9 para o filme "Trama Fantasma". É um bom filme, ele te prende à tela, mas tem muitas cenas paradas. Me encantou muito o figurino e os cenários que retratam os anos 1950,  que aliás, é tratado com muita delicadeza e fidelização. O filme também resgata o glamour e a alta costura da época.

  

Tem excelentes atuações de Daniel Day-Lewis como Reynolds Woodcock, um renomado estilista e a novata atriz Vicky Krieps, que dá vida a Alma, sua modelo, musa, e posteriormente esposa. Um desafio enorme para uma atriz novata,  já que ela é a protagonista da história, ao lado de Daniel Day-Lewis, que neste trabalho encerra sua brilhante e premiada carreira. Vicky Krieps bem eu merecia uma indicação a estatueta, pois é surpreendente. 



Paul Thomas Anderson , em seu sétimo longa, sendo o primeiro filme britânico, trabalha muito bem em cima de um roteiro bem amarradinho embalado por uma trilha sonora brilhante e uma bela fotografia. O filme só peca na falta de ação, mas o bom roteiro te prende a poltrona.       


O longa marca a despedida de Day-Lewis, já que o astro decidiu parar a carreira ainda no auge. E, com uma excelente atuação como Reynolds Woodcock. E, com o pontapé inicial do  talento de uma novata, a atriz Vicky Krieps, que pelo visto ainda terá muito a mostrar na sétima arte.     


A trama, cuja direção é de Paul Thomas Anderson, recebeu seis indicações ao Oscar 2018, incluindo melhor filme, melhor ator (Daniel Day-Lewis), melhor diretor (Paul Thomas Anderson). E foi vencedor do Bafta 2018, considerado o Oscar britânico, na categoria melhor figurino para Mark Bridges. Além de figurino, ele também teve indicações para as categorias melhor ator, Daniel Day-Lewis, melhor atriz coadjuvante, Lesley Manville, e melhor trilha sonora, Jonny Greenwood.  


   

Na trama, que estreia dia 22 de fevereiro, Daniel Day-Lewis é Reynolds Woodcock um estilista metódico e muito focado que tira a inspiração de suas criações da convivência com as mulheres que fazem parte de sua vida. Ele se torna renomado por vestir a realeza, as estrelas de cinema, socialites e damas da alta sociedade. Só que o inabalável e intocável Woodcock vê sua vida rotineira e pacata, ao lado da irmã e cúmplice, interpretada por Lesley Manville,  indicada ao Oscar como melhor atriz coadjuvante, perder o rumo com a chegada de Alma. Ela não é uma mulher qualquer que entra e sai de sua vida. A jovem, chega e se torna sua principal modelo, musa inspiradora e posteriormente esposa. O então relacionamento passa a ser uma questão de sobrevivência. O "amor" que une este casal tem um poder destrutivo, como existe em alguns relacionamentos amorosos, e o longa aborda estas implicações no dia-a-dia. É para assistir prestando bastante atenção em cada detalhe.   Que venha o Oscar!!!    


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Crítica do filme Pantera Negra

Por Graça Paes, (Agência Zapp News)






A Agência Zapp News dá nota 9.5 para o filme 'Pantera Negra'. Marvel ousa em  'Pantera Negra',  um filme bem caro, cerca de 200 milhões de dólares, mas que justifica seus altos valores na tela. O longa sai da caixinha e aposta em um elenco formado por muitos atores negros, algo nunca visto antes num filme do gênero. É um filme forte, reflexivo, mas que não perde o feeling da saga dos super-heróis.






O filme também ousa ao apostar em heroínas, mulheres, negras e poderosas, e entre elas, quem mais se destaca é Leticia Wright, a Shuri, a irmã do protagonista. Mas,  Lupita Nyong'o  e Danai Gurira  também estão maravilhosamente bem em cena como guerreiras nas cenas de combate. São a personificação do empoderamento. As mulheres sabem lutar, se defender,  e podem sim ajudar uma nação em apuros.






No longa, o 'Pantera Negra'  acompanha T’Challa que, após a morte de seu pai, o Rei de Wakanda, volta pra casa. O local é isolado, mas tecnologicamente avançado. Ele retorna a nação africana para a sucessão ao trono e para ocupar o seu lugar de direito como rei. Mas,  com o reaparecimento de um velho e poderoso inimigo, o valor de T’Challa como rei,  e como 'Pantera Negra',  é testado quando ele é levado a um conflito que coloca o destino de Wakanda, e do mundo todo, em risco. Confrontado, o jovem rei precisa reunir seus aliados e liberar todo o poder do 'Pantera Negra' para derrotar seus inimigos e assegurar a segurança de seu povo e de seu modo de viver. E, para obter êxito muita coisa rola na telona.



A trama te prende. Envolve embates políticos e é cheia de reviravoltas. Certamente irá te deixar de queixo caído. Tudo embalado por uma bela trilha sonora, um bom roteiro, uma boa fotografia e maravilhosos atores em cena.







É um filme para assistir em família. Você não pode perder.  Estreia dia 15 de fevereiro.



quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Crítica do filme: "Artista do Desastre"

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Muito bem dirigido e estrelado por James Franco e aclamado em alguns festivais internacionais de cinema, como o Festival de Toronto - TIFF, Festival South by Southwest  - SXSW,  San Sebastian International Film Festival, e que rendeu um Globo de Ouro a Franco. O filme "Artista do Desastre" conta a história de uma aspirante a cineasta, Tommy Wiseau, diretor e protagonista do cult The Room, conhecido como “O Melhor Pior Filme de Todos os Tempos”.




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Após, assistir o filme "Artista do desastre", eu contemplei o Globo de Ouro recebido por James Franco. Realmente, ele está demais. Além de ter arrebentado como protagonista, ele ainda dirigiu e produziu o longa. James Franco é fera.



O fato de Franco estar sendo acusado de abusos e estar envolvido em polêmicas não tira o brilho de sua obra e de sua atuação. Mas, não lhe rendeu uma indicação ao Oscar. Porém, vamos ao filme, que composição cênica, MARAVILHOSA, que James Franco deu ao personagem. Além dele ser dirigido por ele mesmo. É coisa para profissional, mesmo, porque o personagem real Tommy Wiseau, hoje com 62 anos, é um ser estranho, caricato, engraçado, e que possui um sotaque diferente, pois é polaco-americano. E, James Franco deu vida a este ser maravilhosamente, cujo o filme, "Artista do desastre",  sob seu comando retratou os bastidores deste filme, The Room, dirigido e protagonizado por Tommy.


Tommy também produziu, dirigiu e foi o protagonista de seu próprio filme descrito por muitos críticos como "um dos piores filmes já feitos". E que ainda ganhou status de filme cult. Eu vejo The Room como um filme de principiante, mas para bom que para ruim.

Assistir The Room, me fez entender bem melhor ambos. E também entender porque Tommy não virou um grande astro de Hollywood como sonhava. O longa de Tommy deixa uma mensagem para os que almejam ser atores e serem diretores de cinema. Estude, aprenda e depois FAÇA. Não basta apenas sonhar. Mas, ao mesmo tempo, por ter feito seu próprio filme, sem dominar técnicas, equipamentos e até mesmo um set, Tommy foi um desbravador. E até hoje é lembrado por isso.

Na verdade, The Room, não era para ser uma comédia, mas o "talento" de Tommy como protagonista e a forma como conduziu o longa e algumas cenas fez o filme se tornar cômico.


O filme de Tommy, The Room, deu origem ao livro não ficcional The Disaster Artist: My Life Inside the Room, de Greg Sestero, que foi a base para o filme, que em poucos dias estará nos cinemas, "The Disaster Artist", Artista do desastre, título em Português.



A Agência Zapp News dá nota 9,0 pelo conjunto da obra e nota 10 para James Franco como ator e diretor. 


Crítica: 'The Post - A guerra secreta'

O filme é bom, mas não é o melhor de Spielberg


Por Graça Paes, (Agência Zapp News), RJ 



Mesmo indicado a dois Oscars, como melhor filme e melhor atriz, pelo desempenho de Meryl Streep, “The Post - A guerra secreta" não é um dos melhores trabalhos de Steven Spielberg. O longa conta com Tom Hanks e Meryl Streep, como já foi dito,  indicada a estatueta, mas tem momentos da narrativa arrastados e um tanto quanto cansativos. Também não é um filme sangrento. Cenas da guerra só aparecem para justificarem a origem da documentação que dá origem a denúncia. 



O filme aborda as estratégias que o jornal "The Washington Post" enfrenta ao receber informações anônimas, mas documentadas, de grande importância para o país, mas que envolve a política, o presidente e a nação. Um assunto, o qual, não basta simplesmente noticiar. Uma situação bem delicada que envolve uma série de fatores e até mesmo a segurança de todos.  E, a sequência deste desdobramento é o que se vê na telona e que foi dirigido por Steven Spielberg.



Este caso ocorrido no jornal "The Washington Post", se passa nos anos 70, período em que o veículo impresso,  teve acesso a documentos secretos que revelaram informações omitidas e maquiadas pelo governo dos EUA sobre o que ocorria no campo de guerra e os reais resultados da guerra do Vietnã. O presidente da época, Nixon, fez de tudo para tentar impedir a publicação dos fatos.

Traçando um paralelo com a situação política atual o timing é perfeito. Já que hoje em dia, também existe um confronto entre o atual presidente dos EUA, Trump, e a imprensa.

“The Post - A guerra secreta" conta com um elenco brilhante, o que o faz ser bem interessante. Tem atuações magníficas, mas assim como essa não é a melhor direção de Steven Spielberg, neste filme, também não temos uma das melhores atuações de Tom Hanks. Falta algo para o personagem dele acontecer na trama. Hanks não parece estar tão entregue a este personagem, como costumamos vê-lo em outros longas, alguns até, que marcaram sua carreira.  


No Brasil, o filme estreia dia 25 de janeiro nos cinemas. E tem gerado uma boa expectativa nos fãs do trio: Steven Spielberg, Tom Hanks e Meryl Streep. Assista e confira com seus próprios olhos a história que ressalta como a mídia é importante e como a liberdade de imprensa pode mudar os rumos de uma nação. 

A Agência Zapp News dá pelo conjunto da obra nota 8,5. 


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Crítica: "O Destino De Uma Nação"


Por Graça Paes, RJ 
Um bom filme, com uma excelente atuação de Gary Oldman


Estreia quinta-feira, dia 11 de janeiro, nos cinemas, o longa que rendeu a Gary Oldman um Globo de Ouro. É uma cinebiografia,  ou seja, um gênero sempre esperado pelo público e mais ainda por quem curte história. O filme retrata Winston Churchill (Gary Oldman), que nasceu em 1874 e morreu em 1965. Foi uma figura histórica importantíssima para Grã-Bretanha, assim como também foi Margareth Tatcher.



"O Destino de Uma Nação" é dirigido por Joe Wright e aborda um dos desafios mais complicados que Churchill teve que enfrentar quando foi eleito Primeiro Ministro, em 1940, época em que o exército britânico se encontrava encurralado pelos nazistas nas praias de Dunkirk, na França, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).




O filme possui é bem dirigido, tem um bom elenco, uma excelente fotografia, cenários belíssimos, fez bom uso da figuração nas cenas, uma montagem espetacular e uma maquiagem impecável. Mas, como pode ocorrer com cinebiografias, ele é monótono. Um pouco mais de ritmo teria feito toda a diferença neste brilhante trabalho, que em parte da exibição pode te levar aos cochilos. Mas, tome um bom café e vá ao cinema. Vale a pena assistir, sim, pois é indiscutível a atuação e a composição cênica de Gary Oldman, vencedor do Globo de Ouro como Melhor Ator em Filme Drama por dar vida a Churchill e está atuação vale a pena ser vista e aplaudida de pé.